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Destek Personeli (Memur, Hizmetli, vb) Durumu

4. YÖNETİM FAALİYETLERİ

4.16. Destek Personeli (Memur, Hizmetli, vb) Durumu

No segundo horário, após a realização do conto ―o boneco Neco e Maria Flor‖, a professora realizou uma atividade de leitura. Nesse momento, ela mostrou fichas com as palavras retiradas do texto e pediu que as crianças lessem em voz alta e identificassem:

O número de sílabas das palavras O número de vogais

O número de consoantes

O número de letras das palavras

Durante a realização desta atividade, as crianças foram muito participativas e a professora solicitou a contribuição de todos. No caso das crianças que ainda não conseguiam ler, elas identificavam, pelo menos, a primeira letra da palavra e a última. Já as que sabiam ler, identificavam o número de vogais, consoantes, total de letras e sílabas presentes nas palavras. A aluna I, que cursa o primeiro ano e tem seis anos, já sabe ler e conseguiu identificar todas as palavras que a professora mostrou nos cartões e, ao conseguir silabar, ela demonstrou, claramente, sua habilidade de leitura e de identificação das letras e das sílabas presentes em cada uma delas.

Sabemos que a leitura precede a escrita, pois para saber escrever, a criança precisa, primeiramente, aprender a ler. Kato (2005, p. 43) afirma que:

Ler e escrever se assemelham a ouvir e falar, o que nos leva a analisar a natureza daquelas atividades sobre a luz do que já se escreveu sobre estas. Da mesma forma que ouvir e falar, ler e escrever também são atividades de comunicação, embora as condições de interação entre emissor e audiência verbal, sejam diferentes num e noutro caso.

No caso do aluno J, que também tem seis anos e cursa o primeiro ano, não consegue identificar sílabas, vogais, consoantes. No entanto, consegue identificar que a palavra Teleco se inicia com o ―T‖ e termina com ―O‖, o que já significa certo conhecimento das letras, embora ainda não consiga, de fato, decodificar as palavras e identificar os elementos que estão presentes nela como, por exemplo, diferenciar vogais e consoantes.

As palavras exibidas pela professora na atividade de leitura faziam parte do conto ―A galinha dos ovos de rapadura‖, sendo esta por tanto uma atividade de leitura contextualizada.

As palavras foram estas: TELECO

50 CACHORRO CANAVIAL GALINHEIRO CANDOCA FAZENDA GALO LADRÃO PINTINHO GALINHA ANIMAIS FORMIGAS

Durante a atividade de leitura, percebeu-se que as crianças que ainda não sabiam ler imitavam as que sabiam.

Segundo Freire (2006, p.10),

Ler é uma operação inteligente, difícil, exigente, mas gratificante. Ninguém lê ou estuda autenticamente se não assume, diante do texto ou do objeto da curiosidade a forma crítica de ser ou de estar sendo sujeito da curiosidade, sujeito da leitura, sujeito do processo de conhecer em que se acha. Ler é procurar buscar criar a compreensão do lido; daí, entre outros pontos fundamentais, a importância do ensino correto da leitura e da escrita. É que ensinar a ler é engajar-se numa experiência criativa em torno da compreensão. Da compreensão e da comunicação.

De acordo com Kato (1995, p.7),

A prática de grandes números de nossas escolas, de privilegiar as atividades de escrita, parece fazer supor que a produção segue-se automaticamente a recepção. Em outras palavras, se o professor ensinar o aluno a escrever, o aluno aprenderá automaticamente a ler. Contudo, o exemplo dado por Ferreiro mostra que a leitura pode ser adquirida independentemente da escrita.

Logo após a atividade de leitura do texto, a professora selecionou quatro palavras da leitura coletiva realizada anteriormente e ditou para que as crianças escrevessem individualmente da maneira que as entendiam. As palavras ditadas foram:

CASA

CACHORRO CANDOCA

GALO

Para Kato (1995, p19), ―É importante lembrar ainda que, ao ler, a criança tem como estímulo palavras e frases significativas, pelo menos no contexto natural de comunicação. Para escrever, porém, ela tem que combinar elementos como a letra e a sílaba‖.

