2.3. Sanayileşmenin Neden Olduğu Savaşlar
2.3.1. Birinci Dünya Savaşı
A primeira questão a ser discutida na apresentação dos resultados para a esfera estadual diz respeito aos testes de raiz unitária. Assim como para as demais esferas, as taxas de crescimento referentes a todas as categorias de gastos, além das variáveis que representam o diferencial de produtividade, foram estacionárias em nível. Mais uma vez, no entanto, as variáveis relacionadas à relação investimento/PIB apresentaram-se estacionárias apenas em primeira diferença.
No tocante aos testes acerca da qualidade das estimativas do MQO, repetiram-se os procedimentos dos modelos anteriores (governos total e federal), em que foram utilizados estimadores de covariância e erros-padrão de Newey-West, consistentes com heterocedasticidade e autocorrelação dos erros.
Para os gastos estaduais em que não se consideram investimentos públicos, as elasticidades do PIB foram de 1,10, 0,34 e 4,43 para as equações (74a – Modelo 1.a), (74b – Modelo 1.b) e (74c – Modelo 1.c), respectivamente. O diferencial de produtividade (DPRO) na equação (74a – Modelo 1.a) foi altamente negativo e significativo (-10,45). Sempre que foi possível comparação, os efeitos dos gastos estaduais foram mais importantes que os dos gastos federais, o que pode ser indício de que o governo estadual é mais eficiente para lidar com gastos de consumo, transferências e subsídios (Tabela 7).
Tabela 7 – Impactos dos gastos públicos estaduais no crescimento econômico brasileiro, no período de 1948 a 1998 (variável dependente taxa de crescimento do PIB em nível)
Modelos Constante D(TCPOP) D(RIPIB) DPRO TCG R2
1.a 2,6310 15,1299 72,5009 -11,5542* 1,0986* 0,3612 P-valor 0,0303 0,3995 0,1814 0,0631 0,0096 F = 0,0004 1.b 2,9951 17,5969 74,7889 0,3434* 0,3096 P-valor 0,0039 0,2729 0,1222 0,0015 F = 0,0006 1.c 3,4916 19,3711 82,1910 4,4279* 0,2574 P-valor 0,0013 0,2508 0,1027 0,0035 F = 0,0031 2.a 2,6805 13,5023 86,2879* -12,9786* 1,3591* 0,4237 P-valor 0,0175 0,4285 0,0900 0,0301 0,0047 F = 0,0000 2.b 2,9019 15,4141 85,0476* 0,3501* 0,3595 P-valor 0,0046 0,3162 0,0587 0,0004 F = 0,0001 2.c 3,2335 16,8903 87,1711* 4,0095* 0,3104 P-valor 0,0024 0,2873 0,0666 0,0015 F = 0,0006 3.a 4,4149 17,6220 105,7331* -6,0305 0,1964 0,2568 P-valor 0,0004 0,2299 0,0177 0,5021 0,1543 F = 0,0085 3.b 4,1998 17,2945 109,501* 0,1178* 0,2519 P-valor 0,0003 0,2381 0,0156 0,0148 F = 0,0037 3.c 4,0292 17,5160 114,3698* 8,0721* 0,2286 P-valor 0,0008 0,2338 0,0156 0,0233 F = 0,0072 4.a 2,6866 13,8254 86,5818* -13,2899* 1,359* 0,4193 P-valor 0,0178 0,4192 0,0896 0,0330 0,0054 F = 0,0000 4.b 2,8993 15,7937 84,6607* 0,3518* 0,3569 P-valor 0,0050 0,3132 0,0564 0,0005 F = 0,0001 4.c 3,2266 17,2356 86,645* 4,1365* 0,3089 P-valor 0,0-027 0,2856 0,0651 0,0013 F = 0,0006 5.a 4,2025 18,3754 115,0275* -0,0628 0,1139 0,2478 P-valor 0,0013 0,2287 0,0065 0,9947 0,3217 F = 0,0108 5.b 4,2003 18,3755 115,0636* 0,1132* 0,2478 P-valor 0,0003 0,2233 0,0069 0,0091 F = 0,0041 5.c 3,9710 18,8788 119,8553* 9,4307* 0,2331 P-valor 0,0012 0,2162 0,0067 0,0137 F = 0,0063 6.a 2,5827 