UFRS 17 – Yeni Sigorta Sözleşmeleri Standardı
17. Sigorta Borçları ve Reasürans Varlıkları (Devamı)
17.14 Dönem içinde hayat sigortalılarına kar payı dağıtım oranı: Bulunmamaktadır (1 Ocak – 30 Haziran 2016: Bulunmamaktadır)
A globalização, conquanto seja um fenômeno presente na história da humanidade, com as características identificadas atualmente é um fenômeno recente, que passou a existir apenas nas últimas décadas, em decorrência de uma série de fatores, dentre os quais em virtude do incremento tecnológico sem precedentes e da facilidade dos meios de comunicação e de transporte.
Dentre os efeitos da globalização, nas últimas décadas também se assistiu ao surgimento de um outro processo histórico, qual seja, o da integração regional, que ao mesmo tempo que foi estimulada pelo processo de globalização acaba também estimulando ainda mais este processo.
A globalização e a integração regional representam a mais nova faceta do modelo capitalista, que encontram guarida na configuração neoliberal política, econômica e social do mercado, com impactos decisivos no Estado.
Nessa esteira, o neoliberalismo apregoa que o Estado não deve atuar diretamente na ordem econômica, por ser esta de responsabilidade dos particulares, ao mesmo tempo em que pontifica uma redução das políticas públicas de natureza social, como uma forma de se tentar diminuir o déficit público.
O Estado neoliberal que fora ampliado na Inglaterra e nos Estados Unidos a partir de 1980, se espalhou pelos países ocidentais, como resultado do Consenso de Washington, que indicava a necessidade de se limitar os excessos que haviam sido cometidos durante o período intervencionista do Estado, também denominado de Estado de Bem Estar Social.
O modelo de Estado neoliberal é fundamental para a sobrevivência do atual processo de globalização, pois na medida em que restringiu a atuação do Estado na economia, possibilitou às empresas privadas ampliarem o seu raio de atuação, passando a estarem presentes em setores que até então eram considerados de responsabilidade exclusiva do Poder Público.
Assim, com empresas cada vez maiores e que atuam em diversos Estados, o modelo de globalização acaba por ensejar a necessidade de união dos Estados em Blocos Econômicos como uma forma de se tentar enfrentar esse processo em melhores condições em face de outros Estados e também das próprias empresas privadas.
Embora pudesse ser incluída, com alguma dose de aceitação, entre os chamados fatores que contribuíram para o surgimento e a ascensão do neoliberalismo, a questão do avanço tecnológico ocorrido, sobretudo, nas últimas três décadas do século XX e do início do século atual, tem implementado as mais profundas transformações nas relações de trabalho, o que para alguns chega a configurar uma verdadeira “terceira revolução industrial”, ficando difícil separá-la de forma mecânica do seu papel influenciador da formulação das diretrizes neoliberais.
Na busca da racionalização, a organização técnica do processo produtivo tem se valido da integração com as ciências sociais, como a psicologia, a sociologia, a administração, a antropologia, e, evidentemente, a economia, combinando-se com a engenharia, a eletrônica e a informática, a fim de obter os mais avançados níveis de racionalização.
Em outro sentido, a flexibilização e a integração do processo de trabalho e produção deixaram mais evidenciada a relação do trabalho individual com o trabalho social, já que é no mercado mundial que as trocas permitem a realização da mercadoria, do excedente, do lucro ou da mais-valia. E, com a possibilidade de alocação de parcela da produção em qualquer parte do planeta, ali onde melhor se adéqüe ao mercado, fica mais evidente o fenômeno da “fábrica mundial”.
É quase unânime o entendimento de que no contexto neoliberal houve um agravamento da condição operária, com a redução dos salários e com a super exploração da força de trabalho, fenômeno que ocorre nos países desenvolvidos e que se acentua mais ainda quando mais se anda no sentido da periferia do sistema capitalista.
Diversos autores enumeram as diferentes proposições do neoliberalismo para as relações do trabalho e que aqui preferimos chamar de “diretrizes trabalhistas”, posto que concebe-mo-las como integrantes de uma estratégia de sobrevivência do capitalismo. Não há unanimidade nessas enumerações, mas há bastante coincidências entre elas, de tal sorte que podemos estudá-las a partir de três aspectos centrais, representados pelas seguintes palavras da moda: desregulação, flexibilização, terceirização.
