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EK IV – DENETÇİ VE DENETÇİNİN DEĞERLENDİRME PROSEDÜRLERİNİN BELİRLENMESİ

B. DEĞERLENDİRME PROSEDÜRLERİ

Em um mercado de constante mudança e de acirrada competição entre as organizações, torna-se bastante complicado que elas permaneçam com a mesma carteira de produtos ou serviços, os mesmos processos e a mesma estrutura e layout organizacional por anos; sem acompanhar as necessidades dos consumidores e as exigências do mercado (CARVALHO, 2009).

Qualquer organização que almeje permanecer competindo, a médio e o longo prazo, devem pensar em formas de inovar. E é aí que surge a preocupação com os mais diferentes tipos de inovações, buscando identificar as abordagens mais apropriadas para cada projeto e cada tipo de organização. Um bom tipo de inovação enquanto iniciativa, modesta ou revolucionária, que surge com uma novidade para a organização e para o mercado, se bem aplicada na prática, traz bons resultados econômicos.

Pode-se classificar a inovação em três grandes grupos: a) Quanto ao objeto de estudo

O Manual de Oslo (2005) distingue a inovação em quatro tipos, quanto ao objeto de estudo: inovação de produto, inovação de processo, inovação de marketing e inovação organizacional, conforme quadro 1.

Quadro 1 – Classificação da inovação quanto ao objeto de estudo

TIPO CONCEITO

INOVAÇÃO DE PRODUTO

 Mudanças nos produtos/serviços que uma empresa oferece (TIDD, BESSANT e PAVITT, 2008).

 Consiste na introdução de um bem ou serviço que é novo ou significativamente melhorado respeitando as suas características ou funcionalidades. Isto inclui melhorias significativas nas especificações técnicas, componentes e materiais, software incorporado interface com o utilizador ou outras características funcionais (OCDE, 2005).

INOVAÇÃO DE PROCESSO

 Mudanças na forma que os produtos/serviços são criados e entregues (TIDD; BESSANT; PAVITT, 2008).

 É a implementação de um método de produção ou distribuição novo ou significativamente melhorado. Incluem-se mudanças significativas em técnicas, equipamentos e/ou softwares (OCDE, 2005).

 É a introdução de novos métodos de produção ou de entrega de produtos (ou métodos melhorados) (IBGE, 2011).

INOVAÇÃO DE MARKETING

 É a implementação de um novo método de marketing com mudanças significativas na concepção do produto ou em sua embalagem, no posicionamento do produto, em sua promoção ou na fixação de preços (OCDE, 2005).

 É um novo método de marketing com mudanças na concepção do produto ou em sua embalagem, no posicionamento do produto, fixação de preços, para responder as necessidades dos clientes, abrir novos mercados ou reposicionar o produto (IBGE, 2011).

INOVAÇÃO ORGANIZACIONAL

 É a implementação de um novo método organizacional na prática do negócio, organização do trabalho ou relações externas (OCDE, 2005).  É um novo método organizacional na empresa, na organização do seu

local de trabalho ou em suas relações externas, com o objetivo de melhorar o uso do conhecimento, os fluxos de trabalho ou a qualidade dos bens ou serviços (IBGE, 2011).

 É a modificação ou reestruturação da divisão de trabalho – responsabilidades e papéis em uma empresa se reposicionem no mercado, aumente a flexibilidade e melhore os processos internos (SCHOLTISSEK, 2012 apud MEDEIROS; MORAES; MÜLLER, 2014).

Fonte: elaborada pela autora.

Com base em tais conceitos, é importante frisar que um tipo de inovação não exclui o outro e não existe a obrigatoriedade de desenvolver somente um na organização. É bastante comum vincular dois ou mais tipos de inovação, permitindo a buscando de mais de um foco e de mais de um resultado que potencialize os impactos esperados.

b) Quanto ao grau de novidade

Conforme Freeman e Perez (1998), a inovação pode ser classificada ainda quanto ao grau de novidade, em: inovação incremental e radical. Estas dimensões representam a capacidade de a inovação provocar descontinuidade nos processos da organização.

A inovação incremental se refere a melhorias nos produtos/serviços que já existem, de modo a acrescentar diferenciais que o tornem mais competitivos no mercado. Mudanças no design, na qualidade do produto, no arranjo logístico e no layout dos processos são alguns exemplos (MBC, 2008).

É um tipo de inovação que se assemelha bastante ao que o mercado procura: aperfeiçoamentos contínuos naquilo que já existe e que, provavelmente, poderia estar gerando um maior impacto econômico. Possuindo um grau de novidade moderado, se trata de uma continuidade de algo existente, direcionada para um mercado pré-existente (GARCIA; CALANTONE, 2002).

Já a inovação radical consiste em criar algo novo, provocar descontinuidade, romper trajetórias anteriormente existentes. Para Leifer, O’Connor e Rice (2002), ela introduz um produto/serviço dotado de uma nova “roupagem”, podendo alterar a estrutura de mercados vigentes ou até criar novos mercados.

Tidd, Bessant e Pavitt (2008), enfatizam bastante a diferença entre inovação incremental e inovação radical, uma vez que é notável a diferença entre melhorar e modificar algo já existente e criar algo completamente novo. O próprio impacto desse tipo de inovação no mercado se torna diferente.

c) Quanto às estratégias

Existe ainda uma terceira e interessante forma de classificar a inovação: quanto às estratégias. É a estratégia adotada que irá definir as intenções da organização em busca de crescimento e sobrevivência no mercado. Para Freeman e Soete (2008), existem cinco tipos:

A estratégia tradicional é adotada quando a organização tem dificuldade em acompanhar mudanças tecnológicas e possui pouca capacidade técnica ao iniciar projetos em longo prazo. É bastante frequente em empresas cujo segmento de mercado

apresenta baixa concorrência e não requer grandes inovações (FREEMAN; SOETE, 2008).

A estratégia ofensiva visa uma liderança mais técnica e científica no mercado através da velocidade em explorar novas oportunidades, da busca de tecnologia e de licenças de mercado para ultrapassar os concorrentes com a introdução de um novo produto. A organização geralmente corre o risco por ser uma inovação pioneira, uma ideia ainda não colocada no mercado (TIGRE, 2006).

Pela estratégia defensiva a organização possui certo receio de ser a primeira a inovar, buscando aprender com os erros iniciais dos concorrentes para produzir “cópias” melhoradas. Assim, aproveita as “brechas” de oportunidade nas ideias adotadas pelos concorrentes, mesmo que a intenção não seja ser a líder do segmento.

Na estratégia imitativa a organização também pretende copiar as inovações dos demais, mas espelha-se sempre nos lideres, nos melhores do mercado. Ela ainda não pretende assumir a liderança no mercado, mas apenas apoiar-se no trabalho dos pioneiros e controlando a defasagem tecnológica. Ela pretende apenas marcar presença no mercado, oferecendo um produto semelhante aos que já existem (TIGRE, 2006)

Já na estratégia dependente a empresa não se limita em apenas imitar outras empresas, mas preocupa-se em atender à demanda de clientes. É típica de empresas que assumem um papel de subordinação em relação a firmas mais fortes, e só modificam produtos se for para atender alguma solicitação de clientes; é o caso de empresas de fabricação de componentes de algum produto (FREEMAN; SOETE, 2008).

Apesar das diferenças entre cada tipo, as estratégias de inovação são geralmente adotadas com o intuito inicial de melhorar a performance da organização ou de minimizar os problemas e falhas de desempenho, que podem surgir conforme as mudanças no ambiente.