BULGULAR VE YORUM
4.1. Ders Kitabındaki Ölçme ve Değerlendirme ile İlgili Bütün Etkinlikler, Örnekler, Sorular, Ödevler vs.lerin İ çeriğinde Yer Alan Matematiksel Kavramlar, Fikirler ve
4.1.3. Ders Kitabı ile Programdaki Becerilerin Karşılaştırılması
O processo de suburbanização contemporâneo que se tende a pensar como essencialmente norte-americano – e canadense — também ocorre em vários países do mundo, em alguns de forma mais pontual e outros de forma mais expressiva.
Canadá
O Canadá, assim como os Estados Unidos, tornou-se uma nação com elevados índices de suburbanização. Ainda no século XVIII, foram criados os primeiros fauburgs nas cidades de Montreal e Quebec (LINTEAU, 1987, p. 253). Durante o século XIX, a suburbanização continuou a ocorrer. Vários subúrbios surgiram e cresceram, procurando adquirir novo status político-administrativo — em geral, sendo incorporados a cidades maiores e centros regionais próximos — como nos casos de seis cidades da província de Ontário que, entre 1853 e 1881, promoveram ações com este objetivo: Yorkville (1853), Parkdale (1879) e Brockton (1880) incorporadas a Toronto; Petersville103 (1874) (FIG. 167) e London East (1874) a
London e New Edinburgh (1866) incorporadas a Ottawa (STOTT, 2007, p. 887). Este processo de incorporação demonstra, assim como ocorria nos Estados Unidos, uma valorização pelo urbano, procurando-se preservar um ambiente com as características mais pitorescas (FIG.
168).
FIGURA 167 – Petersville, com a Blackfriars Bridge em
primeiro plano, vista a partir da cidade de London, Ca. 1874.
Fonte: STOTT, 2007, p. 891.
FIGURA 168 – ―The ideal home‖ — O lar ideal —
fotografia de John Boyd, publicada em setembro de 1917, mostrando casa na Yonge Street, North Toronto.
Fonte: HARRIS, 1999, p. 90.
O processo de suburbanização, assim como no país vizinho, se intensificou durante o século XX, com características próprias relacionadas por Harris (2004, p.18): desenvolvimento em
baixa densidade com predominância de casas isoladas ou geminadas; localização próxima ou nas franjas da cidade; alta proporção de moradores proprietários; politicamente distintos em relação ao restante do país104; majoritariamente ocupados por famílias de classe média-
alta e ricas; áreas predominantemente residenciais, com populações deslocando-se diariamente para a região central para trabalhar. No Canadá, segundo o autor, embora haja uma infinidade de tipos de urbanização nos subúrbios, quatro se tornaram predominantes, dos quais, três são mais comuns. O mais proeminente, entretanto o menos comum é o que se inspirou nos princípios da cidade jardim e dos subúrbios jardim de Olmsted, como o subúrbio de Mount Royal, projetado por Olmsted. No outro extremo destaca-se o subúrbio não planejado (FIG. 169), com uma subdivisão em lotes de pequenas dimensões e, em geral, não regularizados junto ao poder público, como ocorreu em York Township e South Vancouver, Hillhurst (Calgary), Colbat (Ontário) e Elmwood (Manitoba). Entre estes extremos estão os outros dois tipos que, em comum, têm o fato de serem, predominantemente, desenvolvidos por construtores especuladores. O primeiro tipo é o subúrbio industrial, com habitações construídas próximas a áreas industriais, em geral destinadas à classe trabalhadora, muitas das habitações construídas para serem locadas, como o distrito de Hydrostone em Hallifax, as regiões de West Junction em Toronto e East End em Hamilton. O quarto tipo são os subúrbios construídos por especuladores (FIG. 170), destinados à classe-média, que reproduzem o arquétipo de subúrbio construído em Levittown.
FIGURA 169 – Habitações populares na Jarvis
Street, em Winnipeg, na região conhecida como bairro estrangeiro, 1909.
Fonte: MANITOBA HISTORICAL SOCIETY, 2009
FIGURA 170 – Fotografia aérea do subúrbio de Markham,
Ontário.
Fonte: WIKIMEDIA (9), 2009.
104Nos últimos anos a população dos subúrbios canadenses e norte-americanos têm votado, majoritariamente, em
partidos conservadores, conforme mostra estudo de Walks (2004), no qual afirma que os subúrbios foram um dos principais motivos para a ―guinada‖ à direita nestes dois países nos últimos anos. Nos Estados Unidos, por exemplo, após a década de 1950 (período de incremento da suburbanização), entre os anos de 1953 e 2009, o Partido Republicano governou por 36 anos (65%) enquanto o Democrata por 20 anos (35%).