Para ilustrar as análises sobre a atividade escrita, seguem-se os exemplos das produções dos alunos divididas por ano. Primeiramente, são expostas as atividades dos alunos do segundo ano e logo em seguida do primeiro ano.

Figura 12 – Atividade escrita do aluno E

As crianças do segundo ano escreveram as palavras ditadas da seguinte maneira: A criança E escreveu corretamente a palavra ―casa‖, já a palavra ―cachorro‖ escreveu ―cacoh‖ e na palavra galo ao invés de ―O‖ escreveu ―A‖.

Figura 13 - Atividade escrita da aluna M

A criança M escreveu corretamente apenas a palavra ―Teleco‖. Ao escrever ―casa‖, escreveu ―sasa‖, não identificando o ―C‖ e o substituindo por um ―S‖. Na escrita da palavra ―Candoca‖, escreveu ―cedoca‖, colocando ―E‖ ao invés de ―A‖ e omitindo o ―N‖. Na palavra ―galo‖, escreveu ―golo‖, trocando o ―A‖ pelo o ―O‖. Na palavra ―Cachorro‖ escreveu ―cajoro‖, escrevendo o ―J‖ ao invés de ―CH‖ e apenas um ―R‖ onde deveria ser ―RR‖.

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Figura 14 - Atividade escrita da aluna T

A aluna T escreveu corretamente as palavras ―casa‖ e ―teleco‖, já ―cachorro‖ representou da seguinte forma: ―catara‖, embora esta tenha o mesmo número de sílabas, não identificou a palavra ditada pela professora. Ao invés de ―candoca‖, escreveu ―caduca‖, omitindo assim o ―N‖ e trocando o ―O‖ pelo o ―U‖. A palavra ―galo‖, escreveu ―gato‖, trocando o ―L‖ pelo ―T‖. ―Teleco‖ escreveu ―teleca‖, trocando o ―O‖ pelo ―A‖.

Figura 15 - Atividade escrita do aluno T

O aluno T escreveu ―casa‖ e ―teleco‖ de forma correta, ―cachorro‖ escreveu ―catara‖, ―candoca‖, escreveu ―caduca‖ e ―galo‖, ―galu‖. Como se pode perceber, ele escreveu todas as palavras com o número de sílabas que corresponde às palavras ditadas e na palavra ―galo‖ escreveu da maneira que se pronuncia, pois ao se pronunciar a palavra, o som final é ―U‖ e não ―O‖, demonstrando que tem uma escrita no nível alfabético. Figura 16 - Atividade escrita da aluna E

Figura 16-Atividade escrita

A aluna E escreveu corretamente a palavra ―casa‖. ―Cachorro‖, escreveu ―cahora‖, omitindo, assim, o segundo ―C‖ da palavra e um ―R‖, bem como confundindo-se na última letra que seria ―O‖. As demais palavras parecem meras imitações da palavra casa.

Os resultados da atividade escrita dos alunos do primeiro ano estão organizados a seguir.

A aluna I já é leitora e foi à única do primeiro ano que realizou o ditado, pois as outras crianças alegavam não saber escrever e por isso não fizeram esta atividade, além disso, estavam agitadas e apressadas para ir embora.

Figura 17 - Atividade escrita da aluna I

Ao escrever, as crianças, quando ainda não dominam a linguagem escrita, procuram dizer alguma coisa que para elas possui sentido, Percebeu-se isso nos momentos em que se perguntou sobre as representações da história. O exemplo mais contundente foi da aluna E

54 que escreveu utilizando letras, mas que não formavam palavra alguma, no entanto quando perguntou-se o que estava escrito, ela disse que era ―a galinha feliz com os ovos‖.