Como exposto, as mudanças no capitalismo, principalmente na divisão social do trabalho, na privatização das políticas públicas, com efeitos perversos que ampliaram a desigualdade e a exclusão social, trazem a necessidade de explicitar quais os caminhos futuros pós-crise em curso. Além disso, face os impactos
negativos o campo social, uma atenção especial cabe aos governos e setores organizados da sociedade civil no sentido de recuperar e ampliar os direitos trabalhistas. Essa dissertação procurou mostrar alguns limites e potencialidades na realidade da União Européia, fruto de enormes esforços das sociedades para enfrentar a globalização hegemônica neoliberal, ora apoiando-a, ora criticando-a. No recorte que escolhemos, os processos de integração regional constituem uma área em expansão e que exigem pesquisas profundas de vários ângulos e voltadas ao foco desse trabalho.
Na análise do processo específico de integração regional entre os Países da América Latina, notadamente, o Brasil, se identificaram os principais obstáculos que foram enfrentados, dentre os quais, uma visão de desenvolvimento voltada para dentro, na medida em que se compreendia que o mercado interno era suficiente para promover o crescimento dessas nações.
Após um longo processo de aproximação gradual entre as Nações que fora realizado principalmente ao longo do século XX, a partir de 1985 os Presidentes do Brasil e da Argentina decidem iniciar um processo de integração regional entre os Países, fora dos esquemas multilaterais, observando apenas as características econômicas desses Estados.
O Tratado de Integração, Cooperação e Desenvolvimento firmado em 1988 e do Grupo Binacional constituído pelo Brasil e Argentina em 1990, advém o Grupo Mercado Comum, que serve como instrumento fomentador da confecção do Tratado de Assunção, celebrado em 26 de maio de 1991, que constitui juridicamente o MERCOSUL.
O parágrafo único do artigo 4º, da Constituição da República Federativa do Brasil, inserido no Título I – Dos Princípios Fundamentais estabelece que “A República Federativa do Brasil buscará a integração econômica, política, social e cultural dos povos da América Latina, visando à formação de uma comunidade latino-americana de nações”.
Com efeito, a vocação do Brasil para a integração regional já se havia revelado nos processos anteriores e que são considerados como precursores do MERCOSUL, como a Associação Latino-Americana de Livre Comércio (ALALC), criada em 1960, e que, em 1980, fora transformada na Associação Latino- Americana de Integração (ALADI).
O Mercado Comum do Cone Sul – MERCOSUL fora instituído em março de 1990, com a assinatura do Tratado de Assunção, pelo Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai, cuja personalidade jurídica fora estabelecida com o Protocolo de Ouro Preto. Chile e Bolívia associaram-se ao MERCOSUL, não como membros-plenos, em 1º de outubro de 1996 e 1º de janeiro de 1997, respectivamente. E em 9 de dezembro de 2005 a Venezuela fora admitida como membro-pleno.
No Preâmbulo do Tratado de Assunção estão traçados os objetivos do MERCOSUL: “união mais estreita entre os povos, modernização das economias, desenvolvimento científico e tecnológico, elementos esses que, congregados, devem convergir para um desenvolvimento econômico com justiça social e melhoria das condições de vida” (BARROS, 2001, p.100).
Desde a criação do MERCOSUL foram adotados instrumentos e constituídos organismos na tentativa de tratar sua chamada dimensão social. Ultimamente, depois de um período de certa letargia, o SGT n. 10, que trata dos Assuntos Trabalhistas, Emprego e Seguridade Social, tendo propiciado a aprovação do Acordo Multilateral de Seguridade Social, que deverá ser incorporado à legislação interna de cada país.
Posteriormente, criou-se o “Grupo Ad Hoc sobre Dimensão Social do MERCOSUL”, que elabora uma agenda de direitos individuais e coletivos que poderão resultar num futuro instrumento normativo sociolaboral do MERCOSUL.
Paralelamente a isso, cada país vem adotando mecanismos de reforma de suas respectivas legislações laborais e de seguridade social, tendo implementado, em diferentes níveis, as diretrizes neoliberais (DELGADO, 2005), visando a transição para um modelo de retirada das normas estatais de proteção e prevalência, nas relações de trabalho, do negociado sobre o legislado.
Isso ocorre num cenário de desemprego crescente, de fragilização da organização sindical e de precarização das condições de trabalho, que são indicadores do nivelamento por baixo na produção das normas comunitárias, o que certamente poderá conduzir o MERCOSUL a resultados totalmente diversos
dos formalmente previstos, com o aumento da exclusão social, ao invés de sua paulatina extinção.
