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Bozulan-Gerçekleşen “Collapsed As-Built”

3. GECĐKME ANALĐZ TEKNĐKLERĐ

3.5 Bozulan-Gerçekleşen “Collapsed As-Built”

À luz da estratégia de pesquisa aqui escolhida, isto é, o estudo de caso, o exame dos dados terá como técnica a Análise de Conteúdo, com um enfoque qualitativo à análise dos discursos coletados, bem como técnicas de Estatística Descritiva, para os dados que poderiam ser analisados quantitativamente.

3.3.1 Análise de Conteúdo

A análise de conteúdo engloba uma conjunção de procedimentos voltados à compreensão das comunicações, possibilitando inferências com base em um texto, de natureza quantitativa ou não, e a correspondente descrição sistemática do sentido da mensagem sob verificação (RICHARDSON, 2009, p. 223).

Das ramificações existentes no domínio da análise de conteúdo, a análise de enunciação é que terá lugar neste trabalho por apoiar-se na comunicação como um processo ao invés de ser expressa como um dado, desviando-se das estruturas e modelos formais (BARDIN, 2011, p. 217).

Uma vez que foi utilizada a entrevista não dirigida, a análise de enunciação afigura-se adequada ao posto em termos de discurso e, deste, tendo atenção para todos os níveis nele existentes, ou seja, da palavra, passando pela frase, o parágrafo, enfim, todas as sequências (BARDIN, 2011, p.220).

Bardin (2011) chama atenção para o fato de o discurso não ser considerado um produto final, mas representar uma ocorrência dentro de um processo de elaboração, o qual pode simultaneamente se constituir de espontaneidade e o constrangimento numa dada circunstância, em confronto com desejos, vontades, motivações por parte de quem o profere.

A preocupação com a objetividade e a localização dos significados ao analisar as entrevistas, de cunho não estruturado, será um aspecto de maior atenção para que o conteúdo

90 delas possa ser adequadamente expresso, dentro da cautela expressa por Morin e Gewandsznajder (apud GODOI; BANDEIRA-DE-MELO: e DA SILVA, 2006, pag. 355- 356):

Não se fala em objetividade por causa do objeto, embora tenha a ver com ele. Fala- se em objetividade por causa do diálogo intersubjetivo, para que o conhecimento se construa e se aperfeiçoe socialmente e as pessoas se entendam racionalmente. (...) Metodologicamente, não devemos armar-nos com moldes rígidos – categorias nas quais enquadrar os significados das falas que nos chegam, em entrevistas, por exemplo -, mas fixar-nos primeira na ação em curso.

Tudo isso exigiu um trabalho exaustivo de organização das informações que suscitaram das entrevistas, a fim de ser possível a geração de inferências maiores, inclusive em sintonia com as teorias vinculadas ao caso objeto deste estudo, permitindo o saldo da fala dos participantes para a interpretação dos significados.

A título de orientação, mas sem prejuízo do aproveitamento de outras contribuições, foi seguido o modelo indicado por GODOI; BANDEIRA-DE-MELO: e DA SILVA (2006, p. 366-369), que contempla, de forma resumida, as seguintes fases: recuperação; análise do significado pragmático da conversação; validação; montagem da consolidação das falas; análise de conjuntos.

Considerando a proposta do trabalho, um Estudo de Caso, que procurou verificar os efeitos do AGROAMIGO perante os clientes da praça de Caruaru-PE, não foi possível estabelecer uma generalização de natureza estatística, com base no levantamento de frequências, mas uma generalização analítica como objetivo de expandir teorias (YIN, 2001, pag. 29).

Nesse particular, três são os motivos principais que aqui se encaixam: a abrangência Territorial da Pesquisa, a qual ficará restrita ao Município de Caruaru; o cumprimento de regras de apresentação das informações determinadas por parte do Banco do Nordeste do Brasil S∕A e também por razões legais, a exemplo da preservação do sigilo bancário com relação a alguns dados da pesquisa.

91 Além da análise de conteúdo, foi utilizada uma análise com base em estatística descritiva, realizada por meio do software Microsoft Excel 2010, a partir da qual foi construída a maior parte dos gráficos de modo a melhorar a visualização dos dados consolidados.

3.3.2 Estatística Descritiva

Embora seja utilizada desde a Antiguidade, a primeira vez que a estatística foi tida como ciência foi no século XVI, a partir do desenvolvimento de cálculos de probabilidade, tendo como teóricos desse século nomes como Laplace, Bernoulli, Gauss, dentre outros (CUNHA, 1968).

Freund e Simon (2000) conceituam a estatística como a compreensão do manejo dos dados possuídos para resumi-los sem procurar inferir qualquer coisa que ultrapasse os próprios dados”. Menciona-se ainda o conceito dado por Silvestre (2007, p.3), que disse que “a Estatística é um conjunto de métodos adequados para recolher, explorar, descrever e interpretar conjuntos de dados numéricos”, sendo que os dados são resultantes da observação ou medidas de certas características dos indivíduos, entidades ou objetos diversos.

Sabe-se, ainda, que uma análise estatística pode ser caracterizada como descritiva ou inferencial. No caso desta dissertação será utilizada a estatística descritiva, explicada por Silveira (2007):

“Na análise estatística descritiva está-se interessado na medida das características dos elementos de toda a população. As grandezas respeitantes à população são designadas por parâmetros. O fim deste tipo de análise é a obtenção do valor preciso destes parâmetros com base nas observações feitas em todos os elementos da população.” (2007, p. 11).

As técnicas descritivas ou exploratórias são utilizadas, prioritariamente, para “organizar os dados e investigá-los, relatar ou expor características e procurar indícios de padrões ou características interessantes que possam indicar possíveis tendências” (CONTI, 2012). Desta

92 forma, ainda segundo à autora, essas técnicas baseiam-se na leitura e no resumo dos dados utilizando tabelas, gráficos, estatísticas e esquemas. Elas devem fornecer resultados simples, atraindo a atenção de quem lê, utilizando exposições auto-explicativas, de fácil compreensão e são confiáveis como estatística (CONTI, 2012).

Dentre as técnicas usadas na Estatística Descritiva, de acordo com Conti (2012), podem- se citar:

 Descrição tabular: Tabelas são utilizadas para sumarizar os dados, especialmente as tabelas de distribuição de freqüências;

 Gráficos descritivos: Gráficos são usados para sumarizar os dados; e

 Descrição paramétrica: Estimam-se os valores de certos parâmetros que completam a descrição do conjunto dos dados.

Nesta dissertação, foram utilizadas, majoritariamente, as técnicas de descrição tabular e gráficos descritivos.

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Benzer Belgeler