4. BULGULAR VE TARTIŞMA
4.4. İİÖABEP’na Katılan ve Katılmayan Anne-Babaların Farkındalık ve Bilgi
4.4.2. Deney ve Kontrol Grubunun İİÖABEP Son Test ve Kalıcılık
Data – Novembro de 2011 Turno – Manha
Interação – Prestação de cuidados de higiene e conforto
Objetivo – Observação da prestação de cuidados da enfermeira tendo em conta o Modelo de Parceria de Gomes
Descrição da situação: Enfª- Bom dia Sr.A. SrªA- Bom dia Srª enf. Enfª- Então como se sente?
SrªA- Mais ou menos… ainda me canso muito se faço qualquer esforço… Enfª- Mas sente-se melhor desde ontem ou acha que está na mesma? SrªA- Estou um bocadinho melhor… este cansaço é que não me larga!
Enfª- Mas parece-me que já no último internamento se cansava quando fazia algum
esforço… não me parece que esteja pior.
SrªA- Pois… sabe é que não me consigo habituar a este cansaço…
Enfª- Sim, eu percebo que não seja fácil. Mas, como já conversamos várias vezes sobre
esse assunto, com a doença que tem, vai sentir sempre algum cansaço quando faz uma atividade que requer um certo esforço. Tem que tentar é fazer tudo com calma e controlar esse cansaço.
Enfª- Pois, eu compreendo que sim. Então e quer ir até á casa de banho tomar um
duche?
SrªA- Sim, pode ser.
Enfª- Então vou buscar o andarilho.
SrªA- Ai Srª enfª eu preferia que me levassem na cadeira de rodas… Enfª- Mas não consegue andar?
SrªA- Consigo… mas estou com pouca força nas pernas e tenho medo de cair…
Enfª- Desde a queda que deu em casa ficou sempre receosa, o que é normal. Mas tem
que tentar continuar a movimentar-se pois quanto menos andar menos força vai ter nas pernas… sabe, os músculos vão atrofiando… e não tem que ter medo de cair, eu vou estar sempre ao pé de si.
SrªA - Quando caí em casa foi porque escorreguei na banheira e desde ai tenho tanto
medo de ir tomar banho!
Enfª- Compreendo que sim. Mas não tem um tapete anti derrapante na banheira? SrªA- Não tinha, mas o meu marido já foi comprar um.
Enfª- E estes são os chinelos que usa em casa? SrªA- Sim.
Enfª- Mas olhe que não são os mais indicados. Deviam ter também sola anti derrapante,
assim evita escorregar.
SrªA- Ai não? Então também vou dizer ao meu marido para comprar uns para mim e
outros para ele. Sabe a nossa reforma é pequena, mas para nós os dois chega bem. Estamos habituados a viver com pouco.
Enfª- Então posso ir buscar o andarilho para ver se consegue ir a andar até á casa de
banho?
A enfermeira traz o andarilho.
Enfª- Vamos lá! Coloque as mãos firmes no andarilho e faça força nas pernas. Vê como
consegue tão bem!
SrªA- Realmente com este “ajudante” é mais fácil. Eu em casa vou-me agarrando ao que
aparece…
Enfª- Pois, mas isso é perigoso, as “coisas” que aparecem podem não ter
estabilidade…Vamos avaliar como é que vai evoluir ao longo do internamento e depois vemos se é melhor tentar arranjar uma bengala ou até mesmo um andarilho como este para levar para casa.
SrªA- Mas eu não sei se vamos ter dinheiro para comprar essas coisas SrªEnfª! Isso já
deve ser muito caro!
Enfª- Temos que avaliar e se houver necessidade contacta-se a assistente social. SrªA- Está bem. Então vamos lá tomar o banhinho para refrescar!
Análise e reflexão da situação:
Após a interação entre enfermeira e cliente considero que esta mostrou tentar compreender o que a pessoa pensa, não desvalorizando o conhecimento que a pessoa idosa tem de si, da sua doença e dos efeitos que implica algum esforço. De acordo com o Modelo de Parceria de Gomes (2009) está implícito, no conceito de ver a pessoa idosa como um ser de projeto de cuidados, o querer da pessoa e que esta é um ser de direitos. Torna-se imprescindível conhecer o património individual da pessoa, o que ela é, o que ela pensa e o que sente. A enfermeira já tinha uma relação de confiança, já a conhecia de outros internamentos e já tinham conversado bastante sobre a sua doença e as implicações desta na sua vida. Assim, segundo a 1ª fase do Modelo de Parceria, a enfermeira revela conhecimentos sobre a pessoa idosa que está a cuidar.
