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7. PARMAK İZİ İLE CİNSİYET ARASI İLİŞKİLERİN

7.2. BiyoVeri#3 Veritabanı Kullanılarak Yapılan Analiz

No primeiro Capítulo foi proposta a verificação de distintas hipóteses de investigação. A hipótese traduz o enunciado do problema numa predição precisa e não ambígua de resultados esperados, passível de ser ou não rejeitada. Tal como afirma Almeida & Freire (2003), a hipótese é uma preposição que se faz na tentativa de verificar a validade de resposta existente para um problema e é uma suposição que antecede a constatação dos factos que tem como característica uma formulação provisória, e que deve ser testada para determinar a sua validade. Assim, consequente da prévia análise dos resultados e com auxílio do quadro-síntese (ver Quadro 9), procedemos à confirmação, ou não, das hipóteses:

HP 1: A notoriedade é um conceito operatório que permite uma avaliação do Programa Escola Segura entre os jovens em contexto escolar.

A hipótese verifica-se. Através do estudo de caso comprovámos que a notoriedade do PES pode ser avaliada e que depende da medição de distintos indicadores, nomeadamente: da taxa de conhecimento do Programa, da taxa de participação em ações de sensibilização, da visibilidade policial, e da taxa de interação. Os resultados

61 demonstram que a escola que evidencia valores mais elevados para estes indicadores é a mesma que apresenta um maior relacionamento com os polícias do PES, ao ponto de estes terem sido a fonte de conhecimento do Programa privilegiada, e até de já serem conhecidos pelo próprio nome pelos jovens. Neste sentido, entendemos que a notoriedade do PES varia de acordo com o contexto escolar e com as distintas EPES que o materializam.

HP 1a: A perceção dos jovens acerca da presença policial é muito reduzida. A hipótese verifica-se parcialmente. Após a análise dos resultados sobre a visibilidade externa, apurou-se que em Santarém 51,5% dos jovens raramente e apenas algumas vezes ao longo do ano é que vêm os polícias do PES à entrada da escola ou na zona envolvente. Contudo, nas outras escolas, a maior percentagem dos jovens costumam ver estes polícias quase todas as semanas. Esta constatação demonstra que as distintas EPES não efetuam a vigilância da “sua” comunidade escolar com a mesma regularidade. Todavia apurou-se que globalmente 70,8% dos jovens não conseguem fazer a distinção dos polícias do PES em relação a outros elementos policiais. E a percentagem reduzida de jovens que os distingue, apenas o consegue fazer através da respetiva viatura com o

logotipo e inscrição “Escola Segura” (e que nem sempre está operacional), ou porque

revelam conhecer os agentes.

HP 2: As ações de sensibilização realizadas no âmbito do PES têm impacto nos jovens.

A hipótese verifica-se. Previamente convém sublinhar que a taxa de participação dos jovens neste tipo de atividades preventivas é bastante desigual, e em alguns casos muito reduzida. Não obstante, focando-nos naqueles que já assistiram, verificámos que 89,2% dos jovens reconheceu que participar nessas ações de sensibilização teve impacto sobre eles, sendo que 16,7% desse mesmo grupo admitiram que mudaram totalmente a sua maneira de pensar sobre os assuntos expostos. Além de que a maioria dos jovens evidenciam um índice de influência distinto e significativamente positivo, ao ponto de 53,3% dos jovens admitirem que começaram a prestar mais atenção aos conselhos referidos nessas ações, e inclusive 37,4% terem começado a transmitir alguns dos conselhos referidos a outras pessoas.

HP 2a: Os temas das ações de sensibilização apresentam distintos índices de sensibilização entre os jovens.

62 A hipótese verifica-se totalmente. Ainda que se tenha comprovado que o espetro temático das ações assistidas seja transversal às distintas escolas, relativamente aos temas que mais sensibilizaram os jovens, os resultados já são bastante diferentes. Particularmente, em Santarém e na Damaia a temática que mais sensibilizou os jovens foi

sobre o “bullying”, enquanto em Carcavelos a prevalência foi sobre a temática do “álcool e

drogas”.

HP 3: A interação direta das EPES com os jovens é reduzida e com pouco impacto nos seus comportamentos.

A hipótese verifica-se. No entanto convém evidenciar que para cada contexto escolar o índice de interação apurado é distinto. Comprovou-se que tanto em Santarém como na Damaia os índices de interação são significativamente baixos, ao ponto de, respetivamente 90,3% e 82,7% dos jovens responderam que desde que estudam na respetiva escola os polícias do PES nunca falaram com eles. Contudo em Carcavelos, 68,7% dos jovens afirmaram que estes polícias já falaram uma ou mais vezes com eles. Quando se pretendeu avaliar a taxa de impacto da interação policial constatou-se que 53,8% dos jovens admitiram que não alteraram os seus comportamentos depois de ter conversado com o polícia. Além disso, os testemunhos dos Diretores de Agrupamento entrevistados afiançam que após a intervenção dos elementos policiais a alteração de comportamento ou de atitude por parte dos jovens é meramente momentânea.

HP 3a: O relacionamento com os jovens depende da interação policial e da participação em ações de sensibilização.

A hipótese verifica-se. Os resultados permitiram-nos comprovar, manifestamente, que a comunidade escolar que evidencia um relacionamento elevado com os polícias do PES (ao invés da que apresenta fraca relação) é também aquela que apresenta maior taxa de participação em ações de sensibilização, e maior interação direta com esses elementos. Neste sentido, entendemos que a maior ou menor eficácia do relacionamento policial com os jovens depende da participação nestas atividades, e não unicamente do diálogo e do contacto pessoal entre as partes.

HP 4: A vitimização dos jovens, gerada por incidentes de violência escolar, apresenta uma taxa de ocorrência elevada.

A hipótese confirma-se. De acordo com os resultados globais, uma vez que as diferenças entre as escolas não foram significativas, constata-se que aproximadamente um

63 em cada quatro jovens (24,2%) afirma já ter sido, pelo menos uma vez, vítima de uma situação de violência escolar. Desta forma reconhece-se que as taxas de vitimização apuradas são elevadas e exibem valores muito superiores ao número de incidentes comunicados pelas escolas, e aos participados pela PSP neste âmbito. Considerámos que este é um resultado preocupante, e que carece de intervenção iminente por parte dos co- responsáveis por garantir a segurança das comunidades escolares.

HP 4a: A intervenção das EPES em situações de violência escolar é pouco frequente.

A hipótese verifica-se totalmente. Isto porque, quando questionados aqueles que alguma vez e de qualquer forma se consideravam vítimas de incidentes de violência escolar, 75,9% dos inquiridos afirmaram que nessas ocasiões nunca houve intervenção das EPES. Ainda assim, 55,2% dos que se manifestaram vítimas consideram que nos casos concretos a intervenção desses polícias ajudaria a resolver tais incidentes.