4. TÜRKİYE’DE DÖNÜŞMEKTE OLAN YEREL YÖNETİMLERİN
4.2. TÜRKİYE’DE YÜKSELEN BELEDİYECİLİĞİN YENİ GÖZDELERİ: “KADıN”
4.2.1. Belediyelerin “Kadın” Algısı
I.
o
ISOLAMENTO DE NIW NA SUCESSÃO DE HERMES DAFONSECA
O
ticulações entre os siwacionismos de vários estados da federaçâo vipolítico nacional foi marcado a partir de fins de 1912 por ar sando a escolha do candidato ii sucessão do marechal Hermes da Fonseca no pleito a ser realizado em março de 1914. A tentativa oc Nilo Peçanha de atuar no processo sucessório como força independenu:� do cillo Minas Gernis---Sâo Paulo iria lançá-lo contra o governo federal. criando con dições par.! a cisão interna com Oliveira Botelho e novamente afastando o nilismo do controlc polhico do Estado do Rio. A recomposiçiio do nilismo só ocorreria com a eleição do próprio Nilo à presidência do estado e com a garantia ue sua posse dada pelo novo presidente da Republica, Venceslau
Brás.
A candidatum preferida por Hermes da Fonseca ã sua sucessão era a de Pinnciro Machado. que acumulava a chefia do PRC com a vice-pn:sidencia do Senado e contava com o apoio do situacionismo gaúcho. O PRC não conseguiu porém unificar os demais siwacionismos esladuais. o que dificul tava a aceitação da candidatura de seu cnere. Se alguns estados do None e Nordeste. como Amazonas. Maranhão. Rio Grande do Norte e Sergipe. dispunham-se ,\ apoiar Pinheiro. os governos estaduais que haviam subido
ao poder através do movimento salvacionista e grosso modo apoiavam Hermes. recusavam-se a aceilar a candidatura do senador gaúcho. Este erd. o caso das chefias militares salvacioniSlas de Pernambuco. general Dantas
"E>te c�pitulo � Uma 'er� rnodirlCad� <lo documento de t�ho de M6n'u AI"",id� Korni. "Os impa,�. po.rd a con""lidllÇio do nili�: retomada . • nrrent�"",nIO e lOC<1fdo". A. altera.
ç<k� são d. "" IK'fI.abilidad. d� aulora.
Barreto. Alaaoas. general Clodoaldo da Fonseca. e Cearâ. coronel Franco Rabelo. e ainda do chefe do governo baiano. J. J. $eabra. Quanto a São Paulo e Minas Gerais. a hipótese de apoio a' Pinheiro sequer se colocava.ja que a direção politica dos dois estados nâo se alterara com a política salva· cionisla realizada pelo governo Hermes. e seu projeto eru re<:onquiSlar o poder federal.
Diante dessas dificuldades. que revelavam o esgotamento do pacto her mista. articularam·se algumas candidaturas alternativas à de Pinheiro. Nos primeiros meses de 1913. os dirigentes políticos paulistas e mineiros se uni· ram com o objetivo de indicar um candidato comum (e mineiro). formali· zando tal propósito através do Pacto de Ouro Fino. firmado em abril. Hou· ve. por outro lado. a tentativa de formação de uma terceira aliança. contra· ria tanlO à candidatur.t de Pinheiro quanto à indicação mineira. reunindo os estados de Pernambuco e Rio de Janeiro. Na verdade. esta aliança tinha o mesmo objelivo de Pinheiro. qual seja. o de formar um bloco político susten tado pelos estados de menor peso no quadro da política dos govemadores que pudesse se opor ao poder dos grandes estados. O candidalo cogitado por Dantas Barreto era Nilo Peçanha que. além de contar com o apoio de Oliveira Botelho. certamente receberia a solidariedade de J. J. Seabra e Clodoaldo da Fonseca.' Nilo seria assim o candidato apoiado pelas salva ções estaduais e por seus correligionários fluminenses. que ha muito defen· diam o lançamento de seu nome à presidéncia da República.
Oliveira Botelho integrou-se à iniciativa desses dirigentes estaduais, de articular uma candidatura outra que a de Pinheiro Machado. sem se sentir com isso obrigado a romper com Hermes. Sua recusa em aceitar o convite que lhe foi feito pelo ministro da Justiça Rivadavia Correia para disputar a vice-presidência na chapa de Pinheiro confirma seu compromisso com a candidatura Nilo e sua subordinação às decisões do chefe do PRCF.' O próprio Nilo, contudo. talvez prevendo a falta de sustentação política a seu nome, e desejando uma saída honrosa. declarou que s6 aceitaria a candida tura que fosse escolhida na convenção do PRC.' Em telegrama a Dantas Barreto. agradeceu sua indicação. recusando-a porém sob pretexto de que no partido havia outros nomes possíveis.'
