1.3. Sızdırmazlık Elemanları
1.3.1. Bal Peteği Sızdırmazlık Elemanları
Em relação ao tratamento dos dados, foi utilizado o método de análise de conteúdo. Para Bardin (2011), a análise de conteúdo constitui várias técnicas onde se busca descrever o conteúdo emitido no processo de comunicação, seja ele por meio de falas ou de textos. Dessa forma, a técnica é composta por procedimentos sistemáticos que proporcionam o levantamento de indicadores, permitindo a realização de inferência de conhecimentos.
A autora descreve que a análise de conteúdo visa ao conhecimento de variáveis de ordem psicológica, sociológica, histórica, entre outras, por meio de um mecanismo de dedução com base em indicadores reconstruídos a partir de uma amostra de mensagens particulares. Para definir esses indicadores, faz-se necessário definir antes a unidade de registro, que serve de base para codificar e categorizar o texto da mensagem que, por sua vez, poderá aplicar o método da contagem frequencial. A unidade de contexto, além de ser superior, é utilizada para compreender melhor a codificação e a significação da unidade de registro.
A natureza da análise de conteúdo que foi aplicada neste estudo foi a temática que, segundo Bardin (1977), consiste em descobrir os “núcleos de sentido” que compõem a comunicação e a frequência de aparição, as quais podem significar alguma coisa para o objetivo específico escolhido.
Bardin (2011) indica que a utilização da análise de conteúdo prevê três fases fundamentais: pré-análise, exploração do material e tratamento dos resultados - a inferência e a interpretação.
A pré-análise possui três etapas: a escolha dos documentos que servirão de base para a análise, os quais estão ligados aos objetivos; a formulação dos pressupostos e dos objetivos; e a elaboração de indicadores que fundamentem a interpretação final, que serão construídos com base nos pressupostos.
No caso da pesquisa, esta etapa envolveu as definições dos objetivos do referencial teórico, definição das categorias de análise e roteiro da entrevista.
Na preparação do material, foi realizada a transcrição, a organização, a ordenação e a classificação das entrevistas por entrevistado. Em seguida, foi feita a codificação dos textos, como premissa para o tratamento eletrônico utilizado na exploração do material.
Na etapa de exploração do material, foi realizado o estudo detalhado do material, orientado pelos pressupostos da pesquisa e referenciais teóricos escolhidos, a partir dos quais foram realizadas a codificação, a classificação e a categorização do conteúdo.
As entrevistas realizadas foram analisadas na busca de codificar cada transcrição em categorias pré-definidas, conforme a segmentação em suas respectivas unidades de registro, que também foram pré-definidas com as suas respectivas unidades de contexto.
A análise dos dados foi definida com base no modelo de Canholi Jr. (2016), que adaptou e ampliou o modelo de Oliveira et al. (2004) na dimensão social. Dessa forma, considerando os objetivos específicos, estabelecemos três categorias de análise: dimensão individual, dimensão organizacional e dimensão social do sentido do trabalho.
A partir dessas categorias de análise, foram definidas as respectivas unidades de contexto e unidades de registro para o trabalho com sentido e sem sentido, conforme o Quadro 7, a seguir:
Quadro 7 – Categorias, unidades de contexto e unidades de registro: trabalho com sentido.
CATEGORIAS DE ANÁLISE UNIDADES DE CONTEXTO UNIDADES DE REGISTROS
Dimensão Individual
Coerência Identificação
Importância
Alienação Clareza
Objetivo do trabalho
Valorização Valorização do trabalho
Reconhecimento do trabalho
Prazer Gostar do trabalho
Desenvolvimento Desenvolvimento pessoal
Crescimento profissional Sobrevivência e Independência Retorno financeiro
Necessidades básicas
Dimensão Organizacional
Utilidade Contribui com a empresa
Atende às expectativas
Organização do Trabalho
Diversificado Autonomia
Novas ideias ou práticas Desafiador
Relações Interpessoais
Contato pessoal
Ambiente de trabalho favorável Aceitação no trabalho
Dimensão Social
Utilidade Contribui com a sociedade
Valorização Valorização pela sociedade
Reconhecimento pela sociedade Relações Interpessoais Ambiente social favorável
Aceitação pela sociedade Fonte: Adaptado de Canholi Jr (2016), a partir de Oliveira et al (2004)
É importante frisar que para cada unidade de registro do trabalho com sentido, existe uma unidade de registro do trabalho sem sentido. Portanto, para melhor análise dos dados, o Quadro 8 mostra as unidades de registro que representam o trabalho sem sentido:
Quadro 8 - Categorias, unidades de contexto e unidades de registro – trabalho sem sentido.
