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4. ARAŞTIRMA SONUÇLARI VE TARTIŞMA 29

4.2. Glutenli Makarna Analiz Sonuçları 41 

4.2.4. Glutenli makarna örneklerine ait mineral madde sonuçları 68 

4.2.4.1. Ca (Kalsiyum) 68 

Os planos analisados acima fizeram parte da história da orla sul de Porto Alegre e foram inseridos, considerando um âmbito mais amplo, na história urbana da cidade. Os engenheiros e arquitetos idealizadores dos respectivos projetos contaram com o aval dos líderes do poder público para a construção de diretrizes capazes de solucionar as problemáticas urbanas bem como apresentar novas formas de organizar e viver a cidade de acordo com o contexto do período no qual desempenharam relevante papel. Veremos a seguir, entretanto, que embora os

arquitetos e engenheiros citados tenham disposto de incentivo na produção de seus respectivos planos, outras complicações condicionaram a não execução de muitas de suas propostas.

Os planos de João Moreira Maciel, Edvaldo Pereira Paiva, Ubatuba de Faria, Arnaldo Gladosch, Demétrio Ribeiro e Carlos Fayet condicionaram as alterações na malha urbana e contribuíram para modificar a forma de se pensar determinados locais da cidade a partir das inovações funcionais e estéticas dispostas nos planejamentos pesquisados e exemplificadas pelas obras executadas, ainda que as execuções nem sempre tenham sido contemporâneas aos seus idealizadores.

Ao propor a abertura da Avenida Borges de Medeiros, Moreira Maciel propôs, em 1914, uma solução ao esgotamento crescente da área central da cidade, que “transbordava” em direção à periferia. Nesse sentido, o arquiteto entendeu que, ao traçar uma avenida que cortasse o perímetro central, redistribuiria o adensamento da área. Na análise da história da urbanização da orla sul de Porto Alegre, a execução dessa proposta, em 1924, foi decisiva para ligar a região central à região sul, na medida em que estavam separadas pela elevação natural na qual se situa a Avenida Duque de Caxias. Entretanto, o riacho constituía-se como outro fator que separava geograficamente as duas áreas e, para essa questão, Moreira Maciel propôs sua canalização. Além disso, idealizou a avenida que se ligaria à Avenida do Porto (atual Avenida Mauá) e percorreria a orla sul da Praia de Belas até o balneário da Tristeza, dispondo de jardins e arborização. A partir dos planos que idealizou, Moreira Maciel legitimou-se como responsável por várias das principais alterações urbanas na cidade de Porto Alegre. Seu Plano de Melhoramentos serviu de base para os estudos urbanos subsequentes, condicionando as políticas urbanas vindouras.

Em 1936 Faria e Paiva endossaram o plano de Maciel ao defenderem a canalização do riacho e a construção de uma avenida a beira-rio na orla sul. Também enfatizaram a importância de um aterro para ampliar a área, a implementação de um parque no local e a construção de um dique de proteção contra as inundações. Gladosch, de 1938 a 1940, manteve a ênfase dos planos anteriores no que dizia respeito à relevância das avenidas na organização urbana. Em 1951, Paiva e Demétrio seguiram enfatizando a canalização do riacho, a avenida beira-rio e o dique e, propuseram pela primeira vez um zoneamento para determinar as localidades a partir de suas funções na dinâmica da cidade. No mesmo ano,

Paiva sugeriu que a região da Praia de Belas deveria ser destinada a um bairro residencial provido de áreas verdes, parque e prédios públicos.

Dois anos depois, as propostas de Paiva e Fayet para a construção de um aterro de maiores proporções, de um parque, de uma avenida beira-rio, dique, prédios públicos e canalização do arroio dilúvio foram apresentadas e serviram de base para as modificações seguintes, até os anos 1970.

Assim, as propostas analisadas acima se constituíram como modificações que, de fato, foram executadas pelo poder público. Entretanto, muitas delas, como se pôde perceber, repetiram-se de plano em plano e isso levantou o seguinte questionamento: quais foram os motivos pelos quais os planos para a orla sul não lograram sair do papel e da idealização de seus autores?

Algumas das razões para a não execução de tantas medidas propostas para um melhor aproveitamento da orla da Praia de Belas foram ligadas às dificuldades relativas às especificidades do período. Entretanto, grande parte dessas dificuldades perpassaram décadas na história urbana de Porto Alegre, entre elas, a ênfase dada, especialmente nos primeiros planejamentos, à estrutura viária, a qual não considerava as condições específicas de cada local e a consequente complicação de se traçar vias pelos mesmos. Essa questão manteve-se desde o primeiro plano urbano para a cidade até os demais, estruturados na década de 1950, fator que desencadeou a necessidade de se estabelecer um zoneamento.

Relacionado à falta de uma legislação específica que primasse pela delimitação de áreas industriais separadas das residenciais, por exemplo, os problemas agravavam-se na medida em que os planejamentos levaram em consideração a estrutura urbana sem pesar os condicionantes sociais, econômicos e históricos de cada área. Assim, a produção de diretrizes apresentou-se descolada das distintas realidades vivenciadas pelas localidades a serem beneficiadas pelas alterações urbanas, fator que só começou a ser questionado nos anos 1950. Nas palavras de Paiva:

[...] não se pode prever e planificar racionalmente a vida de um complexo tal como as cidades, de uma maneira apriorística. O resultado de semelhante orientação seriam planos desligados da

realidade, inaplicáveis na prática, logo considerados inúteis e, consequentemente, olvidados.187

Nesse sentido, os planejamentos para a região da Praia de Belas não detalharam a prioritária necessidade de resolver a questão do uso do local como depósito de lixo, o que comprometia a execução de qualquer plano de urbanização para o local. Paralelamente a essa problemática, a região da Praia de Belas, como já foi abordado, estava geograficamente comprometida pela separação do perímetro central em função do promontório e do riacho que se estabeleciam como fronteiras. Assim, a resolução dessas complicações somente começou a se delimitar com o início da abertura da Avenida Borges de Medeiros, dez anos após a elaboração do primeiro plano urbano da cidade, e com o princípio das obras de canalização do riacho, nos anos 1940.

A canalização do riacho estava ligada a outra questão considerada emergencial à época: as inundações que marcaram a cidade em 1941. Nesse sentido, as medidas concernentes às precauções contra as inundações legitimaram- se como prioridades da administração pública. O dique de contenção das cheias que se estendeu até a Praia de Belas inseriu-se nesse contexto e, segundo Boher, comprometeu os planos urbanos para o local em função da sua cota ser superior a do terreno existente.

Somada às complicações analisadas acima, a falta de capacidade técnica e financeira atuaram entre os principais motivos que dificultaram e, em muitos dos casos, impossibilitaram a execução das obras necessárias para a implementação dos planejamentos urbanos idealizados da primeira década do século XX até fins dos anos 1940. Esse quadro começou a se transformar dos anos 1950 aos anos 1960, culminando na década seguinte com as políticas tecnocráticas e os incentivos de verbas provenientes de programas de nível nacional, característicos dos anos 1970.

187 PAIVA, Edvaldo Pereira, apud BOHRER, Maria Dalila. Análise morfológica das destinações do

Benzer Belgeler