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1.3. Siyasal Katılım

1.3.4. Siyasal Katılım Düzeyinde Rol Alan Etkenler ve Faktörler

1.3.4.1. Biyolojik ve Fiziksel Etkenler

1.3.4.1.1. Cinsiyet Etkeni

Pesquisadores criaram e continuam criando novas classificações na tentativa de compreender melhor a indústria com a qual se deparam. Muitas vezes, tipos são criados para atender a uma exclusividade regional ou ainda a um único sítio. Schiffer (1977) coloca que a ausência de um jargão técnico apropriado pode impedir esforços no sentido de desenvolver uma ciência internacional da tecnologia lítica. Nesse sentido, a ausência de pesquisas referenciais sobre o material polido encontrado nos sambaquis brasileiros gerou e ainda causa algumas confusões terminológicas.

Certas denominações dadas a artefatos específicos por antigos pesquisadores não são mais usadas ou sua classificação tipológica alterou-se com o passar do tempo e a conclusão de novos trabalhos. Por exemplo, Loefgren (1893) cita abridores de ostras encontrados nos sambaquis do vale do Ribeira. Ladislau Neto (1885) descreve abridores de ostra ou abridores de bivalves sobre vasta coleção localizada no Museu Nacional. Essas denominações foram utilizadas por muitos autores durante o século XIX. Esses artefatos podem se tratar dos atuais fusiformes (cuja função não foi identificada).

Rohr (1977) relata o achado de um pires de pedra no sítio Pântano do Sul em Santa Catarina, que consiste em um artefato hemisférico fabricado em diabásio de 50 milímetros de diâmetro, com a superfície plana, escavada no formato de prato com 12 milímetros de profundidade. Não apresentou polimento.

Rauth (1969) relata que os moedores do sambaqui do Godo foram utilizados de seixos, nas extremidades foi possível notar desgaste que atingiu boa parte da rocha.

Prous (1986/1990) cita os maceradores, isto é, seixo, geralmente de forma alongada, utilizado para exercer pressão sobre superfícies lisas. Demonstram faces paralelas ao eixo longitudinal, sendo seu uso provável para esmagar pigmentos ou grãos. Os trituradores seriam seixos usados para triturar pigmentos ou grãos, exercendo pressão difusa sobre superfícies côncavas. Demonstram marcas de picoteamento e estrias. Rohr (1977) define os trituradores do sítio Pântano do Sul como batedores ou amoladores que apresentaram na superfície resíduos de corantes, sugerindo sua utilização ocasional como trituradores de material corante.

Os esmagadores do sambaqui da praia das Laranjeiras, no litoral catarinense foram definidos por Rüthschilling e Schmitz (1990) como artefatos em diabásio que possuem superfície polida, às vezes com dispositivo para encabamento. As marcas de utilização estão na extremidade do seixo, demonstrando uma porção achatada, esmagada ou picoteada. O picoteamento grosseiro se deveu ao fato da ação de triturar ou moer materiais granulares ou ásperos.

Socadores de determinada coleção do Museu Paulista são definidos por De Blasis e Morales (1997) como pequenas peças utilizadas para pilar, moer, socar, diferindo das mãos de pilão por serem menores e por serem utilizadas com uma variedade de fases, não como o pilão

propriamente dito, mas almofarizes mais abertos ou ainda bases planas de pedra ou madeira apoiadas sobre o chão. Aparecem na literatura sob outras designações tais como mãos de pilão pequenas ou batedores. Serrano (1937) em sua análise de coleção também usa o termo socador para se referir a peças cilíndricas e prismáticas.

Na verdade, todos esses objetos líticos acima referidos como esmagadores, maceradores, trituradores, socadores, apresentam a mesma função segundo a descrição dos autores, com diferenças quanto ao tamanho e morfologia; a função de processar pigmentos, grãos, sementes, se distinguiria da função exercida pelo almofariz e da mão de pilão, pela manipulação com vegetais, grãos ou pedras corantes de pequenas proporções. Quanto ao fato do encabamento, não há outras referências que mencionem a hipótese; esses instrumentos se caracterizariam por volume e tamanhos de pequeno a médio, justamente para facilitar sua manipulação e até transporte, encaixando-se com facilidade nas mãos de qualquer artesão, sem significar grande peso. Por isso se enquadrariam na categoria de manos como denominam certos autores.

Certos instrumentos denominados fusiformes foram e são descritos na literatura arqueológica, porém seu uso permanece desconhecido. Instrumentos descritos por Serrano (1937) como barras, podem se tratar dos fusiformes citados atualmente. As barras descritas pelo autor seriam instrumentos de forma triangular, geralmente prismáticas, de pequenas proporções. Somente os extremos foram polidos, dando-lhe forma pontiaguda ou espatular, espalhando o polimento às arestas longitudinais. Quando havia alisamento por toda a peça tomavam a forma fusiforme.

Garcia (1972) declarou ter encontrado fusiformes no estado de São Paulo, no sítio Tenório, caracterizando-os como artefato polido, alongado, com as extremidades mais afiladas, uma das faces plana e outra convexa. Quanto ao tamanho variava entre 18 e 93 mm de comprimento, 9 e 34 mm de largura e 4 a 20 mm de espessura. A matéria-prima mais usada para elaboração dos fusiformes foi o diabásio. Para Schmitz (1991), estes objetos já foram interpretados como tembetás ou lastros. Fusiformes em osso e concha foram relatados por certos autores em alguns sambaquis. Krone e Emperaire, por exemplo, levantaram a hipótese de se tratar de tembetás. Teriam sua parte visível atravessando o lábio para se encaixar em um suporte de resina ou madeira, colocado entre os lábios e os dentes (PROUS, 1991).

Uchôa (1973) registrou a presença de 269 fusiformes no sítio Tenório, a maioria elaborada em diabásio, observando-se técnicas como lascamento e polimento. O tamanho variou entre 76 mm e 26 mm de comprimento, de 34 a 13 mm de largura e 20 a 7 mm de espessura. A autora, assim como Garcia desconsideram seu uso como tembetá, aferindo a hipótese de instrumento utilitário. Amenomori (2005) identificou fusiformes no sítio Tenório, notando sua presença em maior concentração nas áreas de enterramento. Também foram identificados por Silva (2005) no sítio Mar Virado.

Os fusiformes encontrados no sambaqui Jabuticabeira II caracterizados por Belém (2007) apresentaram formato cilíndrico, com um dos lados plano, uma das extremidades em forma de ponta com intenso polimento; outro tipo apresentou formato triangular, uma das extremidades arredondada com fortes sinais de uso. A autora arriscou sua utilização ligada a atividades de fiação, perfurações, adorno ou pingente.

Outro instrumento intrigante relatado por Belém (2007) trata-se de um fragmento. A autora sugere que esse instrumento tinha a forma de anel ou rosca. Possui face externa bem polida, face interna também polida e com sulcos bem marcados. A autora aventa que seu uso se relacione a algo como a pesca ou navegação.

Benzer Belgeler