2.5. Sosyal Medyanın Siyasal Katılıma Etkisi
3.1.5. Araştırmanın Bulguları
Os batedores são instrumentos não tão bem definidos, porém, se encontram várias referências sobre seu uso na indústria lítica de sambaquis. Foram costumeiramente caracterizados com a função de percutir nas sementes de coco, usando outro objeto lítico como suporte (quebra- coco), conseqüentemente apresentaria sinais dessa ação. No decorrer das pesquisas outras funções foram designadas aos batedores, não só a da quebra do coco, mas sempre associadas
ao ato de bater em determinado objeto como concha ou osso ou relacionado ao rompimento de qualquer outro material de certo grau de dureza, ou ainda agregados a outro tipo de função. Assim foram e são classificados como suporte-batedor, batedor-percutor, batedor-polidor, batedor-moedor, entre outras. Alguns autores concordam que seriam instrumentos ocasionais. No entanto, diferenciariam-se dos percutores, pois estes tratariam do lascamento de outros líticos. Muitas vezes, percutores e batedores se misturaram nas produções; Piazza (1974), por exemplo, relata que a indústria lítica da fase Saí se caracteriza por batedores de núcleo e lascas. Para Prous (1991) os batedores caracterizam instrumentos de funções diversas como martelos, moedores para corantes, trituradores para ossos e vegetais e também mãos de pilão. São de preensão manual ou com preparação lateral para encabamento. São confeccionados de seixos compactos, de formas alongadas ou discoidais. O autor distingue os batedores terminais com vestígios nas extremidades (orientadas obliquamente, percussão para lascamento); aqueles com marcas verticais (usados como mão de pilão) e ainda aqueles com marcas localizadas lateralmente, em geral de forma compacta discoidal ou paralelepipédica.
Segundo Laming-Emperaire (1967) na categoria de percutores se inserem todos os instrumentos cuja função é dar golpes para afundar, esmagar ou lascar. A parte utilizada pode ser uma superfície ou aresta. O percutor pode ser encabado ou não. O seixo usado como percutor é segurado com as mãos. Apresenta formas regulares, oblongas, ovóides. A parte ativa pode ser reconhecida pelas marcas de golpe e esmagamento. Já os percutores de arestas são pedras lascadas de forma poliédrica onde as arestas apresentam pequenos esmagamentos. Em geral, são núcleos ou instrumentos de bloco reutilizados para este fim, entretanto podem ter sido fabricados. De acordo com Monteiro da Silva (2005) um percutor pode ser um lítico utilizado para lascamento, para produzir retoques, lascas para o processamento de outros artefatos dentro de uma cadeia operatória. Percutores ou batedores também são denominados como martelos.
Tiburtius, Bigarella e Bigarella (1950/51) identificam pedras-martelo como pedras em forma de disco com ligeira concavidade na parte central de cada uma das superfícies (que seriam usadas para encaixe dos dedos). Tiburtius e Leprevost (1954) relatam outro tipo de pedra para bater que teriam a forma alongada, as extremidades chatas ou arredondadas. Seriam utilizadas segurando-as pelo meio, pois somente suas extremidades apresentavam marcas de uso. Ao analisar os artefatos do sambaqui da Conquista (Santa Catarina), Tiburtius (1966) distingue três tipos de batedores: os batedores com uma ou duas depressões e marcas de batida nas
extremidades; batedores (martelo) sem depressão; batedores de formato singular, onde não havia concavidade e impossível se afirmar se as superfícies de percussão seriam fabricadas ou provocadas pelo uso.
Beck (1971) considera os martelos como o tipo de artefato que melhor evidencia a utilização de instrumentos que já não possuem sua função primária. São machados reutilizados como martelos, uma vez, perdido o gume, estes se fazem então em bons batedores e por apresentarem evidências de encabamento a autora os classificou como martelos. São semelhantes aos machados, com exceção ao bordo ativo. No quadro 3.2 há algumas citações sobre os batedores de diferentes autores em épocas variadas:
Quadro 3.2 - Citações sobre os batedores.
Autor Descrição do instrumento
Rauth (1969) “Polidores e batedores utilizados de seixos ovóides possuíam em uma das faces uma pequena depressão e as extremidades apresentam-se com cicatrizes feitas por utilização em triturar e moer substâncias duras. Batedores foram confeccionados de seixos e foram lascados bilateralmente”.
Beck et al. (1969)
“Estes instrumentos poderiam ser chamados também batedores ocasionais, são blocos ou seixos de matéria-prima diversa utilizados para bater”.
Kern (1970) “Percutores rudimentares apresentam pequenos sinais de terem sido usados como batedores”. Garcia
(1972)
“Os batedores foram feitos com diabásio na forma de seixos alongados”. Uchôa
(1973)
“Dos 43 batedores, houve casos em que ambas as extremidades foram usadas, enquanto outros apresentaram evidências de uso em apenas uma das extremidades”.
Beck (1974) “Grandes seixos com extremidades evidenciando batidas. Outros apresentaram depressão central, algumas vezes polidas. As bordas das peças geralmente eram picoteadas, não sendo possível identificar se tais características são resultantes da técnica de confecção empregada ou se devido ao uso”.
Rauth (1974) “Os batedores tratam-se de seixos alongados de diabásio ou quartzito. Tais implementos com 8 a 10 cm de comprimento foram utilizados naturalmente e apenas uma extremidade possui cicatrizes causadas pelo uso.”
Andreatta (1975)
“Blocos e seixos com marcas de pequenos golpes em uma ou nas duas extremidades, outros exemplares em uma ou nas duas faces resultante do uso como batedores”.
Beltrão et al. (1981/82)
“Forma natural, não modificada, em geral subquadrangular. Há marcas de golpes. Apresenta tamanhos diversos”.
Cali (2003) “Esses instrumentos podiam ser modelados através do polimento, tornando-se mais anatômicos e eficientes ou simplesmente eram selecionadas pedras nos rios e praias, cuja forma natural era
adequada para esse trabalho”.
Silva (2005) “Um batedor pode ser um instrumento utilizado em contextos sistêmicos não definidos”.