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BULGULAR VE YORUM

4.1. Ders Kitabındaki Ölçme ve Değerlendirme ile İlgili Bütün Etkinlikler, Örnekler, Sorular, Ödevler vs.lerin İ çeriğinde Yer Alan Matematiksel Kavramlar, Fikirler ve

4.1.2. Ders Kitabı ile Programdaki Fikirlerin Karşılaştırılması

Assim como ocorreu em Los Angeles, Nova York implantou ao longo da primeira metade do século XX um importante sistema de auto-estradas que foi fundamental para o desenvolvimento dos subúrbios. Este processo ficaria associado a uma pessoa: Robert Moses, um Cientista Político, que ocupou – e acumulou – vários cargos de chefia em órgãos encarregados de gerir obras na cidade de Nova York99, o que lhe rendeu o apelido de

―Great Bob the Builder‖ (FISHMAN, 2007, p.122). Durante sua longa gestão (1934-68) construiu inúmeras obras de grande impacto urbano como Parkways (cerca de 670 km) (FIG. 158), conjuntos habitacionais (FIG. 159), parques, pontes (13), piscinas públicas (14), playgrounds (658), praia – Jones Beach (FIG. 160), criada em 1924, como parte do Long Island State Park, para qual criou uma grande infra-estrutura que incluía Parkway e um Shopping-Center - (BALLON; JACKSON, 2007). A relocação de grandes porções de populações — cerca de 200.000 pessoas — para seus novos conjuntos habitacionais, além de grandes obras viárias que seccionaram a região do Harlem (FIG. 161) lhe valeu o epíteto de racista (JACKSON, 2007, p.70). Sua série de highways e parkways combinadas criou uma rede que, segundo Sennett (2006, p.292), interpretando Moses em suas crenças, poderia ―aliviar a mente das pessoas das tensões tipicamente urbanas‖.

99Moses ocupou diversas funções públicas, várias acumuladas simultaneamente: Comissário do Departamento de

Parques de Nova York (1934-60); Chefe da Ponte Triborough e Tuneis (1936-68); Chefe da Henry Hudson Parkway e Marine Parkway, fundidos na Chefia de Parkways de Nova York (1934); Membro da Comissão de Planejamento da cidade (1942-1960); Chefe do Comitê Emergencial da Prefeitura para habitação (1946); Coordenador de Construções de Nova York (1946-60); Chefe do Comitê da Prefeitura para a instalação da ONU (1946); Chefe do Comitê da Prefeitura para as Favelas (1946-1960); Coordenador de Projetos de vias Arteriais (1960-66); Presidente da Corporação para a Feira Mundial de Nova York de 1964-65 (1960-67). Além destes cargos, diretamente ligados à cidade de Nova York exerceu cargos nas cidades de Long Island e no Estado de Nova York. (BALLON & JACKSON, 2007, p. 134).

FIGURA 158 – Henry Hudson Parkway na região do

Parque Fort Tryon, com a ponte George Washington ao Fundo, Nova York, 1938.

Fonte: BALLON; JACKSON, 2007, p. 209.

FIGURA 159 – Stuyvesant Town (em primeiro plano) e a

Peter Cooper Village, Nova York, ca. 1950. Fonte: BALLON; JACKSON, 2007, p. 118.

FIGURA 160 – Jones Beach, ca. 1930. No centro está a torre e Shopping Center. Idealizada em 1924 por Moses

como área de recreação para a população de Nova York. Foi a base para a proposta de intervenções em outras praias como Plumb Beack Brooklyn, Ferry Point Beach Bronx, Marine Beach, Jamaca Bay Beach, Orchad Beach, South Beach, Rockaway Beach.

Fonte: BALLON; JACKSON, 2007, p.160.

O que para Moses eram meios de criar comodidades modernas, como as parkways, proibidas aos caminhões, na visão de Sennett (2006, p.293) eram ―caras e ilusionistas, atravessando áreas arborizadas, distantes das casas, suas curvas de concreto transformando a experiência do volante num desfrute pessoal, livre de obstáculos‖ (FIG.

162). Entretanto, várias vozes se levantaram contra Moses, das quais uma adquiriu uma

importância que transcendeu esta disputa para adquirir uma importância impar: Jane Jacobs. Seu livro The death and life of great american cities (1961) — Morte e vida de grandes cidades (2004) — criticou, de forma contundente, as políticas urbanas de conotação modernista norte-americanas do pós-guerra, tornando-se um libelo em sua luta contra as reformas propostas por Moses para Nova York, assim como Lewis Mumford que

comparou suas obras às realizações absolutistas de Luis XIV em Versalhes (MUMFORD & WOJTOWICZ, 1998, p.239).

