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I. BÖLÜM

1.4. EKONOMĠK SUÇLARIN TARĠHSEL GELĠġĠMĠ

1.4.3. Cumhuriyet Dönemi‟nde Ekonomik Suç

instituição que nos formou. Penso que devo muito mais

do que eu poderia responder porque há coisas que nem

mesmo a gente consegue avaliar com total clareza.

Nascido em São João da Boa Vista/SP, em 1943.

Autor, entre outros: O Escorpião Encalacrado – a poética da destruição em Júlio

Cortázar. SP, Perspectiva, 1973; Achados e Perdidos. Ensaios de Critica. São Paulo:

Nasci em São João da Boa Vista em 7 de maio de 1943. Somos italianos por parte da família de meu pai e brincávamos que todos os Arrigucci nasciam no mês de maio, inclusive meu pai. Já do lado de minha mãe, meu avô tinha vindo de Minas Gerais e minha avó era descendente de fazendeiros ali da região de São João desde muitos anos. Minha mãe nasceu na fazenda Campo Triste, importante para a história da formação dessa cidade. Eram terras remanescentes de um português que tinha se estabelecido na região no século XVIII. Então meus avós paternos vieram de Arezzo, na Toscana; e os maternos eram paulistas e mineiros instalados em São João da Boa Vista havia muito tempo.

Nasci e fui criado em São João. Cursei o grupo escolar Cel. Joaquim José e depois fiz o ginásio, o velho ginásio de São João, “Cristiano Osório de Oliveira”, que já não existe mais. Houve um incêndio lamentável, não somente pelo edifício, mas porque havia nele uma biblioteca muito boa, resultado de doações variadas de muitos anos. Lamentei muito, se não era grande, tinha muita qualidade. No colegial, cursei o científico, embora tivesse decidido estudar letras, línguas; naquela altura pensava em ser professor de línguas clássicas, talvez professor de latim ou de português porque tinha tido professores excelentes nessas disciplinas. Havia inclusive um professor de português chamado Francisco Paschoal que foi decisivo para mim, e um de latim, chamado Américo Casellato, com quem tive uma relação de amizade além da escolar. Foi meu companheiro de caçadas e pescarias, e também aprendi muito com ele da arte de cozinhar. Ele era um homem de sete instrumentos que mexia com muita coisa: era, por exemplo, um estudioso de xadrez e me ensinou a jogar. Tinha uma discoteca muito grande e me estimulou o gosto pela música clássica.

Tive também uma roda de amigos que foi muito importante para minha formação. Naquele tempo não havia televisão, nós nos alimentávamos mutuamente em conversas de bar e de jardim. Eram pessoas mais velhas que são meus amigos até hoje... Alguns já faleceram. Como eram bons leitores, trocávamos impressões de leituras e livros. Fazíamos uma via sacra pelas casas de cada um para ouvir música, jogar xadrez e fazer comidas. Era um meio bastante rico intelectual e culturalmente.

Havia ainda uma biblioteca extraordinária em São João da Boa Vista, pertencente ao Dr. Joaquim José de Oliveira Neto, que me abriu suas portas para os livros e para o mundo. Ele era médico e havia estudado na Praia Vermelha, no Rio de Janeiro, onde

também meu pai havia feito medicina. Era uma escola muito famosa naquela época. O Dr. Joaquim era um pouco mais velho e se formou na mesma escola de meu pai, mas um pouco antes. Ambos foram alunos de Carlos Chagas e Afrânio Peixoto, uma geração de médicos marcante na história da medicina brasileira. Além disso, o Afrânio foi um escritor conhecido no momento do pré-modernismo. Dr. Joaquim formou uma biblioteca de livros franceses que era muito especial. Ele era colecionador e tinha o senso estético do livro como objeto, sabia muita coisa sobre a história do livro. Adquiriu muitos livros nas diversas viagens que fez à Europa e trouxe edições requintadas, com exemplares numerados, ilustrações preciosas e encadernações originais para sua biblioteca em São João. Ela ficava num sobrado localizado em meio a um jardim, no centro, perto da antiga prefeitura de S. João. A biblioteca ficava na parte de baixo da casa e era enorme! Tinha móveis muito bonitos, uma cadeira muito especial de leitura... Era um ambiente propício para desenvolver o gosto da leitura. Sobretudo porque eu tinha recebido um impulso decisivo de meus pais, que eram grandes leitores e grandes frequentadores do cinema.

