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4. BULGULAR VE TARTIŞMA…

4.1. Budama Uygulamalarının Ağaç Gelişimi Üzerine Etkileri

O "Almanaque Educação". O programa é apresentado por uma trupe de cinco personagens -- Azeitona, Dorinha, Suspiro, Chumbinho e Guri --, que procuram ensinar de uma maneira bem- humorada, seguindo a cartilha da Cultura. A cada edição, a trupe se debruçará sobre temas como consumo, sustentabilidade e mudanças na língua portuguesa.

(Folha de São Paulo)

No dia 02 de setembro de 2008, estreia na TV Cultura, o Programa Almanaque Educação que, segundo a Folha de São Paulo do mesmo dia, se propõe a ensinar sem ser enfadonho:

Figura 15: Cena de “Almanaque Educação” Fonte: TV Cultura

"Almanaque Educação" começa com um telejornal, no qual o apresentador lê em cartazes, que fazem as vezes de um teleprompter, o significado da palavra "almanaque", de origem árabe: um local de pouso para caravanas onde, durante a noite, ouviam-se histórias e se sabia das novidades. Mas um espectador tem o programa interrompido quando um colega muda bruscamente de canal. "Você não tem educação?", reclama.

Gancho para assistirmos a um breve retrospecto da educação brasileira, desde a época dos jesuítas. Dali, visitaremos o Memorial da Educação, em SP.

Com edição ágil, linguagem lúdica e viés informativo, a Cultura estreia hoje Esse programa de estreia, que trata de educação, traz uma reportagem sobre o comprometimento das mães com a instrução dos filhos. Já o músico e dançarino Antônio Nóbrega dá um testemunho sobre o papel da educação na sua vida.

Assim sendo, pode-se perceber que a proposta do programa era apresentar diversos temas educativos ou não, de interesse de seu público, composto principalmente por adolescentes, de modo atrativo e ágil, atendendo à demanda atual dos jovens que, entre ipods, ipads, celular, internet, redes sociais e outras tantas tecnologias, frequentam escolas e precisam se apropriar do saber historicamente construído.

5.4.1 Almanaque Educação – A Primeira Temporada

O Almanaque teve sua primeira exibição em setembro de 2008, com caráter plenamente pedagógico, sendo fruto de parceria entre a Secretaria de Estado de Educação de São Paulo e a Fundação Padre Anchieta. O objetivo da primeira temporada do Programa “Almanaque Educação”, meta que continua sendo primordial também no “Escola 2.0”, era abordar questões relativas à educação e à cultura durante o horário nobre, proporcionando espaço para professores, alunos e família. Seu horário de veiculação era às 19h30, de terça-feira, com reprise aos sábados, às 11h30; tendo, portanto, trinta minutos semanais de duração.

Essa primeira temporada do programa contava com a participação de atores que atuavam maquiados e vestidos como uma trupe de circo. A trupe preparava telejornais, programas de rádio e outras tantas performances para discutir os temas levantados no programa, desde questões como política, economia, passando por assuntos como comportamento e ecologia, até cinema, artes plásticas, literatura e história.

O programa buscava mesclar as características de um almanaque com as funcionalidades de uma revista eletrônica. Cada edição buscava abordar um tema discutido na atualidade. Essa primeira temporada encerrou em 31 de março de 2009. No Anexo A, é possível verificar a ficha técnica tanto do Almanaque Educação quanto do Escola 2.0.

5.4.2 Almanaque Educação – A Segunda Temporada

A segunda temporada do “Almanaque” foi ao ar dia 15/09/2009, no mesmo dia da semana e horário da temporada anterior. A programação busca investir ainda mais na sensibilização de estudantes, pais e professores, mostrando que o aprendizado pode ser tão divertido quanto desafiador. Para isso, o programa aumenta a diversidade de quadros e busca transitar entre a realidade e a ficção, transmitindo com humor, criatividade e leveza, os conteúdos escolares.

Como na primeira temporada, a edição do programa prima pela edição ágil e a linguagem lúdica associadas à disseminação de muita informação. Para Fernando Almeida, a nova versão procura ampliar o diálogo com a realidade vivenciada pelos alunos na escola pública. Segundo ele:

Os espaços, temas, conteúdos e as relações humanas estabelecidas no interior e no cotidiano da escola são reinterpretados por dois adolescentes que aproveitam a riqueza da vida escolar para produzirem um programa de TV, no qual debatem e provocam uma reflexão crítica, criativa e divertida sobre as questões da sociedade contemporânea. (ALMEIDA, 2009).

Em entrevista ao Programa Vitrine, Enéas Carlos Pereira, roteirista do Almanaque, expõe que:

A gente tinha uma dramaturgia mais episódica, fechada em esquetes e neste programa na realidade a gente introduziu um processo de criação mais parecido com a coisa do sitcom americano, uma equipe de criação em que faz parte o pessoal da educação, o pessoal da produção, existe um núcleo de criação e os roteiristas. (PROGRAMA Vitrine, 2009).

Monica Gardelli Franco (2009), gerente de educação, em entrevista ao mesmo programa, admite:

Sentimos necessidade também de dar mais voz aos atores, aos principais atores da escola que são os seus alunos, que são os professores, que são os pais, e aí a gente pensou numa fórmula de trazer isto que é, quando esses garotos, o Cadu e o Mano, começam a produzir o almanaque, eles abrem essa janela, pra que esses temas, eles façam parte do programa.

Ainda em entrevista para o “Vitrine”, o diretor do Almanaque, Caetano Caruso (2009), destaca:

O primeiro episódio é onde retrata na verdade a criação do Almanaque, quando você vê que ele chamou o Mano para participar e eles vão fazer as reportagens e tal, e esse é digamos o que representa mais o Almanaque depois vai entrando em temas... em um ele quebra o pé, um outro é sobre teatro.

Nesta temporada entram em cena Glauko Dias e Fábio Baldacci, atores mirins que chegam para dar um perfil mais jovem ao programa. Os episódios iniciam a partir do personagem Cadu (Glauco Dias), um menino de 14 anos que estuda na rede pública e tem facilidade para desenhar além de gostar muito de computador. Com isso somado a uma imaginação criativa, inventa um programa de TV. Para ajudar a elaborar os roteiros da programação, Cadu conta com o apoio de Mano (Fábio Baldacci), seu melhor amigo. Mano tem uma pequena câmera de TV e gosta de registrar tudo o que acontece. Dessa maneira, os dois gravam os acontecimentos da escola em seu dia a dia e esses registros dão origem às matérias, reportagens, pílulas do saber e outros tantos quadros do programa.

Os demais personagens da primeira temporada aparecem em variados papéis de acordo com a imaginação dos meninos. A trupe está organizada da seguinte maneira: Fabiano Geuli é o professor de história; Ju Colombo faz a mãe de Cadu; Marcia Oliveira é a garota da cantina da escola e seu nome é Tina; Melissa Nascimento é professora de matemática e diretora da escola, e Paulo Henrique Jordão faz o treinador Saldanha, professor de Educação Física.

Do mesmo modo que na primeira temporada, cada edição aborda vários temas de interesse de seu público-alvo. Com o fim dessa temporada, o programa muda de nome, ganha nova personagem e outras novidades.

Benzer Belgeler