A posição de neutralidade que Nilo procurou assumir não foi comparti lhada por Oliveira Botelho. embora ambos permanecessem solidários na condução da politica estadual. A inviabilidade da candidatura Nilo levou Botelho. aliado a Dantas 8arreto e J. J. Seabra. a negociar uma nova candi datura, através de uma aproximação com o governo de Minas Gerais. Forta lecia-se de certa forma o bloco anlipinheirisla. através do reforço do Estado do Rio. Pernambuco e Bahia ã política dos grandes estados. Essa aliança se
(onnaliwu no Congresso sob o nome de " Colipção", incluindo ainda São Paulo. Alqoas e Ceará.
Após longas negociaçõcs. em julho de 1913 a comiS5.io executiva do PRCF acatou a sugestão do presidente de Minas. Bueno Brandão. de lançar a candidatura do vice-pl'Csidente Venceslau Brás à presidência da Repúbli· ca. Tal decisão revelava a identidade do PRCF com a orientação dos esta· dos coligados. a despeito da atitude do chefe do partido. Nilo Peçanha. que insistia em afirmar que nenhuma candidatura deveria ser definida. senão através de uma convenção national do PRC. A aceitação dos demais esta� dos, bem c9mo de Hermes da Fonseca e de Pinheiro Machado. consolidou no entaOlo a candidatura de Venceslau Blis. que foi apenas confirmada, ao lado da de Urbano Santos ã vice·presidência da República. na convenção nacional do PRC realizada em 9 de qostO de 1913.
Nilo Peçanha não compareceu i. convenção. e enviou uma carta expli· cando as razões de SIIII ausencia. Nela n:iteravl a neutralidade que vinha as sumindo havia algum tempo e manifestava sua discordância em relação à maneil'1l. como haviam sido escolltidos os candidatos. que a seu ver linitava a convenção a homologar uma decisão tomada previamente." A atitude de Nilo marcou definitivamente sua divergência não SÓ em relação ao PRC. mas em relação li posição assumida por Oliveira Botelho. de aderir a05 esta dos coligados. cedendo a um alinhamento aos grupos oligárquieos paulistas e mineiros que haviam sido afastados da direção política nacional no governo Hermes. mas agora preparavam·se pal1l retomar o controle do país. Seu isolamento iria criar um quadro extremamente desfavorâvel à sua perma·
nência na direção da política fluminense. inaugurando um novo período de desestabílização do nilismo.
2. O ENFRAQUECIMENTO 00 NILlSMO NO ESTADO DO RIO A liderança de Nilo Peçanha na polftiea fluminense ao se iniciar o ano de t913 era inegável. Além de controlar a ALERJ e as câmaras municipais re· cém-eleitas. Nilo teve seu poder sobre o PRCF reforçado com a eleição da
nova comissão executiva do partido na convenção realizada em 23 de março
com a presença de delegados de 48 municípios fluminenses. A nova comissão
teve o número de membros reduzido e. sob 11 chefia do próprio Nilo. incluiu
apenas politic05 de sua confiança pessoal: o Banio de MinlCema. o mais In' tigo $Cnador fluminen$C. o deputado Rllul Fernandes. lider da bllncada fluminense na Câmara. e o deputado João Guimarães. vice-presidente do es·
tado e também presidente da ALERJ.
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importante notar a exclusâo do se·nadO( Francisco Portela. que, com a moree de Quint
i
no 8ocaiúva. havia ocupado o lugar deste na comissão anterior.Se a nova comissão apresentava maior gomogeneidade política. anun
ciava também conflitos entre o PRCF e o governo eseadual que daí em
diante só iriam se acirrar. Além de nilo eer comparecido ã convenção do
PRCF aleitando problemas familiares. Oliveil1i Botelho fez restrições ã
composição da nova comissão. por considerá·la excessivamenee regionalis
ta. na medida em que a maioria de seus membros erdm campistas.- Mesmo
que essas observaçóes não expressassem uma divergência mais substllneiva com a direção do pareido. o filIO de Boeelho eer alereado Nilo para a "mâ
goa" de Francisco Portela e Lopes Mareins ao serem excluídos da comissão
certamenee revelava seu próprio deSCOntentameneo.
