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3.2. Dış Ticaret ve Korumacılık

3.2.3. Dış Ticarette Korumacılığın Nedenleri

No decorrer do século XX, uma sucessão de governos autoritários empregou a Comunicação como forma de controle e manipulação social. Desde que chegou ao poder7, nos anos 30, Getúlio Vargas procurou difundir o populismo através da mídia,

com a criação do Departamento Oficial de Propaganda (DOP) (HASWANI, 2009). Posteriormente, entre o final dos anos 30 e a metade da década de 40, o controle e a censura atingiram seu ápice a partir da criação do Departamento de Imprensa e Propaganda (DIP). Com a queda de Vargas, em 1945, os governos seguintes passaram a empregar a Comunicação a partir de uma perspectiva ufanista, voltada à exaltação da figura presidencial. Durante o regime militar, entretanto, retomou-se seu caráter ditatorial e seu emprego como método de exercer o controle através da censura e da propaganda favorável aos governantes.

Esse quadro apresentou mudanças a partir dos anos 80, com a redemocratização do país. No momento em que os governantes tornam-se os representantes eleitos da população, inferiu-se seu dever de prestar contas ao povo – e a Comunicação passou a ser empregada em prol da cidadania. Essa perspectiva evoluiu gradativamente no decorrer das últimas três décadas. No princípio, as ferramentas de Comunicação Pública eram vistas (e ainda o são, muitas vezes) como simples instrumentos de informação da sociedade sobre as ações governamentais. Nos últimos anos, entretanto, percebemos que, mais do que suprir as necessidades de informação da população, a efetiva interação entre o governo e a sociedade pode ser empregada para viabilizar a construção conjunta das políticas públicas.

Duarte (2012), autor no qual basearemos esta categoria a priori, diferencia a Comunicação Pública da política e da governamental. Para ele, a Comunicação política seria aquela voltada para a conquista da opinião pública por figuras ou partidos políticos, com o intuito de buscar apoio popular, especialmente na forma de votação. Já a governamental são os fluxos que ocorrem entre o Estado (seja o Legislativo, Executivo ou Judiciário) e seus gestores e a sociedade.

7 Para Roland Barthes (1978, p. 5), o poder está diretamente relacionado com o prazer e com a capacidade de dominação através do uso da linguagem. “[...] o poder (a libido dominandi) aí está, emboscado em todo e qualquer discurso, mesmo quando este parte de um lugar fora do poder”.

A Comunicação Pública é mais ampla: trata dos fluxos que dizem respeito a temas de interesse coletivo, sejam eles diretamente ou não ligados a órgãos governamentais. Dessa forma, sua característica mais marcante é, segundo Duarte, a centralidade no interesse dos cidadãos em detrimento dos interesses dos órgãos, das vontades individuais dos governantes ou da obtenção de lucro. “Praticar a comunicação pública implica assumir espírito público e privilegiar o interesse coletivo em detrimento de perspectivas pessoais e corporativas” (DUARTE, 2012, p. 61).

Para que ganhe voz, possa se emancipar e buscar seus direitos, cumprir com seus deveres e influir sobre as ações que terão consequências diretas ou indiretas sobre suas vidas, o cidadão precisa, antes de tudo, ter respeitado seu direito à informação. A promoção de transparência sobre as ações executadas em benefício público é uma das responsabilidades primordiais assumidas pelos governantes de uma sociedade democrática. Duarte (2012, p. 63) classifica a informação pública em sete categorias: institucionais, de gestão, de utilidade pública, de interesse privado, mercadológicos, de prestação de contas e de dados públicos. Sob esta perspectiva, publicações institucionais, sites, materiais gráficos, entre outros, seriam instrumentos informativos por, em geral, restringirem-se a subsidiar o público com dados.

Contudo, não cabe à administração pública apenas informar: esta é a etapa inicial de um processo muito mais amplo, que deve converter-se em Comunicação, no sentido da interação e do diálogo com o cidadão. A Comunicação Pública demanda, mais do que apenas a transparência sobre as ações governamentais através do acesso à informação pelo cidadão, a promoção da Comunicação no sentido já discorrido neste trabalho, de participação equivalente entre as partes em um processo dinâmico de construção de significados. Conforme aponta Duarte (2012, p. 63): “Uma forma de lidar estrategicamente com a comunicação inclui pensar distintamente informação e interação”, ou seja, demanda conhecer a diferença entre informações e Comunicação Pública, reconhecendo a complexidade desta última.

Assim como cabe à administração pública possibilitar que as informações cheguem até o cidadão, é seu dever também promover canais de diálogo e interação que viabilizem a construção de uma Comunicação Pública efetiva, como fóruns, oficinas, reuniões, conversas informais, entre outros encontros que oportunizem a interação. O interesse público situa-se no centro deste movimento, ou

seja, o cidadão precisa estar no foco de todas as ações dos comunicadores. Esta perspectiva demanda a promoção de espaços de diálogo efetivo com a população capazes de viabilizar a construção conjunta das políticas públicas. Duarte (2012, p. 60) define a Comunicação Pública brasileira como “uma postura de perceber e utilizar a comunicação como instrumento de interesse coletivo para fortalecimento da cidadania”.

Entre as diversas alternativas existentes para a abertura de canais que possibilitem a interação com o cidadão, a mídia possui uma capacidade única de constituição de um espaço público de informação, diálogo e interação social. Há uma gama imensurável de possibilidades de potencializar a Comunicação Pública através dos veículos, e cabe às assessorias de imprensa enfrentar o desafio de lidar com a complexidade desta realidade social. Segundo Duarte (2010?):

Sociedades democráticas como a brasileira exigem refinamento nas estratégias comunicativas e diversidade de instrumentos, processos e agentes; que a transparência e o compromisso com o cidadão sejam pré- requisitos; que os públicos tenham respeitada sua heterogeneidade; e que não seja subestimada a capacidade de interesse e participação. A comunicação diz respeito à criação de formas de acesso e participação; à ampliação de redes sociais que permitam maior ligação entre os agentes públicos, os grupos de interesse e o cidadão.

As ações dos assessores de imprensa dos órgãos públicos demandam a constituição de um Planejamento Estratégico sensível para a percepção da realidade social, capaz de não apenas atender às demandas da população por transparência, mas também de integrar as diversas modalidades de Comunicação na promoção da cidadania. As políticas públicas deveriam ser construídas através deste espaço de interação entre a sociedade, o Estado e os seus gestores.