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Belirli Süreli, Belirsiz Süreli Ve Sefer Esasına Dayalı Deniz Hizmet Sözleşmes

1.4 Deniz Hizmet Sözleşmesinin Türler

1.4.2 Belirli Süreli, Belirsiz Süreli Ve Sefer Esasına Dayalı Deniz Hizmet Sözleşmes

As gestantes hipertensas foram selecionadas no ambulatório de Pré- natal de Hipertensão Arterial e Gravidez – FM de Botucatu – UNESP, excluindo-se as portadoras de outras patologias concomitantes, como insuficiência renal crônica, diabete e cardiopatias.

O grupo controle foi selecionado na Clínica de Educação para a Saúde da Universidade do Sagrado Coração - Bauru, excluindo-se as portadoras de qualquer forma de hipertensão arterial crônica ou de outras patologias.

Após o aceite em participar da pesquisa foi feita uma breve explicação sobre a mesma e preenchido o termo de consentimento livre e esclarecido. (anexos n.º 1 e n.º2). A seguir cada gestante foi conduzida para uma sala individual onde foram obtidos os dados demográficos juntamente com a realização da entrevista (anexos n.º3 e n.º4) e aplicação do teste.

Para o diagnóstico da personalidade usamos o teste H.T.P. (casa- árvore-pessoa) na forma monocromática e para a sondagem dos aspectos emocionais a entrevista semi-estruturada.

3. Sujeitos

Participaram 70 gestantes, que ao serem incluídas no estudo, estavam entre a 16a. e 36a. semanas de idade gestacional. Destas, 35 tinham

diagnóstico de hipertensão arterial crônica, e foram atendidas no ambulatório de Pré-natal de Hipertensão Arterial do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina de Botucatu – UNESP e, 35 eram normotensas, e foram atendidas na

________ Capítulo II – Sujeitos e Métodos 43

Clínica de Educação para a Saúde da Universidade do Sagrado Coração - Bauru, formando o grupo controle.

Na seleção da amostra do grupo de gestantes hipertensas, buscando garantir homogeneidade, houve o controle de algumas variáveis consideradas relevantes.

Descrevemos abaixo as variáveis justificando sua escolha:

Faixa etária: A faixa etária escolhida foi entre 20 e 35 anos, considerada segundo a classificação de Havighurst. Abaixo de 20 anos a gestante teria a particularidade, ligada ao desenvolvimento da personalidade, que é a adolescência com suas implicações específicas. Acima dos 35 anos, a gravidez já é considerada por vários autores como gravidez de risco sem que nenhuma patologia esteja a ela associada.

Hipertensão Arterial Crônica: Quando havia história de hipertensão arterial crônica, de qualquer etiologia, anterior à gestação, ou valor de pressão arterial de 140 x 90 mm Hg ou mais, antes da 20.ª semana de gestação.

Não estar em psicoterapia: Por ser a psicoterapia um método de investigação e intervenção que consiste na evidenciação do significado inconsciente, e sendo este o nosso objeto de estudo, consideramos ter esta variável grande influência sobre o material pesquisado. Buscando conhecer as fantasias inconscientes das gestantes, não se poderia correr o risco dessas fantasias estarem sendo vivenciadas como conseqüência do processo terapêutico.

Não ter realizado anteriormente o teste H. T. P.: que poderia influenciar o novo teste.

________ Capítulo II – Sujeitos e Métodos 44

4. Instrumentos

Técnica Projetiva H.T.P.

