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3.2 Gelişim Adına Uygulanabilecek Çalışmalar ve Yapılması Gereken

3.2.2 Sistem Odaklı Yapılması Gerekenler

3.2.2.1 Eğitim Politikası

3.2.2.1.8 Değerlendirme

Organiza¸c˜ao ´e um conceito fundamental no contexto desta pesquisa. Infeliz- mente, trata-se de uma no¸c˜ao multifacetada e dif´ıcil de circunscrever com uma

´

unica defini¸c˜ao. Nos trabalhos sobre SMA-COs, identificam-se pelo menos duas varia¸c˜oes de sentido que s˜ao complementares e que convˆem serem esclarecidas.

Uma primeira varia¸c˜ao ´e a no¸c˜ao de organiza¸c˜ao como um coletivo de agentes organizado. Na se¸c˜ao anterior usou-se o termo organiza¸c˜ao de agentes para designar esta no¸c˜ao. Esta vis˜ao de organiza¸c˜ao surge a partir de um paralelo dos SMAs com o que nas Ciˆencias Sociais se denominam organiza¸c˜oes:

“Organiza¸c˜oes [humanas] s˜ao coletivos orientados a objetivos relativamente espec´ıficos e que exibem estruturas sociais com um grau relativamente alto de formaliza¸c˜ao.”

[Traduzido de (SCOTT, 1998, p. 26)]

“Uma estrutura social formal ´e aquela na qual as posi¸c˜oes so- ciais e relacionamentos entre elas foram explicitamente especi- ficados e s˜ao definidos independentemente das caracter´ısticas pessoais e relacionamentos dos participantes ocupando estas posi¸c˜oes.”

[Traduzido de (SCOTT, 1998, p. 19)]

“As organiza¸c˜oes [humanas] caracterizam-se por:

1. divis˜ao de trabalho, do poder e das responsabilidades de comunica¸c˜ao, divis˜ao essa que n˜ao ´e obra de casualidade nem obedece a um esquema tradicional, sen˜ao que tem sido deli- beradamente planejada, para favorecer a realiza¸c˜ao de fins es- pec´ıficos;

2. presen¸ca de um ou mais centros de poder que controlam os esfor¸cos concentrados da organiza¸c˜ao e os dirige at´e seus fins; estes centros de poder, ademais, revisam continuamente a atua¸c˜ao da organiza¸c˜ao e remodelam sua estrutura, onde se tornar necess´ario, para aumentar sua eficiˆencia;

3. substitui¸c˜ao de pessoal, isto ´e, que as pessoas que n˜ao satis- fazem possam ser dispensadas e suas tarefas atribu´ıdas a ou- tras. A organiza¸c˜ao pode tamb´em mudar seu pessoal atrav´es da transferˆencia e promo¸c˜ao.”

(CURY, 1990, p. 99)

Usando essa no¸c˜ao de organiza¸c˜ao humana como inspira¸c˜ao, pesquisadores da ´area de SMA argumentam que:

“no desenvolvimento de sistemas [SMA] de m´edio e grande porte, possivelmente imersos em ambientes abertos e dinˆamicos, e que devem garantir comportamentos prediz´ıveis e confi´aveis, ... a met´afora mais apropriada ´e a de uma organiza¸c˜ao hu- mana.”

[Traduzido de (ZAMBONELLI; JENNINGS; WOOLDRIDGE, 2003, p. 324)]

“Organiza¸c˜oes em Sistemas Multi-Agentes podem ser enten- didas como entidades complexas onde uma multiplicidade de

agentes interagem, dentro de um ambiente estruturado tendo em vista um prop´osito global.”

[Traduzido de (DIGNUM, 2009, p. 4)]

Uma segunda varia¸c˜ao de sentido para organiza¸c˜ao, intimamente ligada `a id´eia de coletivo organizado, ´e a no¸c˜ao de organiza¸c˜ao como um conjunto de padr˜oes regulares e flex´ıveis que moldam ou restringem a atividade conjunta den- tro de um grupo de agentes tendo em vista um prop´osito comum. Neste sentido, destacam-se as seguintes cita¸c˜oes:

“Organiza¸c˜oes exibem padr˜oes de atividade e, de fato, uma maneira de descrever organiza¸c˜oes tanto te´orica quanto fenome- nologicamente ´e como padr˜oes observados de atividade. Esses padr˜oes tˆem caracter´ısticas est´aveis (as caracter´ısticas est´aveis s˜ao o que os tornam padr˜oes) e eles tˆem caracter´ısticas flex´ıveis (duas cole¸c˜oes de atividade organizacional nunca s˜ao as mes- mas, e de fato flexibilidade de a¸c˜ao ´e importante em ambientes dinˆamicos). Em efeito, ent˜ao, organiza¸c˜oes podem ser vistas como arquiteturas: estruturas restritivas est´aveis nas quais um certo grau de atividade flex´ıvel ´e poss´ıvel. Generalizando a v´arias dimens˜oes de descri¸c˜ao organizacional, uma outra ma- neira de dizer isto ´e que organiza¸c˜oes s˜ao ‘cole¸c˜oes espec´ıficas de quest˜oes resolvidas (est´aveis) e n˜ao resolvidas (flex´ıveis)’” [Traduzido de (GASSER, 2001, p. 6)]

“a organiza¸c˜ao de um SMA ´e um conjunto de restri¸c˜oes ao com- portamento dos agentes a fim de conduzi-los a uma finalidade comum.”

(H¨uBNER, 2003, p. 23)

A partir dessas duas no¸c˜oes de organiza¸c˜ao e do que foi discutido na se¸c˜ao anterior, chega-se a seguinte conclus˜ao. Uma organiza¸c˜ao de agentes, o ele- mento central nos SMA-COs, ´e uma entidade coletiva que agrega agentes e que se caracteriza por apresentar uma organiza¸c˜ao (i.e., padr˜oes regulares e flex´ıveis de atividade conjunta que moldam ou restrigem a atividade coletiva dado um prop´osito comum) que ´e:

• formal - na medida em que ´e prescrita atrav´es de uma especifica¸c˜ao orga- nizacional que abstrai as caracter´ısticas e relacionamentos individuais dos agentes participantes; e

• expl´ıcita - na medida em que existe objetivamente e permanece al´em dos agentes que populam a organiza¸c˜ao em um dado momento.

Utiliza-se o termo organiza¸c˜ao institucionalizada para designar a organiza¸c˜ao formal e expl´ıcita que caracteriza uma organiza¸c˜ao de agentes (H¨uBNER, 2003).

Por fim, menciona-se que al´em dos SMA-COs, os SMA-CAs podem tamb´em ser descritos como possuindo agentes capazes de formar grupos organizados:

“A organiza¸c˜ao de um sistema multi-agente ´e a cole¸c˜ao de pap´eis, relacionamentos, e estruturas de autoridade que gover- nam o seu comportamento global. Todo sistema multi-agente possui algumas ou todas essas caracter´ısticas e assim todos tˆem alguma forma de organiza¸c˜ao, embora ela possa ser impl´ıcita e informal.”

[Traduzido de (HORLING; LESSER, 2005, p. 1)]

“... h´a v´arias estruturas em qualquer sistema MA ... Cada es- trutura afeta tanto a possibilidade quanto o sucesso das a¸c˜oes dos agentes, e restringe (quando conhecida) suas decis˜oes, ob- jetivos e planos. Os agentes n˜ao s˜ao t˜ao livres para agir como quiserem: eles est˜ao condicionados por suas rela¸c˜oes de poder e dependˆencia, seus conhecimentos, suas possibilidades de co- munica¸c˜ao, seus pap´eis e comprometimentos, regras e normas sociais.

Algumas destas estruturas s˜ao deliberadamente constru´ıdas pe- los agentes (pelo menos parcialmente); outras s˜ao emergentes em uma maneira objetiva.”

[Traduzido de (CASTELFRANCHI, 1998, p. 175)]

Neste caso, a organiza¸c˜ao (padr˜oes regulares e flex´ıveis de atividade conjunta) resulta de um processo de auto-organiza¸c˜ao e se manifesta de modo informal e impl´ıcito, n˜ao caracterizando desta maneira uma organiza¸c˜ao de agentes, con- forme empregamos o termo ao longo desta tese. Na figura 2.4, ilustram-se as no¸c˜oes de organiza¸c˜ao discutidas.

organização = padrões regulares/flexíveis de

atividade conjunta institucionalizada explícita formal auto-organização implícita informal

organização de agentes = coletivo de agentes organizado pode-ser

pode-ser

caracterizada-por

Figura 2.4: Conceito de Organiza¸c˜ao.