Havia dois cinemas em São João e logo me apaixonei pelos filmes, tornando-me um verdadeiro cinéfilo! Desde menino minha mãe me levava naqueles vesperais em que víamos os filmes de Flash Gordon, do Gordo e o Magro, do detetive Charles Chan, e muitíssimos filmes de faroeste. Depois, já maior, ia às sessões noturnas. Eles iam várias vezes por semana ao cinema, mantinham essa rotina e assim pude ver muitos filmes. E em casa minha mãe era uma grande leitora. Ela ajudava meu pai no consultório, fazia as fichas dos clientes, as contas todas e recebia as pessoas, funcionava um pouco como a enfermeira dele, principalmente para pesar as crianças já que ele era pediatra. Minha mãe participou muito das atividades do escritório do papai que funcionava em casa, na Rua Saldanha Marinho, 560.

Recentemente nos desfizemos dessa casa com grande pesar porque ali eles casaram, ali nascemos eu e minha irmã Maria Helena, e ali morreram. Ambos foram pessoas longevas, o meu pai viveu até os 94 anos e trabalhou até os 90. Era uma figura pública muito querida e recebia um grande carinho das pessoas. A cidade sempre revelou um grande afeto por ele porque ele cuidou de pequenos e grandes durante muitos anos e como não se importava com o dinheiro, ele consultava de graça. Costumava vir muita gente pobre. Havia também um sistema muito curioso no qual as pessoas pagavam uma taxa por mês para ele visitar as colônias nas fazendas, que eram

chamadas de “fazendas de contrato”. Essas pessoas tinham assim o atendimento de um médico de família, semelhante ao que se cultivou em Cuba, e que funcionava naquele interior de São Paulo antigamente.

Digamos que então eu vivi esse ambiente dos livros com os meus pais, com o Oliveira Neto e sua biblioteca. Ali pude ler coisas preciosas como Proust, aos dezessete anos levei para casa aqueles vinte e tantos volumes da Gallimard; fiquei com eles durante quatro, cinco meses, para dar conta do recado. Tive professores muito importantes, a roda de amigos de que falei e essa convivência com muita gente diferente que vinha das fazendas para o atendimento médico com o meu pai. Eu também viajava muito com ele, cheguei a escrever um conto sobre isso chamado Viagem, que foi publicado na França na Nouvelle Revue Française, uma revista que eu conheci na biblioteca do Oliveira Neto. Ele acompanhou toda a minha carreira, mas o conto foi publicado após o seu falecimento. Ele escreveu várias vezes sobre os meus livros como tinha feito com o Antonio Candido também. Porque Antonio Candido estudou em São João da Boa Vista e teve o mesmo professor de português, o Chico Paschoal. Oliveira Neto foi professor de História Natural do Antonio Candido também. Era um homem notável e grande conversador!

Muitas vezes, com Antonio Candido, trocamos lembranças de São João e de Poços de Caldas e voltamos ao encanto da conversa com o Oliveira Neto. Como ele levava isso para a sala de aula, as aulas eram agradabilíssimas. Falava das plantas, dos animais, de uma forma admirável, envolvente. Era muito engraçado porque ele falava de literatura com todo mundo. O Antonio Candido se lembra de uma vez em que chegou lá com seu irmão Roberto, e resolveu passar na biblioteca do Oliveira Neto para fazer uma visita: quando chegou ele estava na calçada recitando Le Cimetière Marin de Paul Valéry para uma pessoa ali na rua. Era uma figura extraordinária! Tive a sorte de ter esse ambiente precioso que me formou, inclusive, literariamente.