FIGURA 161 – Harlem River Drive, e a conexão com

a ponte George Washington (ao fundo), que seccionou a região do Harlem. Nova York, 1951. Fonte: BALLON; JACKSON, 2007, p. 205.

FIGURA 162 – Brooklyn-Queen Expressway, Nova York,

1950. Esta via expressa, em nível elevado, ―cortava‖ a cidade sem observar a malha urbana ou o impacto que teria na vizinhança.

Fonte: BALLON; JACKSON, 2007, p.160.

Outro modelo distinto foi adotado em Park Forest, próximo a Chicago. Inicialmente ocupava uma área de 2.400 acres – depois ampliada para 3.100 – este empreendimento foi construído pela firma American Community Builders (ACB)100; o projeto urbano ficou a cargo

dos Arquitetos Jerold Loebl e Norman Schlossman (FIG. 163) e, para o projeto paisagístico, foi contratado Elbert Peets101. O projeto proposto para Park Forest propunha ser um exemplo de

cidade-jardim, com conexão ferroviária, locais para instalação de indústrias, shopping Center, além de pequenas áreas destinadas a comércio local, parques e escolas. As unidades habitacionais seriam em tipos diferentes que incluíam apartamentos (FIG. 164), três modelos de conjuntos de casas geminadas102 e seis modelos de casas individuais (FIG. 165).

Utilizando o modelo adotado por Clarence Stein em Balwin Hills Village, construíram 3.010

townhouses de dois pavimentos em superquadras. A construção foi iniciada em 1947 e

concluída em 1956, quando todas as unidades estavam vendidas. Nesta ocasião contava com uma população de 30.000 residentes.

100Empresa formada por Nathan Manilow, ex-prefeito de Chicago e Philip Klutznick, antigo funcionário do setor de

habitações nos governos Roosevelt e Truman. Klutznick foi um defensor da criação de comunidades e contrário à construção de casas isoladas. Era um crítico ao sistema de construção residencial nos Estados Unidos, que, em seu entendimento havia falhado. (HAYDEN, 2003, p.141).

101Arquiteto Paisagista, Peets, radicado na cidade de Washington, foi co-autor de uma das mais influentes obras

na arquiteura e urbanismo norte-americanos da primeira metade do século XX: American Vitruvius.

102No original row houses: são conjuntos de casas que acompanham o alinhamento da rua, com ou sem recuo

frontal, não havendo afastamento lateral entre as casas. Sua implantação assemelha-se a de casas geminadas e, ao contrário do Brasil que, em geral são construídas em pares, nas row houses o número de casas é significante maior podendo compreender todo um quarteirão.

FIGURA 163 – Projeto de Park Forest, planta original

de 1946, o Shopping Center foi incluído no plano de 1952.

Fonte: HAYDEN, 2003, p. 142.

FIGURA 164 – Vista aérea de Park Forest III, mostrando as

unidades multifamiliares e o Shopping Center — acima, à disreita.

Fonte: HAYDEN, 2003, p. 145.

FIGURA 165 – Residências unifamiliares em Park

Forest.

Fonte: HAYDEN, 2003, p. 146.

FIGURA 166 – Catálogo de venda de Park Forest,

mostrando a facilidade de comunicação — por trem ou auto-estrada — até Chicago.

Fonte: SHNAY, 2002, p. 30.

Exemplos como o de Levittown e Park Forest que constroem grandes shopping centers, além da implantação de uma série de serviços localizados próximos à área residencial, sinalizam uma modificação que trará uma nova ―formatação‖ à cidade tradicional norte-americana, embora, inicialmente, a conexão principal ―enfatizada‖ com a cidade principal (FIG. 166). Este comércio associado à transferência das sedes administrativas de importantes conglomerados para os subúrbios foram decisivos para a perda de importância dos centros das cidades e sua deterioração e, por outro lado, ajudam a incrementar – ainda mais – a suburbanização. A relação centro/subúrbio passará por uma série de alterações que irão, em etapa mais avançada, significar uma completa modificação na relação de

influência/dependência entre os dois e a redução constante da importância do centro das cidades. Dois exemplos de setores são significativos, o comércio e o de serviços.