14,5768 70,8193 -11,5763* 1,1250* 0,3699 P-valor 0,0322 0,4139 0,1898 0,0637 0,0097 F = 0,0003 6.b 2,9318 16,9808 72,4643 0,3517* 0,3193 P-valor 0,0045 0,2793 0,1368 0,0011 F = 0,0005 6.c 3,4148 18,7919 79,5132 4,4887* 0,2677 P-valor 0,0015 0,2575 0,1150 0,0028 F = 0,0023 7.a -15,2309 6,6339 17,3731 -27,6291 0,1017* 0,3228 P-valor 0,1013 0,0009 0,5819 0,2691 0,0805 F = 0,0013 7.b 4,5227 14,1085 107,9672* 0,0396* 0,1654 P-valor 0,0013 0,3683 0,0639 0,0169 F = 0,0384 7.c 4,5551 13,1438 112,5513* 13,4226* 0,1397 P-valor 0,0009 0,4015 0,0503 0,0282 F = 0,0720
Fonte: Resultados da pesquisa.
Nota: * Estatisticamente significativo (nível de significância fornecido pelo p-valor para os testes t e F).
Os modelos de 1 a 7 referem-se às diferentes especificações dos gastos governamentais. 1) CST = consumo + subsídios + transferências; 2) CSTIGT = consumo + subsídios + transferências + investimentos governamentais totais; 3) IGT = investimentos governamentais totais; 4) CSTIGC = CST + investimentos governamentais em construções; 5) IGC = investimentos governamentais em construções; 6) CSTIGE = CST + investimentos governamentais em equipamentos; e 7) IGE = investimentos governamentais em equipamentos.
A classificação de a a c em cada modelo refere-se às especificações do modelo de acordo com as equações (74a) a (74c).
TCPOP = taxa de crescimento da população (proxy utilizada para trabalho); RIPIB = relação investimento privado total/PIB; DPRO = diferencial de produtividade (produto da taxa de crescimento do referido gasto e da relação gasto/PIB); e TCG = taxa de crescimento dos gastos públicos.
Quando são somados aos gastos os investimentos estaduais, as elasticidades sofrem modificações interessantes. Para a equação (74a – Modelo 2.a), os valores não são comparáveis, pois não são estatisticamente significativos para a esfera federal. O valor para a elasticidade dos gastos quando estimada a equação (74b – Modelo 2.b) não sofreu modificação relevante, mas também favorece o gasto estadual, e para a equação (74c – Modelo 2.c) foi estatisticamente significativo e com valor de 4,01, comprovando que a menor produtividade do setor público, representada num diferencial de produtividade de -11,62, não foi suficiente para torná-lo nocivo ao crescimento econômico. Aqui já se verifica interessante fato: os efeitos totais (74c) dos gastos públicos estaduais foram até então maiores que os dos gastos federais, tanto sem investimento quanto com investimento.
Os modelos estimados em que se considerou que os governos estaduais gastam apenas com investimento apresentaram valores estatisticamente significativos para as equações (74b – Modelo 3.b) e (74c – Modelo 3.c), com resultados que corroboram as análises até aqui, ou seja, os efeitos totais do setor público aumentam quando se trata de gastos em investimento. Os valores encontrados para as equações (74b – Modelo 3.b) e (74c – Modelo 3.c) foram, respectivamente, de 0,12 e 8,07. Apenas o resultado da equação (74c – Modelo 3.c) pode ser comparado àquele do governo federal, com nova vantagem para a esfera estadual.
