ANNEX XII – CALCULATION OF TEAM EXPENSE LIMITS FOR CLUBS
C. CALCULATION OF INCOME AND EXPENSE ITEMS FORMING BASIS FOR TEAM EXPENSE LIMIT
Os treinos ocorrem no período de segundas, quartas e sextas – feiras, no horário de 17h׃00min às 19h׃00min; no tatame da 5ª cia do 5º BPM que fica localizado na rua Princesa Isabel s /n. Na entrada do quartel não tem placas nem nada informando sobre as aulas de Jiu-Jitsu, ou seja, para obter informações sobre os treinos é necessário entrar no quartel e, por vezes, os militares da guarda do quartel não informam adquadamente.
Portanto, como há pessoas treinando? Isto ocorre devido ao tempo que o projeto está em andamento e à própria divulgação dos alunos tanto em campeonatos quanto por conversa informal entre amigos, indicando assim para outros amigos, ou às vezes, por acaso, alguém pergunta para os instrutores que geralmente chegam bem mais cedo que os alunos e desta forma recebem as informações desejadas sobre o projeto.
O local consiste em uma sala com aproximadamente 6m x 6m onde o tatame ocupa 6m x 4m da área. A sala é posicionada na entrada principal do quartel da 5ª cia do 5º BPM, localizado na rua Princesa Isabel s\ n quase esquina com a rua Meton de Alencar, no centro de Fortaleza. A esse espaço foi dado o nome do soldado José Adriano da Costa morto em serviço e por isso a homenagem póstuma. O acesso é bem fácil para todos que moram próximo ou mesmo para quem mora longe, pois existem várias linhas de ônibus passando próximo ao quartel.
A maioria dos alunos vai à pé, dois ou três vão de bicicleta e um ou dois de ônibus, para participar do treino e aprender a mais eficiente arte marcial no que tange os aspectos didático, filosófico, histórico e, por que não agora, social.
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Segundas, quartas e sextas são os dias destinados ao projeto onde as crianças têm uma maior participação, pois há dois ou três instrutores, José Coelho Brayner, Ricardo Rondinelle Alves Madureira, Cristovão de Souza Balieiro (Índio), orientados pelo professor Jefferson Teixeira. Nessas aulas é ensinado o básico para um melhor aprendizado.
Por não possuirem noção exata do esporte, as crianças ainda precisam ter uma orientação compartilhada bastante efetiva por parte dos instrutores que subdividem o tatame por áreas de influência entre eles e os alunos; com isso as dúvidas são tiradas rapidamente e também a preocupação de machucar o colega pela imperícia diminui.
Estes dias são usados como preparação, onde o básico do esporte é ensinado até que os jovens possam evoluir aprendendo a noção do jogo, finalidade e o objetivo e logicamente algumas estratégias de jogo, para a partir daí passar para um estágio mais desenvolvido com o próprio professor Jefferson. É uma forma de dar atenção a todos os níveis de alunos, do mais avançado ao iniciante, sem que assim o mais avançado (ou que tenha um tempo maior no projeto) venha a ser prejudicado em matéria de ensino- aprendizagem e nem o iniciante se desestimule no treino.
O básico consiste em aprender nomes dos golpes e primeiros movimentos, exemplo׃ movimentação no tatame, sistema de pontuação, quem ganha e quem perde, parte do Judô, arm lock, omoplata e triângulo e também uma desenvoltura da luta de verdade (randori), ou seja, na luta propriamente dita sendo avaliado pelos os instrutores.
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Lembrando que, por medidas de segurança, há alguns golpes que são proibidos por níveis de faixa e idade, como por exemplo׃ antes dos 12 anos é proibido finalizar, ou seja forçar a desistência do adversário.
Chaves de pé, joelho e tornozelo são proíbidas para menores de 18 anos, faixas brancas, azul e roxas adultos, garantindo assim a integridade dos atletas e alunos. A presença dos instrutores no local deve ser, no mínimo, de dois por treino no espaço de 6m² aproximadamente.