Europa
Na Europa continental, ao contrário do que ocorrera na Inglaterra, os subúrbios seriam preferencialmente destinados aos operários fabris e à classe operária. Embora fossem construídos subúrbios destinados à classe-média, predominaram, especialmente nos empreendimentos que partiram de ações governamentais, os conjuntos habitacionais em geral verticais — com habitações multifamilariares.
Na Holanda, em 1922, iniciou-se a construção de um subúrbio jardim, Betondorp, nas imediações de Amsterdam, que apresentou um diferencial tecnológico, pois foi uma das primeiras tentativas de construção industrializada, utilizando-se painéis pré-fabricados de concreto (FIG. 171), introduzindo seis sistemas construtivos que procuravam aliar rapidez com significativa redução de custos. A urbanização que procurava introduzir alguns dos princípios da cidade jardim proposta por Ebenezer Howard já ocorria em outras urbanizações suburbanas holandeses, como em Buiksloteran105 (1917-19) e Watergraafsmeer (1917-24).
Para a construção das habitações foram selecionados os arquitetos J.H. Mulder (FIG. 172), W. Greve, J. Hulsebosch, Jan Gratama, J.B. Van Loghem, Herman Frederick Mertens, H.W. Valk, Dirk Rusemburg e Dick Greiner sob a supervisão de Ary Keppler, Chefe do Comitê de Construção (SEARING, 1987).
FIGURA 171 – Betondorp, assentamento de painéis
de concreto de um dos modelos de construção pré-fabricada, Ca. 1922.
Fonte: SEARING, 1987, p. 109.
FIGURA 172 – Betondorp, habitações projetadas por J.H.
Mulder na Tuinbouwstraat — Rua Tuinbouw, construídas entre 1923 e 1924.
Fonte: SEARING, 1987, p. 119.
Na Rússia, em Moscou, o processo de suburbanização mais intenso ocorreria após o final do regime comunista. A cidade, ao longo do século XX, passou por transformações que a levaram de uma cidade com menos de um milhão de habitantes logo após a Revolução de 1917 a se tornar a maior capital da Europa. Segundo Rudolph e Brade (2005, p. 142-146), morfologicamente, a cidade desenvolve-se concentricamente, em três anéis delineados em
fases distintas de seu crescimento (FIG. 173), correlacionados ao período político e econômico. Inicialmente, era uma cidade altamente adensada, dentro do seu anel mais central (Item 1 da FIG. 173). Durante o período soviético, industrializou-se e a população cresceu significativamente, foram construídos, na periferia, vários conjuntos habitacionais, além de se instalarem as novas indústrias, no que era o seu anel intermediário (Item 2 da FIG.
173). A terceira fase ocorreu — e ainda está em processo — após o final do regime socialista
(Item 3 da FIG. 173). Construíram-se novos conjuntos habitacionais, indústrias, grandes estabelecimentos comerciais — Shopping Centers —, áreas de escritórios — Moskva City —, antigas fabricas tem sido reformadas e convertidas em escritórios (FIG. 174) e subúrbios destinados à classe-média alta, localizados principalmente nas regiões oeste e sudoeste.
FIGURA 173 – Mapa geral de Moscou e grande
Moscou, com a região central (1), a periferia construída durante o regime socialista (2) e os subúrbios após o final da União Soviética (3). Fonte: RUDOLPH; BRADE, 2005, p. 137.
FIGURA 174 – Antiga fábrica de tecidos, na região norte
de Moscou, convertida em complexo de escritórios e estúdios, está sendo ocupado principalmente por empresas de informática.
Fonte: RUDOLPH; BRADE, 2005, p. 144.
Austrália
Na Austrália, durante a década de 1930, os subúrbios no entorno das grandes cidades apresentaram crescimento mais rápido que aquele verificado nos Estados Unidos, no mesmo período. Assim como ocorria nos Estados Unidos, intelectuais e estudiosos desprezavam e atacavam o crescimento desmedido destes subúrbios, entretanto, introjetava-se na classe média o desejo de uma casa nos subúrbios, como forma de melhoria de padrão de vida e, principalmente, de status. Ainda reproduzindo o fenômeno norte-americano, a população nos subúrbios das grandes cidades australianas cresceu, especialmente após a segunda guerra mundial. Este crescimento especialmente das grandes cidades, atingiu seu pico em 1960, quando as seis maiores cidades australianas concentravam 2/3 da população do país
(DAVISON, 1995, p.40) o que levou o historiador e crítico social Donald Horne, designar, a Austrália como ―a primeira nação suburbana‖ 106. Dados censitários demonstram que a
população rural continua reduzindo e, entre a população urbana, cresce o número de habitações em áreas de baixa densidade, reduzindo-se a de maior densidade (TAB. 5).
