4. BULGULAR VE TARTIŞMA…
4.2. Budama Uygulamalarının Verim ve Meyve Kalitesi Üzerine Etkileri …
A escola presencial é polifônica. Os sons se espalham pelos ambientes e dão sentido ao espaço educativo. Vozes se mesclam nos corredores e nas calaçadas próximas. Ecos que provocam lemvranças de imagens, cores e cheiros: uniformes, sorrisos, suor. Movimentos de corpos em um vaivém permanente: concentração e dispersão. Músicas. As vozes ora cantam raps aos griptos das torcidas nos jogos e competições. Às brigas., Mobilidades entre palavras e palavrões. Linguagens diferenciadas entre as gerações. Recuperações. Festas. Formaturas e férias.
(Vani Moreira Kenski)
O Programa Almanaque Educação, desde sua estreia, buscou apresentar grande variedade de assuntos relevantes à educação e à cultura, abordando diferentes temas, comuns no cotidiano dos estudantes, como bullying, paixão, ciúmes, gravidez na adolescência e companheirismo. Permeando esses assuntos, o conteúdo educacional vai aparecendo de forma orgânica e lúdica, contribuindo para o entendimento da narrativa identificada com os jovens. O objetivo principal do programa é despertar no adolescente o interesse pela aprendizagem e pelo conhecimento, mostrando que essas atividades podem ser prazerosas.
A história é centrada em uma escola pública de São Paulo, tendo como personagens principais os garotos Cadu e Mano, que nessa temporada ganharam a companhia de Bia (Isabela Guasco), uma aluna nova, tipo “descolada”, com quem manterão uma relação de amizade e conflito. Ela muda com o pai para São Paulo e passa a frequentar a escola dos garotos. Como Bia adota um visual não muito convencional, mais roqueira e cheia de atitude, ela é desprezada pelos colegas e alguns até a enfrentam.
Figura 16: Cadu, Bia e Mano no laboratório de informática da escola
Nessa temporada, que foi ao ar 25 de setembro de 2010, o programa muda de nome e passa a se chamar “Escola 2.0”.
Em entrevista com o professor Dr. Fernando Almeida e com a Dra. Monica Gardelli Franco sobre a origem do nome “Escola 2.0”, conclui-se que o nome advém de “Web 2.0”. O‟Reilly (2005 apud ALMEIDA, 2008, p. 6), criador do termo Web 2.0, acentua que
não se trata apenas da combinação de serviços e sim da potencialidade da inteligência coletiva na realização e na gestão do trabalho colaborativo realizado em rede aberta à participação para pessoas de todas as partes do mundo. Enfatiza que na Web 2.0 o sistema informático possui uma “arquitetura de participação” desenvolvida com suporte em recursos de interconexão e compartilhamento, com maior ênfase na interação viabilizada do que no conteúdo produzido. Para esse autor, os recursos da Web 2.0 se tornam melhores à medida que mais pessoas os utilizam, pois estas podem participar da depuração do sistema e tornar cada vez melhor o seu desempenho.
O termo “2.0”, portanto, relaciona-se à composição dinâmica de redes sociais online que vai além da simples conexão estabelecida entre computadores ou da participação pessoal e da interação sujeito-máquina, uma vez que se desenvolve por intermédio da interação social que abrange a ação intencional entre indivíduos cujo diálogo é mediado por componentes tecnológicos. Deve-se ainda lembrar que as redes sociais superam esses componentes porque se constituem em um contexto em que os campos social e tecnológico intervêm um sobre o outro, gerando recíprocas alterações que motivam modificações nos sujeitos que agem em tal contexto e, com isso, provocam mudanças tanto de contexto quanto pessoais.
A Web 2.0 impactou o conteúdo dos websites, pois tal tecnologia permite que o usuário colabore organizando e desenvolvendo as informações. Até mesmo quando o conteúdo não foi desenvolvido por um usuário, ele pode compartilhar informações enriquecendo o texto com comentários, complementações ou avaliações. De acordo com esses princípios, quanto mais usados são os softwares, melhores eles ficam.
