4. ARAŞTIRMA BULGULARI VE TARTIŞMA
4.3 Değişik Oranlarda Kavuzsuz Tam Arpa Unları Katılarak Yapılan
4.3.1 Bisküvilerin β-glukan ve toplam diyet lif miktarları
Dispostas algumas especificidades sobre a implantação do modelo brasileiro de televisão digital e de sua característica denominada interatividade, podemos agora incluir considerações mais abrangentes sobre o tema em estudo a partir das incursões de diversos autores que trataram da televisão interativa e da sua associação com o significado do termo interatividade em si.
Um deles Mark Gawlinski, em seu livro “Interactive Television Production” utiliza a seguinte definição:
Televisão interativa pode ser definida como algo que permite que espectador ou espectadores e pessoas que fazem o canal de TV, programa ou serviço estabeleçam um diálogo. Mais especificamente, pode ser definida como um diálogo que leva os espectadores além da experiência passiva de apenas assistir, permitindo a eles fazer escolhas e agir – mesmo que a ação seja simplesmente preencher um cartão postal e enviá-lo pelo correio ou desenhar uma figura sobre a tela da televisão40 (GAWLINSKI, 2003, p. 12)41.
Como se pode observar, a definição de Gawlinski, um autor bastante citado em textos acadêmicos sobre o tema, é consideravelmente abrangente e incorpora experiências da televisão analógica de mais de meio século atrás.
Talvez mais interessante, sejam suas considerações sobre a classificação dos tipos de televisão interativa, onde ele, apesar de apontar algumas dificuldades já aqui citadas, propõe duas taxonomias baseadas em critérios de terceiros. Para ele “uma das dificuldades com a televisão interativa é que não há um quadro teórico consensual para descrever os diferentes tipos de interatividade42” (GAWLINSKI, 2003, p. 13).
Utilizando uma categorização que ele cita como da Microsoft, Gawlinski (2003, p. 13) estabelece a seguinte classificação.
a) Enhanced television – serviços que permitem aos espectadores interagir com um programa de TV.
40 Nesse trecho Gawlinski refere-se ao programa “Winky Dinky and You”, de 1950, considerado por ele
uma dos primeiros programas interativos da televisão, onde as crianças, usando uma película transparente e um kit de desenho que era solicitado pelo correio, podiam desenhar sobre a tela da TV a partir das imagens que eram transmitidas.
41 Texto original – “Interactive television can be defined as anything that lets the television viewer or
viewers and the people making the television channel, programme or service engage in a dialogue. More specifically, it can be defined as a dialogue that takes the viewers beyond the passive experience of watching and lets then make choices and take actions – even if the action is simple filling in a postcard and popping it into the mail, or drawing a picture on the television screen.”
42 Texto original-“One of the difficulties with interactive television is that there’s no generally agreed
b) Internet na Televisão – serviços que permitem aos espectadores ver ou usar informação normalmente disponível na internet.
c) Televisão Pessoal – serviços que permitem aos espectadores gravar ou pausar os programas de TV.
d) Televisão Conectada – serviços que permitem à televisão compartilhar informação com diferentes equipamentos na casa, como organizadores pessoais e computadores pessoais.
Atualmente no SBTVD-T, as duas primeiras categorias citadas são plenamente cobertas, sendo que a segunda depende do que se convencionou chamar de canal de retorno, o que explicaremos a seguir.
Em outra classificação Gawlinski remete ao Centro Henley de pesquisas sobre o consumidor.
a) Interatividade na distribuição (Distribution interactivity) – onde os espectadores interagem para controlar a entrega de parte do conteúdo, mas não o conteúdo em si. Ela cobre a funcionalidade parecida com a de um gravador de vídeo que permite ao espectador decidir quando quer ver um programa em particular.
b) Interatividade na informação ou informacional (Information interactivity) – onde o espectador pode obter diferentes tipos de informação. Isso inclui qualquer coisa desde um jogo na televisão, pedir uma pizza ou ver a previsão do tempo.
c) Interatividade participativa (Participation interactivity) – onde o espectador pode escolher entre opções durante o programa ou o comercial. Inclui a possibilidade de participar de um game show ou escolher um jogador em particular para ser seguido pela câmera num evento esportivo.
Nessa segunda taxonomia, a interatividade no SBTVD-T se aplica à modalidade informacional e parcialmente à participativa, dependendo de novo do tipo de aplicação que estará sendo enviada e da presença ou não do canal de retorno, também chamado de canal de interatividade.
Em termos simplificados podemos pensar que numa transmissão de televisão convencional há apenas um canal de contato entre a emissora e o usuário final, o canal
de difusão, a frequência utilizada por aquela emissora específica para enviar os seus sinais para a antena do receptor. É importante notar que no canal de difusão o fluxo é unidirecional no sentido emissora – receptor.
Na TV digital existe a possibilidade de estabelecer um segundo canal de contato, o canal de interatividade, por onde podem trafegar informações, agora em modo bidirecional, ou seja, no sentido emissora => receptor e também receptor => emissora.
Um exemplo clássico de uso do canal de interatividade é a realização de enquetes onde o espectador pode votar usando o seu controle da TV, gerando informações que serão enviadas, via canal de interatividade, para a emissora e que eventualmente serão totalizados para informar o resultado através do programa de onde foi feita a pergunta e que continua sendo transmitido pelo canal de difusão. As duas configurações são mostradas na figura 13.
De forma simplificada, são mostradas as duas situações: a da televisão tradicional que acompanhamos há décadas e a televisão digital que permite dois canais de contato entre a emissora e o aparelho receptor do usuário, apesar de podermos ter TV digital em cenários sem o canal de retorno, limitando assim algumas possibilidades.
Figura 13 - Possibilidades de contato entre emissora e usuário final, com ou sem canal de retorno.
Fonte: Elaborado pelo autor.
A presença ou não do canal de retorno, bem como as funcionalidades que traz ou as limitações que impõe, respectivamente, também definem outra classificação baseada nesse item.
A interatividade pode ser local, ou seja, limitada à capacidade do usuário de acessar e navegar informações que estão sendo “transmitidas” junto com o fluxo de dados do programa, como também pode ser plena e, nesse caso, é necessário que haja um canal de retorno que possibilite o envio e a troca bidirecional de informações do telespectador com a emissora ou operadora de TV. No caso em que a interatividade possibilite a interação na TV com outros usuários, a TV deixa de ser uma forma de comunicação simplex (unidirecional) e passa ser duplex (bidirecional) com consequências bastante interessantes para o futuro da TV (SCHLITTLER, 2011, p. 35).
Crocomo (2007) também utiliza a figura do canal de retorno para definir o que chama de níveis técnicos de interatividade.
Existem três níveis. No primeiro, os dados transmitidos são armazenados no terminal de acesso. Ao acessar as informações disponíveis em hipertexto na tela, o usuário estará na verdade “navegando” dentro dos dados armazenados no terminal. É também chamada “interatividade local”, ou interatividade nível 1. No segundo tipo, utiliza-se um canal de retorno, geralmente via rede telefônica. Aqui é possível retornar a mensagem, mas não necessariamente no mesmo momento, em tempo real. Na interatividade nível 3, é possível enviar e receber em tempo real, como nos chats. (CROCOMO, 2007, p. 82).