Para a investigação da personalidade das gestantes foi utilizado o teste H. T. P. (Buck,2003; Campos, 2000)

De acordo com Campos (2000), a aplicação da técnica H.T.P. consiste em pedir à gestante, individualmente, que faça os desenhos de uma casa, de uma árvore e de uma pessoa consecutivamente. Em seguida solicita-se o desenho de outra pessoa, do sexo oposto ao desenhado anteriormente e aplica-se o inventário do teste, isto é, um questionário de associações que busca melhor compreensão de significados específicos e problemas particulares do desenho. (anexo n.º 5)

A casa, como local de moradia, simboliza a cena das relações intrafamiliares, desde as mais satisfatórias até as mais frustrantes. Pode simbolizar um auto-retrato, fornecendo ao examinador ricas informações sobre as relações do indivíduo com a realidade e a fantasia, sobre os contatos que faz com o meio e também sobre a maturidade e o ajustamento psicossexual. Provoca associações referentes à vida doméstica no passado, presente ou como gostaria que fosse no futuro. Fornece, ainda dados sobre as relações familiares, pois simboliza o lugar onde são buscados os afetos, a segurança e as necessidades básicas que encontram preenchimento na vida familiar. Simbolicamente a casa pode, também, representar a imagem corporal.

Os dados psicológicos levantados são obtidos pelo significado funcional dos elementos do desenho, pelo seu formato e por meio do aspecto simbólico ligado a cada detalhe. O telhado, a parede, a porta e as janelas são detalhes considerados essenciais no desenho da casa.

O uso da árvore como teste projetivo é baseado na suposição de ser um auto-retrato ou uma elaboração inconscientes da auto-imagem, que é relacionado com os três maiores campos da personalidade humana (instintivo, emocional e intelectual). Simbolicamente, as raízes significam a vida instintiva e os sentimentos que se referem ao contato com a realidade; o tronco representa a vida emocional ou o domínio emocional sobre as pressões do ambiente e tensões internas; e a copa revela a vida intelectual e social, as

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trocas com o ambiente, a busca de realizações e a distribuição dos investimentos psicológicos na área da fantasia.

O desenho da árvore reflete os sentimentos mais profundos e inconscientes do examinando sobre si mesmo, enquanto que a figura humana converte-se em um veículo de expressão dos aspectos mais conscientes e de sua relação com o meio.

O desenho da figura humana manifesta três tipos de projeções: um auto- retrato, o eu ideal ou ideal do eu e percepções das pessoas significativas. Ao desenhar seu auto-retrato o examinando desenha o que acredita ser. Além do eu físico, o sujeito pode projetar no desenho um quadro do eu psicológico, isto é, projeta a idéia psicológica que tem de si mesmo, podendo esta não corresponder a seu real aspecto físico. Cada examinando elabora seu auto- retrato à própria maneira, acentuando e/ou modificando as diferentes partes em função dos mecanismos de sua personalidade e de toda sua vivencia passada e presente. O fato é que o auto-retrato pode ser distorcido da realidade, porque muitas vezes tal imagem associa-se a aspectos idealizados ou patológicos que geralmente refletem dificuldades profundas com o próprio corpo.

O eu ideal ou ideal do eu pode ser observado em desenhos que refletem características que o examinando não possui, mas desejaria possuir.

Pessoas significativas, ou características (aspectos) delas, podem ser projetadas nos desenhos da figura humana mostrando a grande importância que têm na vida mental dos que as desenham.

Entrevista

Nosso objetivo na utilização da entrevista foi responder à necessidade de extrair dados que nos permitissem formular hipóteses sobre a vida emocional das gestantes dos dois subgrupos e também interpretar com maior precisão os dados obtidos através da técnica projetiva.

A entrevista também foi utilizada como meio de conhecer um pouco mais sobre a vida emocional das gestantes dos dois grupos. De acordo com nossos estudos sobre as emoções, adotamos para nossa investigação a idéia das emoções básicas: amor, alegria, medo, raiva e tristeza.

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Utilizamos em nossa pesquisa a entrevista semi-estruturada. Segundo Davidoff (2001), as entrevistas semi-estruturadas são assim denominadas porque o entrevistador tem clareza de seus objetivos, dos tipos de informações necessárias para atingi-los, de como essas informações devem ser obtidas, quando ou em que seqüência, em que condições devem ser investigadas e como devem ser consideradas (utilização de critérios de avaliação). Por esses motivos, as entrevistas semi-estruturadas são muito úteis quando se necessita e deseja a padronização de procedimentos e registros de dados.

