Hayber’den Sonra
DEVLETİ’NİN PAYİTAHTI OLAN İSTANBUL’DA YAŞAMIŞ YAHUT İSTANBUL’U YAZMADAN GEÇEMEMİŞLERDİR
O potássio é o cátion mais abundante na planta, sendo adsorvido em grandes quantidades pelas raízes. Tem importante função no estado energético da planta, na translocação e no armazenamento de assimilados e na manutenção da água nos tecidos vegetais. Este cátion tem alta mobilidade nas plantas, o que explica as principais funções e características do K+ como principal elemento que atua na neutralização das cargas e como o mais importante e ativo componente inorgânico osmótico. A alta concentração do K nos cloroplastos e no citoplasma é responsável pela manutenção do pH das células e dos tecidos entre 7 e 8. Em plantas deficientes em K, se o pH interno cai para abaixo de 7, muitos processos fisiológicos podem ser paralisados (MEURER, 2006).
O potássio é um nutriente importante para a cana-de-açúcar, sendo o mais extraído pela cultura (MALAVOLTA, 1994), principalmente pela cana-soca (KORNDÖRFER, OLIVEIRA; 2005). A cana-de-açúcar apresenta, ainda, consumo de luxo, ou seja, mesmo absorvendo o K em altas quantidades, não há prejuízo à produtividade (Malavolta,1980 citado por Flores et al., 2012). Além disso, a produtividade da cultura da cana-de-açúcar apresentou uma relação direta com o aumento da razão de adsorção de K no solo (ZOLIN et al., 2011; BEBÉ et al., 2009a; ROSSETTO et al., 2004). Entretanto, o excesso desse elemento não é desejável para a fabricação do açúcar, pois seus altos teores no caldo dificultam a cristalização, reduzindo o rendimento industrial de açúcar. Já, no entanto, altos teores de cinzas favorecem a produção de álcool, agindo como fonte de nutrientes para as leveduras (RODRIGUES, 1995).
Após o nitrogênio (N), o K é o nutriente requerido em maiores quantidades pelas culturas (RESENDE et al., 2006). Entretanto, diferentemente do N que pode ser disponibilizado por processos de fixação biológica, não existem fontes renováveis de K, de
modo que sua disponibilidade às plantas depende essencialmente das reservas do solo e da aplicação de fertilizantes. Nas condições brasileiras, o problema agrava-se pelo fato de os solos serem pobres em minerais contendo K e apresentarem baixa capacidade de retenção de cátions, o que favorece a lixiviação do K oriundo dos fertilizantes para fora da zona de crescimento radicular (VILELA et al., 2004; CURI et al., 2005).
A disponibilidade de K, assim como a capacidade de suprimento deste nutriente pelo solo, depende da presença de minerais primários e secundários, da aplicação de fertilizantes, da CTC e do pH do solo e da ciclagem do nutriente pelas plantas (WERLE et al., 2008; ERNANI et al., 2007). Em estudo de adsorção, Nicochelli et al. (2012) observaram que o íon K+ teve maior afinidade com a amostra de solo com maior percentual de argila e maior CTC. Concluíram que na maioria das concentrações de KCl adicionadas, o material caulinítico adsorveu quantidade maior de K do que a amostra de solo laterítico, fato esse explicado pela maior capacidade de troca catiônica e pela predominância de cargas superficiais negativas do material caulinítico quando comparado aos minerais oxídicos (SANTOS et al., 2006).
A lixiviação consiste no movimento vertical dos íons no perfil do solo para profundidades abaixo daquelas exploradas pelas raízes. Ela preocupa tanto sobre o ponto de vista ambiental quanto econômico, porque o K é o segundo nutriente mais absorvido pela maioria das espécies vegetais. A lixiviação de K depende de sua presença em concentrações significativas na solução do solo do solo, razão por que aumenta com a adição de fertilizantes potássicos e da quantidade de água que percola no perfil. A lixiviação é um fenômeno importante em solos com baixa CTC, especialmente em áreas com alta precipitação pluvial (ERNANI et al., 2007).