Pode-se constatar que no decorrer desta intervenção a enfermeira demonstra desenvolver os cuidados num ambiente seguro, no entanto para proteger a pessoa idosa de danos não implica que haja um paternalismo. Ou seja, a enfermeira poderia ter dito logo que a cadeira de rodas era mais cómoda, mais segura e mais rápida para a senhora, contudo estava a por em causa a autonomia desta. Pressupõe-se que a enfermeira já
sabia quais eram as capacidades e limitações da Srª A e assim, sabendo que ela conseguia andar encorajou-a e estimulou-a de modo a incentivá-la a fazer pequenos progressos. Informou-a das vantagens de se movimentar, no entanto partilhou o poder com a pessoa idosa, o que pressupõe logo a partida o respeito por esta, permitindo a promoção da sua autonomia. Deste modo envolveu-se com a doente -2ª fase do Modelo de parceria. De acordo com a 3ª fase do Modelo de parceria – Capacitar/Possibilitar a enfermeira sensibilizou a cliente para a importância de se movimentar. Informou a Sr.ªA. em função das suas preocupações e do seu bem estar e ainda mostrou disponibilidade para a cliente esclarecer dúvidas. Depois de esclarecida a cliente aceitou ir a andar até á casa de banho, contudo ficou combinado que estaria sempre ao lado dela. Houve aqui uma negociação, a enfermeira sugeriu o cuidado a prestar mais adequado, sendo que como a Sr.A mostrou alguma relutância estabeleceu-se um compromisso (4ª fase do Modelo de Parceria – Compromete-se). Nada foi imposto, foi feita uma negociação, dando poder de decisão de escolha á pessoa idosa. Assim, visto que a pessoa idosa tinha capacidade de decisão, estava informada acerca da sua doença, das suas limitações e do que fazer para conseguir ultrapassar as suas limitações, consegue assumir o Cuidado de
Si – 5ª Fase do Modelo de parceria.
Observação das práticas
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Data – Novembro de 2011 Turno – Manha
Interação – Auxiliar a pessoa idosa a conseguir ir até á casa de banho
Objetivo – Observação da prestação de cuidados da enfermeira tendo em conta o Modelo de Parceria de Gomes
SrºJ- Srª Enfª. eu quero ir á casa de banho, mas estou com estes fios todos…
Enfª- Acabei de lhe colocar o antibiótico. Tem mesmo que ser agora ou pode aguardar
um bocadinho até que o antibiótico acabe?
Enfª- Então vou-lhe buscar um suporte de soros com rodas e assim já consegue ir. SrºJ- Está bem.
Enfermeira traz o suporte de soros e afasta o cadeirão e a mesa de apoio que estão junto á cama.
Enfª- Aqui está. Onde estão os seus chinelos? SrºJ- Não tenho, estou a usar os do hospital.
Enfª- Mas olhe que estes não são os mais indicados… SrºJ- Sim, a sua colega ontem já me disse…
Enfª- E já pediu á sua esposa para lhe trazer os seus?
SrºJ- Ainda não… ontem esqueci-me. Isso também não é muito importante.
Enfª- Pode não parecer importante mas olhe que é Srº J. Se não tiver uns chinelos
adequados pode escorregar e cair…
SrºJ- O que me preocupa neste momento é ficar bom desta infeção.
Enfª- Compreendo que sim (toca levemente no ombro do Sr. J) mas tem que estar
prevenido para evitar outras complicações. Imagine que cai, já viu os problemas que poderia ter?
SrºJ- Pois, isso é verdade… não convêm nada… e eu já tive mais força nas pernas…
agora às vezes parece que me faltam as forças…
Enfª – E os seus óculos Srº J?
SrºJ- Ah, pois é…estão ai na mesinha de cabeceira, pode chegar-mos por favor? Sem
eles não vejo quase nada…
Enfª- Por isso não se pode esquecer deles quando se vai levantar. E convêm colocá-los
sempre num local perto de si para saber onde estão e conseguir chegar a eles.
SrºJ- Em casa faço isso, mas aqui…sabe…não estou no meu ambiente…
Análise e reflexão da situação:
Para o enfermeiro construir uma relação de parceria com o cliente idoso não se pode reger pelos estereótipos associados á idade, em que estes são vistos como (…) “pessoas frágeis e incompetentes, com necessidades que é preciso suprir (…)” (Gomes, 2009, p. 152). Logo torna-se indispensável ver o cliente idoso com um ser de projeto de cuidados para que seja possível construir com ele um processo de parceria. “Os enfermeiros são desafiados a desenvolver os seus próprios valores sobre o envelhecimento como um ponto de partida para trabalhar com pessoas idosas” (Gomes, 2009, pág. 97).
Através da observação desta situação foi possível percecionar que a enfermeira conhece bem o cliente, sabe quais são os seus hábitos e quais as suas limitações. É importante reconhecer a pessoa idosa como (…) “um ser complexo, na qual as várias dimensões físicas, biológicas, espirituais, culturais, sociológicas, estão interligadas (…)” (Gomes, 2009, p. 155) e só depois de se conseguir ter todas essas dimensões em consideração é que é possível ver a pessoa como um ser de projetos e de cuidados, necessário para a construção de um processo de parceria. Assim, a enfermeira encontra-se bem situada na fase de Revelar-se. A enfermeira mostrou disponibilidade e tempo para que a pessoa idosa transmitisse os seus sentimentos e esclarecesse as suas dúvidas. É notável também que já existia uma relação de confiança entre enfermeiro e o cliente, esta é essencial para que o cliente acarrete a informação e considere que esta possa a vir a ser muito útil no seu dia a dia – 2ª fase do Modelo de Parceria – Envolver-se. É necessário que o enfermeiro realize intervenções no sentido de partilhar conhecimentos, informações, de modo a que o cliente esteja esclarecido. Neste caso, além disso, a enfermeira promoveu momentos que levaram a pessoa idosa a refletir um pouco acerca das consequências que pode ter uma queda e de que é fundamental ter certas medidas de prevenção. A enfermeira conhece as capacidades e as limitações do SrªJ. e conseguiu, valorizando os conhecimentos que a pessoa tem, capacitá-lo de modo a melhorar o seu projeto de vida – Capacitar.
Existe uma negociação em que o cliente compreende o que a enfermeira lhe está a transmitir e compromete-se a para a próxima ter em conta as suas sugestões.