CATEGORIAS DE ANÁLISE UNIDADES DE CONTEXTO UNIDADES DE REGISTROS
Dimensão Individual
Coerência Não Identificação
Não Importância
Alienação
Não há clareza quanto ao objetivo do trabalho
Desconhece o objetivo do trabalho
Valorização Não valorização do trabalho
Não reconhecimento do trabalho
Prazer Não gostar do trabalho
Desenvolvimento Não há desenvolvimento pessoal
Não há crescimento profissional Sobrevivência e Independência Não há retorno financeiro
Não atende às necessidades básicas
Dimensão Organizacional
Utilidade Não contribui com a empresa
Não atende às expectativas
Organização do Trabalho
Rotineiro
Não há autonomia
Não há novas ideias ou práticas Não é desafiador
Relações Interpessoais
Não há contato pessoal
Ambiente de trabalho desfavorável Não aceitação no trabalho
Dimensão Social
Utilidade Não contribui com a sociedade
Valorização Não valorização pela sociedade
Não reconhecimento pela sociedade Relações Interpessoais Ambiente social desfavorável
Não aceitação pela sociedade Fonte: Adaptado de Canholi Jr (2016), a partir de Oliveira et al (2004)
Neste processo, utilizaram-se os softwares Express Scrib Transcription (Express Scrib, V 7.01), para conversão de voz em dados digitalizados, e o Atlas.ti (Atlas.ti, V 7.0), para a análise qualitativa dos dados coletados, todos como recursos tecnológicos para precisão, organização e otimização do tempo.
Por fim, no tratamento dos resultados, que consiste na inferência e interpretação da codificação do texto, foram estabelecidas relações com base na reflexão e intuição, além de se
verificar as contradições e compreender os fenômenos do referido estudo, buscando o sentido da revelação dos dados tratados.
Na próxima seção serão analisados os resultados da pesquisa, utilizando os métodos citados acima.
5 ANÁLISE E DISCUSSÃO DOS RESULTADOS
A discussão dos resultados é o modo expresso para responder aos objetivos específicos delimitados para esta pesquisa, que são: compreender o sentido do trabalho voluntário sob a dimensão individual, de acordo com a percepção de brasileiros que trabalham em uma associação internacional; examinar a dimensão organizacional do sentido do trabalho voluntário, sob a ótica dos entrevistados; e investigar a dimensão social do sentido do trabalho voluntário, na visão dos brasileiros entrevistados.
Bem como, confirmar ou rejeitar os pressupostos relacionados a este estudo. Que são: o trabalho voluntário possuirá sentido sob a dimensão individual, na perspectiva de brasileiros de uma associação internacional; possuirá sentido sob a dimensão organizacional; e o trabalho possuirá sentido sob a dimensão social.
Nesta pesquisa, foram criadas três unidades hermenêuticas, uma para cada dimensão do sentido do trabalho analisada (individual, organizacional e social), sempre na perspectiva do entrevistado. Foram estabelecidas as relações com base na reflexão e intuição, além de se verificar as contradições e compreender os fenômenos do referido estudo, buscando o sentido da revelação dos dados tratados.
A visualização dos resultados em cada categoria é realizada por meio da ferramenta Network View, do software ATLAS.ti 7. Em cada categoria de análise são apresentadas Network Views, onde está descrito quantas citações positivas e negativas ocorreram para cada unidade de contexto da pesquisa.
Para as unidades de contexto, os códigos que representam as unidades de registro são relacionados aos que representam as unidades de contexto por meio de setas. Cada código é indicado com um par ordenado de dois números, como código {x – y}, nos quais o “x” representa a frequência do uso do código, isto é, ao número de citações ao qual o código foi relacionado e o “y” representa a densidade do código, ou seja, o número de códigos aos quais ele está conectado. As descobertas com origem nos dados desta pesquisa são relacionadas ao referencial teórico, permitindo o alcance dos objetivos propostos.