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Behçet Çelik’in Sanatı ve Eserleri

1. BEHÇET ÇELİK’İN HAYATI, SANATI ve ESERLERİ

1.2. Behçet Çelik’in Sanatı ve Eserleri

Vislumbra-se a Educação a Distância como uma modalidade, que não apenas se constitui de metodologias, métodos e técnicas de superação dos vácuos da distância entre sujeitos e diversos conhecimentos, como também, fundamenta o próprio sujeito para um novo sujeito paradigmático, responsável pelo seu aprender, componente do processo e em processo do aprender a aprender a distância de outros sujeitos, mas muito imbricado andragogicamente8, corporalmente e tecnologicamente.

A condição de pesquisador propositivo se ancora no estudo do fenômeno definindo o objeto de estudo como um fenômeno a ser percebido pelos cinco sentidos humanos e ou pelas suas extensões. O olhar sobre o que significam as transformações do sujeito no espaço virtual moveu este estudo quanto ao que consideramos o fenômeno vivido. A contribuição da fenomenologia caminhou no sentido de elucidar as significações deste universo de distâncias, contendo e contido de sentidos humanos.

A metodologia empregada neste trabalho situa o fenômeno para identificar e propor significados ao processo de aprendizagem no espaço virtual, efetivando a redução

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fenomenológica, que contém a descrição e interpretação do fenômeno, realizando a suspensão mais imediata do campo empírico a ser estudado.

A investigação foi realizada em duas dimensões concomitantes. Uma, que estudou epistemologicamente o espaço virtual e na qual se priorizou a compreensão da aprendizagem do sujeito e a dialogicidade, no âmbito da EAD e a outra que discutiu o processo de construção de conhecimento através do corpo, de forma a propor mediações entre diversas tecnologias de comunicação e informação e sujeitos aprendizes em EAD.

Desenvolvemos um diálogo no interior virtual da Universidade Federal do Pará (UFPA), isto é, no lócus do Curso “TV na escola e os desafios de hoje” localizando os alunos e professores situados nos municípios-sede de alguns campi da UFPA.

A estratégia de estudo partiu das falas dos atores envolvidos para um desvelamento do processo: como se sentiram, como se perceberam, como construíram os elementos da aprendizagem.

Para esta opção, foram realizadas entrevistas estruturadas partindo de um roteiro de conversa (na forma de questionário), isto porque foram ouvidos alunos-cursistas egressos do Curso, que já não estão mais em processo de Educação à Distância, mas que são sujeitos valiosos, principalmente porque estão atuando no magistério e poderão expressar suas impressões do processo em que estiveram inseridos, tentando recuperar as ações do Curso, o que foi planejado e o que foi ocorrido.

Tive interesse de questionar, por exemplo, sobre o uso das tecnologias de informação e comunicação, tais quais TV e vídeo, internet, computador, telefone, fax porque todas foram utilizadas para operacionalizar o curso e tem interligação, ou melhor, representam o trato pedagógico dado pelo Curso e, por conseguinte, influenciam na forma e na profundidade da aprendizagem adquirida.

A pesquisa se caracterizou pela comparação das experiências vividas pelos entrevistados, expressas nas conversas que foram traçadas, numa busca possível de unidades de significação que ressignificassem o distanciamento entre sujeitos e projetos de EAD, em que os atores das cenas atuaram na confirmação ou negação do proposto teoricamente.

Os processos subjetivos complexos, com os quais caracterizamos a aprendizagem a distância, só aparecem na medida em que os sujeitos estudados se expressam por meio de sua implicação pessoal, revelando-se no campo da rede ou da infovia, através de suas próprias construções, as que avançam e se enriquecem no diálogo permanente com o outro, sujeito aprendiz e ensinante, aluno-educador, orientando-orientador. Apoiamo-nos no enfoque fenomenológico, não somente como uma escolha, mas sim como um caminho proposto pelo próprio trabalho.

A pesquisa perpassou as fases de descrição registrando, analisando e correlacionando fatos ou variáveis sem manipulá-los, através dos instrumentos supracitados, caracterizando a fase de estudo da realidade, como a necessária revisitação a este ambiente organizado didaticamente.

As situações tal como ocorrem espontaneamente, ou seja, em seu “habitat” natural, irão ser coletados e registrados ordenadamente.

O envolvimento existencial e o distanciamento reflexivo estarão voltados para a vivência dos sujeitos pesquisados, pois é possível ao mesmo tempo, envolver-se e refletir a respeito de opiniões emitidas por outras pessoas, decorrentes de reflexões feitas por estas sobre sua própria vivência, uma vez que o pesquisador está sempre situado, individualizado e é por isto que necessita do diálogo, entrar em comunicação com outras situações (vividas e relatadas por outros sujeitos) é a maneira mais segura de ultrapassar seus limites.

É importante enfatizar que tanto o envolvimento existencial quanto o distanciamento reflexivo devem estar inter-relacionados e, a descrição destes dois momentos não encerra completamente a tarefa, mas possibilita a retomada, em um momento posterior, de novos esclarecimentos sobre o tema.

Isto é,ambos os momentos levam em consideração que a pesquisadora tem sua parcela de contribuição no resgate do vivido pois também participou do processo e seu envolvimento existencial também é levado em consideração, valorizando ainda mais a necessidade do distanciamento para a reflexão situada.

O foco da pesquisa esteve no sujeito aprendiz, portanto o balizador do processo de ensino, todos os atores são responsáveis de forma conjunta. Considerando que todos nós construímos nossa identidade na relação com o outro, nas relações sociais que envolvem a

aprendizagem, o trabalho, o afeto, mediados pela comunicação oral, escrita ou corporal, que integra cada uma destas relações, estas são como uma comunidade de aprendizes através dos elos proporcionado pelas tecnologias.

Falar deste sujeito é também reconhecer a existência de subjetividades, que concebe uma rede de intenções no trato com o aprender. É descrever de um certo modo, com um certo tipo de vocabulário, a experiência de um ou de muitos humanos com vistas a compreender, avaliar ou intervir com fins epistemológicos, éticos ou políticos.

Tendo o sujeito como foco do processo, destaca-se que a subjetividade define o elemento aprendizagem que coincida com um desejo, com um gosto de viver, com uma vontade de construir o mundo no qual nos encontramos e algumas vezes de transgredir os dispositivos de mudança de tipos de sociedade, tipos de valores que na EAD aparecem como emergentes.

3 DESVELANDO O CORPO E O DIÁLOGO: A FLOR DA APRENDIZAGEM

Benzer Belgeler