Estou escrevendo um livro há quinze anos ou mais, ele é longo e demorado porque composto por três ensaios que exigem muito fôlego e dedicação minuciosa. São ensaios livres e não universitários, combinando Guimarães Rosa, Jorge Luis Borges e John Ford, o “fazedor de faroestes”, como o próprio diretor de cinema se intitulou. Esse texto nasceu, creio, desse meu imaginário da infância. Refletia sobre isso recentemente porque trago isso de muitos anos. Sempre me chamaram a atenção as semelhanças das narrativas das regiões ditas atrasadas, como são o sertão brasileiro, o oeste norte-

americano e o pampa argentino, também chamado de Tierra adentro. Essas regiões de fronteira entre a chamada civilização e a barbárie, foram muito importantes nesses três autores. São três homens conservadores que, no entanto, construíram uma visão muito aguda do processo de modernização dessas regiões onde parece que só se encontra o mito, dada a proximidade da natureza e da vida selvagem, e, na verdade, são regiões permeadas pela experiência histórica, com um papel decisivo na formação das três nações envolvidas. Um dos meus temas é exatamente a convergência entre literatura e experiência histórica. Tenho a impressão de que um dos focos primitivos desse trabalho vem da minha infância em São João, dos faroestes que eu assistia ali. Escrevi um ensaio longo sobre O homem que matou o facínora (The man Who shot Liberty Valance), que é um faroeste que vi pela primeira vez em São João. Além deste, já me debrucei sobre o

The Searchers, Rastros de ódio na versão brasileira, também do John Ford e que vi no

final da década de 1950 quando menino. O filme é de 1956, devo ter visto em 1957. Então penso em São João da Boa Vista como um dos focos de minha imaginação. Ou seja, da memória que está intimamente ligada à imaginação. Escrevi duas novelas que se passam ali e, além desse conto ao qual me referi, esse é o ambiente da minha formação. Ele foi um fermento de diversos modos. A gente nunca esquece os primeiros títulos, os textos com os quais a gente conviveu. Isso tudo foi sempre o alimento da minha leitura. E a leitura nunca é a leitura só do livro, como justamente está em Proust. Ele tem um texto notável chamado Journées de lecture. Sobre esses dias de leitura em que aparece o texto e o contexto em que é feita a leitura, a circunstância que entra muito no imaginário do leitor. A gente não lê simplesmente o texto porque imediatamente quando a pessoa está lendo, ela imagina e incorpora o mundo que está em torno daquilo. Há um comércio entre a leitura, o interior da leitura enquanto objeto lido e aquilo que está fora do livro. Nós lemos também as circunstâncias e isso faz parte da imaginação e da memória do leitor. Isso fica com a gente, a gente lembra quando leu a Ilha do

Tesouro, de Robert Louis Stevenson, ou alguma história de Monteiro Lobato, enfim, as

leituras da infância em geral estão muito ligadas ao contexto no qual a leitura foi feita. Para mim, primeiro como leitor e depois como crítico literário, ensaísta e narrador, grande parte do que fiz tem a ver com esse imaginário da juventude.

Além disso, esses primeiros professores que definiram meu gosto pelas ciências humanas, serviram como uma força de empuxo muito forte para que eu seguisse pelo lado das humanas e da literatura... E me fizeram desviar do caminho da medicina que

meu pai queria para mim. De alguma forma parece que a gente é fruto de estímulos que se projetam no futuro... Eles se aninham de alguma forma na interioridade e, depois, desabrocham no tempo futuro quando existem estímulos ou o ambiente adequado para isso. Na juventude são plantadas as primeiras sementes que podem ou não render mais tarde. De alguma forma isso representa a minha imaginação e a própria memória das coisas que faço.