O K adicionado via adubação potássica, assim como aquele disponibilizado da palha que permanece sobre o solo, pode ser intensamente lixiviado no perfil do solo, dependendo da quantidade de chuva, da dose de nutriente e da textura do solo, entre outros fatores (ROSOLEM et al., 2006; OTTO et al., 2010). Tendo em vista os altos teores de nutrientes, como K, Ca e Mg e, principalmente, de matéria orgânica, a disposição da vinhaça no solo como fertilizante não deve ultrapassar a capacidade de retenção de água do solo (SILVA et al., 2007), uma vez que pode ocorrer lixiviação de vários desses elementos, sobremaneira do K, presente em grande quantidade nesse resíduo, com a possibilidade de alcançar as águas subsuperficiais (NICOCHELLI, 2012).
Nos estudos de Zolin et al. (2011) e de Canellas et al. (2003), a aplicação de vinhaça contribuiu para o aumento dos teores de carbono orgânico e de K no solo. Os resultados da aplicação de vinhaça durante sete anos consecutivos em um LATOSSOLO VERMELHO
AMARELO Distrófico álico, textura arenosa, mostraram um aumento significativo na quantidade de nutrientes disponíveis para a planta após quatro aplicações consecutivas divididas em quatro anos. A concentração de K aumentou significativamente até a profundidade de 100 cm, de acordo com aumento das doses de vinhaça aplicadas. A dose máxima de vinhaça (300 m3 ha-1) produziu 73 t ha-1 adicionais de cana-de-açúcar em seis anos, ou o equivalente a um corte a mais, quando comparada com a adubação mineral convencional (PENATTI et al., 2005; DONZELLI et al., 2005).
A fertirrigação com vinhaça em longo prazo leva ao acúmulo de K no solo, o que resulta em níveis muito altos do elemento, toxicologicamente relevantes. Assim, o K pode ser considerado um indicador para os efeitos da vinhaça nas águas subterrâneas ou de superfície, e poderia ser usado para controlar as taxas de aplicação para reduzir a contaminação da água pela fertirrigação com vinhaça (GUNKEL et al., 2007).
Os efeitos do consumo excessivo de K são pouco difundidos, mas a hipercalemia é a alteração mais comum do organismo causada pela ingestão de elevadas concentrações do elemento, caracterizada pelo desbalanço osmótico entre os líquidos intra e extracelular, levando a sérias situações clínicas, tais como a deficiência de insulina, lise celular e diminuição da excreção renal (ROCHA, 2009).
Tabela 2. Valores de Potássio Total do 3º Quartil por triênio no período 1998 a 2012 nos aquíferos do Estado de São Paulo e Valor de Referência da Qualidade (VRQ) das águas subterrâneas do Estado de São Paulo para o parâmetro potássio.
Aquífero Potássio Total (mg L-1 K)
1998-2000 2001-2003 2004-2006 2007-2009 2010-2012 VRQ1 Bauru 4,8 4,5 4,3 4,5 5,6 4,5 Serra Geral 2,5 2,7 2,1 2,1 2,3 2,0 Guarani 4,0 4,2 4,0 4,1 5,0 4,0 Tubarão 2,5 2,4 2,1 2,1 2,4 2,0 Pré-cambriano 3,2 3,0 2,3 2,2 2,8 2,5 Taubaté 4,1 3,4 5,0 3,7 4,5 5,0 São Paulo --- --- 4,5 5,2 4,8 4,5
Adaptado de CETESB (2010) e de CETESB (2013). 1Os valores em negrito ultrapassaram os VRQs
estabelecidos para os aquíferos.
Apesar de não existirem valores de referência de K para solos, eles estão estabelecidos para as águas subterrâneas do Estado de São Paulo. No Relatório da Qualidade das Águas Subterrâneas do Estado de São Paulo, no período de 2010 a 2012, observou-se elevação dos
teores de K nos Aquíferos Bauru e Guarani (CETESB, 2013) (Tabela 2). As possíveis fontes de potássio não foram citadas no relatório da CETESB.