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4.1. Türkiye Eğitim Sisteminde Denetim Alt Sisteminin Tarihsel Gelişimine İlişkin

4.1.2. Cumhuriyet Döneminde Eğitim Denetimi

dos anos 1930 no Brasil. As coleções eram ‘uma fórmula editorial de grande sucesso que marcou a paisagem editorial oitocentista francesa, expandindo-se da França para o mundo’98. Dessa forma, unia-se um tipo de estratégia comercial bem sucedida à realização de um projeto intelectual que visava a ‘re-fundação da nação’99 a partir da ‘ambição em fazer da coleção a maior obra de cultura nacionalista do país, objetivando (...) descobrir o Brasil aos brasileiros, torná-lo cada vez mais conhecido para o fazer mais amado’100

A Coleção Brasiliana era uma das séries integrantes da Biblioteca Pedagógica Brasileira, editada pela CEN a partir de 1931, fora concebida e dirigida por Fernando de Azevedo

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larga ofensiva de renovação cultural sobre quatro frentes: as crianças, pela série I, de Literatura Infantil; os estudantes de todas as escolas primárias, profissionais, secundárias e superiores, pela série II – de Livros Didáticos

desde sua criação até 1946. A BPB foi definida como:

96 Cf. DUTRA, Eliana de Freitas. A nação nos livros: a biblioteca ideal na Coleção Brasiliana. In: DUTRA, Eliana de Freitas; MOLLIER, Jean-Yves (ORG). Política, Nação e Edição – O lugar dos impressos na construção da

vida política. São Paulo: Annablume, 2006. 303-304

97 Cf. DUTRA, Eliana de Freitas. A nação nos livros: a biblioteca ideal na Coleção Brasiliana. In: DUTRA, Eliana de Freitas; MOLLIER, Jean-Yves (ORG). Política, Nação e Edição – O lugar dos impressos na construção da

vida política. São Paulo: Annablume, 2006. 303-304.

98 DUTRA, Eliana Regina de Freitas. Companhia Editora Nacional: Tradição Editorial e Cultura Nacional no

Brasil dos anos 30. www.livroehistoriaeditorial.pro.br/pdf/elianadutra.pdf. 6.

99 ‘(...) é impossível separar a história do projeto editorial da Coleção Brasiliana de uma pauta política e intelectual de re-fundação da nação, a qual será responsável pela fisionomia política do país na década de trinta’. DUTRA, Eliana Regina de Freitas. Companhia Editora Nacional: Tradição Editorial e Cultura Nacional no Brasil dos

anos 30. www.livroehistoriaeditorial.pro.br/pdf/elianadutra.pdf. 1.

100 DUTRA, Eliana de Freitas. A nação nos livros: a biblioteca ideal na Coleção Brasiliana. In: DUTRA, Eliana de Freitas; MOLLIER, Jean-Yves (ORG). Política, Nação e Edição – O lugar dos impressos na construção da vida

política. São Paulo: Annablume, 2006. 305

101 Fernando de Azevedo fora diretor da Instrução Pública do Distrito Federal nos anos 1927-1930, onde realizou reforma de grande projeção, contando com o apoio da Associação Brasileira de Educadores após os acontecimentos de 1930 e suas conseqüências para os poderes estaduais. Cf. TOLEDO, Maria Rita de Almeida. O projeto político cultural da coleção Atualidades Pedagógicas. In: DUTRA, Eliana de Freitas; MOLLIER, Jean-Yves (ORG). Política, Nação e Edição – O lugar dos impressos na construção da vida política. São Paulo: Annablume, 2006. 336

(livros de texto, manuais e livros fontes); os professores de todos os graus de ensino, pela série III – Atualidades Pedagógicas e o público escolar, como a população extra e pós-escolar, pela Série IV – Iniciação Científica. O caráter eminentemente nacional desse movimento é dado não só pela orientação do plano editorial, como também especialmente, pela série V, Brasiliana, a mais vasta sistematização de estudos brasileira102

Esta ‘sistematização’ de ‘estudos’ é visível a partir da subdivisão da Coleção Brasiliana nas séries: Antropologia e Demografia; Arqueologia e Pré-História; Biografia; Botânica e Zoologia; Cartas; Direito; Economia; Educação e Instrução; Ensaios; Etnologia; Filologia; Folclore; Geografia; Geologia; História; Medicina e Higiene; Política; Viagens. Os livros que compõem estas sub-séries, tomados em conjunto, deveriam ‘permitir aos seus leitores um adequado conhecimento do Brasil: do passado, do território, do povo, da formação social, da língua, dos costumes e práticas culturais, da fauna, da flora, das riquezas, das instituições, dos homens políticos, dos problemas do desenvolvimento’

