5. BÖLÜM
5.2. Geliş Sıklıkları ve MKA
5.2.3.2. CART Algoritması ile Bulgular ve Değerlendirme Metrikleri
Pensadores desta corrente, ligados ao Partido Comunista Brasileiro – PCB, entendiam o desenvolvimentismo (na definição adotada até aqui) sob a perspectiva da revolução brasileira. Também preconizavam a industrialização com ampla intervenção estatal, como “desenvolvimento das forças produtivas”. Contudo, a reflexão partia da perspectiva revolucionária discutida e definida pelo PCB. Assim, os socialistas viam a industrialização como etapa histórica de transição para o socialismo, e tentavam analisar qual a posição para melhor fazer esta transição (BIELSCHOWSKY, 2000, p. 182).
Adotavam a perspectiva do materialismo histórico — concepção marxista de que a evolução histórica da humanidade se processa através de uma sucessão bem-definida de modos de produção, e de que o movimento se dá através da luta de classes —, perspectiva que dominava a análise dos socialistas no terreno político e, por essa via, determinava os grandes contornos de sua análise econômica. Contudo, não houve um esforço analítico pelos socialistas, similar ao realizado pelos estruturalistas. Mesmo o uso analítico do marxismo ocorreu de forma limitada.
Caio Prado Jr. foi o principal intelectual desta corrente. Seus escritos são dedicados à divulgação da análise marxista no país, mas não são aplicados à análise da economia brasileira. Sua obra “História econômica do Brasil”, publicada em 1945, preencheu a grande
lacuna analítica entre os socialistas. A teoria econômica marxista consistia na análise da acumulação de capital e das contradições que essa acumulação engendra. Contudo, como ressaltado por Bielschowsky: “A identificação, pelos socialistas, de contradições no processo de desenvolvimento brasileiro — monopólio da terra e imperialismo — tinha inspiração não na economia marxista propriamente dita, mas no método do materialismo histórico.” (BIELSCHOWSKY, 2000, p. 183)
As formulações dos socialistas estavam, mesmo nas épocas de menor sectarismo, carregadas da ideia da etapa de relações de produção burguesa, de transição para o socialismo. Preocupavam-se, assim, com a definição da plataforma de lutas adequada à etapa.
A viabilidade do desenvolvimento econômico brasileiro pela via capitalista era vista com ceticismo pelos partidários do PCB. Por outro lado, não chegaram a descartar a ideia da necessidade da etapa burguesa, o que significa que não conseguiram enfrentar teoricamente a ortodoxia do materialismo histórico. Uma das poucas convicções dos socialistas era a de que o Brasil vivia um momento de superação das relações feudais, no campo, e das relações neocoloniais (imperialismo), nas relações internacionais (BIELSCHOWSKY, 2000, p. 184).
Os socialistas entendiam, da mesma forma que os desenvolvimentistas nacionalistas, que a sociedade brasileira estava em uma etapa de superação da economia colonial exportadora e de transição para uma economia industrial moderna. Contudo, diferenciavam-se dos desenvolvimentistas por entenderem que essa transição era etapa necessária à luta para a implantação do socialismo, e que, para garanti-la, seria necessário acabar com todas as contradições herdadas do período anterior (monopólio da terra, contradição interna, e imperialismo, condição externa).
No período de 1945-1964, os membros do PCB iniciaram uma fase de “aliança com a burguesia nacional”. Nesta fase, houve uma defesa sistemática dos empreendimentos estatais. Esta posição, contudo, estava fundamentada em um paradigma político, não econômico, segundo o qual o Estado poderia ser um agente na luta anti-imperialista (BIELSCHOWSKY, 2000, p. 195).
Condenavam todo e qualquer investimento estrangeiro direto. O capital estrangeiro é visto como nocivo ao desenvolvimento nacional e a industrialização pesada brasileira poderia
realizar-se plenamente com capitais nacionais, importando-se a técnica. São argumentos contrários à presença de empresas estrangeiras na exploração de minerais, as clássicas críticas anti-imperialistas: a) exportam a preços baixos matérias-primas nacionais, que retornam sob a forma industrializada a preços elevados; b) escasseiam as riquezas minerais brasileiras, sem qualquer planejamento em termos das necessidades futuras do país, e impedem uma expansão planejada da oferta interna; c) sonegam informações sobre a existência de petróleo; d) remetem lucros e repatriam o capital quando convém, reduzindo a capacidade de acumulação do país.
Reforma agrária era o segundo tópico em importância na discussão dos socialistas, após a luta contra o imperialismo. A origem da preocupação com este tema reside na orientação da Terceira Internacional Socialista, seguida pelo PCB. O propósito era romper com relações feudais e propiciar o desenvolvimento das forças capitalistas, visando a revolução.
A posição dominante deveria consistir na luta pela partilha das terras, já que essa seria a reinvindicação do trabalhador rural, oprimido pelo regime servil. Contudo, a posição não era unânime. A principal divergência era de Caio Prado Jr., que percebia a agricultura brasileira como capitalista, não a considerava um entrave ao desenvolvimento econômico. Prado Jr. entendia necessária a partilha de terra, mas lutava também pela extensão da legislação trabalhista ao campo. Afirmava que os trabalhadores não reivindicavam a posse da terra, mas melhores salários e condições de trabalho. As discordâncias não estavam fundamentadas apenas em ideologia. Havia um profundo desconhecimento do Brasil rural. Incerteza sobre os resultados imediatos de uma reforma agrária de largas proporções. A maioria dos socialistas preferia ignorar as dúvidas sobre a eficiência de uma reforma agrária.
Percebe-se, assim, que todas as questões básicas da economia brasileira foram tratadas como problemas decorrentes do imperialismo e da estrutura agrícola. Os socialistas pouco discutiram a problemática cambial, não participaram do debate sobre a inflação e o tema da distribuição de renda era subordinado à reforma agrária. Apesar da fraqueza analítica, obteve grande presença no debate dos anos 1950 e 1960. Segundo Bielschowsky (2000, p. 207), os socialistas tiveram o mérito de introduzir uma perspectiva histórica de longo prazo no debate econômico e social brasileiro.