A coesão e a Ocgemonia do nilismo começariam a SCT realmenee ameaça·
das com o inicio do debate sucessório. Se a dedsão de Boeelho e Nilo de se
afastar de Pinheiro Machado recebeu o a
poi
oda maioria da bancada fedtr'al
fluminense e de diversas cirnlll1lS municipais. algumas alianças políticlls fir madas quando da sucessão estadual de 1910 fOf'am llbaladas. Os deputados federais AugUSto Sousa e Silva e Carlos de Faria Souto discordaram daorientação do govemo e preferil1im alinhar-se a Pingeiro.' P"dralelamenee.
surgiram boaeos sobre a fundação no Estado do Rio de um pareido de apoio
llO senador gaúcho. eendo à frenee o aneigo Ifder oposicionista Miguel de
Cllrvalho e O ex
-
presidente Alfredo Backer. além do senador Francisco Por eela." A pressão do govelno federal conera a posição de Boeelho e Nilo foi eambém baseanee ineensa. Segundo Russell. a nomeação, em junho. de Ed wiges de Queirós. antigo opositor de Nilo. para a chefia de polícia do Diserieo Fedemt. marcou o inicio da grande ofensiva conera o governo lIuminen
�.'
Embora Nilo e Boeelho já houvusem tomado rumos difen:ntes em rela
ção a sucessão. o primeiro preferindo a neuerdlidade. e o segundo
.
a aproximação com Minas e São Paulo. aeé julho de 191) as relações entre ambos
se
mantivenlm eSeáveis. Cienee dos constantes boatos sobre seu rompimeneo
com Nilo. Botelho chegou a declarar·lhe: "Fique tranqüilo
.
sou seu �oldadoe amigo dediclldo de muitos anos e não daria crédieo II intrigas.
"
'o A ausêncil! de Nilo na convenção do PRC que homolOGOU em agoseo a candidmunl
Vencesll!u Br.ís iria no en taneo eorll:lr esta aleança cada vez mais incômoda
p;lrd 80eelho.
O não comparecimeneo de Nilo marcou definieivamente seu rompimeneo com o PRC. reneeindo
-
se de imediaeo no quadro partidário numincnse. O PRCF, a pareir de eneão. passou a reunir os opositorcs do governo eseadual e da politica nilista. entre os quais Fmnciseo Ponela. Alfredo Backer. Ed· 190wiges de Queirós e 05 depulados federais Augusto Sousa e Silva, Teixeira Brandão e (::rico Coelho," enquanto o partido da situação voltou a adotar a sitIa PRF. Se a bancada fluminense na CãmaTll Federal se dividiu. o mesmo não ocom:u com 05 deputados estaduais, que se mantiveram fiéis a Nilo,
aindll que aceitando a candidatura de Venceslau Brás." Por outro lado, o l.fastumento da direção política do cstado da órbita do PRC intensificou as pressões do governo federal Mlbre as forças nilistllS. sur,indo inclusive bo· atos sobre a possível suspensão dos serviços de SIIneamento da Bailtada fluminense. uma das mais importantes iniciativas do governo Oliveira Bote· lho.
Para Botelho, portanto, tomava·se quase impossível manter·se (tel a um governo federal que procurava minar as forçaS de sustentação de sua polCticll
no estado na medida em que seu governo se subordinava à figura non grata
de Nilo Peçanha. A tensllo �nlre o governo federal e o governo fluminense chegou a tal ponto que no mês de outubro de 1913 circularoilll rumores de que o Estado do Rio sofreria uma intervenção federal a maodo de Pinheiro
Mach;tdo _ a exemplo do que acontecera em Alagoas. Ceará e Pernambu·
co, estados govemados por SIIlvacionistas _, e Oliveira Botelho seria subs
tituído por Edwiges de Queirós. ,.
Ainda em outubro. em virtude da explosão de bombas nas residências
dos oposicionistas FrolOcisco Portela e Teixeira Bmndão. e da conseqüente cllmpanh.a contra seu governo, que. segundo se alegava. permitia a ocorrên cia de fatos como aqueles, Botelho estabeleceu contatos com Hermes da Fonseca. Segundo O Flllmint'nst'. seu intuito seria " conseguir uma oportu·
nidade de rogar-se aos �s dos senhores marech.al Hermes e general
Pinhei·
ro, mesmo depois das esmll&adoras provas de desconfiança recebidas de um e de outro" ." O episódio sem dúvida revelava o esforço de Botelho para manter·se fiel ao poder fedenill, e. sintomaticamente. dias depois do ocorri
do. O Flllmint'nst' anunciou que Nilo iria abster-se temporariamente de in
tervir na direçiiu pollticll du Estado do Rio."
