EK IX – DENK HESAP ŞARTLARI SONUÇLARININ HESAPLANMASI
A. DENK HESAP ŞARTLARI SONUÇLARININ HESAPLANMASININ ÖZETİ
Nesta categoria serão explicitadas as estratégias que os Food trucks pesquisados adotam como forma de se sobressair no mercado diante da concorrência do setor, e como estão se posicionando enquanto modelo de negócio.
Para entender como estão inseridos no mercado atual da cidade e como percebem a concorrência, foi feito o seguinte questionamento:
O entrevistado 1 percebe o mercado da seguinte forma:
Está saturado. Existem muitos Food trucks oferecendo os mais diversos produtos, mas a ideia principal dele aqui na cidade não existe mais: Food truck móvel, que roda em vários locais. Iniciamos com a ideia do truck mesmo: todo dia em um local, o caminhão de comida que roda na cidade. Mas hoje, os “Trucks” acabam ficando fixos em Food Parks, tendo custos de aluguel semelhantes ao de pontos/lojas físicas. Temos hoje uma enxurrada de empresários que decidiram entrar com truck, mas apenas como Hobby, sem se dedicar realmente para conhecer o negócio. Quando começamos com o Truck, nossos concorrentes eram, principalmente, o Burger Street, o Hey Joe e o El Chancho. Hoje, tendo em vista ao grande número que surgiram na cidade, com certeza competimos com outros.
A mesma visão é compartilhada pelos outros três pesquisados:
Acredito que já está saturado até demais. Já entrei em todas as áreas que o truck podia atuar: já participei de eventos como o "Lá fora Food Park", já fui para diversos shows, já fiquei em locais físicos que não foram bons. Hoje, o único local em Fortaleza que ainda é viável truck é no Imprensa Food Square. Até porque hoje já perdeu a ideia de ele ser móvel. Vale a pena truck em termos de custos. Meu principal concorrente é o Donadel (Entrevistado 2) É vantajoso estar nesse mercado, mas é algo arriscado para quem deseja entrar ainda, por exemplo. A época da "modinha" já passou, que era quando as pessoas pagavam preços altíssimos por um produto simples. O truck era visto como uma comida cara e o tempo foi passando e as pessoas viram que não valia tanto a pena. As pessoas esperam mais por um valor alto. Fora que hoje ele já perdeu a ideia de ser um Truck móvel. Só está valendo a pena estar em algum desses Food Parks que existem na cidade, que te trazem um retorno mais constante (Entrevistado 3)
Pergunta 5 - Na sua percepção, como está o mercado para Food trucks em Fortaleza e quem você considera como seus concorrentes?
Na verdade, o mercado se encontra estagnado e reduzindo o número de empresas. Quem entrou antes e conseguiu se manter, continuará usufruindo bons resultados por já possuir a marca conhecida. Nossos concorrentes são outros Food Trucks neste ramo de pizzas e massas (Entrevistado 4)
Com base em tais pontos de vista, pode perceber que o mercado de Food trucks da cidade de Fortaleza - CE é visto como saturado. Desde a ocorrência do primeiro evento de “Food Park” do Norte/Nordeste (Lá Fora Food Park, em novembro de 2014), uma grande variedade de Trucks foram surgindo com a ideia de se expandir no mercado. Desde então, com três anos que esse modelo de negócio se apresentou ao público, a concorrência é nitidamente alta.
Muitos empreendedores viram nos Trucks uma possibilidade de abrir um negócio em um modelo diferente, sem necessidade de gastos com ponto comercial e com contato direto ao público. A tendência virou moda e passou a ser cada vez mais procurada pelos consumidores que buscavam os Food trucks para obter alimentos mais sofisticados e com preços acessíveis.
Entretanto, essa proposta inicial de ser um “caminhão de comida sobre rodas”, que passaria por alguns pontos da cidade; perdeu-se há algum tempo. Hoje, os que ainda se mantem no mercado da cidade estão localizados em “Food Parks” físicos, como é o caso dos quatro “Trucks” explorados nesse trabalho. E há um engano ao achar que podem ocupar esses espaços de forma gratuita. Para estarem nesses parques é preciso pagar alugueis semanais ou mensais, que hoje não são valores tão baixos.
