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Evli Bireylerde Affetme İle Psikolojik İhtiyaçlar ve Bağlanma Arasındaki İlişkinin İncelenmesi

III. BÖLÜM

5.1. Evli Bireylerde Affetme İle Psikolojik İhtiyaçlar ve Bağlanma Arasındaki İlişkinin İncelenmesi

O município de São José do Rio Preto foi escolhido como base desta pesquisa por possuí a maior área de pastagem do rebanho bovino do estado de São Paulo, 458.447 ha; em segundo lugar Lins, com 378.354 ha, e em terceiro Marília, com 329.567 ha., de acordo com o Instituto de Economia Agrícola (2004, p. 36). Outro fator facilitador desta pesquisa de doutorado foi o fato de a Prefeitura Municipal de São José do Rio Preto, por meio de seu representante legal, Orlando Bolçone, Secretário Municipal de Planejamento, possuir uma parceria com a Universidade de São Paulo, especificamente com o Grupo Laboratório e de Sistemas da Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade de Ribeirão Preto.

Essa parceria entre a Universidade e a Prefeitura Local visa realizar estudos que possam contribuir com o desenvolvimento local da cidade e seus distritos, para auxiliar os atuais gestores na tomada de decisões para criação e manutenção das políticas públicas criadas e em vigor.

Em Seminário realizado em 26 de fevereiro de 2007, sobre o impacto da ampliação do setor sucroalcooleiro na microrregião de São José do Rio Preto, a presente tese contribuiu para que as autoridades presentes no evento repensassem a questão da agricultura familiar, as pequenas propriedades, os pequenos pecuaristas, o impacto ambiental relacionado à queimada de cana-de-açúcar e seus efeitos à saúde. Com base no questionamento feito pela autora e representantes do Grupo Laboratório e de Sistemas, o atual Secretário pretende reaver alguns trabalhos para que a agricultura e a pecuária possam recuperar o crescimento, uma vez que existe uma Lei, de 1980, que proíbe a criação de usinas de açúcar e álcool naquela cidade e em seus distritos.

Bandi (2002) menciona que a pecuária era a prática essencial dos mineiros que aportaram, encontrando naquela imensidão vazia as melhores condições para seus rebanhos.

São José do Rio Preto nasceu em cima de um pasto. Defronte ao cruzeiro da capelinha, ali na Matriz, o gado pachorrento do pioneiro João Bernardino dormia durante longas noites, e muitos anos depois a pecuária ainda interessava mais aos povoadores de Rio Preto, incluindo a criação de suínos e eqüinos, porque as estradas eram péssimas e os transportes caros demais para incentivarem o cultivo de arroz, milho, feijão, fumo e cana-de-açúcar. O plantel era formado pelo gado eqüino, muar, suíno e bovino, conforme as necessidades de demanda do “mercado” e das variações, no tocante à cotação do momento. Por sua posição estratégica, o Distrito tornou-se uma passagem obrigatória do gado, proveniente de Mato Grosso e Triângulo Mineiro, em direção a Araraquara, Jaboticabal e outros centros consumidores mais desenvolvidos, impulsionados pela cafeicultura.

O IEA (2004, p.49) ainda menciona que a cidade é a quarta maior em distribuição e especialização Regional do Valor da Produção Agropecuária do estado de São Paulo. A produção de origem vegetal é a maior, com 63,29%, seguida pela de origem animal, com 36,71%, e, em terceiro lugar, a pecuária de corte, com 26,66%. Em se comparando a pecuária de corte no estado de São Paulo, de acordo com os dados do IEA (2003) e (2004), a cidade de Presidente Prudente é a maior, com 57,50%, seguida por Araçatuba, com 36,20%, e em quarto lugar Campinas, com 8,02%.

A Tabela 7 apresenta a produção de animais do município e a quantidade produzida, o que faz com que a localidade seja considerada uma das melhores na produção agroindustrial.