Diz Belmiro (2008, p. 270),

[...] a importância em observar a escrita como imagem – que se desdobra em fragmentos e se reconstitui em discurso – e a imagem como escrita – que desenha o espaço e se constitui nas superfícies carregadas de sentidos – redimensiona o olhar de quem deseja superar os limites teóricos que organizam os conhecimentos tanto em relação à escrita quanto em relação à imagem. O visível e o legível, hoje, são apropriados pluralmente, com as condições que a contemporaneidade permite, e a escola pode renovar, com esses elementos, os sentidos da alfabetização.

Na atividade escrita, na qual a professora realizou o ditado de palavras e solicitou que todas as crianças escrevessem as palavras de acordo com sua compreensão, todas as crianças do segundo ano realizaram esta atividade. No entanto, as crianças do primeiro ano alegavam estarem cansadas e quererem ir para casa. Apenas a aluna I realizou o ditado e errou apenas uma palavra, pois esta já sabe ler e escrever. De acordo com Kato (1995, p. 14), ―Duas crianças podem estar na mesma fase cognitiva, mas uma poderá enfrentar mais dificuldades que a outra se não tiver tido a estimulação ambiental ou se no seu dialeto e a forma ortográfica e o dialeto prestigiado pela escola houver uma maior distancia‖.

Ainda segundo a mesma autora,

Uma criança ou até um adulto, ao ter que escrever uma palavra totalmente nova, poderá tender a aproximar a escrita da representação fonética, mesmo que tenha já consciência de que nossa escrita não tem essa natureza estrita, e em outras situações consegue escrever respeitando as regularidades contextuais (KATO, 1995, p.17).

Tais situações foram visualizadas ao longo das análises dos dados coletados.

Na última observação de campo realizada, mais uma vez sobre os panos de TNT iniciou-se

uma história contada pela professora, a qual tinha como título ―O pavão e a garça‖.

Antes de iniciar o conto, a aluna M disse que a história falaria do rato e do gato, o aluno E disse que falaria do galo e do gato e a menina S disse que falaria da garça e do galo. A professora, depois de ouvir todas as opiniões, leu o título, e as crianças ao ouvirem a leitura diziam que falava sobre o pavão e a garça, logo começaram a dar opiniões. A aluna M disse que o pavão e a garça se apaixonariam e a turma toda concordou. A aluna S disse que os dois se casariam no final.

Depois de ouvir os comentários, a professora cantou juntamente com as crianças uma música que dizia: “E agora, minha gente, uma história vou contar, trelelé, tralalá”. Antes de

iniciar a contação disse que a história que tinha como título, O pavão e a garça é uma adaptação de Daniel Capelosa, ilustrada por Arlete Scantamburlo.

E depois iniciou a história que narrava à conversa de um pavão e uma garça. O pavão era sempre muito orgulhoso e queria ser o mais bonito de todos os pássaros. Foi aí que a garça reuniu todos os animais da floresta e resolveram fazer um concurso para ver qual deles voaria melhor e convidaram o pavão. Depois de vários animais terem desfilado, o pavão chegou exibindo suas penas muito coloridas e disse que ia desfilar, mas quando começou a tentar voar percebeu que suas penas eram pesadas e não conseguiu. Dessa maneira, o pavão perdeu o concurso e caiu em prantos, pois se sentiu desmoralizado.

Essa história, embora realizada pela professora no momento do conto possui características de uma fábula, pois tem como personagens animais e termina com uma lição de vida, demonstrando que não devemos querer ser melhor do que os outros, pois precisamos respeitar as diferenças. ―[...] Em verdade sempre será conto, aquilo que seu autor batizar como o nome de conto‖ (Andrade, 1938). Após concluir a história, a professora fez um breve comentário sobre o respeito às diferenças, falando que o pavão queria ser melhor que os outros animais, mas sofreu uma decepção ao descobrir que outras aves voavam, enquanto ele não conseguia voar. Então, a professora concluiu que não podemos querer ser melhor, porque as pessoas possuem características diferentes, mas que precisam ser respeitadas.