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Capítulo II – Resultados 48

De todas as gestantes convidadas a participar do estudo, quatro gestantes normotensas e 10 gestantes hipertensas não aceitaram. A média da faixa etária das gestantes normotensas foi de 26 anos e das gestantes hipertensas foi de 29 anos. A média da idade gestacional, ao participar do estudo, foi de 26 semanas para os dois grupos estudados. As demais características demográficas (cor, estado civil, grau de instrução e paridade) encontram-se no quadro 1, havendo predomínio de gestantes da cor branca e com união estável nos dois grupos estudados. Verifica-se maior incidência de mulheres com ensino fundamental entre as gestantes hipertensas e equivalência entre ensino fundamental e médio entre as gestantes normotensas. No grupo de gestantes normotensas há equivalência entre nulíparas e multíparas, enquanto no grupo de gestantes hipertensas predominam as multíparas.

Quadro 1. Caracterização de variáveis demográficas da população de gestantes estudadas.

Gestantes

Características demográficas Normotensas Hipertensas

n % n %

Cor Branca 22 62,9 26 74,3

Não-branca 13 37,1 09 25,7

Estado civil União estável 26 74,3 33 94,3

Solteira 09 25,7 02 5,7 Instrução Fundamental 16 45,7 32 91,4 Médio 17 48,6 03 8,6 Superior 02 5,7 0 0 Paridade Nulípara 19 54,3 06 17,1 Multípara 16 45,7 29 82,9

Capítulo II – Resultados 49

No quadro 2 encontramos a descrição dos sentimentos das gestantes sobre a hipertensão arterial e dos conhecimentos referentes a influencia da doença sobre a gravidez.

Quadro 2 - Dados sobre os sentimentos e conhecimentos das gestantes em relação à pressão alta.

Caso n.º.

Sentimento Conhecimento

01 Me sinto normal. Um pouco

preocupada, mas estou controlando. Pode ser perigoso para o nenê, ele pode morrer ou nascer antes do tempo.

02 Seria melhor se não tivesse. Mas estou

cuidando. O nenê pode nascer antes da hora ou até morrer dentro da barriga

03 Esse é o 4o. filho que vou ter depois de

descobrir que tenho pressão alta. Tratei sempre e deu certo. Dois nasceram antes do tempo. Nessa, está muito alta e eu fico nervosa.

Eu sei que é perigoso; pode ser pra gente ou pro nenê. Pode matar.

04 Procuro não pensar muito nisso. Hummmm!, é um problema. Eu já perdi

um nenê por causa disso.

05 Um pouco nervosa. Gostaria de vir na

consulta toda semana, mas eles falam que não precisa.

Pode ser perigoso pro nenê e pra mãe. As veias podem estourar e daí, morrem os dois.

06 Não é nada bom. Tem sempre algum

risco. Eu fico nervosa. Fica mais perigoso ainda por causa do nenê. Ele fica com pressão alta também

e se sente mal também. Pode querer nascer antes da hora.

07 Com medo. Até agora está tudo bem. Que é pior que pressão alta sem

gravidez. O nenê pode nascer pré- maturo.

08 Me sinto normal. Eu cuido direitinho. Que pode provocar morte no bebê.

Pode ter problemas para a mãe na hora do parto se a pressão subir muito. Problema de hemorragia.

09 Com medo. Por isso tomo sempre a

pressão. O nenê pode nascer pré-maturo ou morto.

10 No começo com medo, agora não mais.

Capítulo II – Resultados 50

Caso n.º.

Sentimento Conhecimento

11 Às vezes me sinto correndo um grande

perigo; mas depois penso que vai dar certo.

Que é perigoso pra mãe e pro bebê. Pode ser um parto difícil.

12 Preocupada e com medo. Que é pior ainda. Tudo o que acontece

no corpo da mãe, acontece também com a criança. Ela pode estourar dentro da gente. O coração estoura.

