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Complementary Concepts-Pairs Through The Philosophy Of Plato

3. APPROACHES TO UNDERSTAND COMPLEMENTARY CONCEPTS-

3.1. Complementary Concepts-Pairs Through The Philosophy Of Plato

5.1. Epidemiologia da dengue no Bairro Martins em Uberlândia (MG), de 2003 a 2010

No Bairro Martins, os coeficientes de incidência de dengue foram os mais elevados da área urbana de Uberlândia, com notificações de casos em todos os meses, nos oito de estudo. Foram encontradas diferenças, estatisticamente significativas, nas seguintes situações: entre 2003 e 2005, 2006, 2010 e, entre 2004 e 2005, 2006, 2010. Nessas comparações, os coeficientes mais elevados ocorreram em 2005, com 521 casos notificados e incidência de 481,690/000 bem distribuídos ao longo do ano. Em 2006, com 588 casos notificados e incidência de 529,960/

000e em 2010, com 195 casos notificados e incidência de 163,750/000 (U de Mann Whitney, p = 0,000). Nas comparações entre os anos de 2005 e 2007, 2008, 2009 e entre 2006 e 2007, 2008, 2009, os coeficientes mais elevados ocorreram em 2005 e em 2006 (U de Mann Whitney, p = 0,000) (Gráfico 11).

Gráfico 11 - Coeficiente de incidência de dengue por (0/000) hab. e índice de infestação predial de Aedes aegypti em (%) no Bairro Martins em Uberlândia (MG), de 2003 a 2010

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia – Setor de Vigilância Epidemiológica e Centro de Controle de Zoonoses (2003-2010). Org.: Santos, A. (2011). OBS: ( * ) Ausência de dados de infestação predial de Aedes aegypti.

0 100 200 300 400 500 600 0 0,2 0,4 0,6 0,8 1 1,2 1,4 1,6 1,8 2 2003 2004 2005* 2006 2007 2008 2009 2010 Coefi ci ente de inci dência d e d engue ( 0/000 ) Hab . Ín dice de infestaç ão predial de A. aegy pti ( %)

No mesmo período, os índices de infestação predial de Aedes aegypti foram os menos elevados da área urbana, exceto em 2004, quando o índice chegou a 1,9%. Nos demais anos, ficaram entre 0,75% e 1,2%. Houve diferença estatisticamente significativa apenas nas comparações entre 2004 e 2003, 2008. Nas duas comparações, os índices mais elevados ocorreram em 2004, com índice de infestação predial, de 1,9% (Wilcoxon, p = 0,002).

Não houve correlação entre os índices de infestação predial de Aedes aegypti e infecção por dengue (rs = 0,393, p = 0,383). No período de estudo, os índices de infestação e de infecção estiveram em oposição. Em 2004, com índice de infestação predial de 1,9%, foram notificados 76 casos, um coeficiente de incidência de 70,260/000. Nos demais anos, com os índices de infestação inferiores a 1%, os coeficientes de incidência foram elevados (Gráfico 11).

Houve diferença, estatisticamente significativa, dos coeficientes de incidência de dengue entre as estações secas e chuvosas de 2003, 2006 e 2010 (Mann-Whitney, p = 0,038, p = 0,018, p = 0,028), respectivamente. Em 2003, o coeficiente de incidência foi de 3,220/000 na estação seca contra 25,900/

000na estação chuvosa; em 2006, de 82,920/000 na estação seca contra 447,040/

000 na estação chuvosa e em 2010, de 19,610/000 na estação seca contra 144,130/000na estação chuvosa. Nota-se, que os índices de infecção nas estações secas, vem elevando-se nos últimos anos, com valores iguais e até superiores aos índices das estações chuvosas de outros bairros (Gráfico 12).

Houve diferença, estatisticamente significativa, em todas as comparações entre os índices de infestação das estações secas e estações chuvosas no período de estudo (Wilcoxon, p = 0,005). As maiores diferenças ocorreram entre as estações secas e chuvosas de 2009 e 2010, quando não houve infestação na estação seca e, na estação chuvosa, os índices elevaram para 1,93% em 2009 e 1,26% em 2010. Não houve correlação entre a infecção e infestação entre as estações secas e chuvosas no período de estudo. Nas estações secas (rs = -0,559, p = 0,192) e nas estações chuvosas (rs =-0,357, p = 0,432) (Gráfico 12).

Gráfico 12 - Coeficiente de incidência de dengue por (0/000) hab. e índice de infestação predial de

Aedes aegypti em (%) nas estações secas e chuvosas no Bairro Martins em Uberlândia

(MG), de 2003 a 2010

Fonte: Secretaria Municipal de Saúde de Uberlândia – Setor de Vigilância Epidemiológica e Centro de Controle de Zoonoses (2003-2010). Org.: Santos, A. (2011). OBS: ( * ) Ausência de dados de infestação predial de Aedes aegypti.