TABELA 7 - Produção de Carnes, Aves, Leite e Mel

Quantidade DISCRIMINAÇÃO 2003 2004 2005 Bovinos de Corte 8.500 8.500 8.700 Bovinos de Leite 4.400 4.600 4.420 Bovinos Mistos 18.500 18.500 18.600 Suínos 1.800 2.000 2.700

Aves de Corte (l ano) 450.000 2.900.000 3.000.000

Ovelhas 1.200 1.200 1.200 Eqüinos 6.100 6.100 6.000 Bubalinos 150 170 200 Muares 100 110 160 Caprinos 600 600 500 Leite (litro/ano) 3.229.000 2.385.000 3.214.000 Mel (kg/ano) 6.000 9.800 9.800

Fonte: Secretaria da Agricultura e Abastecimento, 2007.

Embora a Prefeitura Municipal divulgue anualmente seus resultados e as estatísticas, nota-se que são divulgados os mesmos dados nos últimos cinco anos. Segundo a Casa da

Agricultura, eles recebem as informações mensalmente dos produtores e repassam para Campinas, para que a Secretaria da Agricultura atualize os dados; entretanto, nem sempre é possível fazer tais publicações, por falta de verba do governo. A seguir, na Tabela 8, serão apresentadas as estatísticas da produção animal, número de bovinos enviados ao abate e peso, por região administrativa (RA), no estado de São Paulo, em 2005.

Conforme dados divulgados pelo IEA (2005), na Tabela 8, Presidente Prudente é a maior região administrativa do estado de São Paulo em produção animal e com o maior número de bovinos enviados ao abate e peso; em segundo lugar aparece São José do Rio Preto, região de estudo do presente projeto, e em terceiro aparece Araçatuba, principal centro de referência do país, quando se fala em boi gordo.

TABELA 8 - Estatística da Produção Animal, Número de Bovinos Enviados ao Abate e Peso, por Região Administrativa (RA), no Estado de São Paulo, em 2005

Bovinos enviados ou a enviar ao abate durante o ano

RA Quantidade (cabeça) Peso total (arroba) Peso total (t) Araçatuba 755.356 12.014.993 180.225 Baixada Santista 463 6.946 104 Barretos 121.793 1.921.762 28.826 Bauru 456.470 7.240.064 108.601 Campinas 347.492 5.325.849 79.888 Central 116.115 1.744.351 26.165 Franca 130.030 1.977.612 29.664 Marília 505.268 7.829.638 117.445 Presidente Prudente 916.272 14.539.183 218.088 Registro 38.620 583.919 8.759 Ribeirão Preto 72.474 1.106.958 16.604

São José do Rio Preto 785.993 12.067.628 181.014

São José dos Campos 141.011 2.154.781 32.322

São Paulo 8.133 121.985 1.830

Sorocaba 611.193 9.575.161 143.627

Estado 5.006.683 78.210.830 1.173.162

Fonte: Instituto de Economia Agrícola e Coordenadoria de Assistência Técnica Integral, 2005. A presente tese possui 7capítulos e seus respectivos subitens:

O Capítulo 1 desta tese possui uma introdução e objetivos, a importância do sistema agroindustrial da carne bovina, justificativa do trabalho, pergunta de pesquisa e o problema central e os objetivos da pesquisa.

No Capítulo 2 elaborou-se uma revisão da literatura sobre negociação, o gestor negociador, e as variáveis básicas da negociação (poder e dependência, e o poder e dependência na agropecuária, o tempo e o tempo na agropecuária, a informação e a informação na Agropecuária, a ética na negociação e a ética no agronegócio).

No Capítulo 3 encontra-se um breve histórico da visão sistêmica e agribusiness, a cadeia produtiva, a cadeia produtiva da pecuária no Brasil, a pecuária e a visão sistêmica, a ética na pecuária, administração rural e a caracterização das atividades da pecuária.

No Capítulo 4 discorreu-se sobre a comercialização dos insumos, economias de escala, os custos de transação, custos na pecuária, estratégias de redução de custos, as perdas no poder de compra e a ação coletiva como uma alternativa para amenizar custos e perdas.