13 Chateada. Tive ela alta em todas as

gravidezes; nasceram sempre pré- maturos mas sempre acabou bem.

Que é um problemão. É perigoso no parto.

14 Com muito medo. É pior ainda. Cansa mais o coração,

fica explodindo, saindo pela boca. Também é perigoso pro bebê.

15 Muito mal. Tenho muito medo do parto.

A gente conversa com a mulherada aí fora e fica sabendo de coisa de arrepiar os cabelos.

Quem tem pressão alta não devia engravidar, mas todo mundo tem direito a ter um filho, não é mesmo?

16 Contente por estar grávida. Antes ficava

preocupada; agora, deixa correr.

Pode perder o bebê.

17 Me passam coisas pela cabeça porque

eu já tive um com problema. Sei que é muito sério.

Que o nenê pode nascer com problemas.

18 Me sinto mal, com muito medo do parto. Que é grave. Já perdi um nenê por

causa disso. 19

Não soube responder Pode ser perigoso para as mães e principalmente para os bebês.

20 Um pouco preocupada. Que é muito perigoso.

21 Evito pensar nisso porque sei que não é

nada bom. Que pode morrer a mãe e o bebê se não tratar.

22 Fico com medo que algo grave

aconteça na hora do parto. Tenho medo de morrer e deixar meus filhos.

Que é perigoso por causa do risco de infarto.

23 Tenho medo mas está sob controle. Que pode perder o nenê.

24 Preocupada. Pode ter risco de aborto.

Capítulo II – Resultados 51

Caso

n.º. Sentimento Conhecimento

26 Estou tranqüila. Pode prejudicar, não sei como, o nenê.

27 Eu devia estar acostumada.Esta é minha 4a. gravidez com pressão alta e

em todos os partos eu tive problemas ( hemorragia e pré-maturo). Mas estou muito nervosa.

Pode dar derrame na mãe na hora do parto.

28 Procuro não pensar; mas tem hora que

me dá um sufoco no peito, fico com medo que alguma coisa séria possa acontecer.

Sei que é perigoso na hora do parto.

29 Com medo. Já perdi um. As mãos formigam, fico inchada, é bem

complicado.

30 Nervosa e com medo. Dá falta de ar, sudorese, tremores e dor

de cabeça. O nenê pode morrer.

31 Assustada. Que é perigoso para mim tanto quanto

para o nenê. Não sei que tipo de perigo. Não me falaram e eu não perguntei.

32 Muito preocupada e com medo. Sei que é muito perigoso e que o nenê

pode morrer. Já senti isso na pele.

33 Tenho medo. Pode dar eclampsia, pode perder o

bebê, os remédios podem diminuir o líquido uterino.

34 Evito pensar. Não sinto nada.

35 Horrível;. O dia que a pressão sobe me

dá muita tristeza. Já perdi um por causa disso.

É perigoso, pode perder o nenê.

As gestantes demonstram, em sua maioria, medo e preocupação por

estarem grávidas e serem portadoras de hipertensão arterial, ainda que não tenham conhecimentos sobre o assunto, ou que seus conhecimentos sejam insuficientes e até mesmo equivocados.

Avaliando no quadro 9 as causas, relacionadas pelas gestantes dos dois grupos, de sentirem medo, salientamos que, apenas três (8,57%) gestantes

Capítulo II – Resultados 52

hipertensas (casos n.º 05, 08 e 29) e uma (2,85%) normotensa (caso n.º 15) relataram ter medo de morrer no parto. No quadro acima, podemos notar que, das 35 gestantes hipertensas, 16 (45,71%) gestantes responderam haver riscos somente para o bebê, duas (5,71%) somente para a mãe e oito(22,85%) reconhecem riscos para os dois; as demais (nove ou 25,31%) deram respostas que se enquadram em outras categorias. Observamos que somente quando estimuladas pela questão, a se referirem à hipertensão, é que as gestantes falaram de seus medos relacionados à mesma (ver quadro 9).