Depois do momento do conto, houve uma roda de conversa na qual a professora quis saber das crianças o que havia sido mais interessante na história e cada um fez a interpretação a sua maneira. Depois, a professora pediu para falarem as letras de uma palavra que estava presente no texto.

Segundo Kato (1995, p. 68), ―[...] em situações de comunicação oral, o que é relevante é a interação falante-ouvinte. Na verdade, essa interação produtor e compreendedor é o objetivo de qualquer comunicação‖.

Os resultados observados a partir dessa atividade foram:

O aluno A disse que o pavão era feio e não identificou nenhuma letra da palavra solicitada que foi ―pavão‖.

A aluna P falou que a garça fez o pavão chorar porque não voava alto. E disse que a palavra garça se escrevia ―AIVA‖.

O aluno E relatou que teve uma reunião dos passarinhos para fazer um plano para ver quem voava mais alto porque o pavão não voa. E escreveu pavão, ―PAVANO‖.

56 O aluno J percebeu, na história, a garça e o pavão, escrevendo ―garça‖ apenas utilizando a letra ―A‖.

O aluno E disse que o pavão ficou feliz porque se achava bonito, mas no final ficou triste porque perdeu. Escreveu a palavra ―bonita‖ da seguinte forma: ―B O‖.

A aluna S relatou que a garça derrotou o pavão e que ele merecia um carão, porque ele queria ser o dono de todos os passarinhos. Escreveu ―dono‖, ―DRONO‖.

A aluna M falou que a garça provou que ninguém pode ser melhor que o outro. Escreveu ―garça‖, ―GASA‖.

O aluno S afirmou que a garça ficou feliz porque ela ganhou. Escreveu ―feliz‖, ―FELI‖.

A aluna T descreveu que o pavão queria ser mais bonito que a garça. Escreveu ―pavão‖, ―PAÃO‖.

O aluno T relatou que a garça fez a reunião dos passarinhos para saber quem voava mais alto, complementou que o pavão é bonito, mas não sabe voar. Escreveu ―saber voar‖, ―SABI VUA‖.

Durante a realização dessa atividade, pode-se perceber que cada criança falou sobre o que percebeu na história. Para Kato (1995, p. 72),

Quando dizemos que, ao ler, acompanhamos o pensamento do autor, na verdade o que estamos dizendo é que entendemos o texto imaginamo-nos como seus produtores. O texto produto é visto como um conjunto de pegadas a serem utilizadas para recapitular as estratégias do autor e através delas chegar aos seus objetivos.

Antes de iniciar o conto, a professora afirmou que não havia planejado esta atividade e que esta seria realizada de improviso. Nesta contação, as crianças, assim como nas outras, participaram bastante, o que chamou atenção foi que mesmo a professora lendo a palavra ―garça‖, algumas crianças insistiam que se pronunciava ―galça‖. Isso, possivelmente, porque na cultura do lugar, as pessoas costumam chamar aquela ave branca de ―galça‖, trocando o R pelo L. Embora tenha sido uma atividade sem planejamento, houve, a partir da contação, uma leitura interpretativa e a escrita de apenas uma palavra, mas que pôde mostrar o saber escrever da criança.

Pôde-se perceber que a ausência de planejamento interferiu na prática da professora, pois ao iniciar a história não demonstrava a mesma segurança que das outras vezes, não fez as

pausas de costume para estimular a compreensão das crianças e a atividade que prosseguiu à leitura ocorreu de improviso, pois não havia como nas anteriores cartões com as palavras do texto para a atividade de leitura. Não foi realizado ditado, nem solicitado o reconto coletivo do inicio, meio e fim da história. Ao invés disso foi feito uma breve investigação individual sobre o que chamou mais a atenção das crianças durante a leitura e se pediu a soletração de uma palavra direcionada pela professora.