3. Bankacılık Hizmetlerinin Geliştirilmesinde Bilgi Ekonomisinin Rolü
3.3. Bankacılık Hizmetlerinin Geliştirilmesinin Aşama Ve Gerekçeleri
A adolescência caracteriza-se por intensas transformações físicas, psicológicas, cognitivas e sociais. Seu início se dá pelas transformações biológicas do organismo, mas tais mudanças se dão em estreitas relações com mudanças psicológicas e contextuais que deverão ser levadas em consideração na análise dessa etapa.
Considerando que não é objetivo desse estudo apresentar detalhadamente todas as mudanças que ocorrem na adolescência, mas sim suas repercussões psicológicas, as alterações corporais adquirem um lugar especialmente importante na adolescência. Do ponto de vista biológico, esse processo é desencadeado por mudanças hormonais que diferenciarão os corpos masculinos dos femininos, tanto nas características sexuais primárias (órgãos reprodutores) como nas características sexuais secundárias (pelos faciais, mudanças de voz e alargamento dos ombros nos meninos; crescimento dos seios e alargamento dos quadris nas meninas). Ocorre ainda o conhecido estirão do crescimento, em que a velocidade de crescimento na estatura pode chegar a duplicar em relação à fase pré-puberal. Segundo Palácios (2004, p.316) “costuma ser freqüente uma ‘assincronia’ ou falta de harmonia e uniformidade, onde algumas partes do corpo podem ser grandes ou pequenas em comparação ao resto do corpo” com tendência a ficarem mais proporcionais com o decorrer do tempo, causando assim maior bem estar aos adolescentes quanto ao aspecto físico. Salientaremos que dentre as mudanças relacionadas ao corpo dos adolescentes masculinos, está a obtenção de um ganho de massa muscular juntamente com o crescimento da estatura e espessura dos ossos.
O início da puberdade depende da ativação do eixo hipotalâmico-hipofisário-gonadal (HHG), através da remoção de sinais inibitórios cerebrais sobre o hipotálamo, que reativa os pulsos secretórios de GnRH (hormônio hipotalâmico liberador das gonadotrofinas) e conseqüente liberação do hormônio luteinizante (LH) e do hormônio folículo-estimulante (FSH).Tais hormônios estimulam o testículo ou o ovário na produção de esteróides sexuais gonadais, responsáveis por grande parte dos sinais e sintomas físicos e comportamentais observados no desenvolvimento puberal. (LONGUI; CALLIARI; MONTE, 2003).
Vários são os fatores que ativam o hipotálamo para o desencadeamento da puberdade, além do hereditário, entre eles “o histórico de saúde, os hábitos de vida (sobretudo atividade física), os níveis de estresse e, inclusive o clima” (COLL, 2004, p.317). O início da puberdade pode variar entre 9 a 16 anos, no sexo feminino, pelo aparecimento do broto mamário, seguido pelos pêlos pubianos e axilar, e ocorrendo a menarca, em média, aos 12,2 anos, e já no sexo masculino, é evidenciado pelo aumento dos testículos, variando de 9 a 14 anos, com idade média de 10,9 anos, seguido pelo aparecimento dos pelos pubianos e aumento do pênis (COLLI, COATES & GUIMARÃES, 2003).
O corpo em modificação trará repercussões na imagem mental que o adolescente tem de si e está intimamente ligada a seu autoconceito e sua identidade. A identidade entendida aqui como imagens, representações, traços que o indivíduo tem de si, que o representam, e que sofre modificações com as vivências do sujeito durante todo seu ciclo evolutivo. É um processo de construção e elaboração sobre si mesmo que se dá a partir do nascimento e na adolescência adquire características próprias a esta fase.
Na visão de Levisky (1998, p. 47), “a velocidade com que ocorrem as transformações físicas difere daquela relativa às transformações da imagem corporal [...] onde num curto espaço de tempo o corpo adulto estará formado”.
Este processo de transformação corporal se dará de forma gradual durante vários anos produzindo mudanças bastante significativas que terão um impacto ao nível psicológico, afetando a forma de pensar, agir e sentir dos adolescentes. No entanto, cumpre ressaltar como mostra Palácios (2004, p. 317) que “a maioria dos efeitos psicológicos da puberdade parece estar mediada por fatores sociais e psicológicos, tornando-se importante para compreensão dessa fase, analisar as complexas interações entre os níveis biológico, psicológico e sociocultural”.
Outras transformações se darão em decorrência e em concomitância às corporais que assemelharão os jovens aos adultos. Haverá uma mudança cognitiva, chamada de pensamento formal na tradição piagetiana, que se caracteriza pela aquisição do pensamento hipotético- dedutivo possibilitando ao jovem pensar sobre o mundo, sobre ele mesmo, questionar, planejar o futuro, comparar hipóteses; enfim terão um maior rigor, autonomia e amplitude em seu raciocino. Isto os torna mais introspectivos à procura de suas verdades contribuindo para a construção de suas identidades.
Outra característica importante na adolescência é uma passagem da sexualidade auto-erótica para a sexualidade genital adulta, que faz parte do desenvolvimento psicossexual decorrente da maturação biológica. Deverá haver um deslocamento do objeto de desejo que eram os pais para um objeto externo. Para Freud (1972), no início da adolescência, a imposição dos impulsos eróticos e emoções sexuais se caracterizam pelo auto-erotismo, que se realiza através das práticas masturbatórias, pois o jovem está mais voltado para si e para seu próprio corpo. Já na segunda fase da adolescência, após uma melhor definição da identidade sexual, o jovem vai explorar novas emoções e sensações da vida sexual com um parceiro.
A vivência da sexualidade nesta etapa depende também da cultura na qual o indivíduo está inserido que pode ser restritiva ou não. Levisky (1998) relata que a sociedade contemporânea é contraditória deixando prevalecer o consumo ao estimular a prática sexual de várias maneiras através da mídia, principalmente, e pouco oferece no sentido preventivo eficaz que possibilite ao jovem ter uma crítica para fazer escolhas ou tomar atitudes adequadas, que não o comprometam.
Outra tarefa dessa fase é o deslocamento do apego que inicialmente se centrava nos pais e que agora se desloca para os pares ou grupo de amigos. Os pares aqui adquirem uma importância ímpar na construção de identidade dos jovens. É nele e através dele que eles se diferenciam e ao mesmo tempo se amparam e se espelham, transferindo assim parte da dependência que mantinha com a estrutura familiar. O grupo, “constitui assim a transição necessária no mundo externo para alcançar a individualização adulta”, atestam (ABERATURY & KNOBEL, 1981, p.37). É no grupo que o adolescente se ampara ante à angústia de assumir novas responsabilidades e obrigações com as quais se depara, bem como sua luta para se tornar independente dos pais, apesar de necessitar muito deles, daí a submissão ao líder do grupo em substituição ao poder paterno.
É nessa fase também que os adolescentes se preparam para escolher uma profissão, precocemente, por exigência de nossa cultura e pela forma como se estrutura nosso sistema de ensino, onde aproximadamente por volta dos 16 anos já deverá ter uma definição neste aspecto.
Diante de tais tarefas enfrentadas na adolescência, mesmo que existam formas individuais no enfrentamento desta etapa evolutiva, não podemos deixar de levar em conta as significações dadas a esta etapa por cada cultura e momento histórico.