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NATO, BARIŞI DESTEKLEME HAREKÂTI, AFGANİSTAN HAREKÂT ALANI VE ISAF İLE İLGİLİ

2.3. BARIŞI DESTEKLEME HAREKÂTI

2.3.2. Birleşmiş Milletler Barışı Koruma Kavramı

áàa liseàdosàdepoi e tosàpe itiuà ueàdaà atego iaà Características do Processo de Transição Maternal àe e gisse àasàsegui tesàsu atego ias:àfatiga teàeàa i ale te. À medida que a mulher se adapta ao seu papel materno podem ser observadas três fases evidentes, representadas por: comportamentos dependentes, comportamentos dependentes-independentes e comportamentos interdependentes (Lowdermilk e Perry, 2008).

3.1.1.1 Fatigante

A gravidez, parto e puerpério compõem uma das fases críticas de transição do ciclo de

vida humano e representam verdadeiros períodos de desenvolvimento da personalidade e crescimento emocional (Torre, 2001). Mas, para além disso, parece ser consensual que a fadiga acompanha os primeiros tempos de adaptação às exigências deste novo estatuto que é a maternidade.

Das mulheres entrevistadas oito referiram sentir que a fadiga, entendida como cansaço físico foi atributo dos dias em que estiveram internadas.

Torre (2001), denomina o intervalo de tempo, entre o primeiro e o segundo dia, como período de introspecção ou fase de adaptação, caracterizando a mulher como passiva, dependente e muito necessitada de protecção e apoio. Para este autor é durante estes dias que a mulher, mais frequentemente revê a sua experiência do trabalho de parto e parto e acrescenta ainda que, o sono ininterrupto é importante neste espaço de tempo, uma vez que, muitas puérperas apresentam efeitos de privação do sono, fadiga, irritabilidade, tal como referem nos seguintes testemunhos: …fisi a e teà àe te ua te…à à E ;à …pa e iaà ueàha iaà o e tosà ueàesta aà out oàpla eta,àtal ezàfosseàdoà a saço… à E ;à …te -se a saçoà físi oà pelaà faltaà deà ho asà deà des a so…à à E ;à … ãoà à fácil ser-se mãe pela primeira vez, os dias iniciais são muito trabalhosos, com muito cansaço à mistura, é preciso 50

te à uitaàpa i ia… à E ;à … sàta àp e isa osàdeàdes a so... à E ;àà … ãoàseiàseà foi por estar a dormir pouco que me sentia tão fatigada… à E ;àà …depoisàdeàte àoà e àh à uma série de dificuldades que temos que ultrapassar pela primeira vez e muitas vezes sem do i à uaseà ada,à à uitoà a sati o. à E .

As primeiras 24 a 48 horas, após o nascimento são caracterizadas por necessidades de depe d ia,à satisfeitasà po à out os.à Du a teà à ho asà apósà oà pa to,à ulhe esà adultasà eà aparentemente saudáveis parecem suspender a sua participação nas actividades e responsabilidades diárias, contando com os outros para satisfazer as suas necessidades de conforto, repouso, alimentação e de proximidade com as famílias e com o recém- as ido à (Lowdermilk e Perry, 2008, p.530).

Esta característica do processo de transição maternal é narrada por Branden (2000), quando afirma que na primeira semana de puerpério, a mulher costuma apresentar fadiga. As últimas semanas da gravidez, o esforço exaustivo do trabalho de parto e as bruscas alterações hormonais, bem como as solicitações do recém-nascido contribuem para essa fadiga puerperal. Assim, os padrões de sono e repouso devem ser avaliados, tendo em mente que as necessidades de descansar e dormir variam de indivíduo para indivíduo. Para Santiago (2009), esta primeira etapa que tem lugar durante o internamento pós- parto e que denomina como sendo de incorporação sucede entre o primeiro e o segundo dia após o nascimento. Este autor caracteriza-a por uma maior dependência física da mãe, que necessita do apoio dos profissionais de saúde no que concerne à satisfação das suas próprias necessidades, o que é concordante com as perspectivas de Lowdermilk e Perry (2008), Torre (2001) e Branden (2000).

Portanto, pela análise do conteúdo exposto é possível entender-seà ue,à asà necessidades físicas, carência alimentar e o bem-estar da nova mãe, terão de ser entendidas pela equipa de saúde e depois, sim, a nova mãe será capaz de atender às necessidades do recém- as ido à To e,à ,àp. .

3.1.1.2 Ambivalente

A forma como a mulher se sente em relação a si própria e ao seu corpo durante o puerpério pode afectar o seu comportamento e adaptação ao processo de maternidade. No

período de pós-parto imediato, a mulher encontra-se perante uma situação muito particular, onde tem lugar a readaptação fisiológica que ocorre, designadamente, por via hormonal e resulta num aumento da sensibilidade emocional.

