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THE ARMENIAN QUESTION NOWADAYS

1- Boyuna Kullanılan Takılanlar ; Gerdanlıklar, kordon ve kolyeler

As atividades das serrarias se iniciaram no início do século XX, e a indústria moveleira do Rio Grande do Norte evoluiu a partir de pequenas marcenarias, atuando no segmento de móveis sob encomendas, onde o próprio dono era responsável pelo atendimento ao cliente, pela fabricação, montagem e instalação dos moveis. (Fiern, 2004).

Hoje, as características do setor moveleiro do Rio Grande do Norte não são muito diferentes da indústria moveleira do país (ver item 2.4). O setor caracteriza-se pelo predomínio de micro e pequenas empresas de tradição familiar, cuja técnica depende da criatividade dos artesãos e predomina a cultura da cópia de outros modelos (Fiern, 2004), o que corrobora com a colocação de Gorini, (1998).

A indústria moveleira atualmente conta com 114 indústrias legalmente constituídas, distribuídas em 16 municípios do Estado, tendo sua maior concentração na capital, Natal. Essas indústrias respondem por 913 postos de trabalho (1,13% do total de empregos industriais), de acordo com dados da (RAIS, 2005 in Setor de Economia da Fiern, 2006).

De acordo com estudos do POLOEMP (1999), o setor moveleiro atende a somente 2% da demanda de movíeis do Rio Grande do Norte, ficando os 98% restantes com as empresas do Sul e Sudeste do país, principalmente o Rio Grande do Sul, localizadas a mais de 5.000 Km de distancia.

Esse mesmo estudo afirma que, o tamanho deste mercado é superior a 160 milhões de reais/ano, conforme informação da Secretaria de Tributação do Estado e Estudo de Avaliação da Demanda Tecnológica das Indústrias Moveleiras do RN e do Estudo de mercado de Móveis de Natal – versão preliminar, elaborada pelo POLOEMP (1999).

A forma de produção dessas indústrias locais é bem diferente da forma de produção das indústrias do Sul e Sudeste – as indústrias locais produzem “móveis sob encomenda” e

as do Sul / Sudeste “em série”, com tecnologia avançada. A instalação de um Pólo (envolvendo 50 empresas), através de um Núcleo Industrial Moderno – NIM, poderia contribuir para se reduzir substancialmente estas dificuldades, através da produção em série, e com produtos eleitos a partir da Pesquisa de Mercado de Móveis e da Pesquisa Tecnológica das indústrias de móveis realizada pelo POLOEMP (1999).

A pesquisa realizada mostra que há grande diversidade de tipos de móveis, na sua maioria dependentes da indústria de móveis do sul do país. Há tanto a oferta de móveis de grife como a oferta de móveis populares. A indústria local também tem uma oferta de móveis mais sofisticados, feitos sob encomenda e se ressente da oferta de móveis produzidos em serie. De acordo com a pesquisa de mercado realizada pelo POLOEMP (1999), esta produção seria facilmente colocada no mercado varejista de móveis do Estado.

A pesquisa também mostrou que os lojistas preferem comprar os móveis do sul e sudeste porque a produção local não possui acabamento e qualidade compatíveis com as exigências dos consumidores.

De acordo com a Fiern (2004), a indústria potiguar tem capacidade instalada para atender a uma parcela maior do mercado estadual, uma vez que é possível identificar algumas vantagens como por exemplo:

(a) boa diversificação dos produtos e flexibilidade de atendimento à clientela; (b) criatividade do empresariado; e

(c) proximidade geográfica e cultural do mercado consumidor.

No entanto, segundo a Fiern (2004), entre vários problemas enfrentados pelas indústrias moveleiras do Rio Grande do Norte, pode-se destacar os seguintes:

(a) o produtor local ainda faz a venda na fábrica, quase simultaneamente, como regra geral;

(b) A precificação não está baseada em análises de mercado e definição de segmentos de atuação;

(c) Não há estudos para identificar formas de comercializar os produtos, de divulgação adequada e de desenvolvimento de linhas comerciais; e

(d) Há muito de empírico ainda.

Com a implantação de um Pólo Moveleiro, em espaço geográfico adequado, onde os empresários atuariam conjuntamente, apoiados com infra-estrutura e tecnologia modernas, o setor poderia conquistar uma grande fatia do mercado regional.

Apesar da grande expectativa do empresariado do setor moveleiro, a proposta da criação do POLOEMP (1999), não chegou a ser consolidada, uma vez que demandava uma soma considerável de recursos para sua implantação e os financiamentos pretendidos não foram possíveis. Em 2001 foi proposta uma adequação do projeto original do POLOEMP com algumas alterações para atender a realidade da conjuntura econômica e capacidade financeira das pequenas e micro empresas do setor moveleiro. As alterações não modificariam a filosofia do projeto original, mas apenas ajustaria o espaço físico às necessidades de 18 empresas, o que possibilitaria a adequação da capacidade de investimento e a viabilidade do projeto denominado de POLOMÓVEIS (Pólo de Modernização Empresarial das Industrias de Móveis de Natal-RN). (SINDMÓVEIS, 2001).

O POLOMÓVEIS também não chegou a ser implementado e a expectativa do setor atualmente gira em torno da recente aprovação (final do segundo semestre de 2006), de uma APL – Arranjo Produtivo Local, denominada de APL DA INDÚSTRIA MOVELEIRA DE NATAL E REGIÃO METROPOLITANA, proposta pelo IEL – Instituto Euvaldo Lodi, numa parceria com o Sebrae Nacional e CNI – Confederação Nacional das Indústrias. Essa APL contemplará 20 indústrias moveleiras, instaladas na Grande Natal, cuja especialidade produtiva será a fabricação de móveis de madeiras em geral (cozinhas, dormitórios, estofados) esquadrias, móveis tubulares e de aço. (SINDMÓVEIS, 2006).

Com a finalidade de implantação da estrutura fabril e de apoio às 20 indústrias participantes dessa APL, está sendo viabilizado junto ao Governo do Estado um terreno cuja área total é de 11 hectares, localizado no Distrito Industrial da cidade de Macaíba-RN. Pretende-se que a estrutura seja composta por um Centro Tecnológico ou uma Cooperativa, composta por: estufas para a secagem de madeira; uma sala de afiação de ferramentas; uma sala de gabaritos; uma marcenaria de acabamento; cabine de pintura; um restaurante e uma sala de treinamento com capacidade para 50 pessoas. A APL também prevê a criação de um Núcleo de Design para apoiar as atividades de desenvolvimento de produtos dessas

indústrias, bem como a criação de um Telecentro para dar suporte de treinamento em cursos de softwares de gestão, criação e elaboração de projetos, planos de corte, etc. A estrutura do Telecentro também poderá atender à comunidade local através de cursos de informática com vistas à contribuir para a qualificação e conseqüente melhoria qualidade de vida da comunidade na qual está inserida. (SINDMÓVEIS, 2006).