O programa Escola 2.0 possui características que se fundam nesse mundo 2.0, apresentando tanto cenários repletos de tecnologias que permitem conexões a qualquer tempo quanto, por exemplo, o prédio de uma escola tradicional em que grande parte das cenas se passa, demonstrando que elementos aparentemente tão
antagônicos podem ser complementares e que um não necessariamente anula o outro, assim como na “vida real”.
Pelo site do programa, o público dialoga com os personagens. “Essa interatividade é muito importante. Os telespectadores sempre escrevem o que acharam das aventuras dos episódios e como os personagens devem agir ou falar”, comenta Caetano Caruso, diretor do programa, em uma conversa informal.
Bia desabafa em seu blog, o “Barulho da Bia”, o qual é tão acessado que vira “sensação do momento”, deixando Cadu e Mano preocupados com o futuro do “Almanaque”, blog alimentado pela dupla de garotos. Assim, pressionados pela concorrência, resolvem colocar muitas novidades nele, postando uma reportagem semanal com fatos da vida ao seu redor, enriquecida com entrevistas sobre diversos temas como o esporte Lê Parkour, o Museu da Pessoa, o Catavento, e personalidades como o skatista Mineirinho e a banda Lipstick.
Abaixo seguem telas principais dos dois blogs: o “Barulho da Bia”, que apesar das variações de rosa e lilás, traz também o preto que, juntamente com o braço da guitarra em sua foto, destacam seu lado roqueiro. A mensagem que se apresenta às pessoas que visitam o site é: “Este é meu espaço virtual! Aqui exponho minhas ideias e sentimentos!!” Há ambiente para pesquisa e para postar críticas, elogios, ideias. O “Almanaque” expõe a logo do programa com o horário de exibição. A imagem lembra tudo que os adolescentes gostam: maquiagem, celular, bola, guitarra, skate, e outros objetos. Esse espaço apresenta o blog, as grandes reportagens, fotos e também permite que o telespectador deixe sua opinião registrada. Para acessar as duas páginas, faz-se necessário entrar na página do programa25, na TV Cultura.
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25 Programa Escola 2.0. Disponível em <www.tvcultura.com.br/escola20/blog>. Acesso em 12 dez. 2011.
Figura 17: Barulho da Bia Fonte: TV Cultura
Figura 18: Blog Almanaque Educação Fonte: TV Cultura
A pessoa responsável no Núcleo Cultura Educação pelos dois portais é Helena Prates26. Ela explica em resposta a e-mail enviado questionando sobre seu
trabalho:
Na terceira temporada, eu fui responsável por produzir o conteúdo virtual do programa, o que consistia em: atualizar o site Escola 2.0; interpretar a Bia e o Cadu na atualização de seus respectivos blogs, e interagir com os telespectadores por email e msn interpretando principalmente o Cadu. A proposta para a próxima temporada, com previsão de início de produção para outubro, é ampliar a dramaturgia virtual do programa, consolidando a internet e as redes sociais como um espaço cênico, para se desdobrar a dramaturgia apresentada na TV.
Com os blogs, as possibilidades de os jovens telespectadores interagirem com os personagens aumenta sensivelmente, atraindo positivamente essa parcela da população já acostumada a participar dessa forma em outras programações ou mesmo em seu dia a dia.
Compreendendo um pouco do universo proposto pelo programa em sua última temporada e tendo em vista a síntese dos vinte e seis episódios (Anexo B), apresenta-se a análise dos dados no capítulo que segue.
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26 A funcionária Helena Prates é a responsável por produzir o conteúdo virtual do programa, o que consiste em atualizar o “Barulho da Bia” e o “Almanaque Educação”; interpretar a Bia e o Cadu na atualização de seus respectivos blogs e interagir com os telespectadores por e-mail e msn interpretando principalmente o Cadu.