No Capítulo 5 apresentou-se a metodologia utilizada na presente tese, o tipo de pesquisa, as perguntas de pesquisa, o modelo de pesquisa e apresentação das variáveis, o plano amostral, coleta de dados, método e instrumento, técnica e análise dos dados, as etapas da pesquisa, coleta e crítica dos dados e o plano de análise dos dados.

No Capítulo 6 estão demonstradas as discussões e análise dos dados, a coleta de dados e a tipologia das propriedades da pecuária visitadas em São José do Rio Preto; análise dos dados sobre negociação na pecuária, análise dos dados sobre a primeira variável básica da negociação, o “poder na pecuária”, análise dos dados sobre a segunda variável na negociação, o “tempo na pecuária”, análise da terceira variável na negociação, “informação na pecuária” e a quarta variável, a “ética na pecuária” e o “associativismo” em São José do Rio Preto. Também são tratadas as implicações gerenciais

No Capítulo 7 encontram-se as considerações finais e contribuições da pesquisa, as limitações da pesquisa e perspectivas de pesquisas futuras.

2 NEGOCIAÇÃO

No presente capítulo foi elaborada uma revisão da literatura sobre negociação, o gestor negociante e as variáveis básicas da negociação (poder e dependência, e o poder e dependência na agropecuária, o tempo e o tempo na agropecuária, a informação e a informação na agropecuária, a ética na negociação e a ética no agronegócio).

Paschoarelli (2007) menciona que boa parte das pessoas desconhece pontos essenciais a serem tratados no momento de se fechar um negócio. O autor argumenta que todas as transações financeiras resumem-se na compra, venda ou aluguel de alguma mercadoria ou serviço, que uma das mercadorias mais transacionadas é o dinheiro e seu preço é chamado de juros. Muitas pessoas desconhecem o que é essencial negociar, pois são leigos no assunto e desconhecem grande parte das regras envolvidas no jogo das negociações.

Ury (2006) afirmou que negociar é um exercício para ajudar a resolver o problema alheio.

“Em contrapartida, o outro lado resolverá o seu. Ouvir o outro lado e entender quais são os seus interesses é fundamental. Trata-se de uma tarefa difícil, porque sempre que se negocia alguma coisa pensa-se apenas em resolver o problema alheio. Negociar é parte essencial do processo de tomada de decisão”.

Hillstrom e Hillstrom (2006) citam que a negociação descreve qualquer processo de comunicação entre indivíduos que pretendem alcançar um compromisso ou fazer um acordo para satisfação de ambas as partes. Negociar envolve averiguar os fatos da situação, expor tanto os interesses comuns quanto os opostos das partes envolvidas, e barganhar para resolver tantas questões quanto possível. Os autores consideram que em quase todas as situações diárias ocorre a negociação e que o ponto a ser alcançado em uma negociação é um acordo e não uma vitória ou uma solução que satisfaça as duas partes, seus interesses e necessidades.

Para Olivier (2005), a negociação é o processo pelo qual as pessoas físicas e/ou jurídicas desenvolvem esforços para estabelecer alternativas que lhes permitam satisfazer os vários interesses e necessidades de todos os envolvidos, e elegem aquela que melhor complete a todos.

Nierenberg e Ross (2003), seguindo o mesmo raciocínio, consideram a negociação um processo pelo qual seres humanos ou grupos de seres humanos trocam idéias a fim de realizar mudanças em suas relações.

Scare e Martinelli (2001) conceituam a negociação com um processo em contínua formação, que está amplamente relacionado à satisfação de ambos os lados. No entanto, para esses autores, houve uma mudança de foco no objetivo do negociador, ao longo de sua história. No passado, o negociador buscava resultados satisfatórios momentâneos e, nos tempos atuais, esse mesmo negociador busca um relacionamento duradouro e contínuo, para que, a médio e longo prazo, atinjam-se os benefícios para todos os envolvidos na negociação.

Para Sebenius (1998), a negociação é um processo científico quando estabelecemos o problema conjunto que deve ser resolvido: criar, reivindicar e sustentar um valor ao longo do tempo. Mas conforme esse problema conjunto é resolvido, misturam-se ciência e arte, o processo é muito criativo e oportunista, visto que se está pedindo tudo, que é possível obter em determinada situação, e a comunicação interpessoal tem componentes de arte e de ciência.

