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1.3. Bilişsel-Davranışçı Psikoterapi Yaklaşımı

1.3.1. Bilişsel Psikoterapi Yaklaşımı

1.3.1.1. Bilişsel Psikoterapinin Temel Kavramları

Nesta seção serão discutidas as diferentes abrangências que cada vertente do pensamento enxuto apresentadas anteriormente possuem em relação aos seguintes níveis empresariais: chão-de-fábrica, empresa e cadeia de suprimentos. Sendo assim, serão definidos estes três conceitos e como eles serão desenvolvidos neste trabalho.

TUBINO (1997) define a função produção dentro de uma organização, como sendo o centro dos sistemas produtivos, sendo responsável por gerar os bens ou serviços comercializados pelas empresas. A função produção transforma bens ou serviços por meio de um ou mais processos organizados de conversão. Assim, chão-de- fábrica pode ser definido como sendo a entidade física da função produção de uma empresa. Para SLACK et al. (1997) a função produção é central para a organização porque produz bens e serviços que são a razão de sua existência, mas não é a única e nem, necessariamente, a mais importante.

Para que o objetivo do chão-de-fábrica seja atingido, os sistemas devem exercer uma série de funções operacionais, cada uma com suas responsabilidades específicas. SLACK et al. (1997) afirmam que na prática, diferentes organizações adotarão diferentes estruturas organizacionais e definirão funções também diferentes. Entretanto, a maioria das organizações se agrupam em três funções básicas principais: finanças, marketing e como já citada, produção. Além destas três funções principais, ainda temos outras que denominamos funções de apoio e que suprem ou apóiam a função produção. São elas: PCP, recursos humanos, compras, engenharia/suporte técnico e manutenção. Segundo nossa ótica, a empresa seria o inter-relacionamento dessas três funções principais, suportadas pelas funções de apoio, visando gerar os produtos finais (bens ou serviços).

O último nível empresarial é chamado de cadeia de suprimentos. De acordo com SLACK (1997), o gerenciamento da cadeia de suprimentos pode ser definido como “a gestão completa do suprimento de matérias-primas, manufatura,

montagem e distribuição ao consumidor final”. Segundo ele, o objetivo da cadeia de

suprimentos seria a focalização na satisfação dos clientes finais, a formulação e implementação de estratégias baseadas na obtenção e retenção de clientes finais e o gerenciamento eficaz e eficiente de toda a cadeia.

Após a definição de como o chão-de-fábrica, empresa e cadeia de suprimentos se apresentam nesta dissertação, será discutido como os vários conceitos que constituem a filosofia da produção enxuta em cada uma das abordagens apresentadas se distribuem em relação aos três níveis empresariais apresentados acima.

A figura 2.5 demonstra como os vários princípios da produção enxuta se distribuem ao longo da cadeia de valor constituídos pelo chão-de-fábrica, empresa e cadeia de suprimentos.

FIGURA 2.5: Distribuição dos princípios do pensamento enxuto ao longo da Cadeia de Valor

Ao centro da figura, pode-se identificar com relação ao chão-de-fábrica, pelo menos cinco dos princípios apresentados anteriormente: produção puxada/JIT, produção em fluxo contínuo, qualidade seis sigma, autonomação e segurança, ordem e limpeza. A definição destes conceitos mostra que eles estão intimamente ligados às melhorias nos processos de produção, ou seja, estão ligados à função produção da empresa, demonstrando claramente o seu posicionamento em relação ao chão-de- fábrica.

Ao deslocarmos um pouco mais em direção à extremidade da figura, deparamos com conceitos voltados à empresa como um todo, podendo ser ilustrados pelos seguintes princípios: gerenciamento visual, trabalho em time e expansão do pensamento enxuto para outras áreas da empresa. Este último, deixando transparecer o alto foco que estes conceitos apresentam em relação à implementação da filosofia da produção enxuta em toda a organização.

Por último, a determinação de valor para o cliente, a identificação da cadeia de valor, a busca da perfeição, a intenção de fazer o valor fluir ao longo da cadeia de valor, são conceitos que buscam estender o pensamento enxuto para fora das fronteiras da empresa, visando atingir toda a cadeia de suprimentos e sendo assim, relacionados a ela.

A figura 2.6 ilustra o grau de foco que cada abordagem do pensamento enxuto possui em relação ao chão-de-fábrica, empresa e cadeia de suprimentos.

De acordo com GODINHO FILHO & FERNANDES (2002), a primeira abordagem da produção enxuta tem como foco principal a análise de fluxo de valor e a produção puxada. Neste caso, a primeira abordagem possui um alto foco na cadeia de suprimentos devido à preocupação com a análise de todo o fluxo de valor e um foco médio no chão-de-fábrica, por prever mecanismos de produção puxada, como Kanban e

Primeira abordagem Segunda abordagem Terceira abordagem Abordagens da Produção Enxuta

G rau de foco b a ix o m é d io a lt o

Foco na cadeia de suprimentos Foco na empresa

Foco no chão de fábrica

FIGURA 2.6: Abrangência das abordagens da produção enxuta

A segunda vertente, apesar de não usar o termo análise do fluxo de produção, tem um foco bastante alto na produção just-in-time, que é o seu principal conceito. Sendo assim, concluímos que para esta segunda abordagem do pensamento enxuto o foco principal seria justamente o chão-de-fábrica.

Finalmente, a terceira abordagem do pensamento enxuto, prega princípios que estão relacionados com o chão-de-fábrica, como por exemplo, a produção just-in-time, mas também apresenta certos conceitos que estão relacionados ao ambiente da organização como um todo, como qualidade seis sigma, gerenciamento visual, times que tomam decisões. Sendo assim consideramos que esta terceira vertente possui um alto foco na empresa, pois através dos seus princípios busca atingir toda a organização. Portanto, segundo a figura 2.6 demonstra, pode-se considerar que esta última abordagem possui um alto foco na empresa e no chão-de-fábrica e um baixo foco na cadeia de suprimentos.

3 A QUARTA ABORDAGEM PARA A PRODUÇÃO ENXUTA