• Sonuç bulunamadı

C. BASIN VE CEMĠYET YASALARININ ĠYĠLEġTĠRĠLME SÜRECĠ

1. Basın Kanunları

A Metodologia MASI apresenta alguns avanços em comparação aos índices publicados pelo IMD e pelo WEF. Isso porque avalia a competitividade nacional segundo fatores buscando identificar as especificidades dos países, dividindo-os em grupos de tamanho e graus de competitividade similares, o que soluciona parcialmente

alguns problemas em relação à aplicação prática dos indicadores quando comparam países completamente diferentes sob uma mesma medida. A busca de inclusão de fatores humanos de forma mais explícita, buscando manter-se próxima à teoria do Diamante de Porter, também é um progresso significativo, pois consistem em vantagens criadas de extrema importância para a competitividade nacional. Quanto ao processo de simulação de estratégias para a competitividade, destaca-se a reavaliação do peso atribuído às variáveis de forma mais consubstanciada, com menor grau de arbitrariedade.

Entretanto, a capacidade de avaliar os fatores determinantes da competitividade futura dos países ainda apresenta lacunas. O modelo se baseia em teorias que não são capazes de incorporar a dinâmica da criação de vantagens competitivas dinâmicas. O modelo IPS incorpora fonte (fatores físicos e humanos) e escopo (doméstico e internacional), entretanto não se atenta muito às tendências de políticas de desenvolvimento (análise continua sendo estática). A justificativa para isso, segundo o instituto, é que o Modelo do Diamante já seria um modelo dinâmico, entretanto, conforme argumenta Lall (2001), na realidade a tese desenvolvida por Porter (1990) dá uma grande contribuição para buscar compreender o porquê determinados países desenvolveram vantagens competitivas em determinados setores, e nesse sentido incorpora fatores estruturais e dinâmicos da economia nacional, mas não busca compreender o como estes países desenvolveram tais competências competitivas dinâmicas.

Decorrente desta lacuna teórica do modelo, os resultados obtidos na etapa de simulação insinuam uma contradição com os resultados obtidos em pesquisas que buscam compreender a criação de vantagens competitivas dinâmicas13. Enquanto o estudo dos coreanos sugere uma estratégia focada na redução dos custos dos fatores de produção, portanto mais focada na exploração das vantagens comparativas, como a mais aplicável a um país grande em desenvolvimento, como o caso do Brasil, os estudos que buscam compreender a geração de vantagens competitivas dinâmicas identificam, na maioria dos casos, uma maior utilização das competências criadas deliberadamente em

13 Por exemplo, Mowery e Nelson (1999) buscam compreender como países desenvolvem vantagens competitivas em nível nacional, e atribuem esse processo ao desenvolvimento de capacidades inovadoras dos países. Em uma análise do caso Brasileiro, Coutinho e Ferraz (1993) também avaliam os efeitos estruturais da competitividade e identificam as capacidades inovadoras, e o sistema de apoio necessário para ela, como elemento central para a competitividade do País.

um processo cumulativo de aprendizado, o que só faria sentido para países em um estágio mais avançado de desenvolvimento, de acordo com a teoria do IPS.

Para as teorias das vantagens competitivas dinâmicas (DOSI et al., 1990), uma nação deve caminhar a uma estratégia de diferenciação para reforçar sua competitividade nacional em qualquer situação, claro que sem deixar de explorar estratégias baseadas em redução de custos no curto prazo de acordo com sua estratégia de desenvolvimento. De fato, esta dicotomia entre estratégias de custo e diferenciação faz pouco sentido em uma análise dinâmica da competitividade. Conforme demonstrado no capítulo 2 deste trabalho, o próprio Porter (1990) reconhece que, no longo prazo, mesmo as estratégias de custo se baseiam em complexos processos de inovação que requerem o desenvolvimento de competências específicas pelos países.

Dessa forma, ao se basear em conceitos teóricos estáticos, relacionados ainda às noções de vantagens comparativas, a metodologia desenvolvida pelo IPS apresenta as mesmas lacunas teóricas identificadas nos índices desenvolvidos pelo WEF e pelo IMD.

3.3. COMENTÁRIOS FINAIS

As metodologias existentes representaram um grande avanço em relação ao desenvolvimento de métricas para acompanhar o processo de desenvolvimento das vantagens competitivas dos países. Em relação aos pressupostos clássicos, basicamente restritos a uma análise mercantilista da competitividade, os novos indicadores trouxeram uma abordagem mais sofisticada, baseando-se em conceitos que melhor explicam a dinâmica da concorrência entre as nações, que incorpora indicadores de dimensões afetas às condicionantes microeconômicas da competitividade.

Entretanto, podemos resumir as lacunas encontradas nestes indicadores em duas. Por um lado, eles se fundamentam teoricamente em uma metodologia desenvolvida com um objetivo diferente ao qual se propõe os indicadores desenvolvidos por tais organizações. O conhecido Diamante de Porter apresenta limitações teóricas importantes para o desenvolvimento de um conjunto de indicadores, que incorpore, principalmente, a complexidade da criação das vantagens competitivas dinâmicas pelas empresas e países. Esse não foi o objetivo do trabalho do autor, ou pelo menos não foi o resultado alcançado por ele de acordo com as críticas da literatura. Porter (1990) identifica o porquê países foram capazes de desenvolver vantagens competitivas em

determinados setores, mas não nos ajuda a compreender o “como” tais países as desenvolveram. Esse processo se mostra um processo baseado no desenvolvimento de competências dinâmicas. Trata-se de um processo sistêmico, apoiado em diversas dimensões de fatores que se relacionam entre si, cumulativo e incerto.

A segunda lacuna identificada se relaciona à metodologia utilizada para a criação de tais indicadores. A busca de indicadores compostos, que desenvolvem ranking de países restringe a competitividade nacional a uma única dimensão estática e empobrece a realidade, afetando a utilidade prática dos indicadores como ferramentas de políticas públicas específicas para os países interessados. Dessa forma, torna-se necessário partir para novas concepções metodológicas para a criação de indicadores de competitividade que possibilitem a análise e a formulação de métricas que auxiliem a mensuração do processo de constituição de vantagens competitivas dinâmicas, baseadas em competências, que contribua para o processo de desenvolvimento econômico das nações.

Este é o objetivo desta tese, e uma proposta para a construção deste sistema de métricas será apresentado no próximo capítulo.

4. PROPOSTA DE UM SISTEMA DE MÉTRICAS DE

Benzer Belgeler