BÖLÜM II YENİLENEBİLİR ENERJİ KAYNAKLARI
2.7 Biyokütle Enerjisi
2.7.5 Biyokütleden elde edilen enerji çeşitleri ve yöntemler
A institucionalização do parto expôs as mulheres a um modelo de intervenção biomédico, centrado em procedimentos invasivos que levaram à perda de autonomia e de capacidade de participação no processo (Schmalfuss et al., 2010). Com vista a contrariar estes resultados, considera-se ser necessária a promoção da participação ativa da mulher/casal no Trabalho de parto e parto (OMS, 2003; Sousa, 2015).
A preparação para o parto é considerada como fonte pertinente de educação pré- natal (Slade et al., 2000; DGS, 2001). Neste âmbito, dotar a grávida e acompanhante, de conhecimentos e capacidades que a/os ajudem a tomar decisões adequadas à promoção dos seus potenciais de saúde é um dos objetivos dos EESMO. No sentido da sua concretização, planeiam e implementam intervenções que permitem tornar a grávida e
acompanhante mais conscientes, autónomos e capazes de tomar decisões, pelo que necessitam reconhecer e desenvolver as suas capacidades.
Lamaze Internacional (2013) considera como princípio que cada mulher tenha confiança em si, tenha liberdade para encontrar conforto durante o Trabalho de parto, e possua apoio familiar e de profissionais da saúde que acreditem que ela tem em si a capacidade para parir. Assim, procura-se preparar a mulher para ter o seu filho em segurança; ensinar a encontrar, através de uma vasta diversidade de formas, o conforto necessário durante o Trabalho de parto; ajudar a desenvolver um plano de parto que reflita as intenções da mulher e preparar para a tomada de decisão informada. Ao contribuir para que as mulheres tomem decisões informadas, as intervenções promovem um maior conhecimento sobre o parto e dão oportunidade à mulher/casal para discutirem as suas escolhas (Romano et al., 2008).
Em Portugal, a preparação para o parto é entendida como um direito, devidamente explanado na Lei nº 142/99 de 31 de agosto que faz parte da assistência de enfermagem pré-natal. Apesar disso, a manutenção das intervenções de rotina no Trabalho de parto e a altaàta aàdeà esa ia asàe iste teà oàpaísàlevou,àe à ,à à iaçãoàdoàp ojetoà PeloàDi eitoà aoàPa toàNo al:àu aàvisãoàpa tilhada à o àoào jetivoàdeàseà construir um consenso sobre
conceitos, princípios e práticas promotoras do parto normal à Leite et al., 2012, p. 9), sendo
a preparação para o parto considerada um fator preponderante na promoção do parto normal.
Como recomendado pela DGS (2001), na intervenções implementadas, importa proporcionar à mulher a oportunidade de desenvolver estratégias para lidar com o Trabalho de parto, para a gestão da dor e da ansiedade, ensinando-lhe não só estratégias comportamentais, mas também cognitivas, tais como: técnicas de distração (que envolvem a dispersão da atenção sobre a dor, tanto através de utilização de técnicas passivas (a atenção é desviada para outro estímulo), como ativas (desenvolvimento de tarefas que compitam com a dor, tais como somar ou contar para trás) e de confronto (para transformação da experiência emocional por processos abstratos e internos). A DGS sugere, ainda, que os profissionais da saúde recorram à técnica de reestruturação cognitiva, de forma a ajudarem a mulher a lidar melhor com os agentes stressores e a encarar a situação de uma forma mais positiva. No entanto, e de acordo com Escott et al., (2009), nos programas de preparação para o parto, é desenvolvido um número limitado de estratégias para a gestão da dor de Trabalho de parto, estando a aprendizagem mais centrada em
quatro técnicas comportamentais: o controlo da respiração, o relaxamento, o posicionamento e mais recentemente a massagem.
Em contrapartida, Walsh (2012) refere que relativamente ao Trabalho de parto, os investigadores encontraram escassa evidência de que as sessões do programa de preparação para o parto poderão contribuir para reduzir a dor de Trabalho de parto, o número de pedidos de epidural, e no aumento da taxa de partos normais. Contudo, há evidência de que a sua frequência está associada a uma maior satisfação com a experiência de parto. Por este ângulo, em 2010, Maimburg et al., efetuaram um estudo experimental com o objetivo de identificar se a participação em programas de Preparação para o parto (PPP), durante a gravidez tinha efeito sobre o Trabalho de parto. Concluíram que as nulíparas que frequentaram o programa chegaram mais vezes ao hospital na fase ativa do Trabalho de parto e com mais dilatação cervical e que tendiam a usar menos meios farmacológicos para alívio da dor no Trabalho de parto, inclusive analgesia epidural. Não verificaram-se diferenças, entre os grupos no que diz respeito à perceção da experiência de parto.
Em forma de abordar esta temática, McMillan et al., em 2009, realizaram uma revisão sistemática de literatura com o objetivo de avaliar o custo e a eficácia da educação pré-natal e identificar a opinião dos intervenientes acerca do seu papel e benefícios. No que diz respeito à PPP, apuraram que a frequência dos programas estava associada a altos níveis de satisfação com a experiência de parto, principalmente se os processos educativos utilizados promoviam a participação ativa do casal e o envolvimento e apoio do companheiro, e que o conhecimento adquirido pela mulher a ajudava a sentir que controlava o processo de parto. Num trabalho efetuado em 2007, e revisto em 2011, através de uma revisão sistemática de literatura que incluíu nove estudos, envolvendo 2284 mulheres, Gagnon e Sandall (2011), pretenderam avaliar a eficácia dos programas de preparação para o parto e parentalidade na aquisição de conhecimento, na ansiedade, na sensação de controlo, na dor, no Trabalho de parto, na amamentação, nas capacidades parentais e no ajustamento psicológico e social. Os autores concluíram que são, ainda, desconhecidos os benefícios da preparação para o parto nas variáveis em estudo.
Em síntese, podemos afirmar que há alguma evidência de que a preparação para o parto é eficaz no que diz respeito à promoção da satisfação com a experiência de parto, à obtenção de conhecimento sobre Trabalho de parto, às técnicas de relaxamento e gestão da dor de Trabalho de parto e, também, na promoção da participação ativa e envolvimento
da mulher e acompanhante. Há evidência contraditória sobre a sua eficácia na redução do recurso a meios farmacológicos para alívio da dor de Trabalho de parto, inclusive no recurso à analgesia epidural, e no aumento da utilização de técnicas não farmacológicas. Nas variáveis ansiedade, controlo da dor de Trabalho de parto, são, ainda, desconhecidos os seus benefícios.