2. GENEL BİLGİLER
2.7. Uykuya Etki Eden Faktörler
2.7.7. Beslenme ve Uyku
Mike Rother e John Shook (2003) explicam como criar mapas para cada tipo de fluxo de valor e mostram como esse mapa pode ensinar gestores, engenheiros, colaboradores da produção, planejadores, fornecedores e consumidores a ver valor, diferenciar valor de desperdício e eliminar desperdícios. Mapeamento de fluxo de valor é uma ferramenta qualitativa pelo qual se descreve em detalhes como a instalação deve funcionar de modo a criar o fluxo (ROTHER; SHOOK, 2003).
Graças a sua versatilidade, o MFV pode ser aplicado a praticamente qualquer fluxo de valor. A revisão de literatura para esta técnica demonstrou sua aplicação em fluxos de hospitais (HENRIQUE et al., 2015), em empresa calçadista (LIMA et al., 2016), em empresas de construção (BULHÕES; PICCHI; GRANJA, 2005; PASQUALINI; ZAWISLAK, 2005; KO; TSAI, 2013), em processos de projeto habitacionais (LEITE; NETO, 2013; KO; CHUNG, 2014), em processos de usinagem (VENKATARAMAN et al., 2014), em linha de montagem automatizada (AZIZI; MANOHARAN, 2015) e em desenvolvimento de produtos de software (ALI; PETERSEN; DE FRANÇA, 2015).
A prática de mapeamento de fluxo de valor permite que se aprenda a ver o chão de fábrica de uma forma que suporte a produção enxuta (ROTHER; SHOOK, 2003). Mas a compreensão e utilização de MFV requer o conhecimento de alguns termos descritos no quadro 6 baseados na produção enxuta.
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Quadro 6 – Termos de produção enxuta para gerenciamento de fluxos de trabalho
N. Desperdício Descrição
1. Fluxo de trabalho
Movimento de informação e materiais ao longo de uma rede de especialistas interdependentes (EMUZE; SAURIN, 2016)
2. Valor
Inerente a um produto, a julgar pelo cliente. É criado por meio de uma combinação de ações, algumas das quais produzem valor
percebido pelos clientes e algumas das quais são meramente necessárias dada a configuração atual do processo de concepção e
produção. 3. Atividade que
acrescenta valor
Qualquer atividade que o cliente julgue como de valor. Tarefas que se excluídas do processo afetam o valor do produto deixando ele
menos valioso. Por exemplo: etapas de projeto e fabricação. 4.
Atividade que não acrescenta
valor
Qualquer atividade que acrescenta custo, mas nenhum valor para o produto ou serviço do ponto de vista do cliente. Por exemplo:
retrabalho.
5. Tempo de ciclo Tempo necessário para produzir uma parte ou completar um processo calculado por meio de uma medição real. 6.
Tempo de ciclo com valor
agregado
O tempo que transforma o produto de uma forma que o cliente está realmente disposto a pagar.
7.
Tempo de ciclo sem valor
agregado
O tempo gasto em atividades que agregam custos, mas nenhum valor a partir da perspectiva do cliente. Por exemplo: armazenagem,
inspeção e retrabalho. 8. Lead Time
Tempo que o cliente tem de esperar para obter produto. Incluindo esperas, atrasos de processamento e atrasos quando os pedidos
excedem a capacidade de produção.
9. Takt time
Tempo de produção disponível dividido pela demanda dos clientes. A finalidade do tempo do ciclo é para coincidir precisamente a produção com a demanda. Ele fornece os “batimentos cardíacos” de
um sistema de produção enxuta.
Em alguns casos pode ser entendido como a média de tempo das atividades de um processo (HICKS et al., 2015)
Fonte: Adaptado de Shook e Marchwinski (2014)
O MFV compreende o levantamento de todas as ações para trazer um produto tanto da matéria-prima para o cliente, quanto da concepção ao lançamento (ROTHER; SHOOK, 2003). Essa é uma técnica Lean qualitativa usada para analisar e projetar o fluxo de materiais e informações necessárias para entregar um produto, serviço ou projeto para um consumidor. O MFV concentra-se em analisar a variável tempo de cada processo, além de proporcionar a visualização do fluxo e processos do início ao fim do desenvolvimento de um produto.
Um exemplo de um mapa do estado atual é apresentado na figura 13. Trata-se de um mapa do fluxo de valor de processo de projeto de edificação, cujo foco se dá no projeto de arquitetura. A sequência de atividades situadas na base do mapa se refere ao fluxo de trabalho do arquiteto e as atividades situadas acima deste fluxo ocorrem externamente. É possível observar que o arquiteto é o responsável pelas primeiras tarefas e às executa de forma
independente, enquanto que os engenheiros responsáveis pelos projetos estrutural e de equipamentos devem esperar a conclusão destas tarefas predecessoras antes de analisar e dar sua contribuição. Diante desta situação Ko e Chung (2014) propuseram um novo fluxo com a mudança envolvendo os engenheiros no início do processo de projeto, já na primeira atividade.
Figura 13 – Exemplo de mapa do fluxo de valor de processo de projeto.
Fonte: Ko e Chung (2014)
Desenhar o mapa do estado atual coletando dados no local de trabalho é o primeiro passo de uma metodologia que utiliza o MFV. Esse mapa do estado atual será a linha de base para desenhar um mapa do estado futuro que deverá conter ideias e recomendações que visam melhorar situações indesejadas identificadas no estado atual. O passo final é escrever o plano de implementação que descreve como alcançar o estado futuro.
A figura 15 demonstra um exemplo de mapa do fluxo de valor de linha de produção industrial de barra de chocolate. Os símbolos setas situadas na porção superior representam o fluxo de informações, enquanto que os ícones, setas e as caixas de informações situadas na porção inferior do mapa representam o fluxo do produto. As caixas de informações contêm dados detalhados de cada processo e as informações mais importantes são resumidas nas linhas situadas na base do mapa. Finalmente a ficha técnica é apresentada no canto inferior direito e sintetiza o estado atual do processo mapeado. Dessa forma fica evidente a real situação do processo de produção, especialmente indicando o tempo demandado por cada processo e entre eles. Essa metodologia permite analises dos participantes comprometidos coma melhoria dos processos.
53 Figura 14 – Exemplo de MFV de linha de produção de barra de chocolate.