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Bir Pazardaki Hakim Durumun Diğer Pazarda Kötüye Kullanılması

B. AB Mevzuatı ve RKHK Kapsamında Kötüye Kullanma Kavramı

4. Bir Pazardaki Hakim Durumun Diğer Pazarda Kötüye Kullanılması

Esta seção está reservada para técnica de caracterização feita pelo microscópio eletrônico de varredura, o MEV. Tais medidas foram realizadas no Núcleo de Pesquisas em Petróleo e Gás (NEPGN), na Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN).

Figura 3.6: Representação esquemática do MEV [41]

O Microscópio Eletrônico de Varredura (MEV), ver figura 3.6, é um poderoso instru- mento para análise microestrutural de materiais sólidos, o qual nos fornece uma imagem de fácil interpretação. A eficiência do MEV fica entre o microscópio óptico (MO) e o microscópio eletrônico de transmissão (MET).

Uma vantagem do MEV é a possibilidade de poder variar o aumento da imagem so- mente alterando a área varrida sem precisar modificar outros parâmetros. Uma consequência é a possibilidade do operador selecionar um aumento maior do que o desejado para a ima- gem, podendo então focar adequadamente o feixe na amostra e com isso obter uma correta focagem.

Conforme pode ser observado na figura 3.7, o tamanho do feixe considerado ideal, para um determinado aumento, é aquele cujas bordas do feixe tocam levemente a linha anteriormente varrida. Se o diâmetro é muito grande, ocorre uma sobreposição das linhas varridas e o resultado é uma imagem fora de foco.

Figura 3.7: Esquema da varredura do feixe de elétrons [41]

O MEV tem uma grande vantagem em relação ao microscópio óptico (MO), pois apresenta alta resolução na ordem de 2 a 5nm, cerca de 20 a 50 angstroms. Atualmente, existem MEV com a resolução de até 1nm ou 10 angstroms, enquanto que o óptico alcança no máximo 0,5 micrometros.

O MEV, comparado com o MET, apresenta uma grande facilidade na preparação de amostras. Outra consideração válida é a de que o MEV possibilita uma grande profundidade de foco (imagem com aparência tridimensional), como também a alternativa de combinar a análise microestrutural com a análise química [19].

O MEV teve seu início com o trabalho do M. Knoll (1935). Descrevendo a concepção do MEV em 1938, o pesquisador Von Ardenne, construiu o primeiro microscópio eletrônico de varredura. No entanto, somente na década de 40 surgiu o primeiro microscópio eletrônico de varredura, confeccionado pelos laboratórios da RCA, no qual era usado um feixe de elétrons secundários para se obter a imagem. Apesar do avanço tecnológico somente na década de 60 surgiria o primeiro microscópio eletrônico de varredura comercial [19].

Cap´ıtulo

Resultados

"And if your head explodes with dark forebodings too. I’ll see you on the dark side of the moon"

Brain Damage - Roger Waters

Este capítulo é dedicado à apresentação e discussão dos resultados obtidos nos proces- sos de caracterização estrutural e magnética das amostras da ferrita de manganês calcinadas entre 400o e 700oC em atmosfera ambiente e em 400oC e 500oC, em vácuo.

A caracterização estrutural das amostras de ferritas de manganês preparados me- diante o método Pechini, foi realizada por difratometria de raios-x (DRX) e microscopia eletrônica de varredura (MEV). Essas técnicas são fundamentais para identificar e entender a formação das fases magnéticas e o tamanho das partículas, conhecimentos necessários para se dar continuidade ao estudo das propriedades magnéticas das ferritas de manganês.

A caracterização magnética das amostras foi realizada no magnetômetro de amostra vibrante (MAV), com medidas de curvas de magnetização por campo aplicado e também por meio de espectroscopia Mössbauer, com a finalidade de identificar quais sítios de ocupação do ferro.

4.1 Difratometria de Raio-X

Os espectros dos difratogramas de raios-x refinaram-se e indexaram-se pelo método Rietveld. Os parâmetros estruturais foram obtidos a partir de resultados existentes na literatura e no banco de dados Inorganic Crystal Structure Database (ICSD), consultados no portal da persquisa(www.portaldapesquisa.com.br) com a ajuda do programa de identificação crista- lografia Maud. Nossos difratogramas resultaram em picos de difração bem definidos, que caracateriza um processo de cristalização satisfatório e homogeneidade das amostras.