As gestantes foram questionadas a respeito de se considerarem calmas ou nervosas e sobre o motivo dessa percepção. No quadro 3 encontramos as respostas das gestantes.

Capítulo II – Resultados 53

Quadro 3 - Respostas apresentadas pelas gestantes quando questionadas sobre o motivo ou razão de se considerarem calmas ou nervosas.

Hipertensas calmas 37,14%

Normotensas calmas 51,43%

• Porque eu não grito com ninguém, só

choro escondida. Não sou de ficar dando escândalos.

• Procuro não pensar muito nos

problemas.Quem pensa muito acaba ficando doida. Faço tudo para ficar em paz.

• Ninguém ganha nada ficando nervosa.

• Eu me dou bem com todo mundo e sou

bastante quieta. Não arrumo rolo com ninguém; aliás, eu detesto confusão.

• Percebo que sou.

• Todo mundo fala que sou a rainha do

sossego.

• Não vale a pena esquentar.

• Porque eu sei e os outros dizem.

• Porque eu tenho muito controle sobre

as coisas.

• Sempre fui assim, puxei meu pai. Não

quero confusão com ninguém.

• Não sou de gritar, de dar escândalo, e

fujo o quanto posso de problemas.

• Eu já fui meio estressada mas me

tratei.

• Eu deixo a água correr.

• Raramente as pessoas me tiram do

sério.

• Não sei explicar, é minha mãe que

fala.

• Não sei. (4 respostas)

• Porque tenho muita paciência, não

brigo com ninguém, não sou de gritar.

• Diante das situações, eu procuro

saber direito o que aconteceu para poder entender.

• Sou quieta, ouço mais e falo menos.

• Porque tento resolver as coisas da

vida da melhor forma possível.

• É o meu jeito de ser. Procuro encarar

a vida com coragem e aceitar as coisas como elas são.

• Tenho sangue frio, como dizem.

• A vida já me deu umas lições. Aprendi

que não adianta se preocupar; o que tem que acontecer, acontece.

• Pelo meu jeito; sou devagar.

• Porque sei levar a vida sem estressar.

• Acho que é porque tento sempre me

Capítulo II – Resultados 54

Hipertensas nervosas

54,28%

Normotensas nervosas 28,57%

• Eu tenho muito problema. Meus filhos

me dão trabalho. Eu sou muito preocupada.

• Eu não sou de demonstrar mas fico me

remoendo por dentro quando acontece alguma coisa que não gosto.

• Acho horrível gente descontrolada. Todo

mundo repara.

• Tudo mexe comigo.Fico nervosa por

qualquer coisa, até tremo.

• Fico muito contrariada com as coisas,

não consigo me desligar dos problemas.

• Não sei.

• Tudo me abala. Até os problemas dos

outros mexem com meus nervos. Fico irritada por qualquer coisa.

• Porque sou preocupada com tudo.

• Não sei, o nervo é por dentro.

• Gostaria de saber, mas não sei.

• Pelo meu comportamento, choro muito.

• Porque qualquer coisa me irrita.

• Ponho coisas na cabeça, me preocupo

com qualquer besteira. Sou nervosa e fico guardando o nervoso.

• Porque tudo me deixa preocupada, triste

ou com medo. Sou muito “encucada”.

• É o meu jeito desde criança.

• Porque tenho muitos problemas.

• Um pouco por hereditariedade e também

devido a muitos problemas (ou faço de pequenos, grandes).

• Não tem motivo, já fui até na psicóloga.

• É muito difícil, eu estar calma.

• Sou fácil de irritar.

• Não tenho muita paciência; sou

estourada.

• Qualquer coisa me irrita e quando isso

acontece, sai de perto que eu aconteço.

• Porque sou assim desde pequena.

• Não consigo me calar diante das

coisas.

• Tudo me irrita e eu não deixo passar

nada.

• Sou muito brava e estourada.

• Sou muito preocupada com tudo.

• Choro muito fácil e sou muito

briguenta.

