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BÖLÜM 2: TEŞKİLAT YAPISI VE İŞLEYİŞİ İLE İLGİLİ İHTİLAFLAR

2.1. Teşkilatın Kuruluşu, Şube Yapısı ve Gelişimi

2.1.7. Cemaatin Gazeteleri

O comportamento, como um fluxo contínuo de interações entre o ambiente e o organismo (Skinner, 1950, p. 195), é o material bruto sobre o qual se empreende a análise experimental. Por meio da identificação de regularidades comportamentais, e considerando as noções de propriedade, fortalecimento e contínuo, realiza-se a identificação de uma determinada resposta e das variáveis que a fortalecem (Skinner, 1966b, p. 214). Mas tal tarefa só é possível se o comportamento bruto for concebido como algo que pode ser analisado ou, em outras palavras, como um fenômeno complexo (Skinner, 1934a, p. 237; 1953). No entanto, analisá-lo não é o mesmo que dividi-lo, como se faria no processo de divisão de um objeto físico, segundo as leis da mecânica clássica. Lidar cientificamente com tal complexo corresponde, em essência, na identificação das regularidades que emergem do, inicialmente indistinto, fluxo comportamental (Skinner, 1950, p. 199).

Há uma prescrição necessária no tratamento do objeto escolhido. Essa prescrição é a de que a análise só deve parar quando encontrada uma regularidade como a almejada, que

implique na constituição da relação dinâmica entre classes de estímulos e de respostas, especificáveis de acordo com as suas propriedades e correspondentes contínuos, por sua vez adequadamente descritos em uma terminologia fisicalista. É apenas esse tipo de análise que pode subsidiar a previsão e o controle de ocorrências comportamentais singulares.

Por seu turno, a interpretação, muito mais do que inferir a mudança da probabilidade de ocorrência da resposta como efeito de uma única variável em uma situação experimentalmente controlada, lidará com a combinação de diversas variáveis e das suas respectivas contribuições para o fortalecimento de uma única resposta (Skinner, 1930a, p. 433; 1957, p. 28). É esse o aspecto comportamental para o qual é imprescindível a noção de complexidade. Nesse sentido, considera-se que todo fenômeno comportamental é uma composição de unidades simples. Geralmente, há uma combinação de forças entre propriedades fortalecedoras e enfraquecedoras, ocorrendo uma espécie de soma algébrica, somando com as propriedades de estímulos correlacionadas com reforçamento e subtraindo com as propriedades de estímulos funcionalmente relacionadas com respostas competitivas (Skinner, 1953; 1957, p. 228, p. 235), e o resultado é exatamente a probabilidade de ocorrência de uma única resposta (Skinner, 1950, p. 198; 1957, p. 28). Enquanto a análise tem como objetivo isolar as propriedades relevantes, a interpretação deve ter em foco os seus efeitos combinados em emissões comportamentais complexas.

Importante em relação à noção de complexidade é, ainda, a relação entre classe e ocorrência. Uma determinada ocorrência apresenta um número indefinido de propriedades (e, algumas vezes, correspondentes contínuos) e, uma vez correlacionada com reforçamento, as subsidia com uma parcela de força. Considerando que cada uma das propriedades faz parte da definição de uma variedade de diferentes classes, que se distinguem por sua vez em termos de combinações de propriedades, temos que diferentes classes são, pelo menos parcialmente, reforçadas. Obviamente, a classe com a combinação de propriedades mais parecida com a

ocorrência será a que conseguirá mais ganho nessa ocasião. É esperado que essa classe seja, evidentemente, uma que inclua a própria ocorrência. Mais precisamente, das possíveis classes que incluem tal ocorrência, terá mais ganho aquela que se definir por um número maior de propriedades em comum com tal ocorrência. O resultado bruto desse processo de estabelecimento de classes, assumindo-se uma certa autonomia das propriedades, é de difícil identificação, dada a natureza irradiativa do reforçamento de uma propriedade isolada para aquelas classes que a contém ou, em outras palavras, que a incluem em sua definição.