O movimento de redetiniçao das alianças peliticas 'tue culminaria 00
arastamento de Botelho da órbita do nilismu iria se cOflsolidar. finalmente, no momento em que teve inicio o processo sucessório fluminense. A apro ximação de BOIelho com o governo fedeml. isto ê, com as regras ditadas pela polltlca hennista. ofereceria ao presidente da República, nas palavras de José To1cntino. " 0 instrumento de que ele carecia para a sua investida contra Nilo Peçllnha".'" Esse processo evidenciou como o governo fedeml interferiu decisivamente na politica fluminense, com a aquiescencia de Bote lho, procumndo de um lado alijar uma força polltica até então dominante - 191
o nilisrno _ e de outro criar condiçôcs para que os partidários do novo PRCF. aliados a Botelho. passassem a controlar a política estadual.
3. A SUCESSÃO ESTADUAL E A CISÃO NILO-OLlVEIRA BOTELHO
Inkiadas as articulaçôcs para a eleição do sucessor de Oliveira Botelho. p�vista para 11 de junho de 1914, Nilo Peçanha negou-se a aceitar a partici. pação de forças estranhas à política fluminense na escolha do candidato. Enquanto Botelho acatou a indicação feita por Pinheiro Machado do pre feito de Niterói. Feliciano Sodré. Nilo firmou posição em defesa da bandeira da autonomia estadual. acabando por romper com Botelho e por lançar-se ele próprio candidato à presidente do estado.
Nomeado prefeito da capital em 1911 por Oliveira Botelho. a partir de indicação de Pinheiro Machado. o engenheiro militar Feliciano Sodré en trara na politica pelas mãos de Hermes da Fonseca. que. corno ministro da Guerra do governo Afonso Pena (1906-1909). o encarregara da construção do forte de Macaé. Em 1910. Sodré participou da campanha presidencial de Hermes e foi elcilo �utado estadual." Embora fosse antibackerista e ti
vesse apoiado a eleição de Oliveira Botelho. não era identificado com a poli tica nilista, chegando mesmo a ser considerado por alguns aliados de Nilo corno homem de opo�ão.
A indicação de Sodré por Pinheiro Machado na sucessão de 1914
apoio
ava-se não só na ligação deste com Hermes. mas na aproximação de Oli veira Botelho com o governo federal. que resultou na sua reincorporação ao
PRC. Assim. em fins de fevereiro de 1914. a comissão central do PRC
aprovou a candidatum Sodré. No interior do PRCF. porém, esta escolha não foi aceita pacificamente. ja que o partido reunia as mais diversas ten dências de oposição ao nilismo, não apresentando alto grau de coesão inter· na." A aceitação do nome de Sodré só se tornou possfvel graças 11 aliança entre Pinheiro e Botelho. os quais, juntamente com o dep!Jtado fedeml Au· gusto Sousa e Silva. porta-voz das propostas pinheiristas no Estado do Rio.
procuraram induzir os vários segmentos da oposiçiio nilis ta a apoiarem ku
candidato. Embora nào houvesse consenso absoluto. 11 manobra que resul
tou na aprovação de uma moção de apoio a Sodré durante uma reunião sem quorum da comissão executiva do PRCF selou sua candida
tura: com a exceção de Backer, todas as lideranças antinilislas acataram a
decisão.
Imediatamente após seu 1:lOçamento, 11 cllndidalUra Sodré recebeu o apoio de 28 das 48 câmaras municipais fluminenses" e de 15 depUllldos esta-
duais· e dez deputados federais."' Estes números reyelam que grande pane da representação política do estado preferiu manter-se fiel ao goyemo esta dual. ao panido situacionista e ao goyemo federal. Uma carta enviada a Nilo pelo deputado federal pr6-Sodré. Luís da Silya Castro, demonstra da· ramente em que medida era imprescindiycl o alinhamento das forças politi· cas estaduais com o poder federal: "O povo não se anima a lutar contra os presidentes do estado e da União. mesmo porque será perder tempo. Desde que o candidato saiu do pari ido, todos pensam que deye ser ele pres tigiado O que sei claramente é que todos os deputados federais e estaduais desejam acordo e não luta. "ti As várias carlas enviadas 11 Nilo por deputados e yere
adores com pedidos de desculpas pela adesão a Botelho comprovam o quão iocYitável era aceitar as regms do jogo da política dos governadores.