O Avançado consiste em um treino com o professor Jefferson, no qual o mesmo apresenta técnicas mais complexas e que precisam de extrema noção das técnicas básicas, pois a partir do básico são associadas outras técnicas como em um xadres humano. “Sendo atualmente um esporte extremamente dinâmico e inteligente, podendo ser comparado a um xadrez jogado com o corpo, tendo suas regras bem formuladas para conservar a integridade física dos seus praticantes.” ( RODRIGUES, R e FERREIRA DE LIMA p.01). Esse é o dia no qual os instrutores treinam juntamente com alguns alunos que já têm um melhor entendimento do jogo.
E quem são os beneficiados? Com certeza, como já foi dito, os jovens da periferia. Segundo Helena .W Abramo juventude “refere-se a uma faixa de idade, um período da vida, em que se completa o desenvolvimento físico do indivíduo e uma série de mudanças psicológicas e sociais ocorrem quando este abandona a infância para processar a sua entrada no mundo adulto”. Significa que deixou de ser criança mas ainda não é adulto. Esta é a fase mais complicada, física e mentalmente, na formação do homem.
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Como já foi citado anteriormente, a própria instituição não comungava com o projeto, por acreditar que seus usuários eram potenciais inimigos (jovens, negros, bermudas e bonés); uma visão ultrapassada e deturpada, pois generaliza acontecimentos diários com pessoas diferentes. Em um acontecimento isolado, um dos alunos passou mal (por ter problema de asma e não havia informado aos instrutores) e superiores cancelaram o projeto, no mês de Julho de 2008.
O fato aconteceu em um treino, um aluno, atleta de capoeira segundo ele próprio, foi ao treino e sentiu–se mal por te problemas de asma, o mesmo foi conduzido pelo já Cabo Brayner para fora do tatame para que melhor respirasse, sendo visto por toda a guarda do quartel; infelizmente várias versões foram ditas sobre o ocorrido, sem nem mesmo perguntarem ao instrutor que estava ministrando a aula. E uma delas chegou ao conhecimento do então comandante da companhia o hoje Tenente Coronel Gilvandro que ao saber do fato deturpadamente determinou a não mais utilização das dependências do quartel para o esporte, pois tinha dúvidas da capacidade dos instrutores.
O problema não eram os instrutores e sim a presença de jovens com características parecidas com os que a rotina policial recrimina e não respeita. Mas, o tempo e a persistência fez com que o projeto retornasse e com mais força. Após a verdade esclarecida a versão do acontecido pelo já promovido a Cabo PM Brayner junto ao na época Major Gilvandro, embasado pelo próprio rapaz que desmentiu ter sido agredido e que o que motivou a sua crise teria sido um ataque de asma, juntamente com a maior participação do professor Jefferson e do soldado Rondinelle o projeto renasce melhor aparelhado.
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Infelizmente sem a ajuda oficial da instituição que pouco apóia essa inciativa, salienta-se uma conversa particular com o presidente da CUFA ( Central Unica de Favelas no Ceará) em uma reunião no bairro do Lagamar, Preto Zezé falou׃
“ Você é mais um policial que me procura e a história é a mesma, projeto dentro da polícia com a mesma caracteristica, ...abnegados com recursos próprios que fazem o movimento sem o apoio da instituição”.
Depois dessas dificuldades, o projeto tem seu retorno, melhor estruturado e com mais instrutores. Finalmente, em abril de 2009, o Projeto ganhou grande impulso. Com o apoio formal do Major Douglas Afonso e desde então conta com: 1 professor, 4 instrutores e mais de 10 colaboradores. O projeto vem ganhando força e sobrevivendo de uma rede de amigos e colaboradores que começa a se expandir, formando “os sobreviventes” como são conhecidos dentro do projeto. Os sobreviventes começaram, então, a ensinar o esporte para mais de 50 crianças.