Ury (2001) lembra que esse processo em si só não é livre de custos; pode custar muito tempo e esforço, fazendo perder outras possibilidades.

Na visão de Shell (2001), a negociação é uma forma básica, especial da comunicação humana, mas não é sempre que percebemos que a estamos praticando. Uma negociação é um processo de comunicação interativa que pode ocorrer quando queremos algo de outra pessoa ou quando outra pessoa quer algo de nós.

Matos (2003) diz que a negociação é um instrumento eminentemente educacional. O exercício efetivo conduz ao desenvolvimento cultural, à qualidade do relacionamento humano, à melhoria das condições de vida, ao esforço consentido, à cooperação espontânea e ao trabalho como meio de auto-realização. Negociação é basicamente conversação, significando a prática habitual do diálogo. Negociação é um processo social utilizado para fazer acordos e resolver ou evitar conflitos.

Mills (1993) considera que a negociação é muito mais do que persuasão e comprometer recursos: os indivíduos possuem interesses comuns, que partilham para reduzir os custos; os dois lados têm interesses comuns e interesses conflitantes.

Robinson (2004) menciona que grande parte das relações entre as empresas ocorrem em torno da negociação – comprador com vendedor, cliente com consultor, empresa com banqueiro. Todos os envolvidos no processo conhecem o objetivo – chegar a uma conclusão mutuamente satisfatória, depois de um processo de discordância controlada. A compreensão das regras do processo e a observância das regras entre os participantes constituem um

aspecto imprescindível para o sucesso. Muitas negociações naufragam porque uma parte sabota inadvertidamente o processo, por ingenuidade ou mau comportamento.

Partindo do relato dos autores, entende-se que negociação é um processo continuo, diário, muitas vezes desgastante, que envolve pessoas, interesses, situações, dinheiro e status. Cada negociador possui uma característica ou habilidade diferente de negociar, porém, aconselha-se que ouvir o outro lado e encontrar benefícios mútuos entre os envolvidos em qualquer negociação é o melhor caminho para que o resultado almejado entre os envolvidos seja frutífero para ambos os lados.

a) Perguntas do questionário para coleta de dados envolvendo negociações.

1. O Sr. faz cotações de insumos ou compras? ( ) cotações de insumos ( ) compras

2. A empresa adquire insumos? Onde? Cite cinco principais fornecedores.

3. Quais são os insumos que o Sr. compra para utilizar na pecuária de corte?

4. A empresa adquire insumos diretamente da indústria? ( ) Não ( ) Sim Qual____________

5. Quando necessita comprar insumos (sal comum, mineralizado, proteinado, ração, etc.), costuma negociar? Preço, prazo, qualidade do produto, maior quantidade e local de entrega.

6. Quando necessita comprar vacinas, vermífugos e outros medicamentos, costuma negociar? Preço, prazo, qualidade do produto, maior quantidade e local de entrega.

7. Quando necessita comprar calcário, fertilizantes e sementes, costuma negociar? Preço, prazo, qualidade do produto, maior quantidade e local de entrega.

8. Quando necessita comprar tratores, veículos, balanças, etc., costuma negociar? Preço, prazo, qualidade do produto, maior quantidade e local de entrega.

9. O Sr. compra animais para engorda? Se sim costuma negociar? Preço, prazo, qualidade do produto, maior quantidade e local de entrega.

10. O Sr. compra animais para recria? Se sim costuma negociar? Preço, prazo, qualidade do produto, maior quantidade e local de entrega.

11. O Sr. compra animais para revender? Se sim costuma negociar? Preço, prazo, qualidade do produto, maior quantidade e local de entrega.

12. Quando compra animais para revender o Sr. costuma negociar? Se sim costuma negociar? Preço, prazo, qualidade do produto, maior quantidade e local de entrega.

13. A empresa adquire sêmen? Se a resposta for sim, costuma negociar as condições?

14. Quais as facilidades ou vantagens que consegue quando negocia suas compras?

15. Quais as dificuldades ou desvantagens que percebe quando negocia suas compras?