Capítulo II – Resultados 55

Hipertensas mais ou menos calmas 8,58%

Normotensas mais ou menos calmas 20%

• Me comparo com os outros e vejo que

fico na linha do meio.

• Às vezes dou uns gritos, mas nem

sempre. Só quando me tiram do sério.

• Vario de calma para nervosa; depende

da situação.

• Na maioria das vezes eu sou calma,

mas não pisa no meu calo, que eu perco a boa, rapidinho.

• Porque quando sinto raiva, fico

nervosa.

• Geralmente sou calma, meu marido é

que me deixa nervosa.

• Depende da situação. Tenho o meu

limite.

• Não sei.

• Depois que perdi um nenê, no 5o.mês

de gravidez, fiquei meio nervosa.

• Tem algumas coisas que me irritam; aí

eu perco a calma. Só que é raro isso acontecer.

Entre as gestantes normotensas, 51,43% se consideram calmas, 20% mais ou menos calmas e 28,57% nervosas. Entre as gestantes hipertensas 37,14% se consideram calmas, 8,58% se consideram mais ou menos calmas e 54,28% se consideram nervosas. Portanto, verificamos predomínio da percepção de nervosismo entre as gestantes hipertensas.

Observando as respostas das gestantes hipertensas que se consideram calmas, percebemos que existe mais a fuga das situações conflitantes do que propriamente a calma. Não é que elas deixem de sentirem-se nervosas, apenas não demonstram. No grupo das gestantes normotensas percebemos respostas qualitativamente mais adequadas a uma pessoa calma, argumentos mais convincentes, havendo apenas uma resposta onde é evidente a busca de controle.

As gestantes hipertensas nervosas reconhecem-se assim por vários motivos, porém nenhum deles ligados a qualquer manifestação ou desabafo. Não se reconhecem nervosas por demonstrarem o seu estado e sim, por sentirem-se nervosas. Nas respostas dadas pelas normotensas, a percepção do nervoso, está muito mais ligada a manifestações deste.

Capítulo II – Resultados 56

Analisando as gestantes que se consideram um pouco calmas e um pouco nervosas, os motivos apresentados nas respostas das gestantes hipertensas demonstram que essa percepção se dá, em uma delas, por comparação com outras pessoas, em outra por seu limite de tolerância ultrapassado e uma terceira alterna seu estado de acordo com a situação.

As gestantes também foram indagadas quanto à demonstração dos sentimentos, estando os dados apresentados no quadro 4.

Quadro 4 – Dados referentes às respostas das gestantes quando questionadas sobre a demonstração ou ocultação dos sentimentos

Hipertensas N % Normotensas N % Demonstro 11 31,42 Escondo: 22 62,85 Depende do sentimento 02 05,71 18 51,42 08 22,85 09 25,71

O quadro acima sinaliza dificuldades bem maiores por parte das gestantes hipertensas quanto à demonstração dos sentimentos.

As gestantes foram ainda questionadas sobre os sentimentos que não gostam de demonstrar para as outras pessoas e os resultados podem ser visualizados no quadro 5.

Capítulo II – Resultados 57

Quadro 5 - Dentre os sentimentos: Amor, Alegria, Medo, Tristeza e Raiva, qual o sentimento que você não gosta de demonstrar para as outras pessoas? (escolha o que menos gosta) .

Alegria 04 11,42 Amor 01 2,85 Medo 05 14,28 Raiva 13 37,14 Tristeza 10 28,57 Todos 02 5,71 Não tem 0 0 02 5,71 01 2,85 05 14,28 07 20,00 12 34,28 01 2,85 07 20,00

Entre os dois grupos observamos diferenças muito significativas nas respostas sobre os sentimentos que elas não gostam de demonstrar. Comparando as respostas e avaliando os indicadores do quadro acima, pode- se perceber que existe mais dificuldade na expressão da raiva entre as gestantes hipertensas, enquanto que entre as normotensas, a dificuldade maior se relaciona com a tristeza. Nota-se que 13 (37,14%) das gestantes