TABELA 5
Residências particulares ocupadas na Austrália, 2001
População / centro (agrupados por tamanho)
Residências unifamiliares Residências multifamiliares Nº total de
habitações (x 1.000) Habitações Mudança nº habitações Habitações Mudança nº habitações 2001 1991–2001 2001 1991–2001 2001 Cidades Capitais 72,4 16,1 26,7 36,2 4453,4 Sydney 63,7 10,2 35,5 36,5 1438,4 Melbourne 74,5 13,9 24,7 36,0 1243,4 Brisbane 80,6 25,9 18,3 73,5 601,1 Adelaide 75,5 13,5 24,0 13,9 430,2 Perth 77,9 26,1 21,5 30,5 511,2 Hobart 83,1 15,4 16,2 8,2 76,1 Darwin 62,6 32,8 29,8 55,4 38,2 Canberra 76,9 18,0 22,8 49,6 114,7
Outras cidades grandes 76,8 40,0 20,8 71,5 1257,9
Áreas rurais 86,5 7,0 8,5 -0,1 1361,0
Austrália 75,9 17,5 22,2 37,2 7 072,2
Fonte: Australian Bureau of Statistics (1991 e 2001)107.
Fonte: Australian Government (2008)
Quanto à conformação, os subúrbios australianos tenderam a seguir o modelo norte- americano, com localização ao longo de grandes vias arteriais de ligação ao centro da cidade, a conexão se fazendo principalmente através de veículos particulares, notando-se ainda existir uma clara setorização de uso monofuncional do solo urbano e estabelecimento de Shoppping Centers nas conexões com artérias de ligação. Entretanto, duas características os distinguem dos estados Unidos. Enquanto neste país os grandes empreendimentos incluem não só o lote como também a casa, na Austrália cada comprador de lote constrói sua própria casa. Outra característica dos subúrbios australianos é que sua densidade é pouco maior que a norte-americana, com as casas ocupando maiores percentuais dos terrenos com afastamentos menores entre as casas como mostra a
Figura 175.
106Citado em seu livro The Lucky Country: Australia in the sixties (1964). (HORNE apud DAVISON, 1995, p.70) 107Ajustada a partir de dados obtidos em Australian Government (2008).
FIGURA 175 - Imagem de satélite de um subúrbio na região de Melbourne, Austrália. Pode-se observar o maior
adensamento, a presença de Shopping Centers junto às artérias de ligação com a região central. Fonte: GOOGLE EARTH, 2008
Japão
No Japão, a suburbanização torna-se um ato governamental com o Decreto de planejamento de novas cidades, de 1968 – Shin toshi keikaku hô – que estabelece suas principais diretrizes (HEIN; PELLETIER, 2006, p.1). A decisão governamental procurava aliviar a enorme pressão sobre a região central de suas grandes cidades, que no pós guerra experimentaram grande crescimento. Tókio, durante a década de 1970, se tornou a maior cidade do mundo.
Seguindo o plano Kanto, realizado entre 1970 e 1995 (KOTKIN, 2006, p.125), foram construídos subcentros como Shinjuku, Shibuya e Ikebukuro. Estes mega-projetos inicialmente seguiram preceitos básicos, formulados por Ishikawa Ideaki, que, como outros planejadores japoneses de antes da segunda grande guerra, foi atraído pelo ideal das cidades-jardim inglesas, propondo a descentralização através destes subcentros intercalados por cinturões verdes.
Pressionados pelo altíssimo custo de um apartamento na região central, mesmo de apenas um quarto, os moradores das grandes cidades japonesas viram-se instados a se mudar para esta nova periferia. Mais de dez milhões de habitantes instalam-se em regiões suburbanas ao redor das principais cidades. Em meados da década de 1970, a segunda maior cidade do país, Osaka, começou a perder população na região central enquanto a população da periferia cresceu rapidamente. Entretanto, como lembra Shelton (1999, p.70), um subúrbio
típico japonês é uma ―experiência distinta‖ de seus similares norte-americanos, europeus ou australianos, especialmente no que se refere à maior densidade e menor distância entre as edificações, conforme mostram as Figuras 176, 177 e 178.
FIGURA 176 - Desenho esquemático da relação rua, lote e edificação: à esquerda exemplo de um subúrbio
japonês e à direita de um subúrbio australiano. Fonte: SHELTON, 1999, p. 71.
FIGURA 177 FIGURA 178
Planta e Imagem de satélite do subúrbio de Hillside, na cidade de Nagasaki, Japão, mostrando o exemplo de assentamento de alta densidade conforme mostrado no esquema da figura 176.
Fonte: SHELTON, 1999, p. 72. Fonte: Google Earth. Acesso 03.jan.2009