5.2. Áreas de risco ambiental para a reprodução de Aedes aegypti, no Bairro Martins em Uberlândia (MG), de 2009 a 2011

Em 2009, o Centro de Controle de Zoonoses realizou cinco LIRAa. No primeiro, realizado entre 07 e 09 de janeiro, o índice de infestação predial foi de 1,2%. Em duas quadras, foram localizados sete imóveis positivos para Aedes aegypti, sendo que seis desses imóveis positivos situavam em uma única quadra. No segundo LIRAa, realizado entre 09 e 11 de março, o índice de infestação predial foi de 2,7%, sendo detectadas quatro quadras com seis imóveis positivos e no 5º LIRAa, realizado entre 14 e 16 de outubro, o índice de infestação predial foi de 1,9%, sendo detectadas três quadras, com um imóvel positivo em cada. Nos demais levantamentos, não foi detectada nenhuma quadra com imóvel positivo.

Como pode ser visualizado no mapa 16, foram localizados imóveis positivos em vários pontos do bairro, com maior concentração no centro do bairro, em direção à rodovia. De acordo com o Centro de Controle de Zoonoses, os depósitos mais frequentes foram latas, pneus, caixas de passagem, vasilhas plásticas, panelas, vasos de plantas e vasos sanitários.

Em 2010, foram realizados quatro LIRAa. No primeiro, realizado entre 04 e 06 de janeiro, o índice de infestação predial foi de 3,2%, sendo detectadas cinco quadras com sete imóveis positivos para Aedes aegypti. No segundo LIRAa, realizado entre 10 e 12 de março, o índice de infestação predial foi de 0,6% e detectada apenas uma quadra com um imóvel

positivo. Observa-se no mapa que, em duas quadras, houve reincidência e nos tipos de depósitos, foram incorporadas as plantas aquáticas, fontes, piscinas e tanques, além dos citados anteriormente. Neste período, a maior concentração das ocorrências aconteceu próxima à rodovia, geralmente nas redondezas de lotes vagos.

Em 2011, no primeiro LIRAa realizado entre 03 e 05 de janeiro, foram detectada três quadras com um imóvel positivo em cada, e no segundo, realizado entre 15 e 17 de março, foram detectada quatro quadras com cinco imóveis positivos. Houve reincidência em duas quadras e entre os tipos de depósitos, foram incorporadas as bromélias, pratos coletores de água, canoas, reservatórios de geladeira, além dos citados anteriormente. Nesse período, as ocorrências de imóveis positivos foram detectadas em vários pontos do bairro, com uma concentração maior do centro em direção à rodovia.

O desenvolvimento da pesquisa de campo ocorreu após a realização do primeiro LIRAa e durante o trabalho intensivo da Força Tarefa para a eliminação de criadouros das formas imaturas do mosquito e do combate às formas adultas de Aedes aegypti. Essas ações, apenas reduziram a densidade vetorial com a aplicação do inseticida. Quanto aos reservatórios, apesar do intenso trabalho desenvolvido pela equipe da Força Tarefa recolhendo os resíduos, o problema continuou, pois constatamos vários moradores jogando lixo nos lotes vagos, imediatamente após a passagem da equipe.

Foram detectadas 16 quadras com imóveis contendo depósitos e potenciais criadouros de Aedes aegypti. Essas quadras localizam-se próximas àquelas apresentadas pelo Centro de Controle de Zoonoses com imóveis positivos, principalmente, na área central e norte do bairro, onde há influência da bacia do Córrego das Tabocas, área de grande umidade, com construções antigas e precárias, população residente de menor poder aquisitivo, com deficiência de infraestrutura urbana, com acúmulo de água parada na praça, nas coberturas dos pontos de ônibus, nos bueiros e nas irregularidades dos calçamentos. Além disso, a declividade do terreno, a impermeabilidade do solo pelas construções e calçamentos associadas a uma rede de drenagem da água pluvial deficiente, obriga a população dessa área a instalar, nas suas residências, inúmeras caixas de drenagem da água, intensificando os criadouros. Sobrepondo, em grande parte, as quadras que apresentaram imóveis positivos e aquelas onde houve reincidência, foram detectadas 25 quadras com variados tipos de depósitos e potenciais criadouros para Aedes aegypti, com alto risco de infestação, pela complexidade dos problemas apresentados e de grande importância para formação de micro- hábitats para os vetores, como demonstrado nas áreas hachuradas no mapa (Mapa 13).