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Assim, assumindo o livro como instrumento fundamental para a ‘descoberta’ da nacionalidade brasileira, a Coleção Brasiliana será um lugar privilegiado para a afirmação das tradições intelectuais do país, através de reedições de clássicos e volumes raros das diversas áreas de saber constituídas, assim como um palco de debates acerca dos problemas atuais no período, mediante a publicação de autores que compunham a cena intelectual contemporânea. Estes eram os mais variados, pois os ‘grupos que escrevem para a Brasiliana, ou são convidados a publicar suas obras na coleção, transitam entre a imprensa, o incipiente sistema universitário, os museus, o IHGB e, na quase totalidade, os órgãos da administração pública federal, sejam em postos nos ministérios ou nas várias comissões de estudo e de implementação de políticas públicas no período’

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Esta pluralidade de autores marcava, ainda, a boa fama que caracterizava a Coleção. Segundo Hallewel, a Brasiliana foi a mais importante das sub-séries da Biblioteca Pedagógica Brasileira. Este autor parece concordar com a afirmação do jornal O Estado de São Paulo (de 1973), citada em seu livro, de que ‘a Coleção Brasiliana é até hoje o mais completo repositório de

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102 Texto de apresentação da coleção Atualidades Pedagógicas, nas orelhas dos livros de seus volumes, 1934 a 1949. APUD: TOLEDO, Maria Rita de Almeida. O projeto político cultural da coleção Atualidades Pedagógicas. In: DUTRA, Eliana de Freitas; MOLLIER, Jean-Yves (ORG). Política, Nação e Edição – O lugar dos impressos na

construção da vida política. São Paulo: Annablume, 2006. 337.

103 DUTRA, Eliana Regina de Freitas. Companhia Editora Nacional: Tradição Editorial e Cultura Nacional no

Brasil dos anos 30. www.livroehistoriaeditorial.pro.br/pdf/elianadutra.pdf. 17

104 DUTRA, Eliana de Freitas. A nação nos livros: a biblioteca ideal na Coleção Brasiliana. In: DUTRA, Eliana de Freitas; MOLLIER, Jean-Yves (ORG). Política, Nação e Edição – O lugar dos impressos na construção da vida

informação sobre o Brasil, suas origens, sua formação sua vida em todos os campos’105. O autor ressalta o fato de que a coleção era um empreendimento de prestígio para a editora (CEN), pois a inclusão de um trabalho nela sempre foi, na prática, uma garantia de vendas e publicidade106

pressupunha certas condições básicas para se realizar: a existência de uma elite intelectual imbuída de uma missão social; a expansão da educação elementar; a produção, em bases científicas e empíricas, de um conhecimento da vida e dos reais problemas do Brasil de forma a assegurar a formação de uma consciência nacional; a construção de uma política cultural pelo Estado, cuja reorganização do seu aparelho era a garantia da consolidação de uma política de modernização do país

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Agregando vários autores e prestigiada nos meios intelectuais, a Coleção Brasiliana, para além de suas estratégias comerciais e intelectuais, compunha um contexto no qual a existência de um projeto nacionalista para o Brasil

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a venda de livros em açougues, lojas de ferramenta, bazares, farmácias, bancas de jornal, papelarias da capital e do interior, de forma a alcançar o leitor nos lugares em que ele pudesse estar; o lançamento de novos autores, com pagamento adequado dos direitos: e o investimento em publicidade nos jornais e, acreditamos, também no rádio, prática que se disseminava à época (...)

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Tendo como pano de fundo, portanto, uma ‘pedagogia da nacionalidade’, a Brasiliana ocupa lugar estratégico entre os interesses dos intelectuais e do Estado. Acena com generosidade para os intelectuais, pois os métodos comerciais pioneiros de Monteiro Lobato incluíam

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Além destes aspectos, as tiragens da Biblioteca Pedagógica Brasileira poderiam variar entre 2000, que era a média, e, até, 30 mil exemplares109

105 HALLEWEL, Laurence. O Livro no Brasil (sua história). São Paulo: Edusp, 1985. 301. 106 HALLEWEL, Laurence. O Livro no Brasil (sua história). São Paulo: Edusp, 1985. 301.

107 DUTRA, Eliana de Freitas. A nação nos livros: a biblioteca ideal na Coleção Brasiliana. In: DUTRA, Eliana de Freitas; MOLLIER, Jean-Yves (ORG). Política, Nação e Edição – O lugar dos impressos na construção da vida

política. São Paulo: Annablume, 2006. 304.

