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1. KAMU İDARESİ HAKKINDA BİLGİ

1.4 Finansal Tablolar

1.4.1 Bilanço (Finansal Durum Tablosu)

Ao fornecerem informações e explicações sobre o desenvolvimento humano em cada uma de suas fases e, mais especificamente, ao enfatizarem a relação com o contexto e com a cultura como imprescindíveis nesse processo de desenvolvimento, as teorias de Wallon e Vigotski constituem-se preciosas ferramentas para a educação, já que possibilitam a adequação das práticas pedagógicas às características pessoais e sociais, às necessidades e possibilidades das crianças.

Considerando as contribuições dos dois autores, podem-se realizar algumas reflexões: 1. A escola oferece conteúdos e desenvolve modalidades de pensamento bastante específicos, o que torna essa instituição insubstituível na apropriação pelo sujeito da experiência culturalmente acumulada;

2. O meio, que inclui os objetos físicos e as relações humanas, é de extrema importância para o desenvolvimento da pessoa. É desse meio que a criança retira os recursos para a sua ação e é nele que aplica as condutas de que dispõe. Segundo Wallon, o meio muda conforme muda a idade e, portanto, as capacidades da criança, ou seja, cada etapa do desenvolvimento define um tipo diferenciado de relação da criança com o seu ambiente. Nesse sentido, é de fundamental importância que o ambiente físico das instituições de Educação Infantil seja planejado e estruturado de acordo com as características e possibilidades das crianças. Esse planejamento deve incluir reflexões sobre o espaço no qual a atividade será realizada e o tempo destinado à sua realização, sobre os objetos que serão disponibilizados à criança, sobre a disposição do mobiliário e sobre as possibilidades de interação oferecidas. É importante destacar, como lembra

Machado (2004), que a instituição de Educação Infantil desempenha um papel importante na formação da personalidade da criança a partir do momento que lhe possibilita uma vivência social diferente daquela experienciada no ambiente familiar. Ao interagir com outros adultos e crianças, obtém uma noção mais objetiva de si própria, o que contribui para a diferenciação eu-outro e para o enriquecimento de sua personalidade.

3. O papel do outro na construção da pessoa é indiscutível. O indivíduo se constitui enquanto tal, principalmente, através das interações que estabelece com o outro. Transpondo essa reflexão para a instituição de Educação Infantil, pode-se inferir que as interações da criança com o professor e com as outras crianças tornam-se condição para a construção não só de conhecimentos, mas da sua personalidade como um todo. Assim, cabe ao professor não apenas permitir, mas também promover situações de interação no cotidiano das instituições.

4. O papel mediador do professor na dinâmica das interações interpessoais e na interação das crianças com os objetos de conhecimento é evidente. O professor deixa de ser o agente exclusivo de informação e formação das crianças, uma vez que a interação com as outras crianças também assume um papel fundamental no desenvolvimento e aprendizagem de cada uma delas. Seu papel, contudo, é de extrema importância já que é ele quem irá possibilitar e mediar as interações das crianças entre si e delas com os objetos de conhecimento. Entretanto, para que esse profissional possa intervir de forma adequada, ou seja, para que possa planejar estratégias que permitam avanços, reestruturações e ampliações do conhecimento das crianças, ele precisa conhecê-las bem e compreender a forma como elas pensam o mundo. Dito de outra forma, esse professor precisa conhecer as características, hipóteses, descobertas, opiniões e dúvidas das crianças com as quais trabalha, o que só pode ser atingido através de uma relação de diálogo em que elas sintam-se à vontade para expressar aquilo que já sabem e o que ainda não compreenderam.

5. A prática pedagógica precisa ser pautada nas necessidades das crianças como um todo e promover o seu desenvolvimento em todos os aspectos: afetivo, social, cognitivo e psicomotor. Dessa forma, não deve haver uma ênfase exacerbada apenas no âmbito cognitivo, como é o caso de algumas propostas intelectualistas de ensino, afinal,

“a inteligência ocupa um status de parte no todo constituído pela pessoa” (GALVÃO,

6. O movimento e a brincadeira assumem um lugar essencial no desenvolvimento da criança e, dessa forma, as instituições de Educação Infantil devem prever espaços nos quais elas possam realizar movimentos amplos, como correr, pular, rolar, brincar... e os professores precisam programar atividades em que as crianças possam usufruir desses espaços e prever tempo suficiente para que as brincadeiras surjam, desenvolvam- se e se encerrem. Segundo Dantas (2005), contudo, mesmo na imobilidade, as crianças precisam mudar de posição, isto é, quando estão paradas, não necessitam estar apenas sentadas nas cadeiras, mas podem ficar deitadas, ajoelhadas, em pé... Infelizmente, via de regra, os docentes acreditam, equivocadamente, que a única alternativa para a imobilidade é a impulsividade. Além disso, a vivência de situações em que a criança dirige a própria ação torna-se condição para que ela venha a controlá-la, isto é, para que se desenvolva seu autocontrole e sua independência. São situações simples, em que as crianças tenham a liberdade de escolher a própria atividade bem como a postura corporal para desenvolvê- la.

7. A emoção ocupa um lugar privilegiado no desenvolvimento do sujeito, em especial da criança pequena e, portanto, verifica-se a necessidade de uma boa relação afetiva21 entre o professor e a criança no contexto da Educação Infantil. Este profissional deve estar atento à forma como se refere à criança e ter consciência de que suas atitudes para com ela terão repercussões (positivas ou negativas) no seu desenvolvimento psicológico, no intelectual e no social;

8. Os conflitos, crises e contradições são pontos fecundos para a construção da pessoa humana. Sabendo da importância e necessidade das condutas de oposição da criança em relação ao outro para o processo de construção de sua personalidade, o professor pode atribuir um valor positivo ao conflito e procurar estratégias pedagógicas para contornar as situações que envolvem maior descontrole emocional. Tendo em vista o antagonismo entre razão e emoção, pode-se concluir que quanto maior clareza o professor tiver sobre os fatores que provocam as situações de conflito, maiores possibilidades ele terá para controlar suas reações emocionais e, consequentemente, encontrar possíveis soluções para resolvê-las. Segundo Galvão (2008), tendo consciência de que é um elemento nitidamente diferenciado do restante do grupo e, portanto, alvo privilegiado para o exercício da oposição, o professor poderá receber com

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É importante lembrar que, para Wallon, as emoções, assim como os sentimentos e os desejos, são manifestações da vida afetiva.

maior distanciamento as atitudes de oposição, sem tomá-las como uma afronta pessoal. É importante, contudo, que o professor tenha consciência dos fatores que provocam os conflitos para não confundir, por exemplo, aqueles acarretados pela impulsividade motora da criança, daqueles desencadeados pela oposição sistemática ao outro numa busca constante de construção do eu.

Observa-se, assim, que, no contexto da Educação Infantil, os docentes podem contribuir tanto de forma positiva para o desenvolvimento das crianças, acolhendo-as, colocando-lhes limites, possibilitando que brinquem, se movimentem e se expressem, como de forma negativa, por meio de atitudes demasiadamente complacentes em relação aos seus desejos ou reprimindo-as excessivamente.

Benzer Belgeler