No entanto, várias ocorrências, por não apresentarem em conjunto uma diversidade perfeitamente distribuída de propriedades, acabam permitindo a polarização de determinadas propriedades definindo classes que acabam especificando, somando-se às variáveis correntes, uma determinada ocorrência. É possível, ainda, imaginar que as propriedades realmente tenham, a priori, uma absoluta autonomia, mas que mesmo assim combinem-se para as ocorrências em regularidades que se estabelecem como conjuntos de propriedades. Uma evidência dessa autonomia é a distinta importância das propriedades que definem as classes (Skinner, 1935a/1999, p. 509; 1950, p. 204). Em suma, de um ponto de vista comportamentalista radical, são os efeitos das ocorrências sobre as classes (reforçamento), e das classes (conjuntos de propriedades) sobre as ocorrências (fortalecimento), os responsáveis pelo fluxo comportamental.

Propriedades de estímulos e respostas são abstraídas de eventos físicos e podem, virtualmente, participar de um número quase ilimitado de relações comportamentais que podem caracterizar-se, ainda, enquanto funções especificamente diferentes. A ocorrência de uma propriedade implica na modificação da constituição das classes que ela ajuda a definir, seja fortalecendo ou enfraquecendo as relações das quais participa, ou mesmo alterando de forma substancial as suas respectivas configurações. A relação entre propriedades comportamentais e o reforçamento não corresponde, necessariamente, a uma conexão

mecânica ou mesmo à mediação de um outro organismo, podendo ser fortuita, o que amplia ainda mais a possibilidade de combinações de propriedades.

De fato, também é verdade que as mudanças ambientais que acompanham as respostas podem desempenhar funções estimuladoras, embora isso também não seja inevitável. A relação entre propriedades fundamenta-se apenas na contingência reforçadora que, por sua vez, define-se simplesmente pela proximidade temporal entre resposta e reforçamento. O reforçamento é o responsável pelo estabelecimento das relações entre propriedades e, portanto, pela existência de cada propriedade em um dado repertório comportamental, sendo a sua ação extensiva em dois sentidos. Em um primeiro sentido, toda ocorrência comportamental apresenta simultaneamente uma complexidade de propriedades que podem adquirir força. Em um segundo sentido, o reforçamento não afeta apenas a ocorrência imediatamente anterior, mas também, com efeito reduzido, outras que a antecederam. Os efeitos do reforçamento são ainda ampliados quando, por meio do condicionamento respondente15 (Pavlov, 1927/1960), outros estímulos se tornam reforçadores (condicionados) (Skinner, 1953b/1965, pp. 76-81), passando a desempenhar o mesmo papel.

Há ainda uma importante distinção que pode ajudar a esclarecer um pouco mais o papel da complexidade na teoria comportamental formulada por B. F. Skinner. Trata-se da distinção existente entre função e processo comportamentais e contingência de reforçamento. A função comportamental, como aquela relacionando propriedades de estímulos e de respostas, corresponde à dependência existente entre os eventos comportamentais de uma relação. Nesse caso, propriedades de respostas dependem da ocorrência de propriedades de estímulos para o seu correspondente fortalecimento. Por processos, entende-se as mudanças

15

Condicionamento respondente é o processo de substituição de estímulos na eliciação de respostas envolvidas no comportamento reflexo. Skinner (1953b/1965, p. 53) descreve o resultado, tal como formulado por Pavlov (1927/1960): “(...) A previously neutral stimulus acquires the power to elicit a response which was originally elicited by another stimulus. (…)” Acontece que o mesmo processo pode tornar um estímulo “neutro” reforçador: “(...) Although reinforcement is a different stimulus function, the process resulting from the pairing of stimuli appears to be the same. (…)” (Skinner, 1953b/1965, p. 76) É esse, realmente, o caso do denominado