Desagregando os investimentos entre investimento em construções e equipamentos, percebe-se que o investimento em construções, quando somado a gastos estaduais com consumo, transferências e subsídios, afeta positivamente o crescimento econômico, com elasticidades de 1,36 para a equação (74a – Modelo 4.a), 0,35 para a equação (74b – Modelo 4.b) e 4,14 para a equação (74c – Modelo 4.c). Comparações entre as esferas federal e estadual indicam que o investimento em construções da esfera estadual é mais produtivo que o da federal. Quando se parte do pressuposto de que os estados somente investem em construções, apenas as equações (74b – Modelo 5.b) e (74c – Modelo 5.c) têm valores estatisticamente significativos, da ordem de 0,11 e 9,43. Os valores desses modelos para a esfera federal não foram estatisticamente significativos, mas novamente se verifica aumento de eficiência do setor público como um todo com enfoque no investimento.
A análise dos modelos estimados para investimento em equipamento demonstra que os valores do impacto do setor público para a especificação CSTIGE (consumo + transferências + subsídios + investimento governamental em equipamento) são de 1,12 (74a – Modelo 6.a), 0,35 (74b – Modelo 6.b) e 4,49 (equação 74c – Modelo 6.c), valores estes mais relevantes que os mesmos modelos estimados para o governo federal. Os valores estimados para as equações (74a) e (74b) caem significativamente quando se supõe que o governo estadual gasta somente com investimento em equipamentos, com valores de 0,10 para a equação (74a – Modelo 7.a) e 0,04 para a equação (74b – Modelo 7.b). Para a equação (74c – Modelo 7.c) o valor encontrado foi de 13,42, sendo estes não comparáveis aos da esfera federal e não-significativos estatisticamente.
Foram novamente realizados testes de causalidade de Granger, em que se nota confirmação da hipótese de Wagner. Nesse caso, merece destaque o fato de ter sido aceita a hipótese de que o PIB não causa, no sentido de Granger, investimentos totais ou em construções, que podem ser considerados fundamentais para o crescimento de um país em desenvolvimento, como o Brasil (Tabela 8).
Assim como nos casos anteriores, foi verificada a importância dos gastos da especificação CST para o crescimento econômico, mesmo que estes sejam menos importantes que o investimento. Interessante notar que novamente a produtividade do setor público aparenta relação inversa com volume de gastos (R$).
A comparação entre investimento em equipamentos e construções, nesse caso, apresentou, na maioria das estimativas, vantagem para os investimentos em construções em termos de efeito externalidade (TGC), tendo sido mantidas relações anteriores no tocante ao efeito total (DPRO), que dão vantagem ao investimento em equipamentos.
Tabela 8 – Teste de causalidade de Granger para taxa de crescimento dos gastos públicos estaduais e taxa de crescimento do PIB (duas defasagens pelos critérios de Akaike e Schwarz), no período de 1948 a 1998
Hipótese nula do teste de Granger P-valor
CST não causa PIB 0,5181
CSTIGT não causa PIB 0,1885
IGT não causa PIB 0,1230
CSTIGC não causa PIB 0,1863
IGC não causa PIB 0,0785
CSTIGE não causa PIB 0,4714
IGE não causa PIB 0,9425
PIB não causa CST 0,0539
PIB não causa CSTIGT 0,0312
PIB não causa IGT 0,3847
PIB não causa CSTIGC 0,0264
PIB não causa IGC 0,2001
PIB não causa CSTIGE 0,0564
PIB não causa IGE 0,5201
Fonte: Resultados da pesquisa.
Nota: CST = consumo + subsídios + transferências; CSTIGT = CST + investimento governamental total; IGT = investimento governamental total; CSTIGC = CST + investimento governamental em construções; IGC = investimento governamental em construções; CSTIGE = CST + investimento governamental em equipamentos; e IGE = investimento governamental em equipamentos.