2. ELEŞTİREL DÜŞÜNCENİN KAVRAMSAL TEMELLERİ
2.2. Frankfurt Okulu Düşünürleri ile Adorno’nun Karşılaştırılması
2.2.3. Benjamin ve Sanat Yapıtı
A Comissão de Serviços Públicos de Energia foi criada pela Lei Complementar nº 833, de 17 de outubro de 1997, posteriormente, regulamentada pelo Decreto nº 43.036, de 14.04.1998. No ano seguinte foi aprovado o seu regimento interno por meio do Decreto nº 43.835, de 8.02.1999. Todos durante a gestão do então Governador Mário Covas.
A CSPE é uma autarquia estadual vinculada à Secretária de Energia do Estado de São Paulo, cuja finalidade, consoante a sua lei instituidora, é regular, controlar e fiscalizar a qualidade do fornecimento; bem como os preços, tarifas e demais condições de atendimento ao usuário dos serviços públicos de energia nesse Estado.
Nesse sentido, enxerga-se a especialidade dessa autarquia, devendo atuar dentro da finalidade para a qual foi criada, contando com um corpo de funcionários bem caracterizados à demanda técnica e econômica desse setor [servidores altamente especializados]. O que se percebe na definição da sua estrutura de seu comissariado, de grupos técnico e comercial, ou seja, as disposições sobre os diversos cargos existentes nessa autarquia [autonomia técnica].
A autonomia financeira pode ser visualizada pela previsão de receitas próprias, como por exemplo, a taxa de fiscalização do serviço a ser cobrada dos concessionários55, regulamentada, posteriormente, e tendo como valor máximo 0,5% da receita bruta anual do titular da concessão [art. 32 do Decreto nº 43.036, de 14.04.1998].
O poder de editar normas, conferido de forma abstrata e geral na lei instituidora da CSPE, veio expresso no art. 26 do Decreto nº 43.036, de 14.04.1998, que regulamentou a matéria. Nesse artigo são citados os atos administrativos os quais poderão ser editados pela Comissão, a saber: deliberações do Conselho Deliberativo; portarias56 do Comissário-Geral; despachos, com decisões finais ou interlocutórias, em processos de instrução da Autarquia; pareceres de caráter técnico, jurídico ou administrativo; instruções relativas a decisões de caráter interno; e, ofícios, para os demais atos administrativos.
O dever [poder]57 de fiscalização consiste na tarefa de monitorar o cumprimento do contrato de concessão, bem como todas as questões relacionadas com a exploração do serviço
55 A matéria se encontra no art. 5º, da referida lei complementar, vide: “Constituirão recursos da Comissão: I - dotações orçamentárias e créditos adicionais originários do Tesouro do Estado; II - subvenções, auxílios, doações, legados e contribuições; III - rendas resultantes da aplicação de bens e valores patrimoniais; IV - retribuição por serviços prestados conforme fixado em regulamento; V - produto da arrecadação da taxa de fiscalização; e VI - outras receitas”.
56 As portarias foram dividas em de natureza interna com fins normativos, autorizativos e homologatórios; e as de natureza externa referente ao relacionamento com as concessionárias, permissionárias e autorizadas. Vale salientar que segundo a doutrina portaria tem acepção diferente dessa que foi data. Para Meirelles (2002, p.180) “portarias são atos administrativos internos pelos quais os chefes dos órgãos, repartições ou serviços expedem determinações gerais ou especiais a seus subordinados, ou designam servidores para funções e cargos secundários. Por portaria também se iniciam sindicâncias e processos administrativos (...). As portarias, como os demais atos administrativos internos, não atingem nem obrigam os particulares, pela manifesta razão de que os cidadãos não estão sujeitos ao poder hierárquico da Administração Publica. Nesse sentido já decidiu o STF”. Por isso, a doutrina mais atualizada entende que o ato indicado é a Resolução (MENEZELLO, 2001). Inclusive, a ANP, atualmente, passou a editar Resoluções.
