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Değişken Yollu Emme Sistemleri

Belgede MOTORLU ARAÇLAR TEKNOLOJİSİ (sayfa 20-26)

2. MANİFOLDLAR

2.2. Motorlarda Emme Sistemleri Çeşitleri

2.2.2. Değişken Yollu Emme Sistemleri

A impossibilidade de circularem jornais de oposição ao poder político instalado vem de muito tempo, desde os primórdios da imprensa, no início do século XIX, quando Hipólito José da Costa editava o Correio Braziliense (ou Armazém Literário) em Londres, para defender a independência do Brasil, que vivia sob o governo de Dom Pedro I. Durante o Estado Novo, foi criado o DIP – Departamento de Imprensa e Propaganda – responsável por

21 MORAIS, Fernando. Chatô: o rei do Brasil. A vida de Assis Chateaubriand. 3ª edição. 13ª reimpressão. São

Paulo: Companhia das Letras, 2006.

22 Toma-se aqui a categoria de “ideologia” no sentido descrito por John. B. Thompson, em Ideologia e Cultura

Moderna, que conceitualiza os fenômenos ideológicos como “fenômenos simbólicos significativos (...) [que

servem], em circunstâncias sócio-históricas específicas, para estabelecer e sustentar relações de dominação.” (THOMPSON: 1996, p. 76).

censurar jornais, livros, peças de teatro e demais meios de comunicação, além de construir uma imagem através da propaganda e do “culto à personalidade” de Getúlio Vargas.

Durante a ditadura militar de 1964, e em sua vigência até 1985, incontáveis matérias de jornais, fotografias, caricaturas, peças de teatro, livros, músicas, filmes, enfim, obras artísticas e jornalísticas passaram sob o crivo da censura. Muitas delas nunca chegaram ao leitor, ao espectador, ao cidadão, que viveu tempos de falta de liberdade de expressão, de comunicação, de exercício da democracia e dos Direitos Humanos, com a subjetividade do artista tolhida e sob certa forma limitada pela força coercitiva e ideológica do Estado.

Em artigo intitulado Espionagem, polícia política, censura e propaganda: os pilares

básicos da repressão, Carlos Fico, historiador e professor da UFRJ, adverte para as origens

remotas da censura no Brasil, como foi sinalizado anteriormente. Segundo ele:

“Não se pode falar propriamente no “estabelecimento” da censura durante o regime militar porque ela nunca deixou de existir no Brasil. Livros, jornais, teatro, música e cinema sempre foram atividades visadas pelos mandantes do momento e, muitas vezes, tratadas como simples rotina policial, pois as prerrogativas de censura de diversões públicas sempre foram dadas aos governos de maneira explícita, legalizadamente. Ademais, instrumentos reguladores, como “leis de imprensa”, “classificações etárias” (para diversões públicas) e proibições de “atentados à moral e aos bons costumes” – frequentemente possibilitaram mecanismos censórios que contavam, além disso, com o benefício que largas parcelas da sociedade lhes conferem, já que os consideram “naturais”. Assim, para ditadura militar, tratava-se mais de uma adequação, não de uma criação.” (FICO, Carlos in FERREIRA: 2003, pp.187-188)

Em seu estudo transformado no livro A Censura Política na Imprensa Brasileira (1980), o jornalista Paolo Marconi faz um levantamento daqueles anos sob o ponto de vista da repressão à liberdade de imprensa. O foco especial do estudo é na chamada “grande imprensa”, mas com referências também à imprensa alternativa. Marconi revela os passos da censura a partir de documentos que vão dos chamados bilhetinhos dos censores aos editores e chefes de redação, passam por telefonemas e ameaças de morte, censura prévia, com as edições dos jornais tendo que passar inteiramente nas mãos dos militares até a ação de funcionários responsáveis apenas para esse tipo de atividade antes dos jornais circularem.

Marconi analisa alguns dos casos que aconteceram com o Pasquim, dentre inúmeros outros, quando por conta de uma charge que ridicularizava a independência do Brasil - o que foi tomado como insulto pelos militares – nove cartunistas/jornalistas da redação foram presos durante 60 dias, como dissemos anteriormente. Mesmo após o fim da censura prévia, em março de 1975, coincidentemente, ou não, com o lançamento do nº 300 do Pasquim, tiragens inteiras foram apreendidas, como descreve Paolo Marconi:

“A exemplo do que ocorreu com outros jornais liberados da censura prévia que não se acomodaram com a liberdade concedida, também O Pasquim passou a ser vítima de apreensões, inquéritos e processos. Além do ocorrido com a edição de número 300, outras duas sofreram a mesma truculência: uma porque tratava da corrupção existente a nível [sic] ministerial, e outra porque teria, numa charge, desmoralizado as cores da bandeira nacional.23” (MARCONI: 1980, p. 79).