! Dessa forma, compreende-se aquele prestígio no meio intelectual que Hallewel atribuiu à Coleção. Neste sentido, esta ascensão dos projetos editoriais ligados à produção e publicação de livros marca uma descontinuidade em relação à produção intelectual durante a Primeira Republica na qual ‘a grande imprensa dominava a vida intelectual. Era ela quem oferecia empregos, sobretudo através das colunas de jornal, e gratificava

108 DUTRA, Eliana Regina de Freitas. Companhia Editora Nacional: Tradição Editorial e Cultura Nacional no

Brasil dos anos 30. www.livroehistoriaeditorial.pro.br/pdf/elianadutra.pdf. 5.

109 ‘O escritor brasileiro encontrou um editor que se aventurava a tiragens de 20 a 30 mil exemplares (...)’. CAVALHEIRO, Edgar. Apud: DUTRA, Eliana Regina de Freitas. Companhia Editora Nacional: Tradição Editorial e

mensalmente os escritores’110

Por outro lado, os editores não se descuidavam em manter com o Estado uma relação cordial, de forma que é digno de nota o fato de que ao finalizar ‘os preparativos para a comemoração dos dez anos da Coleção e do lançamento do seu 200o volume, a Nacional organizou uma lista para o envio do seu novo catálogo, a qual é encabeçada pelo presidente da República, Getúlio Vargas, e seus respectivos ministros de Estado (...)’

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a escolha dos títulos e dos autores da coleção certamente não ficou imune à intervenção de fatores tais como as relações com o Estado Novo; as disputas em torno do poder político, seja nos Estados, seja na sociedade naqueles anos 30 tão conturbados e com tantos projetos em competição; os vínculos dos autores sejam eles públicos ou privados; a espécie de capital e de autoridade ao alcance dos autores e editores do período

. Além disso, deve-se ressaltar que

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Ao se analisar o lugar da Coleção Brasiliana nas décadas de 1930 e 1940 verifica-se seu caráter complexo, pois se trata de uma Coleção na qual seus membros diretores compunham uma rede de sociabilidade vasta, que perpassava os altos escalões do Estado, porém, não se trata de uma instituição do Estado

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Este é o clima e contexto no qual as obras estudadas por nós serão analisadas e questionadas. Não se trata de partir de um ‘contexto’ rígido para as ‘peculiaridades’ da fonte ou o contrário. Situar as obras em sua historicidade será justamente verificar como elas trazem em si os . Sua posição era mais estratégica do que institucional. Por outro lado, a variedade de autores que nela publicam contribui para a problematização daquela ‘pedagogia da nacionalidade’, pois os processos de ‘redescoberta’ e de ‘conhecimento’ do Brasil não chegarão aos mesmos princípios, conclusões e definições acerca da realidade brasileira; em outras palavras, a estratégia editorial intelectual nacionalista será marcada por uma descontinuidade de significados acerca do ser nacional que impossibilita a consolidação de uma identidade nacional que torne o passado transparente, idêntico e consolidado a partir de um saber específico. Este caráter diverso faz com que a Coleção torne-se um locus privilegiado para a compreensão da produção intelectual do período.

110 OLIVEIRA, Lúcia Lippi. A Questão Nacional na Primeira República. São Paulo: Brasiliense, 1990. 116. 111 DUTRA, Eliana Regina de Freitas. Companhia Editora Nacional: Tradição Editorial e Cultura Nacional no

Brasil dos anos 30. www.livroehistoriaeditorial.pro.br/pdf/elianadutra.pdf. 19

112 DUTRA, Eliana de Freitas. A nação nos livros: a biblioteca ideal na Coleção Brasiliana. In: DUTRA, Eliana de Freitas; MOLLIER, Jean-Yves (ORG). Política, Nação e Edição – O lugar dos impressos na construção da vida

política. São Paulo: Annablume, 2006. 310

113 Este caráter é similar aquele presente no periódico Revista do Brasil, no qual Monteiro Lobato teve participação fundamental: ‘A natureza da publicação, não diretamente vinculada a partidos, instituições, movimentos ou religiões, favorecia, pelo menos em princípio, a diversidade de opiniões’. LUCA, Tania Regina de. A Revista do

dilemas, embates e anseios que marcavam aquele momento intelectual no Brasil. Como se demonstrou, existia uma elaborada e problemática expectativa acerca do que deveria ser um livro e como ele deveria operar no público leitor.

Benzer Belgeler