57 Nessa acepção, Menezello (2001, p.71) expõe “o poder de fiscalizar está diretamente atrelado ao dever de fiscalizar o fiel cumprimento das obrigações legais e regulatórias para que os interesses da sociedade sejam preservados”.
público, consistentes na regulação editada posteriormente à edição da legislação e da assinatura do contrato de concessão.
Em relação ao controle, pode-se destacar que a Comissão se encontra submetida a controle do Tribunal de Contas do Estado, da Assembléia Legislativa, do Ministério Publico e do Poder Judiciário.
No que se refere ao mandato dos seus dirigentes, nota-se que não é possível a demissão58 ad nutum [ou seja, de livre destituição do Chefe do Executivo]. Eles são nomeados pelo Governador do Estado; e terão mandatos de quatro anos, permitida uma única recondução [art. 9º da Lei 833] [autonomia administrativa].
No § 1º, do art. 2º, encontram-se as diretrizes pelas quais a CSPE dirigirá as suas ações. Assim, depreende-se do texto que esse ente deverá buscar durante o exercício de suas atribuições a concretização da modicidade tarifária, da continuidade e da qualidade na prestação dos serviços, da igualdade dos usuários, do amplo acesso às informações e da publicidade em relação à situação do serviço e aos critérios tarifários. Posteriormente, foi acrescido pelo regulamento o dever da Comissão de publicar e divulgar relatórios anuais sobre suas atividades.
É importante considerar que essa lei concedeu a CSPE a função de deliberará sobre controvérsias surgidas em relação ao disposto nos contratos de concessões ou no relacionamento entre concessionários ou autorizados e usuários dos serviços de distribuição de gás canalizado.
À Comissão cabem atribuições delegadas pelo Poder Concedente [o Estado de São Paulo, titular da competência constitucional para prestação dos serviços de distribuição de gás canalizado] junto a outras previstas em lei, ressalta-se que o rol não é taxativo, a lei permitir outras funções ao órgão. Por tal configuração, entende-se que a CSPE se enquadra como uma agência reguladora submetida aos controles destinados a esses órgãos, dentre os quais se encontram os controles perante o judiciário, o legislativo e o direito administrativo.
Dessa forma, dentre o rol de competências se pode citar: regulamentar o serviço concedido e fiscalizar permanentemente a sua prestação; aplicar as penalidades
58 Nos termos do Decreto nº 43.036, de 14.04.1998, as formas de demissão dos dirigentes [Comissários] estão elencados no art. 15, ipsis litteris: “Os membros do Conselho Deliberativo e do Comissariado perderão o mandato nos seguintes casos: I - condenação transitada em julgado por crime doloso; II - condenação transitada em julgado por improbidade administrativa; III - decisão contrária em julgamento de contas pelo Tribunal de Contas do Estado de São Paulo, transitada em julgado; IV - ausência não justificada a 3 [três] reuniões consecutivas ou 5 [cinco] alternadas, por ano, a que devessem comparecer”. Vale salientar que não foi previsto um prazo de quarentena, nem que esses dirigentes passariam pelo crivo da Assembléia Estadual.
regulamentares e contratuais; homologar reajustes e proceder à revisão das tarifas na forma da lei, deste Regulamento, das normas pertinentes e do contrato; cumprir e fazer cumprir as disposições regulamentares do serviço e as cláusulas contratuais da concessão; zelar pela boa qualidade do serviço, receber, apurar e solucionar queixas e reclamações dos usuários, que serão cientificados das providências tomadas; estimular o aumento da qualidade, produtividade, preservação do meio ambiente e conservação; incentivar a competitividade; estimular a formação de associações de usuários para defesa de interesses relativos ao serviço. É importante frisar que a criação da CSPE é anterior a ocorrência das concessões e da venda das ações da Comgás, o que demonstra a coerência e consistência intertemporal do Governo do Estado de São Paulo, reforçando o alicerce regulatório do setor de gás natural nesse Estado.
3.2.4 Regulação por meio do contrato de concessão de distribuição dos serviços