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2.7. Nöropazarlama Araştırmaları

2.7.1. Dünyada Nöropazarlama Çalışmaları

Os cursos de Bacharelado são cursos regulares e regulados pela Secretaria de Ensino Superior do Ministério da Educação, com carga horária mínima de 3.000 horas. Segundo Ansarah (2002), esses cursos buscam equilibrar teoria e prática, oferecendo formação humanística e desenvolvendo a iniciação científica.

Trigo (2000b) ressalta que a formação inicial do bacharel em turismo era muito pragmática, visava atender à demanda do mercado, utilizando toda uma terminologia

economicista e eminentemente tecnicista, menosprezando os aspectos sociais e políticos da sociedade. Para o autor, essa ênfase nos aspectos técnicos ocorria de forma geral em todos os cursos, segundo a visão desenvolvimentista do período.

O bacharel em turismo tem diversas áreas possíveis de atuação, entre elas: hospedagem, transportes, agenciamento, alimentação, lazer, eventos, hospitalidade, planejamento em órgãos oficiais, consultoria, marketing, magistério e pesquisa, entre outros segmentos na área de tecnologias que permanecem em construção.

O curso superior em turismo começou a existir a partir do parecer nº 35/71 do Ministério da Educação, aprovado em 28 de janeiro de 1971. Este parecer deu base à Resolução sem número que fixou o conteúdo mínimo e a duração em um mínimo de 1700 horas, com as seguintes matérias: Sociologia, História do Brasil, Geografia do Brasil, História da Cultura, Estudos Brasileiros, Introdução à Administração, Noções de Direito, Técnica Publicitária e Planejamento e Organização do Turismo.

Em 1978, a Embratur, preocupada com a estrutura curricular dos cursos de turismo, delegou à Escola de Comunicações e Artes (ECA), da Universidade de São Paulo (USP), a discussão sobre o tema, com a finalidade de elaborar um currículo mínimo pleno a ser disciplinado pelo MEC. Segundo Ansarah (2002), representantes da maioria dos cursos existentes, neste período, compareceram ao seminário realizado pela ECA-USP, que teve como coordenador o Prof. Mário Carlos Beni. A partir deste evento, duas vertentes educacionais se estabeleceram: uma linha mais filosófica e voltada à epistemologia, à pesquisa e ao planejamento turístico; e outra que orientava para a estrutura curricular e o mercado.

Em pesquisa realizada no site EMEC38, foram encontrados 490 bacharelados na área do turismo no Brasil, com os seguintes títulos e quantidades:

Quadro 10 - Cursos de Bacharelado em Turismo no Brasil

2014

Turismo 473

Turismo e Hotelaria 10

Lazer e Turismo 2

Indústria do Entretenimento 1

Gestão da Animação Turística 1

Marketing Turístico 1

Planejamento e Organização do Turismo 1

Turismo e Meio Ambiente 1

Fonte: E-MEC, 2014.

Ansarah (2002) considera que a produção do saber turístico como campo de construção de conhecimento deve ser planejada a partir de uma abordagem transdisciplinar nos cursos superiores de turismo e hotelaria. A autora considera este o mais elevado nível de integração educacional, em que as disciplinas têm como ponto de partida um desafio ou problema a ativá-las. Entretanto, a mesma considera lamentável o desconhecimento ou despreparo dos docentes desses cursos no Brasil, para o uso desta abordagem.

Outro desafio apontado por Ansarah (2002) era a falta de professores bacharéis em turismo e hotelaria e com titulação de mestrado e doutorado, impactando desfavoravelmente na qualidade dos cursos oferecidos. No ano em que realizou seu estudo, Ansarah identificou doze bacharéis em turismo com doutorado. Em pesquisa na Plataforma Lattes foi possível identificar atualmente 36 bacharéis em turismo com doutorado concluído39.

