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Döküm Modeli Tasarımına Yönelik Modelleme Çalışmaları Sonuçları

Primeiramente, foi elaborado um banco de dados no Statistical Package for Social Science - SPSS (versão oficial 17.0). Em seguida, os dados foram inseridos nesse banco de dados para serem submetidos ao tratamento de estatística descritiva e inferencial.

A normalidade das variáveis foi testada por meio do Teste de Shapiro-Wilk. A partir da constatação de que as variáveis não possuíam distribuição normal, optou- se pela estatística não-paramétrica para as comparações entre grupos e intragrupo. Para a análise de comparação entre grupos (Grupo Sacarose X Grupo Água), as variáveis de caracterização da amostra e de evolução clínica, bem como as variáveis referentes à reatividade biocomportamental dos recém-nascidos à dor foram analisadas pelo Teste não-paramétrico de Mann-Whitney para amostras independentes para as variáveis contínuas (escore), e pelo Teste de Qui-quadrado para as variáveis categóricas (nota de corte).

Para a análise de comparação intragrupo, as variáveis referentes à reatividade biocomportamental dos recém-nascidos à dor foram analisadas por meio de estatística não-paramétrica com Teste de Friedman e Teste de Wilcoxon, comparando-se, respectivamente, as fases e os dias de avaliação. A análise intragrupo comparou a mesma fase entre os quatro dias de avaliação (1ª avaliação X 2ª avaliação X 3ª avaliação X 4ª avaliação), as diferentes fases em cada uma das avaliações (LB X PP X P X RCM X RSM), além da comparação da variável frequência cardíaca entre diversos momentos de uma mesma fase (minuto a minuto).

Os resultados do presente estudo serão apresentados em quatro seções. Na primeira seção serão mostrados os dados relativos à caracterização da amostra, incluindo as variáveis neonatais e de evolução clínica dos neonatos do Grupo Sacarose e do Grupo Água.

Na segunda seção será apresentada a história de exposição a procedimentos dolorosos dos recém-nascidos de ambos os grupos, bem como os as principais características do procedimento de punção para coleta de sangue, avaliadas tanto no Grupo Sacarose como no Grupo Água.

Na terceira seção serão mostrados os dados referentes à reatividade biocomportamental à dor dos recém-nascidos do Grupo Sacarose e Grupo Água, nos quatro dias de avaliação, durante o procedimento de coleta de sangue. Para tanto, serão apresentados os resultados relativos a: a) comparação de cada fase do procedimento entre os dias de avaliação, considerando-se cada grupo separadamente; b) comparação entre as fases do procedimento de cada dia de avaliação, também considerando cada grupo separadamente; c) comparação entre o Grupo Sacarose e Grupo Água, respectivamente, nos quatro dias de avaliação, quanto à reatividade biocomportamental à dor dos neonatos; d) comparação do indicador de frequência cardíaca, minuto a minuto da fase de recuperação, avaliado no primeiro dia de intervenção com sacarose, considerando-se cada grupo separadamente.

Por fim, na quarta seção será apresentada a evolução clínica dos neonatos de ambos os grupos durante todo o tempo de hospitalização com a finalidade da avaliação dos possíveis efeitos colaterais advindos do uso da solução de sacarose.

4.1. Caracterização da amostra

A Tabela 1 apresenta as características da amostra e evolução clínica dos neonatos do Grupo Sacarose e do Grupo Água.

Tabela 1 – Características da amostra e da evolução clínica dos neonatos do Grupo Sacarose (GS) e do Grupo Água (GA).

Características da amostra e evolução clínica GS

(n = 17) (n = 16) GA Valor de pComparação entre grupos

Sexo

Masculino – f (%)

Feminino – f (%) 11 (65) 6 (35) 10 (62) 6 (38) 0,12

Idade pós-natal (dias) Med

(min – max) (1 – 7) 2 (1 – 12) 3 0,36

Idade gestacional (semanas)

Med

(min – max) (25 – 33) 30 (27 – 33) 31 0,20

Peso ao nascimento (gramas) Med

(min – max) (640 – 1.430) 995 (685 – 1.360) 1.177 0,40

Adequação para a idade gestacional PIG – f (%)

AIG – f (%) 8 (47) 9 (53) 11 (69) 5 (31) 0,20

Apgar no 5° minuto (escore) Med

(min – max) (5 – 10) 8 (6 – 10) 9 0,95

Índice de risco clínico neonatal

(escore no CRIB) Med (min – max) 4 (0 – 11) 1 (0 – 13) 0,20

Neonatos em ventilação assistida – f (%) 17 (100) 16 (100)

Neonatos intubados – f (%) 2 (11) 3 (18) 0,57

Med = Mediana; min = valor mínimo; max = valor máximo; f = frequência; % = porcentagem.

Na Tabela 1 verifica-se que não foram encontradas diferenças significativas entre os grupos GS e GA quanto às características neonatais e de evolução clínica.

De forma similar, em ambos os grupos, os neonatos estavam entre as primeiras duas semanas de vida, e eram compostos por neonatos com idade gestacional em torno de 30 semanas e peso ao nascimento de 1.000 gramas.

Em relação às características de evolução clínica, nota–se que o Apgar do 5° minuto foi sugestivo de bom prognóstico, em ambos os grupos, os quais apresentaram índice moderado de risco clínico neonatal. Além disso, é possível observar que 100% dos neonatos estavam fazendo uso de algum tipo de ventilação assistida, sendo que, destes, 11% dos neonatos do grupo GS e 18% dos neonatos do grupo GA estavam intubados.