Quando os entrevistados foram perguntados a respeito do porque não manter a ideia de ser móvel, todos responderam que a logística para rodar o caminhão na cidade é complicada. Não só em termos de trânsito, mas também de rebocar o caminhão com todos os equipamentos, utensílios e materiais dentro era algo bem arriscado. A nova “moda” hoje, é estar inserido nesses grandes parques; tais como o “Imprensa Food Square” e o “Truckville”, que possuem cerca de dez “trucks” fixos todas as noites. Esse é o novo espaço no mercado.
Uma grande vantagem relatada nas entrevistas é que por estarem em um espaço com outros “Trucks”, acabam atraindo uma diversidade de públicos que eles não esperam. Dentre crianças, jovens, adultos e idosos, o público que frequenta os “Food Parks” costuma estar interessado em experimentar comidas diferentes.
“O pai e a mãe querem comer hambúrguer, mas o filho pequeno quer uma pizza e a filha mais velha quer um pastel. Mas na semana seguinte isso pode se inverter, os
filhos podem querer o hambúrguer delicioso que os pais comeram, e os pais querem experimentar a pizza dos filhos. Conseguimos atrair todos os tipos de clientes em diversas ocasiões”. Esse relato do entrevistado 1 representa muito bem o ponto de vista de que estar inseridos em parques gastronômicos pode atrair novas demandas constantemente; que por verem várias opções no “Food Park”, podem se interessar no “Truck”
Nesse contexto, a seguinte pergunta sobre competitividade foi feita:
Os entrevistados, que podem se considerar concorrentes por ofertarem “comida de rua”, possuem visões diferentes de como atrair e manter clientes. Para o entrevistado 1, no contexto do “Donadel”:
Nossos concorrentes são comuns. Eles trabalham de uma forma mais tradicional. Então tentamos ser ousados, trazer coisas diferentes. Nós que trouxemos para o mercado essa ideia de inovar em Trucks, e é isso que mantem nossa clientela.
Para ele, fugir do tradicional do que oferecem em hambúrgueres é capaz de manter os clientes e é a principal estratégia contra a concorrência. Oferecer molhos com ingredientes diferentes, tais como cervejas importadas, o que o concorrente não faz, os permite ser ousados e chamar público para o truck.
É uma percepção semelhante à do entrevistado 3, que também vê o que o “La Calle” oferece como estratégia contra os concorrentes:
A própria ideia do cachorro quente já foi uma estratégia contra a concorrência. Em todo canto, 90% dos Trucks são de sanduiche/hambúrguer. A gente queria oferecer algo além disso, mas num caminho próximo. O cachorro quente que a gente faz, de montar os ingredientes, é bem semelhante de como fazem com os hambúrgueres. E, além disso, fizemos um cardápio voltado para atender um novo público: vegetariano e vegano, que hoje metade das nossas vendas é para esse público. Então pensamos sempre em como atendê-los.
Já para o entrevistado 2, a principal estratégia do “Burger Street” foi:
Inicialmente investir no truck, enquanto equipamentos e tecnologias. E também na preocupação com a segurança alimentar. Freezers, balcões refrigerados e etc., mas hoje, focamos mesmo no marketing.
Essa visão também é compartilhada pelo entrevistado 4, que utiliza no “Os massas” uma estratégia “além de um produto de excelente qualidade e respeito ao nosso cliente com preços justos, mas também a fixação da marca no mercado; utilizando recursos de promoções para captar e manter mais clientes”.
Pergunta 6 - Quais as principais estratégias contra a concorrência e as ações voltadas para manter a clientela?
Indo de contra a percepção do “Donadel” e do “La Calle”, o “Burger Street” e o “Os massas” acreditam que não é somente o produto, mas também as ações de marketing e um bom investimento em tecnologias e maquinários que permitem que o “Truck” ofereça algo que os concorrentes não fazem.