efetuadas pelas variáveis independentes sobre eventos ou relações comportamentais. Ademais, a modificação de uma função comportamental se dá pelo tipo de processo que denominamos de “reforçamento” ou “extinção”. A relação funcional é, portanto, o resultado de um processo comportamental e é, em suma, o próprio comportamento como definido pelo paradigma operante. As contingências de reforçamento, por outro lado, são características do mundo físico ao qual pertence o organismo que se comporta e estão relacionadas com a infinidade de arranjos ambientais que acabam desempenhando funções estimuladoras ou, ainda, acarretando processos comportamentais.

O reforçamento operante, enquanto processo comportamental, relaciona-se fundamentalmente com a susceptibilidade que um organismo apresenta a respeito de modificações comportamentais envolvendo uma multiplicidade de características dos eventos comportamentais, propriedades de estímulos e de respostas. É característico do condicionamento operante, como vimos, estabelecer funções entre uma miríade bastante diversificada de propriedades de estímulos e de respostas.

O ambiente, por seu turno, com a sua natural complexidade e variabilidade, colabora com uma infinidade de combinações que se dispõem a modificar e integrar um determinado repertório comportamental. Segundo Skinner, para que uma dada relação funcional seja estabelecida basta uma única ocorrência seguida de reforçamento. Nada mais é preciso para que uma relação comportamental se estabeleça: Não são necessárias razões de outra natureza que a simples relação temporal entre estímulo discriminativo, resposta e estímulo reforçador. É por isso que Skinner (1977c) reconhece na coincidência a essência do processo de condicionamento operante. É a força da coincidência, de uma relação adventícia por direito entre o reforçamento e as propriedades dos eventos comportamentais, que leva irrevogavelmente as ações a apresentarem uma complexidade inerente.

O indivíduo que se comporta de forma operante é, segundo Skinner, o locus de um sistema bastante complexo de variáveis. Essa é a diferença básica entre o operante e o respondente. O respondente é eliciado por um estímulo em uma relação funcional relativamente simples. Os estudos iniciais do comportamento reflexo valorizaram esse fato e acabaram considerando a variabilidade comportamental intrínseca às “ações voluntárias” como a demonstração de que parte das ações de um organismo são refratárias a um tratamento científico e não merece, inclusive, a denominação de “reflexas” como objeto de estudo científico (Skinner, 1930a). Mas o paradigma operante lida justamente com tais ações tomadas usualmente como voluntárias. Nesse sentido, consideravam-se voluntárias as ações em que é impossível identificar uma relação necessária entre uma resposta e um estímulo isolado. Verifica-se, nesse ponto, que a variabilidade, identificada como a ausência de determinação ambiental por alguns dos primeiros estudiosos do reflexo é, segundo Skinner, uma característica acarretada pela complexidade inevitável de certos tipos de comportamentos, sabidamente daqueles apresentados pelo organismo intacto, ou do “organismo como um todo” (Skinner, 1957, p. 10). Mais do que isso, segundo Skinner a variabilidade não é sinônimo de “não causado” mas é o resultado do fato de que a ocorrência de uma resposta é sempre dependente de uma complexidade de variáveis cujas funções foram estabelecidas por processos comportamentais subsidiados pelas contingências de reforçamento.

Realmente, a complexidade inerente ao comportamento pode, muitas vezes, ser uma boa razão para que seja abandonado o programa de análise e interpretação comportamentais delineado por Skinner. Todavia, pelo menos segundo a perspectiva skinneriana, a complexidade é um dos aspectos essenciais do comportamento. Desconsiderar a complexidade do fenômeno e abandonar, conseqüentemente, esse programa em favor de explicações mais confortáveis não resolve o problema. Como diria Skinner (1953b/1965), a

questão é pragmática: ainda que tal programa seja de difícil execução ele pode, ainda assim, mostrar-se como o melhor caminho para se encontrar as soluções de que há muito se espera.