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Biyokaçakçılığa Yönelik Farkındalık Ölçeğine İlişkin Sonuçlar ve

5.1 Sonuçlar ve Tartışma

5.1.2 Biyokaçakçılığa Yönelik Farkındalık Ölçeğine İlişkin Sonuçlar ve

Concomitante ao processo de tratamento quimioterápico, faz-se necessária a adoção de técnicas de prevenção, de controle e de tratamento das incapacidades, englobando todos os aspectos biopsicossociais relacionados (BRASIL, 2008a).

A Prevenção de Incapacidades (PI) consiste na formação de um conjunto de ações que objetivam evitar a ocorrência de danos físicos, emocionais, espirituais e socioeconômicos. Em casos de danos já existentes, a prevenção consiste em medidas que evitem maiores complicações. Essa atividade deve proporcionar aos pacientes, em todos os momentos (diagnóstico, tratamento, pós-alta), a manutenção ou melhora de todos os aspectos avaliados no momento do diagnóstico da doença (VIRMOND; VIETH, 1997; DIRETRIZES DA HANSENÍASE, 2008).

ações de controle em hanseníase, sendo obrigatoriamente realizadas por todos os profissionais que são responsáveis pelo atendimento as pessoas atingidas e comunidade (VIRMOND; VIETH, 1997). Englobam atividades de educação em saúde, tratamento regular com uso da PQT, detecção precoce das incapacidades por meio das avaliações rotineiras da função neural, tratamento adequado como corticoterapia para reações e quadros de neurite, apoio na manutenção da condição emocional, integração social, realização de autocuidado e, considerado o mais importante, a detecção precoce da doença, possibilitando maior garantia de recuperação das mesmas (VIRMOND; VIETH, 1997; VIEIRA; SILVA, 2002; BRASIL, 2008a; DIAS; MAGALHÃES; PEREIRA, 2011; BRASIL, 2014). Aqueles pacientes que são tardiamente diagnosticados, em muitos casos, apresentam comprometimentos irreversíveis (NARDI; PASCHOAL; ZANETTA, 2005).

O tratamento preventivo não deve ser dissociado do tratamento da doença com a PQT. Ele deve fazer parte da rotina dos serviços de saúde, sendo recomendado para todos os pacientes, em registro ativo ou não, especialmente aqueles casos que apresentam grau 1 e 2 de incapacidade (BRASIL, 2010a; DIAS, MAGALHÃES; PEREIRA, 2011; BRASIL, 2014). As medidas de prevenção são simples, realizadas através de orientações ao doente para a prática regular do autocuidado que pode ser realizado individualmente ou através de grupos de ajuda mútua, autoinspeção diária, procedimentos, técnicas e exercícios que o próprio sujeito poderá realizar regularmente em seu domicílio (BRASIL, 2007; BRASIL, 2008a; BRASIL, 2010a; BRASIL, 2014).

O uso de calçados adaptados para proteção dos pés é extremamente importante, visto que, correspondem aos segmentos corporais mais comprometidos devido a lesão frequente do nervo tibial posterior, responsável pela hipoestesia ou anestesia da região plantar. Contudo, os pacientes devem estar atentos a possíveis lesões e usarem mecanismos de proteção em mãos, olhos e nariz, ao passo que, a ausência do mecanismo da dor deixa o paciente mais susceptível a ocorrência de possíveis acidentes, como queimaduras, cortes e outros traumatismos (VIRMOD; VIETH, 1997; VIEIRA; SILVA, 2002; DIAS; MAGALHÃES; PEREIRA, 2011; BRASIL, 2014).

O SUS deve disponibilizar para os pacientes os seguintes insumos: colírio para reposição de lágrima, soro fisiológico para ressecamento do nariz, óleo com ácidos graxos essenciais e creme com uréia a 10% para lubrificar e hidratar a pele (BRASIL, 2007). A distribuição de manuais de prevenção voltados para o autocuidado é um importante papel coadjuvante na melhora dos pacientes com hanseníase (RODINI et al., 2010).

tratá-la e como realizar o processo de prevenção de deformidades e incapacidades (BRASIL, 2008a). A abordagem dos sujeitos diagnosticados com a doença deve ser cuidadosa e correta para que estas ações sejam de fato incorporadas pelos pacientes, tornando-as atividades normais do seu dia-a-dia. Prevenir incapacidades significa modificar comportamentos e, muitas vezes, esta atitude é difícil de ser adotada (VIRMOND; VIETH, 1997).

A realização de treinamentos em serviços e educação continuada são importantes preditores para manutenção e implementação das ações de PI, garantindo a detecção precoce dos casos e recuperação daqueles que apresentam incapacidades físicas já instaladas (VIEIRA; SILVA, 2002). É importante que as equipes de saúde tenham laços estreitos, decidindo juntas as condutas e elaborando estratégias que aumentem a adesão e envolvimento dos pacientes em relação às medidas preventivas, tornando-os participantes de seu tratamento (NARDI; PASCHOAL; ZANETTA, 2005; RODINI et al., 2010).

É interessante a realização de um diagnóstico situacional das ações de PI em todos os municípios, visando o conhecimento da realidade local e fornecendo informações que servirão de base para realização de propostas de estratégias para descentralização, implementação ou implantação das atividades de PI (VIEIRA; SILVA, 2002).

Apesar do tratamento de prevenção não apresentar efeitos imediatos, se for realizado de forma eficiente e eficaz e valorizado pelas equipes nos serviços, seus benefícios são visíveis, tendo impacto significante na recuperação das incapacidades, além de haver uma diminuição do ônus em reabilitação (RODINI et al., 2010; DIAS, MAGALHÃES; PEREIRA, 2011).

As terapias físicas e cirúrgicas são ferramentas que contribuem para minimização da deficiência, alívio da dor, melhora da função, prevenção de deformidades, melhora da estética e participação social. Aqueles que apresentam incapacidades precisam do apoio de diversos profissionais desde sapateiros especializados a fisioterapeutas, terapeutas ocupacionais, odontólogos, médicos de diversas especialidades, inclusive cirurgiões (BRASIL, 2008b).

As medidas de reabilitação devem ser inseridas na rede de atenção básica que, se necessário, deve se comunicar com outros serviços de referência, construindo uma rede de sensibilidade, humanidade e capacidade de decisão de gestores e profissionais de saúde (BRASIL, 2008b).

A realização de um procedimento cirúrgico tem como objetivo reduzir ou eliminar a compressão neural, abolindo a dor e melhorando a função neural (BRASIL, 2008b). A neurolise é efetiva na redução do déficit sensitivo e motor dos nervos periféricos atingidos pela

doença (ALENCAR, 2007).

O tratamento não medicamentoso auxilia na boa evolução do GI em sujeitos com hanseníase (GONÇALVES; SAMPAIO; FIGUEREDO, 2009). A atuação do fisioterapeuta dentro das equipes de saúde pode colaborar para o desenvolvimento e implementação de ações preventivas e de tratamento das incapacidades físicas, além de promover a reintegração social do indivíduo através da superação das deficiências ocasionadas pela doença (OLIVEIRA et al., 2010). O tratamento fisioterapêutico de mobilização neural tem mostrado bons resultados no controle da dor do paciente com hanseníase (VÉRAS et al., 2011).

O estabelecimento de centros que trabalhem com a reabilitação baseada na comunidade deve ser fortemente considerado (FITAW; BOERSMA, 2006).