Em
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de abril de 1914, quase dois meses após a eleição para presidente da República. que em 1.0 de março deu 11 vitória a Venceslau Brás, a candidatur.l Sodré foi rntificada em convenção do PRCF, dUr1lnte a qual proce deu-se também à eleição da nova comissão executiva do partido. Ainda neSle momento. porém, a coesão dos anlinilistas não foi plenamente gaJ'llnti da. Além de criticas à indicação de Sodré." OCOlTeram problemas na escolha do presidente do panido.·· Ambos 05 fatos indicavam a existência de um conflito latente no interior do situacionismo numinense, que seria posto a prova pela candidatura do próprio Nilo Peçanha.
Ainda em novembro de 1913, o deputado Pano Sobrinho. criticando se Yer.lmente a situação econômica e financeinl. do estado. levantou 11 candida
tura de Nilo Peçanha contra a indicação do prefeito Sodré. Segundo suas pa layras. "a candidatura Nilo yem dar o tiro de mOrle nas suas (de Sodré) pre· tensões ia presidência do estado ... Cauteloso. Nilo lentou negociar com Oliyeira Botelho outrllS ahernaliva5. apresentando 05 nomes de João Gui marães. Raul Fernandes e Mário de Paula. mas suas sugC5tócs foram recu sadas. Diante da consolidação da candidatura Sodré, 11 comissão executiva
do PRF manifestou seu repúdio e. em reunião realizada em 21 de fevereiro de 1914. lançou a candidatura de Nilo Peçanha. identifican<lo-a com a defesa do espirito de independ-éncia e autonomia do estado. e como uma reação à ação conjunta do governo de Olivc:i ... Botelho e do governo rederal.-
A cisão então consumada entre Oliveira Botelho e Nilo Peçanha. como em outros episódios da história numinense na Primeira República, resultou muito mais de desentendimentos políticos do que de divergências programá ticas de caráter administl"lltivo ou econômico. Tal rato pode ser melhol compreendido através do eilame das continuidades e descontinuidades entre as propostas do governo �elho e aquelas aPfesentadas por Nilo durante seu primeiro mandato como presidente do estado. n
Ao tomar posse. Botelho comprometera·se a dar seguemento ao pro· grama admenistrativo e econômeco elaborado por Nelo. o qual se baseava no fortalecimento do Poder E�etutevo em detremento do Legeslatevo e do Jude· ciáreo, na redução da autonomea dos munecípios e na entervenção do estado na economia. Assim, a reforma administrateva enstetuída pela Lee n." 1.036, de 9 de novembro de 191 1. pela qual foe remodelada a Secretaria Geral atra· vés da treação da Inspetoria de Higiene e Saúde Públeta e do desmembrd' mento das enspetoreas de Agrecultura e Indústreas, e Veação e Obras Públi· tas, veeo reiterar a enterferêncea direta do Executevo na formulação de dere· trezes para o desenvolvimento econômeco e o saneamento do estado. A cria· ção de novas prefeiturdS e a nomeação dos prefeetos pelo governo estadual foram também medidas emportantes para o fortaletemento dos setuaciones· mos IOtais,SI a uemplo do que atontecera no governo Nelo.
Na ârea econômeca. Oleveera Botelho também procurou dar contenuedade às mededas implementadas por Nelo. Sua atuação pautou·se pela entervenção direta do Executivo nos rumos do desenvolvemento do estado. assegurando o processo de deversificação agritola já eneciado e mantendo especeal atenção às antegas áreas de produção de café e tana-de.açútar.SI Distanceando--se porém dos principias nilestas, segundo os quais a pecuárea era expulsora da mão-de-obrd. Botelho estemulou o desenvolvemento desta atevedade. que ve· nha crescendo desde o inicio da década de 1910 em áreas detadentes do café localizadas sobretudo na parte sul não..letorânea do estado. Certamente não se pode localezar ai a razão do rompemento entre as duas lederanças, uma vez que o governo flumenense jamaes representou os enteresses econômicos de uma facção olegârqueca em particular. sendo apoeado, em trota de previlé· geos, tanto por cafeicultores como por pecuarestas ou aenda por aqueles ente· ressados na dive'n;ificaçiio agrkola. O que importa notar, sobretudo. ê que. assem tOmo no governo Nelo, o encentevo govemamemal na gestão Botelho dirigiu-se exdusevamente ã agrecultura. não havendo qualquer tipo de pre ocupaçào industrializante.
Também na área trebutária houve uma edentedade entre as propostas de Botelho e Nilo no IOtante à abolição gradual do emposto de exportação. pa ralelamente ao progressevo aumento do emposto territorial. Entretanto, numa atitude que atenuava o controle do governo estadual sobre os municí·