4.2. História de experiências dolorosas dos recém-nascidos do Grupo Sacarose e Grupo Água

A Tabela 2 apresenta as características da história de exposição a procedimentos dolorosos dos neonatos anterior à primeira avaliação, no Grupo Sacarose e no Grupo Água, relativa à incidência de procedimentos invasivos sofridos desde o nascimento em relação à idade pós-natal e incidência de procedimentos invasivos sofridos nas últimas 24 horas anteriores a cada dia de avaliação. Os procedimentos dolorosos avaliados foram: lancetagem de calcâneo, acesso venoso central, acesso venoso puncionado para nutrição parenteral e medicações, punção para coleta de sangue para exames, punção para inserção de cateter de acesso central, inserção de sonda orogástrica, intubação orotraqueal, inserção de dreno de tórax e aspiração de vias aéreas.

Tabela 2 – Características da história de exposição a procedimentos dolorosos dos neonatos anterior às avaliações, no Grupo Sacarose (GS) e no Grupo Água (GA).

Características da história de exposição a

procedimentos dolorosos (n = 17) GS (n = 16) GA Valor de p Comparação entre grupos

Ocorrência de procedimentos dolorosos desde o nascimento / idade pós-natal

Med (min – max) 7 (3 - 9) 5 (1 - 18) 0,65 Ocorrência de procedimentos dolorosos nas últimas

24 horas anteriores à Avaliação 1 Med

(min – max) (2 – 11) 6 (2 – 16) 2 0,90

Ocorrência de procedimentos dolorosos nas últimas 24 horas anteriores à Avaliação 2

Med

(min – max) (2 – 11) 6 (2 – 14) 6 0,84

Ocorrência de procedimentos dolorosos nas últimas 24 horas anteriores à Avaliação 3

Med

(min – max) (2 – 14) 5 (1 – 10) 6 0,90

Ocorrência de procedimentos dolorosos nas últimas 24 horas anteriores à Avaliação 4

Med (min – max) 4 (1 – 10) 5 (1 – 13) 0,20 Med = Mediana; min = valor mínimo; max = valor máximo.

De acordo com os dados apresentados na Tabela 2, ambos os grupos foram comparáveis em relação às características da história anterior de experiências dolorosas, pois não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos.

Os neonatos do grupo GS sofreram em torno de sete procedimentos invasivos por dia desde o nascimento até a primeira avaliação, enquanto que os neonatos do grupo GA sofreram em torno de cinco procedimentos invasivos.

Em relação às ultimas 24 horas anteriores a cada avaliação realizada, os recém-nascidos do grupo GS receberam de quatro a seis procedimentos dolorosos,

enquanto que os recém-nascidos do grupo GA receberam de dois a cinco procedimentos dolorosos.

A Tabela 3 apresenta os dados referentes à análise comparativa, entre o Grupo Sacarose e Grupo Água, e entre os quatro dias de avaliação, das principais variáveis do procedimento de punção, tais como número de tentativas de punção, duração da fase de punção e tipo de punção realizada.

Tabela 3 - Características do procedimento de punção do Grupo Sacarose (GS) e Grupo Água (GA) nos quatro dias de avaliação.

Avaliação 1

(sem intervenção) (sob intervenção) Avaliação 2 (sob intervenção) Avaliação 3 (sob intervenção) Avaliação 4 Valor de p

Características da Punção GS (n = 17) GA (n = 16) GS (n = 17) GA (n = 16) GS (n = 17) GA (n = 16) GS (n = 15) GA

(n = 16) Comparação entre grupos Comparação intragrupo Tentativas de punção Med (min – max) (1 – 5) 2 (1 – 3) 1 (1 – 5) 1 (1 – 6) 1 (1 – 4) 1 (1 – 5) 1 (1 – 4) 1 (1 – 4) 1 Av.1 = 0,12 Av.2 = 0,65 Av.3 = 0,68 Av.4 = 0,83 GS = 0,38 GA = 0,70 Duração da fase punção (segundos) Med (min – max) (30 – 770) 270 (39 – 456)77 (35 – 1235) 160 (43 – 1010) 174 (50 – 1295) 133 (50 – 1295) 133 (35 – 557)123 (39 – 660)162 Av.1 = 0,06 Av.2 = 0,51 Av.3 = 0,53 Av.4 = 0,86 GS = 0,93 GA = 0,07 Tipo de punção Arterial – f (%) Venosa – f (%) Capilar – f (%) 13 (76) 2 (12) 2 (12) 13 (84) 1 (5) 2 (11) 15 (88) 1 (6) 1 (6) 9 (55) 5 (34) 2 (11) 13 (76) 1 (6) 3 (18) 10 (63) 4 (26) 2 (11) 10 (67) 2 (14) 3 (19) 9 (55) 3 (19) 4 (26) Av.1 = 0,85 Av.2 = 0,10 Av.3 = 0,30 Av.4 = 0,83 GS = 0,54 GA = 0,19 Med = Mediana; min = valor mínimo; max = valor máximo; f = frequência; % = porcentagem.

Segundo os dados apresentados na Tabela 3, em ambos os grupos o número de tentativas de punção realizada pela enfermeira no momento da coleta de sangue ficou por volta de uma tentativa nos quatro dias de avaliação, sendo que o tipo de punção predominante foi a punção arterial. A duração do procedimento de punção também se manteve semelhante em ambos os grupos, durante os quatro dias de avaliação.

Os grupos GS e GA foram comparáveis, na medida em que não houve diferença estatisticamente significativa entre os grupos, quanto ao número de tentativas de punção, duração da punção e tipo de punção realizada.

A comparação intragrupo das quatro avaliações também não revelou diferenças estatisticamente significativas em ambos os grupos, quanto ao número de tentativas de punção, duração da fase de punção e tipo de punção.