Órgãos militares foram criados única e exclusivamente com o objetivo de se tornarem “aparelhos” do controle da informação. Cada uma das três armas contou com seu órgão específico: o Centro de Informações do Exército (CIE), o Centro de Informações da Marinha (CENIMAR) e o Centro de Informações e Segurança da Aeronáutica (CISA). Somam-se a eles, os órgãos de informação e repressão estaduais, DOPS e DOI-CODI, citados anteriormente. Com a decretação da Lei de Imprensa, em 1967, e com a Lei de Segurança Nacional, em 1969, a censura passou a fazer parte da legislação instituída pelos militares, em mais um simulacro de Estado Democrático de Direito, remete-se ainda Marconi:

“Pela Lei de Imprensa, instituída em 1967 e até hoje em vigor [o livro data de 1980. Em abril de 2009, o Supremo Tribunal Federal – STF – derrubou a Lei de Imprensa] mesmo que o jornalista tenha provas irrefutáveis de qualquer crime cometido por figuras do governo não poderá divulgar nada sobre o assunto, pois não se “admite a prova da verdade”, quando se trata de Presidente da República, Ministros de Estado, presidentes do Senado e da Câmara, chefes de Estado ou governo estrangeiros e seus

23 Essa charge era do mineiro Edgar Vasques, publicada durante a semana da pátria de 1976, ridicularizando as

cores verde, amarela e azul da bandeira nacional brasileira. Ele as comparava com as cores que sinalizavam a situação de miséria do personagem Rango. Um balão de quadrinhos dizia: “o amarelado é da nossa icterícia, o azulado é da nossa anemia e o esverdeado é da nossa angústia”.

representantes diplomáticos, criando assim, artificialmente, uma casta acima de qualquer suspeita (artigos 61, 62 e 63)” (MARCONI: 1985, p. 33)

Segundo levantamento do jornalista Fernando Jorge, autor do livro-denúncia Cale a

Boca, jornalista: o ódio e a fúria dos mandões contra a imprensa brasileira, durante os anos

de governo dos militares, com destaque para o período entre 1970 e 1984, numa relação incompleta, adverte o autor, no mínimo 20 jornalistas foram mortos sob tortura, desaparecidos e fuzilados (JORGE: 2008, pp. 271-272). O caso do jornalista da TV Cultura de São Paulo, Vladimir Herzog, torturado e assassinado nos porões da repressão do DOI-CODI do II Exército, em São Paulo, em 25 de outubro de 1975, é emblemático. Sua morte comoveu o país e, de certa forma, durante o governo de Ernesto Geisel, abriu espaço para que a imprensa de grande circulação retomasse a crítica incisiva à ditadura militar e criasse condições perante a opinião pública para a defesa da distensão e da abertura política.

Além da repressão aos jornalistas e da censura à imprensa, outros mecanismos de controle das informações e propagação política estavam através da institucionalização nas escolas das disciplinas de Moral e Cívica e Organização Social e Política do Brasil (OSPB) e da propaganda institucional, principalmente a partir do governo de Emílio Garrastazu Médici. Carlos Fico, ainda no artigo referido anteriormente, caracteriza esse período como de intenso “ufanismo”, que mostrava um “Brasil grande” e um governo empreendedor (FICO, Carlos in FERREIRA: 2003, pp.194-195). Fico relata que, após um seminário em 1968, os membros da Assessoria Especial de Relações Públicas (Aerp) do governo militar decidiram que a comunicação do governo precisava mudar. Por isso, foi instalada, sob a supervisão do coronel Otávio Costa, um setor específico de relações públicas:

“[Foi definido] um jargão que pretendia estabelecer os objetivos das atividades de “comunicação social” da ditadura: “motivar a vontade coletiva para o esforço nacional de desenvolvimento”, “mobilizar a juventude”, “fortalecer o caráter nacional”, estimular o “amor à pátria”, a “coesão familiar”, a “dedicação ao trabalho”, a “confiança no governo” e a “vontade de participação”. Queriam “contribuir para a afirmação democrática” do país e também pretendiam “atenuar as divergências que sofre a imagem do país no interior.” (...) Como se vê, tratava-se de uma estratégia retórica que buscava afirmar exatamente o contrário do que se vivia.” (FICO, Carlos in FERREIRA: 2003, p. 196).

Slogans como “Ninguém segura esse país”, feito para a copa de 1970, e “Brasil: ame-o ou deixe-o” foram algumas das criações da Aerp e da Oban (Operação Bandeirantes), respectivamente. Carlos Fico afirma ainda que a propaganda política sempre foi ridicularizada pelos intelectuais e jornalistas de esquerda, mas com grande repercussão entre a população em geral, que, “nem sempre a via como realmente era.” (FICO, Carlos in FERREIRA: 2003, pp. 198). É justamente nesse ambiente de propaganda política de massa, repressão aos jornalistas, fechamento de jornais e censura à grande imprensa, repressão e morte aos antagonistas que cresce e se desenvolve a imprensa alternativa e o Pasquim, como será descrito adiante.

Belgede MOTORLU ARAÇLAR TEKNOLOJİSİ (sayfa 20-26)

Benzer Belgeler