É ainda neste período que todo o processo de identificação com o bebé real e de separação psicológica do bebé imaginário deve, paralelamente ocorrer, para além do ajustamento psicológico da auto-imagem e da construção das novas relações familiares. Estas súbitas alterações podem provocar um estado de confusão, letargia, ansiedade, que sendo frequentemente auto limitadas, podem noutras situações evoluir desfavoravelmente (Alves, 2008).

Várias mulheres foram peremptórias ao afirmarem que a vivência destes dois primeiros dias pós-parto foi ambivalente, isto é, se por um lado os sentimentos de alegria e felicidade eram bem patentes, por outro e inexplicavelmente, surgiam sentimentos antagónicos, como por exemplo, o choro, a sensibilidade emocional e a estranheza, tal como é possível conferir: … a uelesàp i ei osàdias,àeuàesta aàfeliz,à asà sà ezesàs à ue iaà ho a …esta aà uitoàse sí el,àes uisita,àdife e te… à E ;à …osàfilhosà ãoà com livros de instruções e uma pessoa tem que se adaptar, porque é tudo novo, ainda é tudo estranho, tem um lado uitoà o à eà out o,à diga osà ue,à e osà o ... à E ;à …euà se tia-me bem e sabia que estava tudo a correr bem connosco, mas por outro lado estava um bocadinho mais sensível, qualquer coisita, às vezes, ho a aà logoà eà se à oti oà e hu .à à E ;à …se ti-me um bocadinho nas nuvens, mas apesar dessa felicidade, às vezes, dava-me para ficar triste sem saber o porque e depois parecia regressar à consciência. Era uma moeda de dupla face. É aisà u à estadoà deà al aà doà ueà físi o,à à u à estadoà deà al a… e à seià e ,à à tudoà est a ho. à E ;à …p e isa aà deà u à o adi hoà deà ate ção,à e à seià uitoà e à pa aà u ,à asàp e isa aà…àse tia-me muito diferente, esquisita, nem sei explicar bem o que era, mas esta aà e . à E .

O nascimento do primeiro filho é, portanto, um acontecimento que exige recurso a ajudas externas, nas quais se incluem os profissionais de saúde. Torna-se essencial que os enfermeiros estejam despe tosàpa aàestaàfaseàdaàt a siç oà ate alàeà ueàsai a à ueà à … à o analisar e aceitar as experiências vividas, permite aos pais passarem para a fase seguinte To e,à .àPo àout asàpala as,à àaàfaseàdepe de teà àu aàaltu aàdeàg a deàe tusias o,à durante a qual os pais necessitam de verbalizar a sua experiência de gravidez e as i e to à Lo de ilkàeàPe ,à ,àp. .àPa aàal àdissoà estaàfaseàaàa siedadeàeà 52

p eo upaç oà o à oà o oà papelà li itaà uitasà ezesà aà eà à ete ç oà deà i fo aç o à (Torre, 2001, p.24).

Esta etapa é considerada uma apropriação à realidade do nascimento do filho, isto é, existe uma ambiguidade no que concerne à percepção real que o bebé nasceu e à consciencialização desse facto. Embora saibam que o filho já nasceu ainda se encontram a integrar essa mesma informação, tal como se verifica nestes excertos: …se tia,àdoàg e o,à que não existia mais ninguém no mundo sem ser eu e o meu filho, eu acho que quando cheguei estive imenso tempo só a olhar para ele ali muito o e t ada…à a uelasàp i ei asà horas a pessoa fica tipo noutro mundo, noutra realidade, meia aluada, no ar até assentar, até dizer ok, eu já tive o meu filho agora é preciso fazer isto, fazer aquilo e é um mundo de se saç esà o as… à E ;àà Nãoàpe e iàlogo que ele tinha nascido, demorei algumas horas a perceber que o bebé já não estava dentro de mim, parecia estar meio atordoada, tipo: ele já as eu,à à es oà ealidade,à j à ãoà oàte hoà aà a iga.à Éà u à o adoà es uisitoà aoà i í io. à (E10).

A puérpera primigesta espera da Enfermagem atenção, paciência, estar junto, dar apoio e orientação nesta fase de adaptação, que ela considera uma experiência única na sua vida. áà eà e põeà seusà te o es,à dú idas,à a gústias,à difi uldadesà eà e pe tati asà dia teà desseà acontecimento nunca antes experienciado, ou seja, explicita que precisa de um vínculo de supo teà o fi el,àe à eioàaàta tasà odifi açõesàeàse saçõesà o as à ál esà et al., 2007, p.224).

Todas estas etapas de desenvolvimento vividas pela mulher no percurso da maternidade ir-se-ão manifestar em novas competências psicológicas e sociais, entre as quais, a construção de uma identidade materna própria contextualizada às diferentes di e sõesà e ol e tesà o o:à à … à aà elaç oà o jugal,à aà di i aà fa ilia ,à asà características do bebé, a profissão, as condições socioeconómicas existentes, a cultura e a suaàp óp iaàpe so alidadeàeàestadoàdeàsaúde à “a tiago,à ,àp. .