Nesse sentido, com base no referencial teórico de Barney e Hesterly (2011), pode inferir que as principais ameaças que esses “Trucks” enfrentam no mercado são as ameaças de entrada, de rivalidade e de compradores.
Existe ameaça de entrada e de rivalidade devido outras empresas estarem entrando no setor, buscando obter os bons lucros que as demais empresas já existentes no mercado estão obtendo. Apesar de este estar sempre aberto às empresas que queiram se instalar, isso ameaça os “Trucks” que já estão em atividade por mais tempo. O lançamento de novos produtos, divulgação de energéticas campanhas de marketing e a redução de preços, são exemplos de estratégias que elas podem adotar.
A ameaça de compradores também se faz presente devido o potencial de barganha deles; que influenciam e estimulam a prática de preços mais baixos, embora exijam a melhoria na qualidade dos produtos. Isso faz com que as organizações se esforcem mais para atender as necessidades dos seus clientes, pois se não conseguirem atender, os concorrentes vão buscar “sair na frente” e conquistá-los.
Com base nesse contexto, foram questionados a respeito do que é mais importante para que essas estratégias elencadas sejam essenciais para que se destaquem no mercado:
De acordo com a pesquisa de campo, as estratégias competitivas adotadas pelas quatro empresas estão relacionadas principalmente a diferenciação do produto. Isso vai de encontro com a ideia proposta por Porter (1989), que destacou a diferenciação como uma das mais importantes estratégias adotadas pelas organizações que querem ofertar produtos com algo superior aos da concorrência; de modo a serem vistos pelos clientes como “únicos”.
Os quatro entrevistados marcaram a opção “diferenciação” como aquilo que seria essencial para ocupar uma posição de destaque no mercado atual. Para eles, o foco
Pergunta 12 - O que você considera essencial para se destacar no mercado? ( ) Diferenciação do produto ( ) Baixo custo ( ) Inovação ( ) Outro
é apresentar aos clientes um produto singular e de qualidade; pois é isso que eles procuram. Mas, não somente isso.
Acreditam ainda que, dentre as diversas opções de Food trucks, os clientes não estão interessados somente no preço que irão pagar em troca da qualidade, mas também no atendimento que irá receber, no “entretenimento” que há no “Food Park” em que estão inseridos (tais como bandas ao vivo, shows de comedia e etc.), na flexibilidade em fazer o pedido (como trocar algum ingrediente por outro, solicitar algo que se aproxime mais do seu gosto, uma carne mais mole, um pão mais quente), na decoração do ambiente e na rapidez em receber o seu produto. O interesse é na “junção” de todos os momentos. A diferenciação entra nesse contexto também.
Além disso, pôde-se perceber que compartilham da seguinte ideia: para a organização ser competitiva é necessário estudar e entender as necessidades e os desejos dos clientes. É somente através dessa análise que a empresa poderá formular as táticas que serão precisas para buscar o diferencial competitivo em relação à concorrência.
Entretanto, o entrevistado 1 e o 3 possuem uma visão além disso para o sucesso dos seus Food trucks. Ambos citaram também que ter um negócio inovador ou ter o hábito de estar sempre buscando inovar é o que vai lhes trazer bons resultados.
Interessante perceber que apesar de muitos empreendedores costumarem entrar no mercado buscando ter “baixos custos” e ter um negócio “barato”, isso não parece ser tão prioridade para os pesquisados. Para os Food trucks em análise, o mais importante é ter um produto diferenciado e buscar ser inovador. É crucial encontrar formas de fazer o que os concorrentes não fazem, mas o baixo custo acaba sendo uma consequência que também é buscada ao permitir o funcionamento do negócio.
É uma visão compartilhada pelos entrevistados que alguns “Trucks” entraram no mercado com essa visão “foco em baixo custo”, e não conseguiram se manter. O motivo é justamente porque buscando sempre o menor custo possível, esqueciam-se de oferecer um produto de qualidade e um serviço excelente para o cliente. Com isso, a clientela não se mantinha e os retornos eram baixos.