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2.2. Değişim İle İlgili Kavramsal Çerçeve

2.2.1. Değişim

Com relação ao INT funcionar de forma articulada e harmônica, todos os entrevistados afirmaram que essa articulação não existe. Foi declarado que há no INT um espírito individualista. As divisões existentes pouco interagem e muitas vezes existe desarmonia e formação de grupos dentro das próprias equipes. Também foi declarado que as pessoas não sabem a quem se reportar.

No que se refere ao INT estimular o diálogo e as discussões produtivas, dos seis entrevistados, quatro afirmaram que há o estímulo ao diálogo por iniciativa da diretoria e dentro da divisão. Foram citados a Pesquisa de Clima Organizacional e o e-mail como instrumentos de apoio ao diálogo. Os outros dois entrevistados não vêem essa iniciativa no Instituto. Afirmaram que as discussões ficam restritas ao que deve ser feito de imediato e que não há a discussão de metas. Foi citado que não havendo espaço dentro do horário de trabalho para discussões mais profundas sobre os rumos da divisão, muitas vezes elas ocorrem na hora do almoço, por acaso.

Em contrapartida, com relação ao trabalho em equipe, todos os entrevistados acreditam as pessoas do seu grupo trabalham bem em equipe. Note que quando houve a referência ao grupo, não se quis dizer a divisão como um todo. Isso porque a Dahr envolve áreas que no passado eram distintas – divisão de desenvolvimento de recursos humanos e divisão de pessoal. Um entrevistado citou que o trabalho em equipe acontece mais na área meio do que na técnica.

Quanto ao compartilhamento de experiências bem ou mal sucedidas, três dos entrevistados indicaram que esta prática só acontece no Congresso Interno ou de maneira informal. Os outros três entrevistados não vêem esse compartilhamento de experiências acontecer no INT.

Com relação ao fato da força de trabalho acreditar que o seu trabalho é importante para o INT, todos os entrevistados responderam que sim, cerca de 80% das pessoas são conscientes do valor do seu trabalho para o INT. Os outros 20% são pessoas que não estão afinadas com o Instituto, a maioria com mais tempo de casa ou oriundas de outras instituições.

Cinco dos seis entrevistados acreditam que as pessoas trabalham melhor em equipe. Um dos entrevistados acredita que a fórmula ideal é um misto entre o trabalho individual e o trabalho em equipe. Todos afirmaram que a solicitação de um determinado trabalho na maioria das vezes é feita a uma pessoa e esta poderá vir a constituir uma equipe . Foi mencionado também que o trabalho com equipes menores é mais produtivo do que em equipes que envolvam um maior número de pessoas.

No que se refere à força de trabalho conseguir opinar sobre a sua visão a respeito de sua equipe e do INT com um todo, metade dos entrevistados afirmaram que os colaboradores conseguem expressar a sua opinião e foram citadas como meio as reuniões instituídas pela diretoria . A outra metade citou que poucas pessoas conseguem dar sua opinião e que muitas vezes é de maneira informal.

Quanto ao fato da força de trabalho ter liberdade e se sentir estimulada a dar sugestões, assumir riscos e avaliar os resultados, todos os entrevistados afirmaram que há espaço para sugestões.

Quando questionados sobre o risco de alguém ser “crucificado” por cometer um erro, a maioria do entrevistados afirmou que não há esse risco, mas que a crítica pelo erro permanece

no ambiente por algum tempo. Foi citado que sempre existe uma justificativa para o erro, mas que nunca é feita uma análise da situação que leva ao erro. Um dos entrevistados observou que as equipes pior avaliadas no Congresso Interno não contam com o apoio das demais para melhorar seus processos.

Apenas um entrevistado acredita que as pessoas sejam receptivas às mudanças. Um entrevistado afirmou que depende “da mudança” e um outro que além “da mudança” depende “de quem” propõe a mudança, isto é, se a mudança é proposta por um servidor concursado, a tendência é que a receptividade seja boa, entretanto, se a mudança for proposta for um funcionário terceirizado, a tendência passa ser a rejeição à proposta. O INT possui em seu quadro servidores, terceirizados e bolsistas. O entrevistado afirmou que os servidores antigos vêem com muita desconfiança as propostas sugeridas pelos terceirizados pois acreditam que a intenção por trás de qualquer proposta é terceirizar cada vez mais as rotinas do INT.

Apenas dois entrevistados afirmaram que no seu “grupo” o ambiente é amigável, mas ampliando para a DARH e para o INT com um todo, o clima é de “fofoca”. Foi citado que em parte o Diretor contribui para esse ambiente ruim na medida em que dá abertura para qualquer pessoa ir fazer qualquer tipo de reclamação diretamente com ele, muitas vezes sem conhecimento das chefias de divisão. Novamente foi observado que dentro de uma mesma equipe existem grupos distintos. Nas palavras de um dos entrevistados: “... respeito existe, confiança não muita, tratamento fraternal nem sempre...”

Todos os entrevistados afirmaram que se sentem à vontade para questionar o ponto de vista das pessoas da sua equipe. Com relação à opinião do superior, duas pessoas afirmaram que não se sentem à vontade para questionar e também foi citado que algumas chefias, devido a sua posição hierárquica, não aceitam bem as críticas.

Com relação à responsabilidade pelo auto-desenvolvimento, todos se sentem plenamente responsáveis e afirmaram que o INT poderia contribuir flexibilizando o horário de

trabalho e custeando cursos, mas que no momento qualquer iniciativa que envolva custos não está sendo autorizada. Um dos participantes também citou que considera como desenvolvimento não só o lado profissional, mas também uma melhor qualidade de vida. Desta forma, gostaria que o INT proporcionasse mais atividades esportivas e de lazer.

A maioria dos entrevistados respondeu que tendem a debater o ponto de vista dos seus colegas quando divergente do seu, apenas um entrevistado afirmou que prefere aceitar pois acredita que não “vale a pena” se desgastar em um debate.

O INT representa para os entrevistados a sua fonte de renda, o local de trabalho que lhes permite que se desenvolvam profissionalmente. Um entrevistado afirmou que já gostou mais de trabalhar no INT, mas que hoje o clima de que as coisas só mudam para pior não a estimula mais. Muitas vezes as pessoas desanimam de fazer sugestões porque na maioria das vezes elas não recebem um retorno.

Quanto ao que o INT representa para a sociedade, os entrevistados foram unânimes em achar que o INT é uma referência em tecnologia no país e que atua na melhoria da qualidade de vida das pessoas, entretanto, poderia ter um crédito maior por parte da sociedade se fosse melhor divulgado. Acreditam que a maioria das pessoas no país não sabe o que é o INT e a sua importância no cenário de ciência e tecnologia do país.

Cinco dos seis entrevistados possuíam uma visão bem clara do que gostariam de realizar no INT neste ano. Com relação ao objetivo profissional, apenas três dos entrevistados declararam objetivos vinculados ao INT.

4 INSTITUTO NACIONAL DE TECNOLOGIA E AS ORGANIZAÇÕES DE

Benzer Belgeler