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Branşa göre, ilköğretim okulu yöneticilerinin izlenim yönetim taktiklerini kullanımına ilişkin sonuçlar

SONUÇ VE ÖNERĐLER

A. ilköğretim okulu yöneticileri, okuldaki diğer yönetici ve öğretmenlerin kendilerine ilişkin izlenimleri önemsemelerine ilişkin sonuçlar

3. Branşa göre, ilköğretim okulu yöneticilerinin izlenim yönetim taktiklerini kullanımına ilişkin sonuçlar

Ao se focar a atenção para as práticas pedagógicas, tem-se como eixo pensar o processo de produção da diversidade de situações concretas que se presentificam no cotidiano escolar. Este apresenta-se como campo de experiências e múltiplos agenciamentos, em que

ora predominam formas mais hegemônicas, ora mais instituintes, que potencializam derivas, rupturas. Trata-se de um campo de forças, isto é, espaço de produção de práticas e de processos de subjetivação, que engendram acontecimentos, sempre em movimento.

Quando se fala em práticas, entende-se que estas são datadas, ou seja, engendradas por condições sociais, históricas e políticas. As práticas constroem sujeitos e objetos, efetuando concepções, paradigmas, princípios, e, dependendo do modo como são estabelecidas e das redes de poder colocadas em jogo, podem legitimar funções e discursos, fazendo prevalecer determinadas verdades, ou potencializar novos fazeres.

Numa comunidade ribeirinha, embora em grande parte do tempo é nos ambientes de terras, florestas e águas que os agenciamentos acontecem e produzem subjetividades, a escola é indubitavelmente o território oficial na produção do cidadão, a porta de legalização de seu roteiro social/profissional/capitalizado. Enquanto representante dos centros de poder hegemônico, imprime como marca os modelos forjados em um ideário capitalista, que funciona numa lógica homogeneizadora e reprodutora de normas, regularidades e universalidades abstratas, sustentando, pelo rigor científico, a ideia de uma sociedade meritocrática. A escola se estabelece como oportunidade, e sustenta em via de mão única, a oportunidade como escola, produzindo personagens, fornecendo como modelo de mundo os padrões de socialização e qualidade reificados.

Esta escola, estratificada em suas territorialidades constituídas, aprisiona os movimentos, desqualifica processos e saberes, imprime sua função de controle e reclusão do diferente. Como enfatiza Rocha, M. (2007), o cotidiano escolar tem sido classicamente constituído para produzir obediência e boas formas, para não ser um espaço/tempo de ousadia. Temos uma escola prescritiva, burocrática, que valoriza prioritariamente o modelo, onde o que escapa deve ser capturado, e que não dá visibilidade às ações, aos rituais, às práticas instituídas sob a hegemonia de uma representação.

Entretanto, sendo campo de múltiplos atravessamentos, deve-se considerar a existência de uma infinidade de tendências, afetos, desejos, com diferentes forças, sendo efetuados no processo de escolarização, e também produzindo efeitos. Para além dos modos de subjetivação hegemônicos, há os que possibilitam outras formas de estar na escola.

No âmbito macropolítico, a organização escolar é reprodutora de orientações normativas, estabelecidas nos centros de decisão política e de controle. Mas no nível micropolítico, o cotidiano escolar, assumido por seus atores concretos, pode confirmar ou reinventar a existência do centro. O desafio está em instalar um campo de análise entre a macro e micropolítica, cartografando as formas de ação que vem contribuindo para a

naturalização do cotidiano, assim como os modos de organização que potencializam movimentos e derivas. Avaliar um campo de forças, como diz Machado, A. (2003), implica conhecer essas forças que se dão em movimento; implica afetá-las e com isso saber da possibilidade de alterar ou não seu rumo.

Ainda se verifica, neste plano molecular, que poucos agenciamentos têm conduzido a transformações, e a escola tem se constituído em “território sobrecodificado, no qual seu coletivo se agita o tempo todo entre queixas, cansaço, repetições no cumprimento formal das tarefas diárias” (ROCHA, M. 2000, p. 198). Rocha considera que para que novos territórios existenciais sejam agenciados, é preciso abrir caminhos a novas experimentações, colocar-se no lugar do “não saber”, perscrutar as brechas. Nas palavras de Deleuze, a produção de mudanças passa pela instalação de dispositivos que abram brechas para o pensamento, para que novas dobras se configurem (DELEUZE, 2006b).

O cotidiano deve ser compreendido como espaço de experimentação e invento, como espaço de afirmação das singularidades, afirmando a diferença como potência. A diferença qualifica a educação como um espaço de práticas capazes de produzir sujeitos singulares, de tensionar o instituído e os mecanismos que instauram cristalizações.

[...] diferença é justamente o que nos arranca de nós mesmos e nos faz devir outro... O que Deleuze e Guattari nos mostram é que a diferença é necessariamente produção de um coletivo, já que ela é o fruto de composições das forças que constituem determinado contexto sociocultural; eles nos mostram ainda que abrir-se para a diferença implica se deixar afetar pelas forças de seu tempo. Uma política que não consiste simplesmente em reconhecer o outro, respeitá-lo, preocupar-se com as conseqüências que nossa conduta possa ter sobre ele; mais além, trata-se de assumir as conseqüências de sermos permanentemente atravessados pelo outro, uma política indissociável de uma ética de respeito pela vida (ROLNIK, 1993, p. 255-256).

Pérez (2007) sugere incorporar as noções de acontecimento e heterotopia às práticas acadêmicas, como uma tentativa de subverter a herança platônica de pensar segundo modelos, cópias e semelhanças, substituindo-a por um pensar rizomático, que engendra novas leituras do mundo. O cotidiano escolar é habitado por regras, códigos, leis, mas também pela desordem, pelo caos. É repleto de acontecimentos que como rizomas aparecem, desaparecem, se afastam e se escondem, retornam e voltam a desaparecer.

São as forças potencializadoras do desejo que criam os espaços diferentes – as heterotopias marginais. Vivemos num espaço de relações que definem lugares e engendram processos de subjetivação – modos de vida que se criam e se recriam, numa luta permanente

que nos arremessa aos limites entre o que estamos deixando de ser e o que estamos nos tornando, entre subjetividades constituídas e processos em devir.

Através do deslocamento realizado por Gallo (2008), pode-se dizer que uma educação menor configura acontecimentos, singularidades que sustentam a diferença e a descentralização. Produzir novos significados e sentidos para a ação escolar é uma ação rebelde que se traduz em práticas instituintes, seja no âmbito da organização curricular e das ações pedagógicas desenvolvidas cotidianamente na sala de aula, seja no âmbito da formação das professoras, ou ainda no âmbito da relação escola-comunidade.

Afirmar esses escapes é, sem dúvida, estar atento às linhas de fuga, que estão no mundo e que, muitas vezes microscópicas ou mesmo invisíveis, estão produzindo/criando outras realidades. Assim, construindo fio a fio, tecem-se caminhos, saberes, derivas, procurando “dar passagem àquilo que deixa de ser a cada momento, ao que não é capturado”, ao movimento, à diferença.