Eu vim para São Paulo para estudar letras na Maria Antônia. Mesmo tendo feito o científico eu estudava latim fora do ambiente escolar. O Prof. Américo Casellato me dava aulas em sua casa e foi algo notável porque pude expandir meus conhecimentos de latim de uma forma inusitada! Como ele era um homem muito bem formado, tinha estudado em Roma e, portanto, possuía uma formação muito sólida na língua italiana e um conhecimento de autores importantes do latim, dominava gramáticas em francês e italiano. Depois encontrei essas obras na Maria Antônia com o Prof. Armando Tonioli e o Prof. Lauro Mistura.

Eu ia para a casa do Casellato para manter os estudos de latim, tinha aula particular três ou quatro vezes por semana. Foram elas que me aguçaram o gosto pela tradução. Esse professor fazia exercícios de filologia livre e ia me contando como se formava uma palavra e acabava narrando coisas que se estendiam à história de Roma. Isso tudo me fascinava e decidi fazer o vestibular para a Maria Antônia. Vim, prestei o exame e passei sem fazer cursinho.

Cheguei em São Paulo com 17 anos e me formei com 21 anos, em 1964. Nossa formatura foi no Teatro Municipal, o discurso foi feito pelo Florestan Fernandes, nosso paraninfo, que falou sobre a burguesia brasileira. Nessa altura já haviam cassado três professores nossos, entre eles, Mário Schenberg. Houve uma grande manifestação lá na porta do teatro contra essas arbitrariedades.

O Prof. Oliveira Neto tinha um apartamento aqui também, próximo à Maria Antônia, e, nessa altura, eu já era professor do filho dele, o Jota, infelizmente já falecido. Ele tinha esse apartamento e sabia de outro, no mesmo prédio, que estava à venda e meu pai comprou, pois minha irmã também vinha para São Paulo. Hoje mantenho esse apartamento como uma biblioteca: há livros por toda parte e é onde trabalho. Moro em outra casa com minha mulher, Laura.

Eu me formei em Letras Neolatinas. Havia uma divisão que era bastante diferente da organização que existe hoje nos cursos de Letras. O eixo da nossa formação na época

era a Filologia Românica, que hoje se chama Linguística Românica. Mudou até de nome. Estava voltada para uma formação filológica, com um foco também no estudo histórico do contexto, na relação entre a língua e a história, enquanto constitutivas da civilização. O método histórico-comparativo da filologia foi decisivo para mim. Quando percebi que tinha uma vocação para a crítica literária e o ensaio, li muitos autores...

O período entre 1961 e 1964 foi o auge da Maria Antônia! Nesses quatro anos de Faculdade me dediquei muito ao estudo das línguas, entrei nisso de corpo e alma... Em termos da crítica literária eram anos da Estilística, que foi uma corrente importante da crítica moderna. Certamente a Estilística tem uma raiz na retórica clássica, ou seja, existe toda uma raiz filológica por trás da Estilística, e os grandes autores que me fascinaram aquela época foram os críticos que se debruçaram sobre a análise detida dos textos. Da Estilística alemã, Erich Auerbach, Leo Spitzer, que foram importantíssimos para mim, e também o espanhol Dámaso Alonso, assim como Carlos Bousoño e Pedro Salinas.

Na Faculdade tive contato direto com o Antonio Candido, que, a certa altura de sua carreira, veio da Faculdade de Assis para São Paulo. Antonio Candido tinha sido preterido em concurso que havia feito na Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras da USP para a Cadeira de Literatura Brasileira, depois de lecionar bastante tempo nas Ciências Sociais. Foi então dar aula de literatura em Assis, na época um campus isolado no interior do Estado de S. Paulo. Criaram pouco depois, na Maria Antônia, um curso para ele que viria a ser Teoria Literária e Literatura Comparada. Era antes uma disciplina de Teoria geral da literatura, que ele transformou em Teoria Literária e Literatura Comparada. Entrei em contato com ele em 1962 ou 1963, quando fui seu aluno na primeira turma a que lecionou quando de sua volta a S. Paulo. Eu já o conhecia pelas leituras, mas fui apresentado pessoalmente a ele pelo Oliveira Neto, já na sala de Teoria da Rua Maria Antônia. Esse contato foi importantíssimo para minha formação porque era um tipo de crítica literária que tinha tudo a ver com aquilo que estava tentando aprender. Havia um trabalho muito minucioso em cima da leitura do texto. O Antonio Candido é um dos leitores mais maravilhosos que o Brasil teve, a que ele alia uma capacidade de escrita da melhor prosa ensaística que se havia forjado aqui. Há em seus textos algo parecido com Augusto Meyer e aos grandes ensaístas de nossa língua. Ele sempre conseguiu juntar essa capacidade de escrita a uma percepção aguda do texto literário, sem nunca perder de vista a integração dos elementos psicológicos e sociais à

