2.2. MUHASEBE HĠLESĠ NEDEN YAPILIR 11
2.3.2. Defter, Kayıt ve Belgeler Üzerinde Yapılan Hileler 22
É interessante lembrar aqui o que deve ser entendido como o tempo no contexto presencial centralizado. Uma das partes da formação no Projeto GET consistia no encontro de todos os profissionais em um único local, a fim de interagirem com os formadores e os próprios colegas, de forma presencial. Nesses encontros eram realizadas palestras, aulas expositivas dialogadas, apresentação de produções, ações e desenvolvimento dos projetos em andamento em cada unidade de ensino.
Ao todo foram cinco encontros em local único, com a duração de tempo conforme determinado no quadro 21.
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Quadro 21: Total de horas de formação presencial centralizada
MOMENTO MÓDULO DURAÇÃO
1 Aprender em parceria 16 h 1 16 h 3 8 h 2 5 6 h 3 Acompanhamento 8 h
TOTAL DE HORAS PRESENCIAIS CENTRALIZADAS 54 h
O Projeto GET, como já descrito no capítulo em que é apresentado o contexto da pesquisa, foi dividido em momentos. Na coluna Momento do Quadro 21 estão indicados esses períodos em que ocorreram os encontros presenciais centralizados.
Cada momento do projeto era dividido em módulos, de forma que na coluna Módulo, são especificadas essas divisões internas em que estavam contidas essas mesmas atividades presenciais, que aconteciam em uma escola do Centro Paula Souza, na qual se encontravam todos os profissionais em formação do projeto.
Na terceira coluna, Duração, são informadas as quantidades de horas investidas em cada encontro presencial. Já na última linha da tabela encontra-se o total de horas destinado a essa parte de formação do projeto, ou seja, 56 h presenciais centralizadas.
Aqui cabe uma interessante constatação, que foi possível a partir das entrevistas realizadas com os coordenadores do Centro Paula Souza e os profissionais participantes do projeto.
O Centro Paula Souza tem por princípio estimular ao máximo a formação continuada de seus professores e faz isso sempre em horário de serviço, que é realmente para favorecer esse profissional, manter e promover cada vez a qualidade dos seus quadros [...] Sim, neste curso também aconteceu assim, foi uma formação em serviço, o profissional sai durante seu horário de trabalho na instituição para se formar e se informar. (Entrevista - CCPS02)
Toda capacitação desse projeto foi feita em horário de trabalho do professor e dos funcionários, sim. Eles faziam a capacitação e depois compensavam esse horário com reposição, entende? Os professores são orientados e já têm como hábito deixar trabalhos encaminhados que são aplicados por outros professores para os alunos que ficariam sem aula, né, por causa da ausência do professor titular que saiu para fazer algum curso. Eles podem também repor essas aulas aos sábados. [...] Os diretores e coordenadores também compensam sim. Eles fazem isso aos sábados também, quando a unidade precisa deles, ou mesmo à noite, por exemplo, se eles trabalham de dia, e assim vai tudo se ajeitando e tudo fica certinho. (Entrevista - CCPS01)
Pelos depoimentos, é possível perceber que o representante da coordenação do Centro Paula Souza, CCPS02, entende que a formação em serviço é uma possibilidade constante para os
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profissionais da instituição. Durante a entrevista, busquei aprofundar o entendimento para o termo em contraposição à formação continuada, mas não havia uma distinção clara.
Pesquisadora: Na sua concepção, existe no Centro uma diferença entre formação em serviço do profissional e formação continuada?
Coord. CPS: Formação em serviço e formação continuada? Não sei se a gente tem essa conceituação clara entendeu, a agente chama genericamente de educação continuada, se eu tivesse que definir formação em serviço como é que eu faria?
[...]
Tem uma idéia assim quando você... se fala em formação em serviço, se nós estamos falando de uma formação dual ou seja, onde eu aproveito a própria atividade profissional como aprendizado entendeu, além de completar com uma atividade não de rotina do trabalho.[...] Mais reflexiva, entende? (Entrevista CCPS-02)
Quando feita a entrevista com a representante da coordenação CCPS01, vieram mais informações a respeito de como foi feita a formação do Projeto GET considerada por eles como formação em serviço, mas que assim como neste projeto, nas demais iniciativas de formação, as ausências para os encontros externos eram sempre compensadas. Este mesmo posicionamento esteve presente em todas as entrevistas com participantes do Projeto GET, diretores, coordenadores, professores e assistentes técnicos.
Com isso é possível afirmar que o conceito de formação em serviço desenvolvido nessa instituição está ancorado no horário em que ocorre a formação, dentro do período em que o profissional está à disposição da instituição, o que é diferente do conceito de formação em serviço que designa o investimento feito pelo empregador para garantir que seus profissionais desenvolvam um conhecimento importante e necessário para atender aos objetivos específicos, que justificam o investimento em tempo e dinheiro.
Assim como na exposição do item anterior que apontou a ocupação do tempo pessoal para o trabalho no contexto online, a obrigatoriedade de compensação dos períodos dedicados à formação presencial não foi considerada um empecilho pelos profissionais em formação. Em nenhum dos depoimentos colhidos essa conduta adotada pela instituição em um processo de formação em serviço foi alvo de críticas. Um exemplo de depoimento de diretor a esse respeito diz:
As pessoas que estavam no projeto moravam perto e tinham transporte para ir até lá, na escola do Tatuapé, “pros” encontros do curso. “Pra” poder ir e participar a gente montava um esquema “pra” deixar as atividades, exercícios e pesquisas para os alunos. Aqueles de nós que não tinham sala de aula, como eu e o coordenador, a gente precisava sempre por o trabalho em dia em horários alternativos, sabe como é, vindo à noite, aos sábados, porque sempre se tem por aqui atividades que acontecem nos finais de semana. (Entrevista - ETEC GSP03-C1)
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Passarei agora a apresentar as ocorrências voltadas para o tempo da prática em cada unidade de ensino, que é a parte do Projeto GET que envolvia o desenvolvimento do projeto diretamente ancorado na realidade das unidades de ensino e dos profissionais em formação.