A amostra calcinada em 400oC apresentou fase simples tipo espinélio M nF e

2O4 com

tamanho de grão na ordem de 10nm. Pode-se observar no primeiro difratograma da figura 4.1 a formação dos picos referentes a fase simples tipo espinélio. Os picos em torno de 30o, 35o,

45o, 57o e 62o são compatíveis com os picos da fase MnF e

2O4 [40]. Nos picos principais 35o

e 62o temos os planos cristalinos (3, 1, 1) e (4, 4, 0) respectivamente. Através do refinamento

conseguiu-se obter o tamanho médio do cristalito, que pra esse fase foi de 8, 8nm (ver tabela 4.1).

A amostra calcinada em 500oC além da fase espinélio, possui fases secundárias,

bixbyita (MnF eO3) e hematita (F e2O3), ver figura 4.2. Os picos principais estão em 33o, 35o

e 55ocom planos cristalinos (1, 0, 4), (3, 1, 1) e (4, 4, 0) respectivamente. Nota-se a diminuição

do pico principal da fase tipo espinélio e a formação de picos das fases secundárias que começam a predominar no espectro. O tamanho médio do grão dessa amostra é da ordem de dezenas de nanômetros (ver tabela 4.1).

Figura 4.2: Difratograma de Raio-X da amostra calcinada em 500oC sob atmosfera ambiente

Tabela 4.1: Informações das amostras calcinadas sob atmosfera ambiente AMOSTRAS CALCINADAS EM ATMOSFERA AMBIENTE T(oC) FASE MAGNÉTICA D

m(nm)

400 Jacobsita 8,8

500 Jacobsita, Hematita e Bixbyita 100 600 Hematita e Bixbyita 181 700 Hematita e Bixbyita 231

As amostras calcinadas em 600oC e 700oC possuem apenas as fases M nF eO 3 e

F e2O3,com tamanho de grão na ordem de centena de nanômetros, ver tabela 4.1. A amostra

calcinada em 600oC tem os picos principais localizados em 33o e 55o com planos cristalinos

(1, 0, 4) e (4, 4, 0) respectivamente (ver figura 4.3).

Figura 4.3: Difratograma de Raio-X da amostra calcinada em 600oC sob atmosfera ambiente

A amostra calcinada em 700oC tem os picos principais localizados em 33o e 55o com

planos cristalinos (1, 0, 4) e (4, 4, 0) respectivamente. Assim como na amostra calcinada em 600oC, ver figura 4.4.

Tabela 4.2: Informações das amostras calcinadas sob vácuo AMOSTRAS CALCINADAS EM VÁCUO T(oC) FASE MAGNÉTICA D

m(nm)

400 Jacobsita 20,1

500 Jacobsita, Hematita, Bixbyita e Óxido de Manganês 68,8

As amostras calcinadas em vácuo comportaram de forma semelhante. A amostra calcinada em 400oC também mostrou apenas a fase simples tipo espinélio. Tendo picos

principais em 30o, 35oe 62ocom planos cristalinos (2, 2, 0), (3, 1, 1) e (4, 4, 0) respectivamente,

ver figuras 4.5. Todavia notou-se um aumento no tamanho do grão para 20, 1nm (ver tabela 4.2).

Figura 4.5: Difratograma de Raio-X da amostra calcinada em 400oC sob vácuo

A amostra calcinada em 500oC também mostrou as fases Jacobsita, Hematita e

Bixbyita, como na amostra calcinada a mesma temperatura em atmosfera ambiente, além de apresentar uma quantidade de Óxido de Manganês MnO, os picos principais estão em 35o, 41o e 59o com planos (3, 1, 1), (2, 0, 0) e (2, 2, 0) (ver figura 4.6). O tamanho médio

do cristalito diminuiu em relação a amostra calcinada na mesma temperatura em atmosfera ambiente (ver tabela 4.2)

Figura 4.6: Difratogramas de Raio-X das amostras calcinadas em 500oC sob vácuo

Os índices de Miller (h, k, l) dos planos cristalinos foram extraídos das cartas crista- lográficas de números: 00 − 001 − 1111, 00 − 001 − 1053, 00 − 002 − 0886, 00 − 003 − 1145.

4.2 Microscopia Eletrônica de Varredura (MEV)

Nessa técnica utilizamos um feixe de elétrons pra determinar imagens das substâncias, ver seção 3.6. As imagens obtidas através do MEV ajudaram a confirmar a formação granular das amostras produzidas (ver figuras 4.7 e 4.8).

Figura 4.7: Imagens obtida pelo MEV das amostras calcinadas em 400 e 500oC em atmosfera

ambiente

Figura 4.8: Imagens obtida pelo MEV das amostras calcinadas em 600 e 700oC em atmosfera