tessitura do texto. Ele conseguiu demonstrar, pela primeira vez, na teoria e na prática crítica, a pertinência estética do fator social, na medida em que este deixasse de ser algo de fora ou exterior ao texto, para passar a fazer parte integrante da estrutura literária. E tudo isso, com uma clareza, eficácia e precisão conceitual extraordinárias! Como um elemento externo pode se transformar em algo interno e essencial para a estrutura literária? Como um elemento social ou da experiência histórica pode integrar a forma propriamente dita e ser decisiva para a experiência estética. Uma coisa é você estudar a literatura de um lado e a sociedade do outro, outra coisa é você ver a história dentro do texto, como um componente fundamental da estrutura. Isso exige um saber imenso da interioridade textual e da exterioridade social, de como funciona o aparato de elementos formais do texto, como o resultado complexo de múltiplos fatores heterogêneos, tornados intrínsecos à obra acabada. Essa questão decisiva encontrei também em Adorno, Benjamin, na Escola de Frankfurt, assim como em Auerbach e Spitzer... E certamente com matizes diferentes no modo de entender esse processo de integração de texto e contexto.

A partir daquilo que havia acumulado, fui desenvolvendo uma ampliação no sentido técnico, dando asas às leituras que já tinha através de um saber acadêmico orientador. Através das aulas na Maria Antônia tomei contato com a literatura e a crítica italianas, que representariam para mim uma novidade, e um novo campo de enriquecimento cultural. A partir daí continuei lendo muito os italianos, em que o peso da história da arte foi sempre uma dimensão fundamental. Eu me dediquei muito à literatura italiana; creio que ela é uma das melhores literaturas do século XX e tem uma crítica notável também.

Quando estava no primeiro ano e metido no universo da Maria Antônia, o Prof. Julio García Morejón, que era um professor de espanhol de Salamanca, que também estivera em Assis, me convidou para ser assistente dele. Eu nunca havia pensado em ser professor de espanhol. Eu me interessava por literatura brasileira e pelas línguas clássicas; acabei puxado para a modernidade e abandonei praticamente o mundo clássico – ao qual volto sempre com muito gosto –, mas que se tornou uma coisa distante como uma memória que está presente lá no fundo dos meus estudos. Considerei que meu interesse era a literatura brasileira, e tinha lido pouco dos hispano-americanos, embora nutrisse muito interesse e curiosidade por esse mundo cujos problemas sempre me pareceram análogos aos nossos e igualmente desafiadores em sua particularidade. A

partir dessas novas leituras, senti que um caminho também novo se abria e decide me dedicar de corpo e alma aos hispano-americanos e sua cultura vizinha à nossa. Recebi outros convites, um deles do José Aderaldo Castello, para ficar em literatura brasileira e também do professor de italiano, Ítalo Bettarello, um homem fascinante e muito ligado ao estético, às questões crocianas da estética. Ele e Alfredo Bosi me haviam chamado para o curso de italiano... Fiquei me sentindo em dúvida para com eles, assim como lamentei ter deixado de lado a literatura e a língua francesas. Um professor francês, Albert Audubert, que era um homem lá da Borgonha e passou bons anos aqui, também