No período do surgimento dos cursos de graduação em turismo no Brasil, segundo Panosso Netto (2005), a bibliografia sobre o tema era escassa. Os materiais utilizados pelos professores eram textos traduzidos do espanhol, francês e inglês, além de alguns poucos trabalhos de brasileiros. Eram usados também alguns documentos da Embratur, como normatizações, e textos “importados” da economia, sociologia e geografia. Os anos que se seguiram tiveram uma escassa produção na área.

Apenas na década de 1990, por iniciativa da professora doutora Margarita Barretto, a Editora Papirus lançou a Coleção Turismo, publicando como primeiro título a obra de Doris van de Meene Ruschmann, Marketing Turístico. Segundo a pesquisa de Panosso Neto (2005), este foi o marco de uma crescente onda de publicações, com auge em 2002 e que hoje tem diminuído de ritmo.40 O autor pesquisou títulos entre 1990 e 2004 e identificou que o maior volume de títulos se referia ao turismo de forma geral (35,4%), seguido por planejamento em turismo (31,8%), e após, hotelaria

39 A Plataforma Lattes, em seus perfis de busca, não dispõe de um filtro que especifique a graduação do profissional. Dessa forma, foi utilizada a expressão “graduação em turismo” e o filtro que busca apenas pessoas com titulação mínima de doutores, resultando em 165 currículos. Destes, manualmente foram separados os profissionais que informavam possuir graduação em turismo, totalizando 36. A pesquisa foi realizada em 30 de agosto de 2015.

40Sobre um registro detalhado das publicações, ver: PANOSSO NETTO, Alexandre. Publicações em

Turismo no Brasil. In: TRIGO, Luiz Gonzaga Godoi. Análises Regionais e globais do turismo brasileiro. São Paulo: Roca, 2005.

(16,8%). O restante dos títulos foram agrupados em eventos, gastronomia, agenciamento, transportes e, por último, animação e recreação.

Em estudo mais recente,Panosso Netto e Calciolari (2010) pesquisaram 51 editoras a partir da Biblioteca Nacional41 e encontraram 560 títulos publicados com o tema turismo. Os autores consideraram este número um aumento de exatos 300% em cinco anos no número de editoras, mas de apenas 41,25% no número de livros, e concluem que a publicação de livros sobre turismo no Brasil ainda é incipiente, considerando o número de cursos superiores em turismo no país e o que vem como imensas possibilidades de investigação que o fenômeno turístico oferece.

Segundo Mota (2005), o que se conhece hoje como Diretrizes Curriculares Nacionais e Diretrizes por Curso e seus referidos padrões de qualidade para avaliação das condições de ensino com objetivo de autorização e reconhecimento de cursos de Turismo e Hotelaria, passou por um processo de amadurecimento. Os padrões de qualidade para reconhecimento de cursos e para renovação de reconhecimento foram inicialmente elaborados pela Comissão de Especialistas de Ensino (CEE) das diversas áreas de conhecimento da Secretaria de Educação Superior (SESu) do MEC. Segundo a autora, desde 2002, a Avaliação das Condições de Ensino (ACE) é realizada in loco por uma comissão de avaliadores do INEP. Esta avaliação leva em consideração a organização didático-pedagógica, o corpo docente e as avaliações, resultando no reconhecimento ou na renovação do reconhecimento do curso. Cabe também ao INEP a realização periódica da avaliação das condições de ensino dos cursos de graduação já submetidos ao chamado Provão.

Os padrões de qualidade relativos ao reconhecimento de novos cursos de Turismo e Hotelaria são detalhados no “Manual de Orientação para Avaliação in loco das condições de reconhecimento”42 e explicitam aspectos relativos a projeto pedagógico do curso; corpo docente; coordenador; infraestrutura física, tecnológica e recursos materiais; biblioteca, e planejamento econômico-financeiro.

41 A escolha dos autores pela Biblioteca Nacional como fonte se deu pela Lei nº 10.994, de 14/12/2004, que estabelece que a editora ou o editor devem entregar um exemplar dos livros publicados à Biblioteca Nacional.

42Disponível em: <http://portal.mec.gov.br/sesu/arquivos/pdf/rot_tur.pdf>, acesso em 08 de março de 2014.