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4. BULGULAR ve YORUMLAR

4.2. Belirlenen Tarihi Romanların Sosyal Bilgiler Öğretim Programında Yer Alan

4.2.2. Bozkurtlar Diriliyor Romanının 6. Sınıf Sosyal Bilgiler Öğretim

Para a análise dos dados coletados a partir das entrevistas realizadas, utilizamos a Análise de Conteúdo, uma vez que ela “procura conhecer aquilo que está por trás das palavras sobre as quais se debruça (...) é uma busca de outras realidades por meio das mensagens” (BARDIN, 2010, p.50). Os discursos proferidos pelos sujeitos terão esse tratamento, na presente pesquisa, quando analisaremos os significados de suas falas em relação ao tema estudado. Dessa maneira, acreditamos ser necessária a aproximação com a análise de conteúdo definida assim por Bardin (2010):

[u]m conjunto de técnicas de análise das comunicações visando obter por procedimentos sistemáticos e objetivos de descrição do conteúdo das mensagens indicadores (quantitativos ou não) que permitam a inferência de conhecimentos relativos ás condições de produção/recepção (variáveis inferidas) dessas mensagens (p.48).

de um significado/sentido específico e vinculado às condições contextuais de seus produtores. Isso somando a aspectos ideológicos construídos socialmente por meio da objetivação do discurso. Dessa forma, torna-se necessário a utilização da Análise de Conteúdo com o intuito de ir além das aparências e poder “(...) dizer não à leitura simples do real, sempre sedutora, forjar conceitos operatórios, aceitar o caráter provisório de hipóteses, definir planos experimentais ou investigações (...)” (BARDIN,2011, p.34).

Para a utilização do método, Bardin (2011) apresenta as diferentes fases cronológicas que fazem parte da organização da análise de conteúdo, sistematizadas a seguir: primeiramente, há a pré-análise, em seguida a exploração do material e, por conseguinte, o tratamento dos resultados, inferência e a interpretação.

A primeira fase, a pré-análise “(...) [é] a fase de organização propriamente dita (...) tem por objetivo tornar operacionais e sistematizar as ideias iniciais (...) num plano de análise (...)” (BARDIN, 2011, p.125). Uma das primeiras atividades a serem desenvolvidas, neste momento, consiste na leitura flutuante que nos permite “(...) estabelecer contato com os documentos e analisar e em conhecer o texto deixando-se invadir por impressões e orientações” (BARDIN, 2011, p.126). Assim, o pesquisador deve estar atento às escolhas dos documentos, a formulação das hipóteses e objetivos, como também na elaboração dos indicadores que fundamentam a interpretação do estudo. Lembrando, porém, que na elaboração desses indicadores deve-se fazer a “(...) escolha destes – em função das hipóteses, caso elas estejam determinadas – e sua organização sistemática em indicadores” (BARDIN, 2011, p.130), para uma construção de análise mais segura e precisa.

A segunda fase, exploração do material, permite reunir os materiais e prepará-los formalmente. Assim sendo, o material recolhido será preparado, “(...) as entrevistas gravadas são transmitidas (na íntegra) e as gravações conservadas (para a informação para linguística); os artigos de imprensa são recortados, as respostas a questões abertas são anotadas em fichas etc” (BARDIN, 2011, p.130), passando, pois, pela preparação formal dos textos.

A terceira fase, o tratamento dos resultados, inferência e interpretação, permite, a partir da codificação do material pesquisado, a descrição exata e pertinente ao conteúdo em estudo. “A codificação corresponde a uma transformação (...) dos dados brutos do

atingir uma representação do conteúdo ou expressão (...)” (BARDIN, 2001, p.133). A escolha da análise temática nesta pesquisa contribuirá para que possamos identificar a presença de certas temáticas nas entrevistas narrativas. De acordo com Bardin (2011) “(...) a noção de tema, largamente utilizada em análise temática, é característica da análise de conteúdo (...) o tema, enquanto unidade de registro, corresponde a uma regra de recorte (...) que depende do nível de análise(...)” (p.135), para estudar motivações de opiniões, de atitudes, de crenças, de tendências dentre outros. Assim, a análise temática, permite a descoberta dos núcleos de sentido que compõem a comunicação e contribuem para o objetivo analítico escolhido.

Na análise de entrevista, de acordo com Bardin (2011, p.96), pode-se utilizar da decifração estrutural. “(...) Esta abordagem leva em conta os trabalhos existentes em matéria de enunciação, de análise do discurso e da narrativa (...) mas de forma não sistemática, com flexibilidade, em função do próprio material verbal”. Tal abordagem deve ser cautelosa, visto que parte da compreensão a partir do interior da fala dos entrevistados, portanto, é necessário que o pesquisador não se deixe influenciar pelas entrevistas, a fim de obter a estruturação específica.

Ao analisar os critérios propostos por Bardin (2011), escolhemos o critério semântico, por compreendermos que ele possua uma familiaridade com as temáticas escolhidas. Primeiramente, descrevemos todas as entrevistas narrativas, que foram estudadas a fim de que pudessem ser analisadas de acordo com a perspectiva de Bardin(2011). Em seguida, buscamos visualizar as características comuns nas entrevistas narrativas dos educandos que interromperam a sua trajetória na EJA. Dessa forma, os dados foram agrupados de acordo com os temas comuns que se sobressaiam das narrativas dos participantes. Tal agrupamento foi realizado observando-se cuidadosamente as narrativas e, ao mesmo tempo, foram observados indicadores e criadas categorias por meio de inferências e interpretação dos dados, conforme apresentado a seguir:

Categoria 1: Idas e Vindas nas trajetórias escolares dos educandos da EJA: fatores externos à escola que levam à evasão na EJA.

Categoria 2: Dificuldades encontradas no cotidiano dos educandos da EJA:

fatores internos à escola que levam à evasão na EJA.

temática foi realizada a análise dos dados produzidos. Assim, como evidenciado por Bardin (2011), o processo de categorização por meio da análise do conteúdo é indicado para a organização dos dados no processo de agrupamento e reagrupamento.

4 A INTERRUPÇÃO DA TRAJETÓRIA ESCOLAR NA EJA

(...) uma pessoa que não trabalha, não estuda e mora na rua....como que estuda? Eu pensei até em me prostituir em BH e ganhar a vida ou me drogar (Eva)

Este capítulo tem como objetivo apresentar as discussões acerca da análise dos dados da pesquisa, os resultados das entrevistas narrativas realizadas com os educandos que interromperam a sua trajetória escolar na EJA, na região de Ouro Preto/MG. Com base na metodologia proposta e nos objetivos da pesquisa, estruturamos o presente capítulo em três seções: Idas e vindas nas trajetórias escolares dos educandos da EJA; Dificuldades encontradas no cotidiano dos educandos da EJA; A escola e os projetos para o futuro na EJA.

4.1 Idas e vindas nas trajetórias escolares da EJA: fatores externos à escola que