2.8. Örgütsel Vatandaşlık Davranışının Boyutları
2.8.1. Dennis Organ’ın Örgütsel Vatandaşlık Davranışı Boyutları
A geração de resíduos constitui um dado indissociável da vida humana, independente da normatização do seu descarte (WALDMAN, 2010). Por isso, a gestão e o Gerenciamento Compartilhado dos Resíduos Sólidos (GCRS) deve ser responsabilidade de todos. Atualmente, a Política Pública para Resíduos Sólidos requer integrar um conjunto de ações na busca de soluções para os resíduos sólidos considerando as dimensões econômica, social, ambiental e cultural. Seu gerenciamento é entendido como um conjunto de ações exercidas para tratar adequadamente os resíduos e destinar seus dejetos de forma ambientalmente adequada (Lei n. 12.305/2010), mesmo que, de modo não premeditado,as edições de compilações jurídicas, as interdições religiosas, os padrões estéticos, morais e culturaissempreindicaramaadoçãode medidas relacionadas à gestão dos resíduos.
Na Idade Média, apesar de se ter pouca preocupação com a questão da higiene e da qualidade da água, muitos problemas com relação à coleta e ao destino de resíduos não eram enfrentados. Assim, corpos de animais mortos eram dispostos no solo aleatoriamente, causando sérios problemas de saúde pública, a exemplo das pestes (EIGENHEER,2009).Apreocupaçãobásicacomaquestãodosresíduos se resumia a afastá-los dos olhos da população, desconsiderando as questões ambientais como poluição do solo, das águas subterrâneas e superficiais e do ar atmosférico. No que se refere os problema social, favoreceu um ambiente de proliferação de macro e micro vetores transmissores de doenças uma ameaça à vida humana e, quanto à econômica havia desperdícios de matéria prima e recursos financeiros.
Gerenciarosresíduos,naIdade Média resumia-se apenas à limpeza urbana, que correspondia aos serviços de remoção de parte do lixo, dejetos e cadáveres, serviços esses realizados pelos excluídos sociais, como prisioneiros, estrangeiros, escravos, ajudantes de carrasco, prostitutas e mendigos. Este modelo permanece ainda nos dias atuais, em alguns países do mundo.
Ainda assim, embora no passado os resíduos fossem dispersos nos ambientes,sem tratamento, dois aspectos que poderiam ser tomados como positivos
devem ser considerados: o baixo consumo de bens e os produtos de fácil degradação. Segundo Waldman (2010), no passado os materiais eram descartados em uma escala bem menor que a atual, eram degradados e ofereciam pouco perigo.
Hoje, os resíduos proliferam em nível planetário, retornando apenas lentamente para o meio natural e oferecendo riscos imensuráveis, num extenso espectro do tempo e no espaço. Os restos das atividades humanas, na atualidade, já ultrapassaram os limites do planeta.
A geração de resíduos cresce decorrente do uso indiscriminado dos recursosnaturais para gerar cada dia maior quantidade de produtos, visando atender às crescentes demandas da sociedade de consumo no mundo capitalista. Desse modo, sua gestão se torna cada vez mais complexa, e a utilização d’água e energia sãocadavezmaiores.Tratar dos resíduos exige, na atualidade, uma visão sistêmica, rompendo com a visão linear da gestão que trata dos resíduos sob o ponto de vista de limpeza pública.
Diversos olhares de distintas disciplinas sobre o que se deve entender como planejamento, a normatização e fiscalização, referentes à organização dos resíduos nos territórios brasileiros, permitiram copiosas visões sobre a gestão e o gerenciamento dos resíduos. Assim sendo, a gestão de resíduos sólidos pode ser entendida como:
[...] o processo que compreende as ações referentes à tomada de decisões políticas e estratégicas quanto aos aspectos institucionais, operacionais, financeiros,sociais e ambientais relacionados aos resíduos sólidos, capazes de orientar a organização do setor (LIMA, 2005, p. 35).
Na prática, as ações políticas nem sempre são planejadas e organizadas para atender ao tratamento adequado dos resíduos. Entretanto, elas têm contribuído para uma nova visão do gerenciamento, a qual necessita ser realizada de forma integrada, ou seja, seguindo as normas que orientam o gerenciamento em conjunto dos diversos tipos de resíduos sólidos, integração definida como:
[...] um conjunto de ações normativas, operacionais, financeiras e de planejamento que uma administração municipal desenvolve (com base em critérios sanitários, ambientais e econômicos), para coletar, segregar, tratar e dispor o lixo da cidade (VILHENA, 2010, p. 3).
Nodecorrerdahistória,atransformaçãodos recursos naturais pelas diversas atividades do homem para satisfazer as diversas necessidades de acordo com os estilos de vida de cada comunidade, causou um dinamismo crescente na geração
dos resíduos e na variabilidade dos seus componentes. E a prática de disposição dos resíduos, de maneira dispersa em áreas urbanas tem sido preocupante na organização do espaço geográfico, principalmente em função de muitas cidades não disporem de áreas para destinar seus resíduos.
Este cenário demonstra fielmente, na visão do geógrafo francês Jean Gottman, o retrato da época atual como a “Era do Lixo e do Refugo”, “período em que pela primeira vez na história, os resíduos passaram a ocupar um nexo central nas preocupações humanas” lembrado por Waldmann em entrevista a IHU On-Line, (2011). Vincular os resíduos à geração e ao consumo são inquietudes na gestão dos resíduos, decorrente do estilo de vida da sociedade capitalista contemporânea que prioriza a produção e o consumo em detrimento das condições materiais e imateriais da vida humana. Mas, tratando-se de gestão dos resíduos, devemos lembrar aqui que a história da limpeza pública não se deu de forma linear, nem no tempo nem nos espaços, reconhecendo que muitos são os serviços de limpeza pública prestados. A Alemanha pós-Segunda Guerra Mundial, por exemplo, apresentou um modelo inovador de gestão de resíduos a partir de um modelo de limpeza urbana proposto para a União Europeia (WIEDEMANN, 1999).
Na década de 1970, grande parte dos países que fazem parte da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) erradicou seus lixões e passaram a incinerar seu lixo com reaproveitamento energético ou a dispô-lo em aterros sanitários (DEMAJOROVIC, 1995).
Assim, as Diretrizes do Conselho da União Europeia (1999) estabeleceram que a administração dos resíduos sólidos urbanos e as políticas governamentais deveriam levar em consideração, simultaneamente, todas as fases do processo, visando reduzir sua geração e investir no tratamento dos resíduos gerados. Nos países da União Europeia, a gestão integrada entre comunidade, governo, universidades e instituição de pesquisa intensificou-se em 2002, com o estabelecimento da legislação ambiental que determinou o fim dos aterros sanitários (TAHERZADEH apud FAPESP, 2011).
O manejo adequado dos resíduos também não foi linear no tempo e nos diversos territórios, pois o seu planejamento está ligado aos interesses de cada localidade e de suas demandas. Dessa forma, a gestão e o gerenciamento dos resíduos ocorrem de formas distintas em diversas regiões do mundo. Talvez a falta de local disponível para colocar os resíduos produzidos e a necessidade de energia
pós-guerra tenha influenciado na gestão eficiente dos resíduos na Europa e nos Estados Unidos. No Brasil, somente em 2010, estabeleceram políticas públicas que tratassem especificamente da gestão e gerenciamento dos resíduos sólidos.
2.2 O que mudou na gestão e no gerenciamento dos resíduos com a política