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Computer Setup (BIOS) ve Advanced System Diagnostics

Conforme dados do questionário socioeconômico aplicado junto aos discentes do

campus de Fortaleza (pelo sistema Q´acadêmico), foi possível perceber que 26,92%

correspondem a discentes dos cursos técnico integrados. Atualmente, boa parte de estudantes na instituição é do ensino superior (57,9%). Com relação ao fator idade, iniciando pelo curso de Mecânica industrial, viu-se que a maioria tem 19 anos (60%) e 40% tem entre 18 e 21 anos, como se pode observar:

Gráfico 3 – Discente quanto à idade

Fonte: elaboração própria, 2013

No caso do curso de Telecomunicações, 100% dos estudantes estão com idade de 17 a 19 anos. A fase um pouco mais elevada dos estudantes de MI justifica um amadurecimento maior na resolução de algumas questões. “[...] O aluno de mecânica [...] são mais maduros. Então, se eu não conseguir de forma específica fazer essa ligação com o curso eles tão vendo outras questões maiores tanto para o ENEM [...]”. (E.P. SEMPRE VIVA em 25 e 30/10 de 2013).

Quanto ao período, 80% dos estudantes entrevistados de MI estão no 8º período e apenas 20% estão no 7º. No caso de Telecomunicações, 67% dos entrevistados estão no 7º período e 33% no 8º semestre.

Sobre o nível de coeficiente de rendimento escolar, no caso dos estudantes entrevistados de MI, varia de 0,5 a 9,05 e de Telecomunicações altera de 6,5 a 9,5, mas vale ressaltar que na listagem geral dos estudantes de MI modifica de 0 a 9,05 e os de Telecomunicações de 5,06 a 9,5, de acordo com dados do Q`acadêmico.

Um aspecto que chamou atenção no ato das entrevistas foi 100% dos entrevistados de Telecomunicações serem oriundos de escolas privadas, embora sejam de pequenas escolas de bairro, segundo eles. E no caso de MI 60% também concluíram o ensino fundamental em pequenas escolas privadas de seus bairros e 40% em escolas públicas. De um modo geral, em todo o campus, 67,71% são estudantes oriundos de escolar particular, resultado não esperado quando do início da investigação.

Quanto ao fator estágio ou trabalho, 67% dos entrevistados de Telecomunicações estão estagiando e apenas 33% não estão em nenhuma dessas condições. No caso da MI, 60% fizeram ou fazem estágio e trabalham, enquanto 40% não realizam nenhuma das atividades.

No que se refere à locomoção para chegar ao IFCE, veja-se o caso dos estudantes entrevistados de MI.

Gráfico 4 – Discente quanto ao meio de locomoção no IFCE

Fonte: elaboração própria, 2013

No curso de Telecomunicações, a maioria (67%) dos estudantes utiliza o transporte público coletivo para deslocar-se ao IFCE e os demais se deslocam a pé por morarem próximo ao Instituto. Em termos do campus de Fortaleza como um todo, 76,9% dos estudantes locomovem-se de ônibus, com referência no Q`acadêmico.

No que se refere ao interesse pelo estágio, veja-se o gráfico com a opinião dos estudantes de MI:

Gráfico 5 – Discentes quanto ao interesse na realização do estágio

Fonte: elaboração própria, 2013

Quanto aos estudantes de Telecomunicações, 67% exprimiram ser por necessidade e 33% por todos os motivos perguntados (cumprir carga horária, necessidade financeira e ganhar experiência).

No que concerne à renda per capita familiar, 100% dos discentes de Telecomunicações possuem até um salário mínimo, enquanto de MI a situação é mais variada, como se pode ver.

Gráfico 6 – Discentes quanto à renda familiar per capita

Fonte: elaboração própria, 2013

Relacionando com dados da realidade dos demais estudantes do campus de Fortaleza o fato é mais complicado, pois a renda familiar da maioria (62,05%) varia de meio salário mínimo até um salário-mínimo e meio; ou seja, grande parte está dentro do grupo prioritário de atendimento pelo Programa Nacional de Assistência Estudantil (PNAES), em que os auxílios são fundamentais para permanência do estudante na instituição e para garantir as condições mínimas de estudo quando estiverem no campus. Acredita-se que todos esses aspectos são fundamentais para viabilizar uma formação de qualidade.

Com relação ao nível de escolaridade dos pais ou responsáveis, foram observados nos cursos de MI as seguintes informações: dentre os pais, um possui apenas o ensino fundamental incompleto, um possui ensino fundamental completo e um ensino superior completo. Com relação à representação feminina como chefe de família, teve-se uma mãe com ensino fundamental incompleto, uma com ensino médio completo, uma com ensino superior completo e uma avó com ensino fundamental completo, como se poderá ver no gráfico seguinte. Cruzando esses dados com o da renda per capita, constata-se que os discentes com maior renda per capita são aqueles filhos de pais com níveis de ensino superior, confirmando as interferências do capital no processo educacional.

Gráfico 7 – Discentes quanto à escolaridade de seus responsáveis

Quanto à realidade escolar dos responsáveis de estudantes de Telecomunicações, tem-se que nenhum responsável possui curso superior, duas mães e um pai possuem ensino médio completo, um pai tem ensino fundamental completo e outro pai e uma mãe com apenas o ensino fundamental incompleto.

Gráfico 8 - Discentes quanto à escolaridade de seus responsáveis

Fonte: elaboração própria, 2013

No que se refere aos estudantes do campus de Fortaleza, de um modo geral, viu-se que a maior parte dos pais e mães tem até o ensino médio completo.

Sobre a constituição familiar dos estudantes de Telecomunicações em termos de membros na família, 100% relataram que em suas casas residem entre a cinco a seis pessoas. Já em MI, os dados mostram que a composição sociofamiliar é menor do que em Telecomunicações, havendo situações de estudante morando apenas com seu responsável.

Gráfico 9 – Discentes quanto ao número de familiares que moram na mesma casa

No que se refere à situação da moradia, no caso dos estudantes de telecomunicações, apareceram três situações - uma para cada discente: própria, alugada e financiada, enquanto em MI 80% moram em casa própria e 20% em casa cedida.

Os dados de um modo geral demonstram que o perfil geral dos discentes da Instituição é de que moram em casa própria, locomovem-se de ônibus, têm renda familiar e renda per capita baixa, em sua maioria. A composição familiar é de poucos membros na família.