Em tais circunstâncias, o exercício da chamada autonomia privada coletiva transforma-se numa ilusão, nas palavras de Proscurcin (2005).
Tomando-se por base o processo ocorrido na União Européia, que é a experiência mais avançada na formação de uma integração regional, constatamos que para a etapa seguinte para a transformação do MERCOSUL em um mercado comum integrado, faz-se necessária a uniformização mínima das normas trabalhistas e dos sistemas previdenciários no âmbito dos países membros (VALDÉS, 2001).
Tal uniformização, no entanto, não pode abdicar da reafirmação do Direito do Trabalho enquanto direito humano fundamental e do reconhecimento da sua instrumentalidade na consecução da justiça social, fazendo-o contemporâneo, vivo e palpitante.
O Brasil é signatário, desde 1996, do Protocolo de São Salvador, instituído em 1988, pela Assembléia Geral da Organização dos Estados Americanos, mas vigente só a partir de novembro de 1999, que é um documento Adicional à Convenção de São José da Costa Rica, suprindo a lacuna desta última no que diz respeito aos direitos sociais.
Dessa forma, o sistema normativo de proteção interamericana dos Direitos Humanos passou a ser integrado dos direitos ao trabalho; a condições justas, eqüitativas e satisfatórias de trabalho; à organização sindical; à seguridade social; à saúde; a um meio ambiente sadio; à alimentação; à educação e aos benefícios da cultura; à constituição e proteção da família; à proteção da criança, do idoso e dos deficientes físicos (GOMES, 2003, p. 651).
Todos os demais países do MERCOSUL também são signatários do Protocolo de São Salvador, estando comprometidos com essa dimensão do Direito do Trabalho e dos Direitos Sociais, como parte indissolúvel dos Direitos Humanos.
Por outro lado vários autores sustentam que há na sociedade pós- moderna de massas um crescente e dinâmico fenômeno de socialização do direito privado e, num plano social mais amplo, uma verdadeira confusão entre os espaços públicos e privados nas organizações sociais. Exemplo disso é a
adoção do princípio da função social do contrato, pelo novo Código Civil Brasileiro, “Assim, a liberdade de contratar tem razão e encontra limites na função social do contrato (MEIRELES, 2003).
No mesmo sentido, afirma Correia (2003, p. 426), para quem “se houve uma “socialização” da leitura dos contratos de natureza civil, correlatamente estamos presenciando a uma “civilização” na análise dos contratos de natureza do trabalho”.
Ambos os processos são verificados, com variação de intensidade, nos demais países do MERCOSUL. Com exceção do Chile e da Venezuela, por suas peculiaridades.
O 1º (que ainda não é membro-pleno do MERCOSUL), por sua experiência histórica de implantação das diretrizes neoliberais para as relações de trabalho ainda na década de 70, com a presença do principal teórico do neoliberalismo, Friederik Hyek, como assessor direto do Ex-Presidente Augusto Pinochet, no processo de implantação do seu regime ditatorial.
E o 2º, A Venezuela, recém ingressado formalmente, pelo processo recente de implantação da chamada República Bolivariana, cujos contornos acham-se ainda indefinidos quanto ao restabelecimento da proteção estatal das relações de trabalho, naquilo que fora reformulada pela onda neoliberal.
A Argentina, por sua vez, passou por uma recente e devastadora crise econômica, que levou o país à falência, tendo adotado o modelo da desregulamentação dos direitos sociais como mecanismo para tentar sair da crise, com sério agravamento da exclusão social e com ampla precarização das relações de Trabalho (TOSELLI, 2004).
Paraguai e Uruguai também experimentaram a mesma receita, com reflexos também proporcionais às dimensões de suas respectivas economias ainda semi-industrializadas (PALOMINO, 1998).
Ou seja, o Direito do Trabalho que foi o precursor desse processo de socialização do direito privado, tendo desenvolvido princípios próprios de proteção ao hipossuficiente econômico ao se desgarrar do tronco comum do Direito Civil, passou a ser sua vítima, por pressão dos ditames econômicos da máxima lucratividade como novo mecanismo de reprodução do capital.
O dilema atual dos países do MERCOSUL é como o da vítima de um assalto à mão armada, no qual a voz de comando do assaltante é: “Ou o
direito, ou o trabalho!”. Quem preferir o direito fica sem o trabalho. E para